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domingo, 8 de janeiro de 2012

Graham Bell, o inventor do telefone, conviveu com surdos desde a sua infância


Alexander Graham Bell nasceu em Edimburgo, na Escócia. Sua família tinha tradição na correção da fala e no treinamento de portadores de deficiência auditiva. O avô, Alexander Bell, ex-sapateiro, era professor de elocução e foniatria no teatro. Sua mãe, Eliza Grace Symonds, havia ficado surda muito jovem.
O pai, Alexander Melville Bell, instrutor de surdos-mudos e especialista em problemas auditivos, queria criar o que chamava de "fala visível". Era um conjunto de símbolos, cada qual representando a posição da boca na pronúncia das vogais e consoantes. Experimentou construir um instrumento capaz de receber um som e de desenhar uma figura que dependesse das características acústicas do som recebido, mas o aparelho não passou de um invento curioso. Escreveu ainda o livro "Dicção ou Elocução Padrão".
Aos 14 anos, Alexander Graham Bell e seus irmãos construíram uma reprodução do aparelho fonador. Numa caveira, montaram um tubo, com "cordas vocálicas", palato, língua, dentes e lábios. Com um fole, sopravam a traquéia e a caveira balbuciava "ma-ma", imitando uma criança.
Graham Bell passou por três universidades: em Edimburgo, depois em Londres e, por fim, em Würzburg, na Alemanha, onde se formou em medicina. Aos 21 anos tornou-se assistente do pai, em Londres. Nessa época, seus dois irmãos morreram de tuberculose. A ameaça da doença levou o pai a mudar-se com a família para o Canadá em agosto de 1870. Compraram uma casa em Ontário.
Em 1871, o pai de Bell foi convidado a treinar professores de uma escola de surdos em Boston, mas preferiu enviar o filho em seu lugar. Assim, Alexander foi para os EUA, ensinar o método de pronúncia desenvolvido por seu pai. No ano seguinte Bell abriu sua própria escola para surdos e depois se tornou professor da Universidade de Boston. Nessa época, começou a se interessar por telegrafia e a estudar modos de usar a eletricidade para transmitir sons.
Através de seu trabalho, Graham Bell conheceu pessoas influentes como Thomas Sanders, um rico comerciante, pai de um de seus alunos. O menino havia mostrado progressos rápidos, e seu pai ficou tão grato que convidou Bell para morar em sua casa. Outra pessoa importante para ele foi Gardiner Greene Hubbard, um advogado e empresário, cuja filha, Mabel, tinha ficado surda aos quatro anos, em conseqüência de uma escarlatina. Ela já era adolescente quando Graham Bell começou a treiná-la para falar, com bons resultados. Em 1875, Bell e Mabel ficaram noivos.
Bell teve oportunidade de ver a invenção do professor alemão Philip Reis, que havia juntado dois pedacinhos de madeira e aço, conseguindo construir um estranho aparelho capaz de transmitir sons, batizado como telefone. Ao vê-lo, Bell achou que a eletricidade poderia aperfeiçoá-lo e teve a idéia de construir um aparelho capaz de transmitir notas musicais à distância usando eletricidade.
Durante os anos de 1873 e 1874, Bell fez experimentos. Se fosse possível transmitir um conjunto de notas musicais, seria possível também transmitir a voz humana. Por outro lado, a transmissão de diferentes notas musicais poderia ser utilizada para enviar muitas mensagens telegráficas simultaneamente pelo mesmo fio. Bell falava sobre suas idéias e experimentos, e Sanders e Hubbard ficaram interessados no projeto do "telégrafo harmônico" ou telégrafo musical. Hubbard investigou, junto ao Escritório de Patentes e não havia nenhum registro.
No entanto, Bell teve a informação de que Elisha Gray, um dos fundadores da empresa de telégrafos, também estava tentando construir um aparelho do mesmo tipo. Em 10 de março de 1876, Bell experimentava um modelo de telefone no sótão. Seu assistente, Watson, encontrava-se em outro aposento. Entre os dois cômodos, estava estendida uma conexão telefônica que não conseguira transmitir mensagens inteligíveis.
Enquanto Bell estava trabalhando, derrubou uma pilha e os ácidos corrosivos caíram sobre a mesa e em suas roupas. Bell gritou: "Sr. Watson, venha cá, preciso do senhor!" Watson ouviu a mensagem pelo telefone, e foi até ele. Bell estava com 29 anos e tinha, afinal, inventado o telefone. Bell sabia que havia urgência em patentear seu invento e entregou o pedido no Escritório de Patentes no dia 14 de fevereiro de 1876, apenas duas horas antes de que o mesmo fosse feito por Elisha Gray.
A conselho do pai de sua noiva, decidiu apresentá-la na exposição do jubileu de Filadélfia. Em um mês e meio, Bell construiu dois aparelhos para mostrar aos visitantes da exposição, que, inicialmente, os acolheram com indiferença. Contudo, presente ao evento, D. Pedro 2°, imperador do Brasil, reconheceu-o como o professor da Universidade de Boston, que encontrara anos antes, e ficou curioso para saber o que ele construíra.
Bell não perdeu a oportunidade e, de uma extremidade do aparelho, recitou o famoso monólogo de Hamlet. "Grande Deus", exclamou o imperador brasileiro, "isto fala". Essa foi a frase que serviu a Bell para lançar sua invenção, que se tornou, a partir daquele instante, a principal atração da exposição, embora apenas como curiosidade.
Bell casou-se com Mabel Hubbard e partiu para uma viagem à Europa. A Inglaterra era o terreno mais favorável para o lançamento comercial do aparelho, e Bell não hesitou em apresentá-lo à rainha Vitória e a instalar um aparelho na Câmara dos Comuns. Enquanto isso, a idéia do telefone interessava também a outros inventores, que construíram aparelhos semelhantes.
Logo o telefone sofreu notáveis melhoramentos e difundiu-se com rapidez. Bell poderia ter enriquecido, mas não se sentia seduzido pelos negócios e preferiu deixá-los em mãos dos sócios, seu assistente Watson, o sogro Hubbard e Thomas Sanders. O inventor continuou a se ocupar com a instrução dos surdos-mudos e dedicar-se a novas experiências.
Dedicou-se ao estudo da nutrição e do nascimento de carneiros, esforçou-se para fazer com que animais aprendessem a emitir sons humanos, e realizou experiências com pipas, erguendo um homem à altura de cem metros. Seus estudos mais profundos foram dedicados à acústica. Conseguiu construir um aparelho capaz de desenhar a forma das ondas acústicas correspondentes aos vários sons e conseguiu modular um feixe luminoso por meio da voz.
Apesar de todo o sucesso, o telefone o perturbava. Mantinha o seu aparelho envolto em papel e nunca o usava. Em 1915, foi inaugurada a primeira linha transcontinental norte-americana. Convidado à inauguração, Bell conseguiu que, na outra extremidade da linha, ficasse seu assistente Watson.
Quando morreu em sua casa de Baddeck, no Canadá (na condição de cidadão dos EUA), todos os telefones dos Estados Unidos, em sinal de luto, foram silenciados por um minuto, numa última homenagem ao homem que havia dado ao mundo um dos mais eficientes meios de comunicação.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Liga mostra as habilidades e dificuldades de pessoas com deficiência em seu quotidiano


A Liga é um programa de televisão brasileiro, criado pela produtora argentina Eyeworks e exibido pela Rede Bandeirantes desde 4 de maio de 2010. Seu formato é baseado no programa argentino La Liga, e conta em seu elenco com Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Sophia Reis.
Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto. É definido como jornalístico, mas procura mostrar com humor, drama e dose de acidez várias maneiras de se contar ao público uma mesma notícia.
No programa exibido dia 26/04/2011, foi mostrado o cotidiano de pessoas com diferentes tipos de Deficiência. Há um grande número de pessoas com deficiência existentes no Brasil, e por preconceito ou desconhecimento, a deficiência é vista como um impedimento. O desafio dessa matéria é comprovar que mesmo estando em uma cadeira de rodas, é possível viver uma vida como a de todos, só que para isso é necessário superar vários obstáculos com muito sacrifício.
Rafinha Bastos acompanhou Luciano, cadeirante há 15 anos e remador, mostra um pouco da intimidade de sua casa e como faz para sair de sua casa, localizada num lugar bastante inacessível. Além disso, mostrou as dificuldades encontradas para transitar pelas ruas e calçadas.
Débora Vilalba passou pela experiência de ficar 24 horas sem poder enxergar, com o o apoio de Renato, deficiente visual há 14 anos. Seu desafio começou em casa, onde levou 10 minutos até sair do local para ir ao encontro de Renato, e continuou pelas ruas onde teria que andar algumas quadras e também pegar um ônibus até o ponto de encontro. Depois do encontro, e uma volta juntos pelas ruas, experimentando as dificuldades de orelhões e postes pela calçada mas sem sinalização, uma parada no restaurante, que não possuia cardápio em Braille.
 
Altair Gonçalves, mais conhecido por Thaíde, foi conhecer Marcos, jogador da Associação Desportiva para Deficientes, para mostrar os benefícios que o esporte pode trazer para a vida de uma pessoa com deficiência. Conheceu as regras básicas do jogo, sentou em uma cadeira própria para competição, e participou de uma partida.
Sophia Reis foi conhecer Gonçalo, que nasceu com uma deficiência congênita que fez com que perdesse a mobilidade de seus braços e é artista plástico. Gobçalo pinta suas obras segurando o pincel com a boca, e Sophia também foi experimentar utilizar a mesma técnica. Casado e com filhos, mostrou as adaptações que utiliza para realizar tarefas do cotidiano como se barbear, atender o telefone e mandar seus emails com independência. Além disso, também fez um passeio no carro de Gonçalo, adaptado para dirigir com os pés, uma de suas maiores conquistas.
Rafinha também conheceu Mariana e Cláudio que possuem Síndrome de Down, e acompanhou o encontro dos dois em uma balada com outras pessoas que possuem a mesma deficiência. Uma história de amor, pois pessoas com deficiência também tem relacionamentos amorosos.
Thaíde continua sua visita conhecendo Ivan e Luis, deficientes visuais e jogadores de futebol. Novamente conheceu as regras e adaptações para esta modalidade paradesportiva, como guizos sonorizadores no interior da bola, e as chamadas por voz para se situar na quadra.
Débora desta vez foi conhecer Val, deficiente visual e surfista em Santos, no litoral de São Paulo. Experimentou na pele também qual a sensação de surfar sem poder enxergar. Mas para terminar o desafio de ficar 24 horas sem enxergar, Débora ao retornar à sua casa, ainda vendada, teve que preparar sua comida e fazer todos os outros afazeres antes de ir dormir.
Para ver essa matéria com mais detalhes, acesse o vídeo abaixo, e terá todos esses assuntos na íntegra.
Fonte: Band

domingo, 25 de dezembro de 2011

Alpinista Americano cego, alcança o topo do mundo


Ao alcançar o topo do Monte Kosciusko, na Austrália, em 2002, o americano Erik Weihenmayer completava um esforço de sete anos para alcançar os Sete Cumes – as montanhas mais altas de cada continente, incluindo o Everest, na fronteira entre a China e o Nepal, o ponto mais alto do mundo, com 8 850 metros. Não era um feito inédito – dezenas de alpinistas já cumpriram o mesmo roteiro. Mesmo assim, Weihenmayer é um pioneiro: foi o primeiro cego a realizar esse feito. Superou barreiras que se julgavam impossíveis para um deficiente visual – como a escalada de paredões de gelo. Parte dessa experiência está narrada em um livro recém-lançado no Brasil, “As Vantagens da Adversidade”.
Parceria de Weihenmayer com o guru empresarial Paul Stoltz, a obra utiliza as experiências do alpinista como exemplo de técnica de superação da adversidade no dia-a-dia, especialmente no trabalho. Em entrevista a VEJA, por telefone, de sua casa no estado do Colorado, Weihenmayer mostrou-se fiel ao espírito de auto-ajuda do livro. “Todas as pessoas têm, dentro delas, alguma coisa que as faz responder à adversidade – algo que eu, na falta de palavra melhor, chamo de luz. É por isso que a adversidade pode nos tornar melhores e mais fortes”, diz.
“Luz” é talvez uma palavra inusitada no vocabulário de um cego. Weihenmayer, porém, se vale de outros conceitos surpreendentes – ele diz que é, sim, capaz de apreciar o cenário que se descortina na árdua subida de uma montanha, tateando as rochas, palmilhando o terreno e escutando as diferenças no som à medida que o ar fica mais rarefeito com a altura. “É todo um cenário não-visual”, diz. E esses cenários sem luz são diferentes de uma montanha para outra.
O Aconcágua, nos Andes argentinos, o ponto culminante das Américas, é rochoso, com pouca neve, mas muito vento e pó. Em contraste, o Monte McKinley, no Alasca, é úmido e muito, muito frio. De todos os sete picos, foi o mais difícil para Weihenmayer – pela circunstância de ter sido o primeiro. “Eu não sabia que uma escalada podia ser tão sofrida”, diz o alpinista. Weihenmayer perdeu mais de 10 quilos e voltou com queimaduras do sol e do vento no rosto.
Hoje com 39 anos, Erik Weihenmayer tinha 13 anos quando ficou completamente cego, em decorrência de uma moléstia degenerativa da retina. Alguns anos depois, participou de um fim de semana de escaladas promovido por uma associação de apoio a deficientes visuais – e logo se apaixonou pelo esporte. Descobriu que, ao subir um paredão de rocha, poderia usar suas mãos para “ver”, apalpando fissuras e saliências. Ao longo dos anos, Weihenmayer e seus colegas de equipe foram aprimorando técnicas especiais para superar os entraves da falta de visão.
Um sistema especial de sinais e de comunicação por rádio foi desenvolvido para que o aventureiro cego pudesse descer o Elbro – o monte mais alto da Europa, na Rússia – de esquis. O mais complicado foi a técnica para subir paredões de gelo, essencial na conquista do Everest e do maciço de Vinson, na Antártica. O alpinista usa uma espécie de picareta de gelo para buscar pontos nos quais se fixar. É uma empreitada delicada: bater com essa ferramenta no ponto errado pode resultar no deslocamento de blocos de gelo capazes de esmagar quem se encontra abaixo. Weihenmayer aprendeu a usar o cabo da picareta como uma bengala de cego, “cutucando” o gelo e avaliando sua segurança pela vibração produzida.
Os feitos de Weihenmayer têm se revelado inspiradores para os que, como ele, sofrem de deficiência visual. Não por acaso, os cerca de 300 000 dólares de sua excursão ao Everest, em 2001, foram patrocinados pelo National Federation of the Blind, organização americana que se dedica a melhorar a condição dos cegos. O alpinista também tem servido, em diferentes ocasiões, como tutor para jovens cegos que desejam ganhar as alturas – em 2004, levou um grupo de seis garotos tibetanos cegos em uma subida parcial do Everest, até a altura de 6.500 metros.
Inquieto, Weihenmayer não quer parar só nos Sete Cumes. Para este mês, tem planejada a escalada do formidável monte de Nova Guiné, a Pirâmide de Carstensz (muitos alpinistas dizem que esse, e não o Monte Kosciusko, é o verdadeiro sétimo cume). Para Weihenmayer, o único inconveniente de sua vida de aventuras é o tempo que ele passa longe da família – mulher e um casal de filhos (o mais novo é um garoto do Nepal, adotado há poucos meses). Mas ele não deseja parar. “Enquanto eu tiver saúde, vou continuar escalando montanhas. Quem sabe um dia o meu filho não me acompanhe, carregando a mochila para mim”, diz.
Para conhecer melhor a trajetória de Erik Weihenmayer , com suas histórias, fotos, vídeos e outras informações, visite o site Touch The Top
Fonte: Veja

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Salvador: Um tetraplégico extraordinário



Ficou preso a uma cadeira de rodas, mas não desistiu de derrubar as barreiras físicas e do preconceito.

Salvador ajuda muitas pessoas a quem o destino tornou a vida muito mais difícil.

As causas do Salvador em Portugueses Extraordinários.

Veja a reportagem, aqui.

Conheça outros portugueses extraordinários.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - 3 DE DEZEMBRO 2011 Mensagem dos cidadãos com deficiência aos membros dos governos de Portugal

Vocês,

Construíram estradas, centros culturais, pontes mas… mantiveram as barreiras nos passeios, nas
escolas, nos edifícios públicos, nos transportes.
Promulgaram uma lei sobre ensino que fala de inclusão mas … criaram turmas “especiais” onde só
estão meninos com deficiência.
São pródigos em discursos onde abundam palavras como inovação, empregabilidade,
sustentabilidade mas … que na prática se traduzem em despedimentos por inadaptação, controlo das
contratações, mobilidade.
Investiram milhões no BPN mas … reduzem em milhões o orçamento da saúde, da educação, da
justiça.
Concederam-se chorudas pensões vitalícias que podem acumular com vencimentos no sector privado
mas …legislaram a suspensão da pensão social de invalidez a quem ganhar mais de 167,69 euros.
Mantiveram os benefícios fiscais da banca mas …reduziram os benefícios fiscais aos trabalhadores e
reformados com deficiência.
Agora exibem-nos um Programa de Emergência Social que confirma a nossa condição de pobres.
Caridosa e apiedadamente vão-nos distribuir alimentos e medicamentos em fim de prazo, bastando
para tal que façamos prova da nossa qualidade de indigentes.
Estamos certos que esperam o nosso reconhecimento e gratidão.
Mas não, nós pessoas com deficiência não vos estamos reconhecidos. Vocês defraudam as nossas
expectativas. Mantêm, no geral, os obstáculos à nossa inclusão na sociedade. Impedem-nos de fazer
parte do desenvolvimento da sociedade. Relegam-nos para um plano secundário, indiferentes às
nossas propostas, às nossas soluções. O resultado é que a nossa actual situação é a de sempre:
marginalizados, isolados, pobres.
Usando do atributo de cidadãos de pleno direito que a Constituição da República Portuguesa nos
confere, acusamos-vos:
De não respeitarem a lei
Não honrarem os compromissos internacionais que assumiram
Malbaratarem os recursos que tiveram à vossa disposição
E exigimos práticas e políticas que garantam o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e
liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e o respeito pela sua dignidade
inerente.
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES
“Juntos por um mundo melhor: incluir as pessoas com deficiência no desenvolvimento” lema das Nações Unidas - 2011
Fonte : http://www.apd.org.pt/

Atleta paraplégico escala Kilimanjaro, o ponto mais alto de África


Escalar o Monte Kilimanjaro é um desafio para qualquer pessoa. Mas torna-se uma tarefa mais impressionante quando realizada por um homem como Chris Waddel que, apesar de paraplégico, chegou ao ponto mais alto da África. O feito ficou registado num documentário que está a ser apresentado numa tour pelos EUA.
O filme de Chris documenta os momentos mais importantes da escalada ao Kilimanjaro, o ponto mais alto de África, com cerca de 5.800 metros. A escalada aconteceu em 2010 e o documentário foi lançado este ano, tendo já conquistado vários prémios em festivais.
O atleta Chris Waddell valeu-se da sua força de braços, da ajuda de um velocípede adaptado e da sua equipa, que foi abrindo o caminho para a escalada, de acordo o site da Fundação do atleta – One Revolution.
A fundação One Revolution tem por objetivo mudar as mentalidades e as expectativas existentes em relação às pessoas com deficiência. Além do documentário que está agora a percorrer os EUA numa tour, a fundação está a desenvolver uma cadeira de rodas todo o terreno, semelhante à que foi usada por Chris na escalada do Kilimanjaro.
Chris sofreu um acidente de ski em Vermont, em 1988. Ficou paralisado da cintura para baixo, mas um ano após o acidente já estava de volta às pistas usando um mono-ski.
Seguiu-se uma carreira de atleta paraolímpico de sucesso, em que Chris se tornou o atleta masculino mais condecorado, tendo conquistado 13 medalhas de ouro.
O Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa montanha branca em Masai, ou Kilima Njaro, montanha brilhante em kiSwahili), situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é uma montanha nevada erguida no calor da savana. A 5.895 metros de altura, o pico do Kilimanjaro, na Tanzânia, é o ponto mais alto da África. Estima-se que a neve esteja lá há pelo menos 12 mil anos, embora venha diminuindo desde meados do século 19. A cobertura nevada, que hoje corresponde a menos de 20% da original, deve sumir por volta de 2020.
Apenas três graus ao sul do equador, é composto por três cones vulcânicos Mawensi, Shira, e Kibo. Todos os vulcões estão extintos, exceto para Kibo, que é ativo e inativo ainda emite cheiros pesados ​​de enxofre.
Clique AQUI para acessar o site oficial One Revolution e clique no link acima para visionar o trailer do documentário.
Para assistir o vídeo a seguir, você pode utilizar dos recursos de legenda, inclusive traduzidas para o português e diversas outras línguas. Veja como configurar este recurso acessando o link do post a seguir YouTube dará suporte a deficientes auditivos através de legenda por reconhecimento de fala
 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Diferença entre Deficiência Mental e Doença Mental


Muita gente confunde deficiência mental e doença mental. Essa confusão é fácil de entender: os nomes são parecidos; as situações envolvidas, para leigos, são também parecidas. Mas são duas coisas bem distintas.
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a deficiência mental é caracterizada por:
Um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos.
Ou seja, a deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
Já a doença mental engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos, neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.
O tratamento das duas condições também é diferente. Uma pessoa com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia. Alguns dos profissionais citados também participam do tratamento da doença mental, como os psicólogos e terapeutas ocupacionais. Mas, além deles, é imprescindível o acompanhamento de um psiquiatra. Esse médico coordena o tratamento, além de definir a medicação utilizada para controlar os sintomas apresentados pelo paciente.
Em resumo, a principal diferença entre deficiência mental e doença mental é que, na deficiência mental, há uma limitação no desenvolvimento das funções necessárias para compreender e interagia com o meio, enquanto na doença mental, essas funções existem mas ficam comprometidas pelos fenômenos psíquicos aumentados ou anormais.
É importante destacar que as duas podem se apresentar juntas em um paciente. Pessoas com deficiência mental podem ter, associada, doença mental. Sendo assim, o tratamento deve levar em conta as duas situações.
Fonte: Chá com Sig

Menino fica tetraplégico após andar em brinquedo na Disney

Um menino de 12 anos está em estado crítico, paralisado do pescoço para baixo depois de um passeio por um brinquedo da Disneyland Paris. A atração chamada, "The Hollywood Tower", simula  um elevador que mergulha depois de ser atingido por um raio. De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, o menino sofreu uma contusão na coluna.

Bautista Riera, que é argentino, está em tratamento intensivo depois do problema. Logo após andar no brinquedo, ele teria reclamado com pai, que se sentiu mal. O menino então foi levado para a enfermaria do parque. Sua condição se deteriorou rapidamente e ele foi encaminhado para um hospital de Paris, especializado em crianças.

O jovem chegou ao local com seus membros superiores já paralisados, mas a paralisia rapidamente chegou aos membros inferiores e ele sofreu uma parada respiratória antes de ser levado às pressas para cuidados intensivos.

Um porta-voz da Disneyland Paris, disse que o menino havia andado em outra três atrações do Walt Disney Studios, antes do mal-estar.

Fonte: O Dia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Kim Peek, o portador da Síndrome de Savant foi a inspiração para o filme Rain Man


Os portadores de Síndrome de Savant são um mistério que fascina e intriga a ciência. Donos de uma memória extraordinária – são capazes de decorar livros inteiros depois de uma única leitura ou tocar uma música com perfeição após a primeira audição –, eles possuem ao mesmo tempo sérios défices de desenvolvimento, como uma grande dificuldade para falar e se relacionar socialmente. É assim que começa um texto da edição on-line do jornal O Globo.
Ainda segundo O Globo, a síndrome costuma aparecer em dez por cento dos autistas e também dois por cento das pessoas que sofrem algum tipo de dano no cérebro, provocado por acidente ou doenças. O mais famoso savant do mundo, o americano Kim Peek, que inspirou o director Barry Levinson a fazer o filme Rain Man, aprendeu a ler aos 2 anos e hoje, aos 55, sabe de cor mais de 7.500 livros.
“Eles desenvolvem habilidades excepcionais numa determinada área, mas mal conseguem comunicar-se e relacionar-se com as outras pessoas. Costumamos dizer que são como ilhas de excelência num mar de deficiências”, conta a O Globo o psiquiatra Estêvão Valdaz, coordenador do Projecto Autismo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Quem primeiro descreveu o savantismo foi o médico Langdon Down – que ficou famoso por ter identificado a síndrome de Down (vulgo mongolismo). Em 1887, Down apresentou à sociedade médica de Londres a história de dez pacientes que ele chamou, na época, de "idiots savants" ou sábios idiotas. De lá para cá, pouco se avançou no sentido de se descobrir as causas que levam essas pessoas a terem uma memória extraordinária. Muitos cientistas acreditam que a síndrome está relacionada a algum tipo de dano no hemisfério esquerdo do cérebro que forçaria o lado direito a compensar essa falha. Isto porque as habilidades desenvolvidas pelos portadores da síndrome, normalmente nas áreas de música, pintura, desenho e cálculo são todas relacionadas com esse hemisfério. Já as funções ligadas ao lado esquerdo, como a linguagem e a fala tendem a ser pouco desenvolvidas.
O uso de aparelhos que permitem “scanear” o cérebro, como a tomografia e a ressonância magnética, vem reforçando ainda mais essa teoria. O jornal O Globo refere ainda um estudo coordenado pelo americano Bruce Miller, da Universidade da Califórnia: mostrou que idosos que desenvolveram uma espectacular habilidade para a pintura depois de passarem a sofrer da doença de Alzheimer estavam com o lado esquerdo do cérebro danificado.
O psiquiatra Estêvão Valdaz conta ainda àquele jornal brasileiro que no hospital das clínicas onde trabalha, dos 1.500 pacientes autistas cerca de 150 são portadores da síndrome. A maioria tem uma incrível habilidade com os números, muitos fazem contas complicadíssimas em décimos de segundos – tão rápidos quanto uma máquina. Também são expert em calendários, conseguem calcular rapidamente, por exemplo, em que dia da semana vai cair uma determinada data, mesmo que seja um dia qualquer do próximo século.
“Apesar de possuíram uma memória espectacular, essas pessoas não sabem o que fazer com tudo aquilo o que aprendem. Não sabem como aplicar esse conhecimento na sua vida quotidiana. São, na verdade, grandes decorebas”, avalia o psiquiatra nas suas declarações a O Globo.
A Síndrome de Savant, que é quatro vezes mais frequente entre os homens, pode ser congénita ou adquirida após algum tipo de dano cerebral. Não é uma doença de diagnóstico fácil. Principalmente, quando surge em consequência do autismo, que costuma se manifestar na infância. Estêvão Valdaz diz que a maioria dos pais costuma ficar tão maravilhada com as habilidades do filho que custa a crer que na verdade a criança tenha algum problema.
Fonte: Ciência Hoje

sábado, 3 de dezembro de 2011

Comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência



A APPACDM de Anadia comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, nos dias 2 e 3 de Dezembro, realizando um conjunto de actividades e eventos que tem por objectivo celebrar os direitos das pessoas com deficiência e sensibilizar a sociedade para quebrar preconceitos, representações e obstáculos.
Assim, o dia 2 de Dezembro será inteiramente dedicado aos clientes, alunos e formandos e será preenchido com um Estúdio de Make-up e cabeleireiro, um almoço convívio no restaurante “A Portagem” e uma ida à discoteca “Três Pinheiros”.
No dia 3 de Dezembro está previsto, em pareceria com o Rotaract Club Curia/Bairrada um evento no Casino do Hotel das Termas da Curia. Este será composto pela inauguração da exposição fotográfica “Cores de Ti em Mim … Mulher”, um remake da comemoração do Dia da Mulher, Aulas abertas, um espectáculo de “Sons ao Vivo” que contará com a presença de dois elementos dos Meninos da Sacristia - Miguel e Rob, finalizando, este evento, com um “espumante d’ honra” para todos os presentes.

As aulas abertas são relativas às atividades de Expressão musicais, Expressão corporal e Expressão plástica e têm como objectivos dar a conhecer e aplicar técnicas de expressão musical/corporal/plástica,  metodologias e estratégias de ensino e partilhar experiências.
São destinadas a profissionais (e.g. animadores, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas, outros), estudantes na área da educação e das artes e ao público em geral. Terá a particularidade de participarem também pessoas com deficiência mental, permitindo vivenciar e aprender de uma forma mais próxima da realidade.

Programa
14h00 - Exposição "Cores de ti em mim... Cor Mulher"

Aulas abertas:

15h00 - Expressão Musical
16h00 - Expressão Corporal
17h00 - Expressão Plástica
19h30 - Sons ao Vivo com: Rob e Miguel (elementos dos Meninos da Sacristia)
- Espumante d’ Honra
RB

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Próteses com picaretas fazem alpinista amputado voltar a escalar.


Um alpinista que perdeu parte dos membros superiores em um acidente ganhou duas próteses inovadoras, em formato de picareta, com as quais voltou a praticar seu esporte.
Em 1999, o britânico Stephen Ball, 54 anos, sofreu uma queda e ficou várias horas preso em meio a uma tempestade de neve no Monte McKinley, no Alasca (Estados Unidos), a montanha mais alta da América do Norte, com 6,1 mil metros de altura.
Devido ao frio extremo, Ball perdeu a mão esquerda, os dedos da mão direita, parte do nariz, o pé direito e a perna esquerda – que sofreu fraturas em 12 pontos diferentes.
O alpinista recebeu as próteses em um hospital de Carlisle, condado de Cumbria, na Grã-Bretanha. Elas foram criadas pelo especialista Phil Myers, premiado por seu trabalho de criação de membros artificiais.
Ball afirma que foi até o hospital apenas para receber a sua nova perna mecânica, mas apresentou a Myers a ideia de ter próteses especiais que o ajudassem a voltar a escalar.
Com isso, o técnico foi atrás de equipamentos em lojas de ferragens para criar os membros especiais. Myers criou um sistema para que os machados deslizem e tenham a sua posição ajustada.
O alpinista afirma que a adaptação às próteses foi tranquila, e que agora ele escala de uma maneira que não imaginava mais ser possível.
Além das picaretas de Ball, Myers criou ainda um braço mecânico com um sistema de absorção de choque para um motociclista amputado. As duas criações lhe valeram um prêmio da Associação Britânica de Proteticistas.
Fonte: Trompete

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Patrícia precisa de uma nova cadeira


Portadora de uma deficiência física e mental profunda desde o nascimento, Patrícia Silva, que completa 21 anos no sábado, 26 de Novembro, necessita de uma nova cadeira articulada que lhe dê uma maior qualidade de vida.

Um grupo de cidadãos e autarcas locais, sensibilizados pelas dificuldades económicas da família da jovem e pela demora da Segurança Social em conceder-lhe as chamadas ajudas técnicas, decidiram lançar uma campanha de solidariedade que visa angariar os cerca de 4.600 euros necessários para adquirir o material ortopédico.

A iniciativa partiu de Patrício Tatá, residente em Alcanhões, que frequenta diariamente o mesmo centro de fisioterapia onde Patrícia Silva é seguida, em Santarém.Ao reparar que a actual cadeira da jovem, que tem um grau de incapacidade atestado de 95%, não oferece quaisquer condições de conforto ou de mobilidade, teve a ideia de lançar um movimento de ajuda que contou logo com o apoio do seu pai, José Nunes Tatá, e das duas fisioterapeutas que acompanham Patrícia Silva, Elisabete Mateus e Paula António.

Juntaram-se-lhes os presidentes das Juntas de Freguesia do Arneiro das Milhariças (aldeia onde a jovem reside), Basílio Oleiro, e de Alcanhões, Pedro Mena Esteves.

O grupo abriu uma conta solidária na Caixa Agrícola de Alcanhões, instituição que decidiu também associar-se a esta campanha.

O NIB é o 0045 5010 40246389502 68.As verbas angariadas serão exclusivamente destinadas à aquisição do material ortopédico que Patrícia Silva necessita, nomeadamente uma cadeira de rodas com báscula, com encostos, almofadas, tabuleiro, colete, cinto pélvico e tiras abdutoras.

Fonte: O Ribatejo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dog Locomotion - Produtos de Apoio/Ajudas Técnicas para animais


Projectamos e construímos Auxiliares de Locomoção para Animais de Estimação, porque os Animais são a nossa paixão e entendemos que DIGNIDADE, não é uma palavra vã!

A Dog Locomotion surgiu em 2004, fundamentalmente por uma questão de inconformismo e necessidade.

O nosso querido Shih-tzu Benny, animal muito activo apesar dos seus já 11 anos, numa das suas constantes brincadeiras, ao saltar de um sofá e por infortúnio do destino, caiu mal, tendo lesionado a coluna vertebral.

Após uma cirurgia complexa que, dada a gravidade da lesão, infelizmente se veio a revelar infrutífera e depois de exploradas todas as possibilidades de tratamentos alternativos, deparámo-nos com uma situação irreversível, tendo ele perdido completamente a mobilidade dos membros posteriores.

Apesar da sua deficiência, o Benny continuava a ser, com todas as suas novas limitações, um animal muito activo, arrastando-se literalmente para todo o lado. Infelizmente estas suas deslocações, que não conseguíamos evitar, começaram a provocar-lhe feridas de abrasão, com alguma gravidade, nas zonas do corpo em contacto com o chão, que tinham que ser constantemente tratadas sem nunca terem tempo de recuperar na totalidade.

Questionámo-nos e começámos à procura de outras possibilidades de ele se poder locomover, mantendo a sua integridade física, com autonomia e dignidade. Em Portugal não encontrámos à data ninguém que comercializasse, para esta situação, qualquer tipo de dispositivos de locomoção. Encontrámos informação sobre estes equipamentos nos EUA e no Brasil, mas o processamento burocrático da informação necessária, a ideia de que alguém a 5000 km de distância iria fabricar um dispositivo, caindo sobre nós (com ou sem experiência), a responsabilidade pelas medidas tiradas e os altíssimos custos de transporte, deixaram-nos por um lado completamente desmotivados, mas por outro absolutamente inconformados e decididos a fazer alguma coisa.

Deitámos assim mãos à obra e desenvolvemos um pequeno carro extremamente artesanal, dada a nossa total inexperiência, mas que permitiu como que por milagre, que o nosso pequeno Benny pudesse voltar a fazer o que mais gostava, nomeadamente os seus passeios no jardim e voltar a brincar e a correr no areal da praia atrás das gaivotas.

A nossa alegria foi tanta e o incentivo que todos os nossos amigos nos deram, foi de tal modo grande, que decidimos dar forma a este projecto e torná-lo numa realidade.

Já com algumas dezenas de dispositivos feitos ao longo destes últimos anos, fomos constantemente aperfeiçoando a sua construção investindo constantemente em novas tecnologias e materiais e diversificando cada vez mais as suas funcionalidades de acordo com as patologias apresentadas, tendo sido fundamental em todo este processo o precioso auxílio dos médicos veterinários com quem trocámos impressões e que em conjunto com os donos dos animais que amavelmente nos visitaram, nos permitiram partilhar experiências, fundamentais para que pudéssemos evoluir técnica e humanamente, tendo sempre ao nosso lado como embaixador sempre presente desta causa, o nosso querido Benny!

Passados cinco anos em que continuámos a ter o grande privilégio da sua sempre carinhosa e bem disposta companhia, o nosso velhote já com 16 anos bem vividos, deixou-nos com toda a mágoa deste mundo e partiu para um sítio melhor!

A ele, a quem devemos todo este projecto e ao nosso também muito querido Pierrot, que ainda à tão pouco tempo nos deixaram, prestamos a nossa humilde e sincera homenagem, ficando para sempre a nossa eterna saudade!

É por eles e por tudo o que representaram na nossa vida que nos empenhamos com toda a dedicação e carinho na elaboração dos nossos projectos, orgulhando-nos de ter como principal objectivo, melhorar por todos os meios possíveis, a qualidade de vida dos nossos pequenos e sem qualquer dúvida melhores amigos, proporcionando-lhes assim toda a dignidade que merecem!

A todos os que nos incentivaram e contribuíram para que este projecto se tornasse uma realidade e adquirisse a dimensão que hoje tem , o nosso bem-haja!

E-mail: geral@doglocomotion.com
Telefone: 912898974+351965675038
Site: http://www.doglocomotion.com
Facebook: http://www.facebook.com/doglocomotion

Fonte: Dog Locomotion

Fórum: "Segurança Social - Onde e como intervir"

A Associação Portuguesa de Deficientes vai realizar no dia 21 de Novembro, com início às 14,00 horas, no Auditório do Instituto da Segurança Social, sito na R. Castilho, 5 - R/C, em Lisboa, o Fórum "Segurança Social - Onde e como intervir".

O Fórum pretende conhecer a realidade ao nível dos sistemas de protecção social e medidas de inclusão social para as pessoas com deficiência mas também avançar com propostas inovadoras para os actuais sistemas de protecção social. 

Programa:
14.00 – Abertura do Secretariado

14.30 – Medidas de austeridade – qual o impacto na vida das pessoas com deficiência?
Economista Eugénio Rosa

Comentador: Associação Portuguesa de Deficientes 

15.15 Pausa para café

15.30 - Mesa 2. Deficiência e politicas sociais - que sistemas de protecção social?
INR em representação do Sr. Ministro da Solidariedade e Segurança Social 

Comentador: Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral

Fonte: PCD

domingo, 6 de novembro de 2011

Flores para mim, peça de Abel Neves.




Estreou no dia 4 de Novembro no Teatro Meridional a peça " Flores para mim", de Abel Neves, sobre a condição de uma mulher numa cadeira de rodas que quer viver a vida com autonomia.
A Encenação é de Natália Luíza.
Do elenco fazem parte Elsa Galvão, Rui M Silva, Sara Leitão e Teresa Sobral, no papel de Catarina, numa brilhante interpretação de uma paraplégica.
O espaço cénico e os figurinos são de Marta Carreiras e a música original e a sonoplastia de Rui Rebelo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Superação: músicos que reaprenderam suas habilidades após deficiência


Tocar muito bem um instrumento musical já é um desafio. Imagina reaprender tal habilidade e continuar sendo (ou passar a ser) reconhecido como um músico excepcional. Os cinco músicos abaixo sofreram acidentes que poderiam ter decretado o fim de sua carreira musical. Mas eles juntaram forças e deram um jeito de driblar as deficiências.
DJANGO REINHARDT – O jazzista belga de origem cigana começou a tocar ainda menino, primeiro violino e depois banjo e violão. Em 1928, aos 18 anos, Django sofreu um grave acidente: derrubou acidentalmente uma vela sobre as flores de papel que vendia com a esposa para ajudar nos custos. O l ado esquerdo do corpo do músico sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau.
A mão e a perna de Django foram muito afetadas, tendo inclusive risco de amputação nos primeiros momentos. As queimaduras atingiram o tendão dos dedos mínimo e anelar, que acabaram perdendo a mobilidade. Apesar dos médicos terem anunciado que ele não poderia mais tocar instrumentos de corda, Reinhardt deu um jeito e não desistiu da carreira – os solos, porém, eram tocados apenas com os outros dedos da mão.
TONY IOMMI – O guitarrista britânico do grupo Black Sabbath já tinha talento musical,  mas como veio de uma família pobre, precisou trabalhar em uma indústria metalúrgica quando jovem. Ao operar uma máquina da fábrica, Tony acabou decepando a ponta dos dedos médio e anelar da mão direita. O canhoto acreditou ter acabado ali os sonhos de seguir uma carreira musical.
Porém, um amigo de Tony lhe deu um disco de Django Reinhardt e lhe contou sobre o acidente que o músico de jazz havia sofrido. Iommi então ficou inspirado e resolveu não desistir da guitarra. Primeiro, ele tentou aprender a tocar como destro, usando a mão direita. Como não deu certo, acabou usando próteses.
Vale lembrar que o guitarrista, que posteriormente passou a fazer parte do Black Sabbath, é um dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos, elegido pela lista de 2003 da Rolling Stone. A foto abaixo deixa as próteses bem visíveis:
JERRY GARCIA – Assim como os outros dois músicos citados acima, Jerry também  perdeu um membro em um acidente: aos 4 anos, 2/3 do dedo médio da sua mão direita foi decepado por um machado. Mas Garcia só aprendeu a tocar depois disso. Aos 15, ganhou o primeiro violão e, em 1960, já estava abalan do o mundo com sua banda de rock Grateful Dead, de que foi guitarrista e vocalista.
Foi em 1986 que Jerry iria enfrentar seu maior desafio na música. Depois de sofrer com o uso de drogas, com uma dieta pobre e com problema de peso, ele entrou em um coma diabético que durou cinco dias. Com isto, o guitarrista teve que reaprender algumas habilidades motoras básicas, além de praticamente aprender do começo mais uma vez a tocar guitarra.
CHET BAKER – Conhecido até entre os que não são fãs de jazz, o trompetista Chet Baker acabou se tornando viciado em heroína. E este vício quase destruiu sua carreira. Em 1966, por exemplo, Baker foi brutalmente espancado – perdeu vários dentes – ao tentar conseguir droga após um show em São Fran cisco, Estados Unidos.
Instrumentos de sopro exigem um uso preciso dos lábios, dentes e músculos faciais. Por isso, Baker teve que reaprender a tocar trompete com a dentadura nova, sem contar com as várias cicatrizes nos lábios e nas bochechas. Alguns especialistas acreditam que as falhas em sua arcada dentária acabaram piorando seu desempenho. Outros, porém, acham que tal acidente teria obrigado o músico a experimentar outras nuances e vertentes do instrumento, fazendo com que ele alcançasse sonoridades inconfundíveis.
RICK ALLEN – O baterista do Def Leppard já fazia sucesso na banda britânica de rock  Def Leppard quando, em 1984, sofreu um acidente de carro. O seu Corvette capotou a caminho de uma festa de reveillon. A namorada de Rick, que também estava no carro, não sofreu ferimento graves. Ele, por outro lado, foi jogado para fora do veículo e teve seu braço esquerdo cortado, já que não usava o cinto de segurança corretamente.
Como o casal foi socorrido rapidamente, o braço de Allen foi recolocado. Porém, uma grave infecção obrigou que o membro fosse amputado novamente depois, e o baterista se viu desiludido. Com o incentivo de seus companheiros de banda – principalmente do vocalista, Joe Elliot –, Rick juntou forças e se uniu a engenheiros para projetar uma bateria que poderia ser tocada apenas com um braço e dois pés. Quatro anos depois, a banda voltou à ativa.
Fonte: Blog Passo Firme