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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Clientes do CRPG testam estrutura sanitária autoajustável

Os clientes do CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia encontram-se a testar um equipamento de sanita autoajustável. Esta estrutura sanitária possui um sistema mecânico acionado por 2 motores que permite um ajuste da altura do sanitário até 150mm através de um comando remoto. Foi desenvolvida pela Oliveira & Irmão S.A. - OLI.

Para melhorar esta estrutura sanitária auto ajustável, permitindo um uso facilitado a pessoas com deficiências ou incapacidades motoras, foi estabelecido um protocolo de cooperação entre a OLI, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o CRPG. O projeto que está na base do protocolo intitula-se MOVE e estará concluído até ao final de 2013.

A parceria estabelecida tem como objetivos validar o equipamento e introduzir as melhorias necessárias para usabilidade inclusiva, produzir um artigo científico com o estudo orientado pelo Design Studio FEUP para validação do produto pela população- alvo e sensibilizar e responsabilizar as empresas para a problemática da inclusão das pessoas com incapacidade no desenho dos seus produtos e serviços.

Com a participação neste projeto, o Centro pretende assim contribuir para a promoção de uma sociedade aberta, digna e inclusiva, conforme preconizado na sua visão.


Fonte: CRPG

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Praias acessíveis galardoadas em 2013


Encontra-se já disponível no site do INR, para consulta e/ou download, a listagem das 179 zonas balneares portuguesas, costeiras e interiores, que, na presente época balnear, foram galardoadas no âmbito do projecto "Praia Acessível, Praia para Todos".
Para aceder à referida listagem e/ou obter mais informação sobre este projecto e as condições de acesso e usufruto que a classificação desses espaços de lazer assegura às pessoas com mobilidade condicionada, consulte o menu Programas e Projectos> Praia Acessível - Praia para Todos.
A informação sobre as praias acessíveis encontra-se organizada por concelhos, agrupados por região hidrográfica do território continental (Norte, Centro, Tejo, Alentejo e Algarve) e por região autónoma /ilha, no caso dos arquipélagos dos Açores e Madeira.
Fonte : INR

Prémio Cidade mais Acessível 2014




Por iniciativa da Comissão Europeia foi lançada a 4ª edição do«Prémio Access•City», o Prémio Europeu para as Cidades Acessíveis , que reconhece e celebra anualmente, as cidades empenhadas em proporcionar um ambiente acessível para todos e, em particular para as pessoas com deficiência. A Comissão Europeia apela a candidaturas de todos os Estados-Membros.

O "Prémio Access City" visa contribuir para uma Europa sem barreiras, de acessibilidade melhorada e beneficíos económicos e sociais duradouros.

Podem candidatar-se ao Prémio as cidades com, pelo menos, 50.000 habitantes que demonstrem a implementação, de forma coerente e sistemática, da acessibilidade, no que respeita a bens, serviços e infraestruturas.

As candidaturas decorrem até à meia noite, hora de Bruxelas, do dia 10 de setembro de 2013. Consulte mais informações em:  http://ec.europa.eu/justice/discrimination/disabilities/award/index_en.htm
Fonte: INR

Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa



Foi aprovada hoje a proposta de Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa.

-Haverá 90 dias de consulta pública.
-Todos temos a ver com isto.
-Com uma cidade para todos.
-Começou a consulta pública.

O Plano está aqui para quem queira dar a sua opinião: https://www.dropbox.com/sh/1wzjkrsi2qrjn6d/nfuJkJGP02

Fonte: Jorge Falcato Simões






quarta-feira, 17 de julho de 2013

Denúncia de falta de acessibilidades

Aconselhamos que sempre que se deparem com uma situação de falta de acessibilidades, que condicione o acesso a um espaço e o usufruto do mesmo, denunciem essa situação junto das entidades responsáveis.

Apresentamos abaixo as entidades responsáveis por garantir o cumprimento das acessibilidades, de acordo com o definido no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 28 de Agosto. Algumas destas entidades têm um formulário próprio no seu site onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade. Nos casos em que não existe formulário próprio (IHRU, Câmaras Municipais), poderá utilizar o seguinte formulário.

Para além disso, todos os cidadãos vítimas de condutas discriminatórias com base na deficiência poderão efetuar denúncias com base na violação da Lei nº 46/2006 (relativa a situações de discriminação, nas quais se enquadra a falta de acessibilidades), diretamente ao Instituto Nacional de Reabilitação, que as reencaminhará, posteriormente, para as entidades competentes responsáveis por cada tipo de infração, consoante a entidade incumpridora e o local onde foi cometida. No site do INR, existe um formulário próprio que deverá ser preenchido e remetido para inr@inr.mtss.pt, ao qual poderá aceder clicando aqui.

- INSTITUTO DA HABITAÇÃO E DA REABILITAÇÃO URBANA, I.P. (a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais foi extinta e as atribuições desta entidade, excetuando as que se relacionam com o património classificado, foram integradas no IHRU, I.P.) - responsável pelos deveres impostos à Administração Pública central e Institutos Públicos que revistam a natureza de serviços personalizados e fundos públicos.

- IGESPAR, I.P. - responsável pelos deveres impostos aos edifícios e respetivos espaços circundantes que revistam especial interesse histórico e arquitetónico. Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade. Note-se no entanto que, de acordo com o artigo 10º do Decreto-Lei n.º 163/2006, de 28 de Agosto, constituem exceções, as situações em que o cumprimento dos requisitos de acessibilidade definidos afetem sensivelmente o património cultural ou histórico, cujas características morfológicas, arquitetónicas e ambientais se pretende preservar. Estas exceções deverão ser devidamente fundamentadas.

- INSPEÇÃO-GERAL DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL (anteriormente designada de Inspeção-Geral da Administração do Território) - responsável pelos deveres impostos às entidades da administração pública local (ex: Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia). Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade:www.igal.pt - Queixa eletrónica


- CÂMARAS MUNICIPAIS - responsável pelos deveres impostos aos particulares. As queixas e denúncias sobre incumprimento nas instalações e respetivos espaços circundantes em edifícios, espaços e estabelecimentos de entidades privadas deverão ser enviadas para a respetiva Câmara Municipal, dirigidas ao seu Presidente, que reencaminhará para o departamento específico. Nas Câmaras Municipais em que existe a figura do Provedor Municipal do Cidadão com Deficiência, as denúncias poderão ser-lhe enviadas diretamente.

Circular em cadeira de rodas em Oeiras. 20 conclusões



Vinte e três anos depois da publicação da Lei de Bases da Prevenção e da Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, e mais de quinze anos decorridos desde a publicação da lei que veio impor regras de acessibilidade para o espaço público (nomeadamente, passeios e atravessamentos pedonais), A Nossa Terrinha delimitou, num mapa de Oeiras, uma área cuja forma se assemelha ligeiramente a um focinho de cão…
…e saiu à rua para avaliar as condições de acessibilidade em cadeira de rodas nos arruamentos compreendidos no interior dessa área.


[Poucos meses antes, tínhamos oferecido o nosso trabalho voluntário à Junta de Freguesia de Oeiras, respondendo a uma mensagem que tínhamos recebido do respetivo presidente (em resposta a uma reclamação nossa sobre o deficiente rebaixamento de passeios junto à estação de Oeiras - que, diga-se a propósito, até hoje não foi corrigido). Propusemo-nos fazer um levantamento, em Oeiras, das passagens de peões onde os lancis tinham sido rebaixados com desrespeito dos limites legais, para eventual correção. Não obtivemos qualquer resposta.]


Fizemos medições em 70 passadeiras e em 112 troços de passeio, existentes nos 31 arruamentos que calcorreámos de uma ponta à outra.


- Das 28 ruas, só em 2 é possível circular de cadeira de rodas, no passeio, de uma ponta à outra da rua (essas duas ruas foram consideradas apenas parcialmente acessíveis por causa das passadeiras). Mesmo assim, com reservas: numa dessas ruas, a circulação em cadeiras de rodas está condicionada pelo espaço deixado pelos automóveis que diariamente invadem ambos os passeios; na outra, um dos passeios está em mau estado (intransitável?) e o do lado oposto tem, muitas vezes, lixo acumulado perto de um contentor, bloqueando por vezes a passagem.




Durante a realização deste trabalho, fomos abordados muitas vezes. E embora estejamos a falar de exceções (apenas isso), fomos, por vezes, sujeitos a “inquéritos” feitos em tom mais ou menos agressivo, fomos mais do que uma vez ameaçados de agressão, e, numa ocasião, foi no último instante que o Jorge evitou ser agredido - quando tirávamos fotografias em locais onde havia carros estacionados em cima dos passeios ou das passadeiras (houve até um automobilista que estava a sair da zona de carro e voltou atrás, parou o motor e saiu do jipe para nos abordar por andarmos a fotografar carros estacionados no passeio! Olhava insistentemente em redor, dando a ideia de que estaria à espera de não haver outras pessoas à vista, para nos "tratar da saúde"). Mais numerosas foram as pessoas que nos abordaram argumentando - aparentemente com grande convicção - que não podíamos andar a tirar fotografias aos carros. Muitas destas pessoas reagiram como se estivéssemos ali para pôr em causa “direitos fundamentais”, designadamente o “direito” de estacionar a lata nos espaços reservados aos peões. Mas também houve outras que consideraram suspeito que alguém andasse a tirar fotografias às suas casas (pensavam elas que eram as casas que fotografávamos), receando que estivéssemos a planear futuros assaltos, e em duas ocasiões em que as coisas estavam a ficar mais “complicadas”, a única forma de acalmarmos os ânimos foi explicar o que estávamos ali a fazer – e num desses casos a reação final acabou por ser positiva. Na Rua Cândido dos Reis, fomos alvo de prolongada chacota por parte de comerciantes. De resto, também obtivemos reações positivas: houve pessoas (na maioria, idosos) que, talvez adivinhando o que estávamos a fazer, nos desabafaram, por exemplo, a “vergonha” que era os carros todos os dias estacionados nos passeios, os passeios degradados ou ocupados com tralha de toda a espécie ou a praga dos caixotes de lixo deixados em cima do passeio.
[Mais de 36% dos habitantes da freguesia de Oeiras integram-se, pela idade, na categoria dos chamados “peões vulneráveis”: idosos e crianças. Não são uma “pequena minoria”, como por vezes se diz; têm é pouco ou nenhum poder reivindicativo e, no caso das crianças, não têm direito de voto.]


Fonte e informação completa: A Nossa Terrinha

domingo, 21 de outubro de 2012

Imagine uma cidade, por Jorge Falcato


Imagine uma cidade…

Imagine que vivia numa cidade em que os passeios tinham um metro de altura e que, para entrar em sua casa, teria que subir umas escadas com degraus de meio metro e passar de lado nas portas.

Imagine que o proibiam de f
requentar grande parte das escolas, dos teatros, dos cafés e que até o centro de saúde estava sempre fechado para si.

Imagine que não podia escolher onde viver porque não cabia na maioria das casas, nem consegui ir jantar a casa de quase todos os seus amigos.

Você não gostaria de viver numa cidade assim, pois não?

Diria que estava a ser discriminado e que se esgotava a ultrapassar barreira após barreira para evitar a exclusão e o isolamento. Chegaria à conclusão de que era impossível aí viver e mudava-se, o mais rapidamente possível, para outra feita à medida das suas capacidades.

Este pesadelo, que para si só existe no reino do faz-de-conta, é para muitos a realidade a que são condenados porque não podem mudar para uma cidade que não existe.

Lembramo-nos sempre das pessoas em cadeira de rodas. Mas se observarmos com atenção as pessoas que todos os dias encontramos na rua e os virmos apanhar o comboio, subir as escadas do Metro, atravessar uma rua de intenso tráfego, constatamos o esforço desnecessário da mãe que leva o filho no carrinho de bebé, do idoso, do cego, daquele com a perna partida ou ainda o que transporta duas malas a caminho da estação.

Outra cidade surgirá quando o poder político reconhecer que a acessibilidade, além de ser um direito, é indispensável para a sustentabilidade social e económica das cidades, promovendo legislação adequada, avaliando-a regularmente e fiscalizando a sua aplicação.

Surgirá quando arquitectos e engenheiros aceitem a diversidade e projectem para o maior número possível de pessoas, reconhecendo as suas diferentes aptidões físicas, sensoriais e intelectuais.

Uma cidade para todos é possível, e será real quando a maioria o exigir.

Imagine então uma cidade acessível.

Era bom, não era?...

Jorge Falcato

Texto com muitos anos que infelizmente se mantém actual.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Câmara adapta cidade a deficientes e critica Governo pelos cortes nessa área



A Câmara de Espinho está a adaptar a cidade à circulação de cidadãos com mobilidade reduzida e, a esse propósito, o presidente da autarquia critica o Governo por cortes "inadmissíveis" no apoio a deficientes.

"Estamos a criar mobilidade para todos, porque as pessoas com mobilidade condicionada ou reduzida merecem um tratamento diferenciador e privilegiado por parte do Estado e, aqui em Espinho, essa ajuda ainda não estava devidamente assegurada", declarou o social-democrata Pinto Moreira à Lusa.

"Não consigo perceber como é que a Administração Central tem pré-disponibilidade para introduzir uma política de cortes nos apoios e subvenções a que legitimamente têm direito as pessoas portadoras de deficiência", acrescenta o autarca.

"Infelizmente, essas pessoas já são prejudicadas por razões que a natureza assim proporcionou", continua, "e a minha veia conservadora não aceita que a sua situação seja agravada por medidas tão limitadoras dos seus direitos sociais, quando o Estado continua a apoiar - embora com cortes - cidadãos que nunca produziram o que quer que seja que contribuísse para o desenvolvimento da sociedade".

Pinto Moreira refere situações concretas em que considera a postura do Governo "reprovável" e dá um exemplo: "Repugna-me a ideia de a Segurança Social não apoiar a aquisição de uma cadeira de rodas para um cidadão com paralisia cerebral, que recebe um ofício a dizer-lhe preto no branco que não será apoiado por falta de dinheiro para isso".

Quanto às medidas a implementar em Espinho, o presidente da Câmara revela que está já em curso a primeira fase de uma intervenção que, abrangendo a área entre as ruas 25 e 29, e as avenidas 8 e 20, prevê o rebaixamento de passeios e a homogeneização do piso dos passeios.

A empreitada integra também a sinalização tátil para invisuais, o que, na prática, consiste em criar junto às passadeiras uma área de piso em relevo que, em formato distinto do restante passeio, ajudará esses cidadãos a identificarem a localização das áreas de atravessamento.

Está também anunciada a eliminação de barreiras arquitetónicas no espaço urbano, a definição de acessos facilitados a edifícios de serviços públicos e o arranjo de outras situações pontuais, em que se justificam intervenções mais alargadas para correção dos atuais impedimentos à circulação para todos.

De forma distribuída pelas restantes fases do projeto verificar-se-á ainda a distribuição pelo concelho de cerca de 50 lugares de estacionamento para cidadãos portadores de deficiência, assim como a criação de uma plataforma digital que, disponível na página da autarquia, permitirá a essa comunidade específica consultar a lista de locais adequados às suas necessidades.

"Na prática", explica Pinto Moreia, "qualquer pessoa poderá verificar nessa plataforma qual o restaurante na cidade onde pode ir jantar, sabendo que esse local terá condições de mobilidade para a sua situação pessoal concreta".

O valor global do investimento nesta "readaptação de Espinho" ainda não está estimado, mas o presidente da Câmara garante que "tudo será financiado por verbas de jogo", sendo que a primeira fase da obra deverá estar concluída já em novembro. 

Fonte: RTP

sábado, 29 de setembro de 2012

ThyssenKrupp Encasa - Sistemas de elevação

Acreditamos que a vida deve ser em movimento. As soluções de elevação da ThysenKrupp Encasa, são tanto para pessoas em casa como em áreas públicas proporcionando movimento e um novo sentimento de facilidade, conforto e estilo de vida. 

Não importa em que idade, situação ou fase da vida, podemos proporcionar sempre uma solução especifica. Desde Cadeiras Elevatórias a Home Elevators, do desenvolvimento até ao serviço de manutenção, após a sua instalação. 


Enviado por e-mail

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PICAV- Veículo eléctrico destinado a pessoas com Mobilidade Reduzida


O PICAV – Personal Intelligent City Accessible Vehicle, foi apresentado hoje, pela manhã, antes do começo dos trabalhos do Seminário Internacional de Apresentação Institucional, que está a decorrer no Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.

O PICAV, é um veículo eléctrico, cuja linha estratégica, na sua concepção, visa contribuir para garantir a mobilidade nas Cidades para pessoas com Mobilidade Reduzida. 
Hoje, no Barreiro, no âmbito do Seminário Internacional de Apresentação Institucional, foi efectuado o lançamento mundial do PICAV.

TCB’s um dos sete parceiros no projeto

De referir que o Seminário conta com a presença de representantes dos sete parceiros no projeto – Università degli Studi di Genova - Dipartimento di Meccanica e Costruzione delle Macchine (DIMEC) e Università di Pisa, ambas de Itália, University College London, do Reino Unido, Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (INRIA), França, MAZEL Ingenieros, Espanha, ZTS Vyskumno-vyvojovy Ustav Kosice, Eslováquia, e Serviços Municipalizados de Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) –, além da presença de representantes da Comissão Europeia.

Lançamento Comercial e test drive, terça-feira

Recorde-se que o Lançamento Comercial e test drive, está agendado para amanhã, dia 25 de Setembro, terça-feira, entre as 10h00 e as 18h00, no Parque da Cidade.
No local , será possível aos interessados fazer um test drive e esclarecer todas as questões com especialistas na matéria.
picav from PAMELA UCL on Vimeo.
Fonte: Rostos

domingo, 23 de setembro de 2012

Lisboa Acessível. “Somos um país habituado a guardar os deficientes numa caixa”



“Somos um país que está habituado a guardar os deficientes numa caixa fechada, para não poderem sair. Mas nós somos iguais a todos os outros, precisamos é de condições que nos ajudem a movimentar-nos”, diz ao i Deolinda Cruz, de 64 anos. Tinha 21 quando teve de amputar uma perna; um ano depois descobriu que tinha um osteossarcoma (tumor maligno dos ossos) e não foi preciso muito tempo para ter de usar uma cadeira de rodas. Ontem foi uma das dezenas de pessoas que estiveram presentes na acção de sensibilização “Um Passeio, por Lisboa (In)Acessível”, iniciativa que pretende alertar para as dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam quando circulam pela cidade.
A Associação Salvador, juntamente com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FDPP), a Fundação LIGA e mais quatro associações decidiram promover, com o apoio da câmara, a iniciativa “Um Passeio, por Lisboa (In)Acessível”, incluída no programa da Semana da Mobilidade da autarquia.
O ponto de encontro marcado em Entrecampos tinha dois objectivos: fazer o percurso até ao Campo Pequeno a pé ou em cadeira de rodas e, depois, de transportes públicos até ao Saldanha. As dezenas de pessoas com mobilidade reduzida foram acompanhadas pelo vereador da Mobilidade e Infra-estruturas Viárias da autarquia, Fernando Nunes da Silva, e por Inês Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que foram desafiados a fazer todo o percurso de cadeira de rodas: “Foi muito difícil e muito complicado. E acho que quem trabalha o espaço público, sobretudo os autarcas, deveriam, antes de começar a trabalhar o espaço público, fazer um percurso destes para ver as dificuldades e os obstáculos que existem, de forma a poderem trabalhar e executar melhor as obras de melhoramento que podem fazer para facilitarem e darem autonomia a estas pessoas”, disse ao iInês Gomes. Para a presidente da junta, o mais difícil foi “atravessar as estradas e as passadeiras, cujos lancis não estão nivelados à altura regulamentar”.
A altura dos lancis dos passeios e a falta de adaptação dos transportes públicos são dos problemas mais apontados pelas pessoas de mobilidade reduzida. Durante o percurso foram várias as vezes que muitas das pessoas em cadeira de rodas tiveram de ir para a estrada, por não conseguirem subir ou descer sozinhos.
“É preciso que se vá progressivamente corrigindo, pelo menos nos grandes eixos da cidade, onde há grandes equipamentos públicos e uma maior densidade de pessoas idosas. Isto não é só um problema de pessoas com dificuldade motora. Portanto, tem de se actuar nesses sítios para progressivamente criarmos condições mais dignas, e sobretudo mais humanas, para que esta gente possa utilizar a cidade como nós”, sublinhou ao i o vereador Fernando Nunes da Silva.
O projecto “Lisboa Acessível”, realizado pelas nove associações de mobilidade reduzida, é um dos candidatos ao Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa, que dá oportunidade a todos os cidadãos de votarem, desde ontem até 31 de Outubro, nos projectos que querem ver desenvolvidos na cidade.
Este pretende promover as acessibilidades no eixo Entrecampos-Marquês de Pombal, tornando o troço um modelo “daquilo que deverá ser a cidade do futuro”. O objectivo é eliminar todas as barreiras à acessibilidade neste percurso, incluindo a adaptação das passadeiras e paragens de autocarro, remoção dos obstáculos nos passeios, relocalização do mobiliário urbano e regularização do pavimento. “O mais importante é que todas as pessoas votem e se envolvam nesta causa, porque é muito difícil para uma pessoa com limitações poder fazer o seu dia-a-dia, tentar sair de casa e não conseguir ir a uma caixa multibanco, não conseguir ir a um café ou a um supermercado. Daí criar este troço, entre Entrecampos até ao Marquês, todo acessível”, afirmou ao i Salvador Mendes de Almeida.
De acordo com o fundador e presidente da Associação Salvador, a falta de acessibilidades nas ruas, transportes e edifícios impede muitas pessoas com mobilidade reduzida de terem uma participação mais activa na sociedade.
“Se este projecto sair vencedor, e se forem criadas estas acessibilidades, vai beneficiar toda a população, tornando Lisboa uma cidade mais atractiva, uma cidade mais amiga dos peões. Vai ser bom não só para as pessoas em cadeiras de rodas, mas para todas as pessoas, pois muitos são os idosos e muitas são as pessoas que temporariamente partem uma perna e que se vêem à rasca para se conseguir movimentar”, realçou Salvador Mendes de Almeida.
Fonte: i

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Acessibilidade, breve reflexão...


Ainda acerca da semana europeia da Mobilidade, apraz-me fazer uma pequena reflexão.
Relativamente à Acessibilidade houve um prazo que não foi cumprido, o do anterior Decreto-Lei nº123/97, de 22 de Maio, que nos prometia que teríamos  direito às cidades a partir de 2004. Como politicamente houve necessidade de amnistiar os prevaricadores, o Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto, veio revogar o Decreto-Lei nº123/97, de 22 de Maio, tendo os prazos passado para 2017.
Nós, pessoas com deficiência, não podemos admitir que mexam neste novo prazo, acrescentando que, quem não cumprir a legislação deve ser penalizado, ter multas pesadas, devendo esse dinheiro ser investido na adaptação das cidades.
Só assim seremos verdadeiramente independentes e as cidades, as aldeias, as vilas e os lugares de Portugal serão verdadeiramente inclusivos.
Consulte o texto do Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto
Consulte o texto do Guia "Acessibilidade e mobilidade para todos", versão .pdf (16,6 Mb)
Consulte o texto do Guia "Acessibilidade e mobilidade para todos", versão .txt (537 kb)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Colocação de rampas ou plataformas elevatória em prédios passa apenas a carecer de comunicação prévia ao administrador.


Os condóminos que no respetivo agregado familiar tenham uma pessoa com mobilidade condicionada, passam a poder, mediante prévia comunicação ao administrador e observando as normas técnicas de acessibilidade previstas em legislação específica, efetuar as seguintes inovações:

a) Colocação de rampas de acesso;

b) Colocação de plataformas elevatórias, quando não exista ascensor com porta e cabina de dimensões que permitam a sua utilização por uma pessoa em cadeira de rodas.

De referir que estas alterações entram em vigor no dia 13 de setembro de 2012, conforme publicado em Diário da República, na Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto, que procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro, que estabelece o regime jurídico da reabilitação urbana, e à 54.ª alteração ao Código Civil, aprovando medidas destinadas a agilizar e a dinamizar a reabilitação urbana.

Mais informações, por favor, clique aqui.


Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto, procede à alteração ao Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro

A partir de 13 de Setembro 

Fonte: INR

domingo, 26 de agosto de 2012

CARLIFT Sistema de Transferência para Pessoas com Mobilidade Reduzida (R...


CARLIFT - Novo Sistema de Transferência de Dependentes Para o Carro 

Transferir um dependente de uma cadeira de rodas, para o assento de um transporte não adaptado, sempre foi complicado. Não sendo possível fazê-lo, através da tábua de transferências, somente resta transferirem-nos ao colo.

Felizmente foi lançado recentemente pela Rocargo -- Tecnologias de Acessibilidade, Mobilidade e Transporte, empresa do grupo Roques, uma nova alternativa. O CARLIFT, um novo produto de apoio.

É uma estrutura em alumínio de elevação manual, com uma funda em tecido, que funciona como uma grua e é aplicado no tejadilho do veículo, sem precisar fazer alteração nenhuma.

Fonte: Roca

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Wheelblades facilita a locomoção de cadeira de rodas na neve





Cadeiras de rodas têm dificuldades que se deslocam sobre a neve, mas não graças a Wheelblades. Estes esquis pequenos podem ser facilmente montados nas rodas dianteiras de cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê, melhorando significativamente a sua mobilidade em neve e gelo.

Wheelblades eliminar a necessidade de um contrapeso na roda motriz maior, o que significa que a cadeira de rodas pode também ser facilmente empurrado por outra pessoa. Eles foram concebidos por Patrick Mayer e é suposto para redistribuir a pressão do peso de forma óptima para evitar que as rodas dianteiras de afundar em neve. É definitivamente um projeto interessante para melhorar a mobilidade das pessoas que usam cadeiras de rodas

A superfície de contato larga Wheelblade distribui a pressão uniformemente do usuário da cadeira de rodas no chão e evita que as rodas dianteiras pequenas afundem na neve. As lâminas avançam no chão com muito pouca pressão e sem nenhum problema em deslizar em superfícies ásperas.

Para que o esqui se mova na direção desejada a qualquer momento, a ligação foi movida para a parte da frente do esqui. Não importa onde você quer ir – o esqui sabe o seu caminho.

Dois canais de monitoramento na parte inferior do Wheelblade compactam a neve, assegurando a estabilidade, o que quer dizer que você se move longitudinalmente como se estivesse em trilhos. Além disso os Wheelblades são muito úteis devido ao seu baixo peso. Alguns segundos são suficientes para anexá-los para todas as rodas frequentemente utilizados. O bloqueio do grampo ajustável cobre todas as larguras das rodas de 1,8 a 6 cm. Wheelblades estará sendo vendido ao preço de 87 Euros a unidade (174 Euros o par).

 par).

Fonte: Wheelblades

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MUNICÍPIO ATRIBUI LICENÇAS PARA TÁXIS ADAPTADOS A PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA




Considerando a importância de promover o transporte em táxi de pessoas com mobilidade reduzida, o Executivo Municipal deliberou aprovar a atribuição de duas licenças para este fim. Os táxis vão operar na cidade de Vila Franca de Xira e na cidade de Alverca. Os veículos deverão ser equipados, nomeadamente, com plataforma de embarque ou outra forma de acesso pleno do passageiro em cadeira de rodas.

sábado, 28 de abril de 2012

Tecnologia que substitui cadeira de rodas oferece maior autonomia ao deficiente físico


Pesquisadores da Turquia desenvolveram um dispositivo capaz de trazer maior mobilidade e autonomia aos movimentos dos deficientes físicos e, quem sabe, futuramente, tornar obsoleta a cadeira de rodas. Trata-se do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica, que também permite que a pessoa permaneça em pé, o que é importante para manter as funções básicas de saúde para quem possui lesão na medula espinhal.
Com o dispositivo, o deficiente físico YusufAdturkoglu, que perdeu os movimentos da cintura pra baixo após cair de um cavalo há 5 anos, executa atividades sem a ajuda de ninguém. Através de um controle remoto, ele “chama” o Tek para perto da cama e a entrada pela traseira do aparelho facilita a acomodação de Yusuf que vai ao banheiro, ao supermercado, pode sentar em bancos, agachar e levantar com maior autonomia.O dispositivo tem um sistema de suporte de cintos e envolvem o usuário na parte inferior das costas e se agarram ao braço móvel.Não requer nenhum esforço de qualquer espécie.
Claro que muitos dos problemas que cadeirantes possuem com acessibilidade, os usuários do dispositivo Tek também terão, porém, essa nova tecnologia, além de ajudar na saúde do deficiente, também o torna menos dependente. Confira abaixo a demonstração do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica que está em fase de testes nas clínicas da Turquia e será fabricado em 5 tamanhos.
Este avanço robótico e medidas terapêuticas apenas metade cadeira de rodas tradicional é feita de aço inoxidável, pesa 80 quilos e é alimentado por duas baterias de gel. tem autonomia de 14,4 km e atinge uma velocidade máxima de 3, 2 milhas por hora, osusuários podem levar até 90 kg. Dispositivo robótico Mobilização Tek não é um novo tipo de cadeira de rodas, mas uma plataforma nova mobilidade, será vendido na Turquia e na Europa por US $ 15.000.
Fonte: Adrenaline

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tavira prepara Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade



A Câmara de Tavira está a elaborar um Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade (PMPA). O plano surge na sequência da aprovação da candidatura do município ao Programa Operacional Potencial Humano – Tipologia 8.6.5 – Ações de Investigação, Sensibilização e Promoção de Boas Práticas.
Por outro lado, a iniciativa “Um dia de cadeira de rodas na cidade de Tavira”, que teve lugar no passado dia 21 de abril, despertou a atenção da população em geral e dos 40 participantes para as dificuldades de acessibilidades na cidade.
«Sensível a esta questão está também o Município de Tavira», garante a autarquia.
O PMPA tem como objetivo principal o desenvolvimento de soluções integradas de acessibilidade para todos em cinco grandes eixos que condicionam a acessibilidade: via pública, edifícios, transportes, informação e comunicação e info-acessibilidade.
Tanto na via pública como nos edifícios, o que se pretende é «permitir as deslocações e o uso e desfrute» de edifícios e via pública.
Em relação aos transportes, será realizada uma análise ao nível da acessibilidade, quer da componente móvel, quer da componente fixa (paragens, apeadeiros, etc) do sistema de transportes.
O eixo da comunicação pretende garantir que «a informação em todas as componentes acima referidas é claramente identificável, visível e inteligível em todos os âmbitos de intervenção, objetivo partilhado também no campo das novas tecnologias de informação e comunicação, ao nível da informação digital».
Para o efeito, serão elaborados diagnósticos de acessibilidade integrada com base nas fragilidades sociais e físicas do território, e os contributos obtidos pelas sessões de auscultação, debates e participação pública a realizar, serão determinantes para a decisão final das estratégias principais do plano.
Após a conclusão do PMPA, o Município ficará dotado de mecanismos que permitirão a consolidação de uma plataforma digital especializada que dê continuidade à prática da acessibilidade ou ainda um geo-fórum que permitirá aos cidadãos participar on-line a monitorização das atividades de acessibilidade e a sua participação cívica.
O PMPA representa um investimento de 138.334,88 euros, e um importante contributo em transformar Tavira numa cidade acessível para todos.
Em articulação com as Juntas de Freguesia, o Município de Tavira tem vindo a efetuar algumas intervenções pontuais neste domínio, através do rebaixamento de passeios e da reorganização de parques para viaturas de cidadãos deficientes. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Europa Acessível.


A Europa inaugurou suas primeiras linhas ferroviárias (o que inclui o metro) durante a revolução industrial, nos séculos 18 e 19. O metro de Londres – o mais antigo do mundo – começou a funcionar em 1863. Porém, se a rede de comboios entre cidades e países foi completamente atualizada na Europa ocidental na última década, o transporte urbano ficou a cargo das cidades, que acabaram se modernizando cada uma em seu próprio ritmo.
Londres, Paris e Bruxelas têm em comum redes metroviárias que atendem toda a cidade. Mas, ao mesmo tempo, a maior parte das estações ainda é inacessível a cadeirantes. O mesmo ocorre com Madrid, onde grandes escadarias se transformam em transtorno até mesmo para quem leva um carrinho de bebê.
Já em Berlim, o transporte público é complexo – uma combinação de metro, comboio urbano, autocarro e electrico . O sistema, todavia, funciona com perfeição e é acessível.
Os autocarros são quase sempre livres de barreiras: em Copenhaga, a bela capital dinamarquesa, os veículos são adaptados com um sistema de rebaixamento que possibilita a entrada de qualquer pessoa sobre rodas – de cadeiras de rodas a carrinhos de bebê. Mesmo os famosos autocarros de dois andares ingleses são bastante acessíveis.
Já Amsterdão tem como principal meio de transporte o electrico, sem grandes dificuldades para utilizadores de cadeiras de rodas. No entanto, os barcos – onipresentes na cidade dos canais e um dos principais programas turísticos da capital holandesa – podem não ser tão acessíveis.
Para os cegos, há menos preocupações quando se trata de transporte público. Todas as cidades contam com um excelente sistema de alto-falantes que anunciam as paradas de autocarros e estações de metro. Também são comuns letreiros com avisos luminosos, bastante úteis para visitantes surdos.
Além disso, são muitos os semáforos com avisos sonoros para ajudar aos cegos a atravessar a rua. Mas, como a geografia das cidades europeias nem sempre é fácil de ser compreendida por um cego em uma primeira visita, eles podem confundir mais que ajudar. Na dúvida, peça auxílio.
Fonte: Estadão