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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Revista Plural&Singular

Já saiu a 3ª edição da revista Plural&Singular. Faça AQUI o download.

A Plural&Singular é um órgão de comunicação digital dedicado à temática da deficiência, cuja 1.ª edição foi lançada, simbolicamente, a 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A revista, de periodicidade trimestral, disponível para download gratuito, está vocacionada para pessoas com deficiência, cuidadores, instituições, profissionais, federações, empresas, especialistas e outras entidades ligadas a esta área.

Fonte: Recebído por e-mail

terça-feira, 18 de junho de 2013

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha abre com acessibilidade para todos

O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha abre para mostrar a história do município e permitir que Todos os visitantes se sintam incluídos no espaço.
Segundo António Lucas, presidente de câmara da Batalha, “Este é um projecto que está preparado para que todos os deficientes possam usufruir deste espaço, invisuais, surdos, deficientes motores”, considerando a inclusão uma “componente fundamental” do primeiro museu municipal do concelho.
“Pelo edifício, de dois pisos, no qual há um espaço para os cães-guia descansarem, um trilho conduz os visitantes cegos à descoberta do museu, onde também podem conhecer, através de maquetas, a construção do Mosteiro da Batalha.
Para estes, além de outro acervo táctil, originais ou réplicas, o museu disponibiliza igualmente áudio guias e informação em Braille, enquanto que para os surdos o futuro reserva tradução em língua gestual, nomeadamente através de vídeo guias“.
O museu está assim preparado para oferecer às pessoas que o visitam uma série de soluções que permitem que se sintam incluídas no espaço. As soluções passam pelo tacto e pela voz, e, quem sabe, no futuro, pelo cheiro.
O slogan do espaço é “Um museu de todos”, e está localizado no centro da vila da Batalha, dividindo-se por cinco áreas temáticas. A primeira começa com a formação do território e termina na Batalha de Aljubarrota, passando pela geologia, paleontologia ou arqueologia.
Nesta área, destaca-se o espaço dedicado à vila romana de São Sebastião do Freixo (Collipo) e a estátua do Magistrado Romano e o Mosaico do Hipocampo.
Uma tela do artista Mário Santa Rita sobre a Batalha de Aljubarrota, cuja vitória dos portugueses determinou a construção do Mosteiro da Batalha, abre caminho ao piso superior do museu e à segunda área temática.
Por sua vez, a construção do monumento é contada numa projecção multimédia e o espaço inclui um conjunto de objectos relacionados com os poderes real e religioso, como o sistema de pesos e medidas do rei D. Manuel I, o verdadeiro e uma cópia.
Através de uma maqueta interactiva, que reproduz o município em termos topográficos, os visitantes são convidados a descobri-lo através de seis vídeos promocionais que mostram, por exemplo, o artesanato, a gastronomia ou o património.
Também existe um espaço dedicado a exposições temporárias, que abre com uma mostra sobre o ensino no concelho, e o laboratório da memória futura completam o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha.


Fonte: ajudas

Programa ocupacional para surdos adultos


ImagemCom apenas um mês de existência a "Quinta Social da Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM)" conta com três surdos que foram contratados ao abrigo do programa PROSA e mais dois surdos que são voluntários.
Os surdos integrados no novo projeto da Associação de Surdos começaram a trabalhar no dia 5 de junho e mostram-se muito motivados com o projeto social.
"Estão extremamente motivados e voluntariaram-se para começarem a trabalhar antes do contrato de trabalho ter entrado em vigor", afirma Isabel Castro e Silva, coordenadora do projeto.
Este projeto tem como objectivo principal a criação de estruturas de apoios aos cidadãos surdos, pois, hoje em dia, há um maior número de surdos desempregados com baixa escolaridade, com competências reduzidas a níveis laboral, social e pessoal que resulta numa baixa empregabilidade. "Fora a conjuntura atual, os surdos têm uma empregabilidade mais baixa e este projeto começa exatamente para começar a dar resposta às necessidades atuais", acrescenta a coordenadora do projeto.
Os produtos que estão a ser cultivados pelos surdos inseridos no projeto "Quinta Social da ASISM", e que já foram plantados por eles, vão ser recolhidos e divididos pelos próprios, pelos sócios e pelos familiares. "O objetivo aqui não é o lucro mas sim a ocupação", explica.
A Associação de Surdos, como associação sem fins lucrativos, não tinha recursos económicos suficientes para suportar este projeto se não fosse a ajuda de várias entidades. O terreno onde está a ser feito o cultivo do mais variado tipo de produto (ervilhas, couves, abóbora, cenoura, entre outras) foi cedido à associação, por um sócio, onde foi feito um contrato de exploração.
"Nós recebemos apoio para a contratação dos três surdos e pedimos donativos a algumas empresas da ilha. Toda a ajuda é bem vinda", frisa Isabel Castro e Silva, coordenadora do projeto.
A agricultura praticada na quinta é biológica, sem qualquer tipo de produtos químicos. Na terra foi colocado estrume que "também nos foi cedido".
Segundo Isabel Castro e Silva, coordenadora do projeto a "Quinta social da ASISM", também os utensílios na quinta, como as pás, enxadas e martelos foram entregues por donativos de empresas e particulares.
Com a criação deste projeto que tem uma duração mínima prevista de cinco anos, pretende-se promover a inclusão deste público alvo, os surdos, promovendo, assim, formas saudáveis de ocupação de tempos livres e desenvolvimento de competências de trabalho.
Para além de todos os objectivos com caráter mais geral, o projeto também tem um caráter mais pedagógico, em que "a quinta não será apenas cultivo", mas vais estar dividido de forma a ter várias zonas, entre elas, a "zona de lazer para que as crianças também participem na quinta", explica.
A coordenadora do projeto e psicóloga da Associação de Surdos agradece o apoio e colaboração de todas as entidades públicas e privadas e pessoas em nome individual.



Fonte:Açoriano Oriental

Primeira pedra lançada - Terceira vai dispor de novo lar residencial para pessoas com deficiência


ImagemO Presidente do Governo Regional dos Açores presidiu, esta quinta-feira, à cerimónia de início de construção de um lar residencial para pessoas com deficiência, que vai permitir à Associação Cristã da Mocidade, da Ilha Terceira, duplicar a sua capacidade de resposta de seis para doze utentes.
A nova estrutura de acolhimento residencial, que representa um investimento superior a um milhão de euros, estará dotada de condições técnicas para o desenvolvimento de um trabalho qualificado ao nível do acolhimento temporário ou definitivo, com vista a satisfazer os direitos das pessoas com deficiência.
O Presidente do Governo dos Açores salientou que esta nova resposta social servirá de apoio às famílias, oferecendo estruturas de apoio ao descanso do cuidador ou ao incremento de condições de autonomia pessoal dos seus utilizadores.
"A rede de apoio à pessoa com deficiência será, em breve, reforçada na ilha Terceira com a construção do Centro de Reabilitação da Praia da Vitória, um investimento do qual resultará a criação de uma nova valência de Lar Residencial, com capacidade para 12 utentes, e o reforço da capacidade do Centro de Actividades Ocupacionais existente, que passará de 20 para 30 utilizadores", adiantou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo garantiu ainda que o Executivo Regional está determinado em criar as condições para que os Açorianos tenham uma vida melhor, um objectivo que será cumprido até ao limite das suas competências, recursos e possibilidades.
"Este é um caminho que se pauta por, até ao limite das nossas possibilidades, das nossas competências e dos nossos recursos, continuarmos a trabalhar para que, em relação a toda a sociedade, em especial aos sectores mais frágeis, possamos criar as condições para que os Açorianos tenham uma vida melhor", afirmou Vasco Cordeiro.
Nesse sentido, frisou que todo o trabalho desenvolvido pelo Governo Regional dos Açores na área social constitui uma forma de, sobretudo perante a actual conjuntura, poder dar "consistência prática ao mote político assumido por este Governo de não deixar ninguém para trás".
"Esta é, não apenas uma obrigação do Governo dos Açores. É, sobretudo, o cumprimento de uma convicção por parte do Governo dos Açores, que hoje aqui, com o lançamento desta primeira pedra, fica claramente manifestado", salientou


Fonte:Correio dos Açores

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Gel que "repara" nervos poderá curar paralisias

Gel que "repara" nervos poderá curar paralisiasHá partes do corpo, como o fígado, que conseguem renegerar-se por si próprias, mas outras, como o sistema nervoso, são irreparáveis ou demoram demasiado tempo a recuperar, resultando em dores crónicas, mobilidade limitada e até paralisia. Agora, um grupo de investigadores israelitas desenvolveu uma solução para reparar nervos periféricos que pode ser uma esperança para os doentes.


 
Trata-se de um implante biodegradável, desenvolvido na Universidade de Tel Aviv, que trabalha em associação com um gel (o chamado Guiding Regeneration Gel - GRG) capaz de aumentar o crescimento dos nervos e acelerar a cicatrização, podendo, em última instância, vir a restaurar a funcionalidade de nervos danificados.
 
De acordo com Shimon Rochkind, da Faculdade de Medicina daquela universidade, que coordenou o estudo, o método que repara os nervos periféricos já foi testado em modelos animais e, dentro de poucos anos, poderá vir a ser usado clinicamente, estando, neste momento, a começar a ganhar reconhecimento internacional.
 
Os investigadores explicam que os nervos funcionam como cabos elétricos e que, quando são danificados, deixam de conseguir transmitir sinais para movimentos e sensações através do sistema nervoso. Porém, a equipa de Rohckind conseguiu desenvolver um método que liga os extremos de dois nervos danificados através de um implante suave e biodegradável.
 
No interior do implante - uma espécie de tubo - está o gel inovador criado pelos cientistas, que "nutre o crescimento das fibras nervosas, encorajando o nervos a voltar a ligar-se entre si, mesmo em casos em que os danos são massivos", esclarece Shimon Rochkind, citado em comunicado.

Gel poderá ajudar a tratar doenças como Parkinson
 
Este gel conta com três ingredientes principais: antioxidantes, que aceleram as atividades anti-inflamatórias, peptídeos da laminina artificais, que funcionam como "linha" orientadora para o crescimento das novas fibras nervosas, e ácido hialurónico, encontrado, commumente, no feto, que evita que o implante "seque".
 
A eficácia da solução, cujos primeiros sucessos foram apresentados recentemente em vários congressos científicos, entre eles os organizados pela World Federation of Neurological Societies e a European Neurological Society, deve-se, precisamente, à composição do gel, que faz com que o nervo cicatrize como acontece com o bebé no útero da mãe - rápida e suavemente.
 
Além de poder ser usado em conjunto com o implante biodegradável, o gel pode ser administrado autonomamente, constituíndo-se como uma ajuda importante, por exemplo, em terapias celulares, ajudando a preservar as células e a assegurar a sua sobrevivência em casos de transplantação.
 
Quando crescem "mergulhadas" neste gel, as células apresentam "um desenvolvimento excelente", o que, de acordo com os cientistas, poderá ter enormes implicações no tratamento de doenças como a doença de Parkinson, uma patologia para a qual a terapia celular pode ser uma potencial solução.
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

População de paises industrializados exigem acessibilidade nas residências


Portas automáticas que podem ser acionadas apertando um botão de fácil acesso melhora a qualidade de vida de pessoas com deficiências
Portas automáticas que podem ser acionadas apertando um botão de fácil acesso melhora a qualidade de vida de pessoas com deficiências
Nos países industrializados, as populações em vias de envelhecer estão obrigando arquitectos  designers e urbanistas a levar em conta as necessidades dos idosos e portadores de deficiência.
Para cerca de 650 milhões de pessoas com deficiências em todo o mundo, uma moradia normal não é um abrigo seguro, mas uma armadilha de limites perigosos e ângulos que dificultam a locomoção. Construir edifícios e locais públicos sem esses obstáculos é um enorme desafio. A acessibilidade dos locais para pessoas com deficiência física, conhecida como design universal, é mais do que nunca uma prioridade premente devido ao envelhecimento das sociedades na Europa e na Ásia.
Já que muitos idosos atualmente desejam permanecer em suas casas e 'envelhecer no seu lugar', muitos edifícios privados requerem uma reforma total. As superfícies dos pisos de todos os aposentos, por exemplo, deveriam estar bem niveladas entre si para reduzir o risco de tropeços. Corredores e vãos de portas precisam ser largos o suficiente para as cadeiras de rodas, e as escadas deverão ser substituídas por rampas de inclinação suave. Banheiros e cozinhas para cadeirantes precisam ter interruptores de luz, maçanetas, puxadores e demais acessórios posicionados em uma altura adequada.
Numa casa-padrão, os cadeirantes frequentemente ficam entalados ao tentar executar as tarefas do dia a dia. Cozinhas que permitem a circulação e vãos livres embaixo do fogão e da pia podem ajudá-los a cozinhar e fazer a limpeza. Nos banheiros, as banheiras tradicionais – um obstáculo insuperável – podem ser substituídas por alternativas com perfil rebaixado ou sifão embutido no chão. Banheiras e vasos sanitários com sistemas de içamento e espaço para cadeiras de rodas oferecem soluções ainda mais convenientes.
A lista de deficiências é interminável, assim como a lista das características necessárias a uma vida com acessibilidade plena. Soluções de 'tamanho único' são impossíveis, pois cada uma das deficiências e sua severidade variam de pessoa para pessoa.
Pessoas com destreza manual reduzida podem viver de modo independente se as torneiras, maçanetas e demais itens forem de dimensões adequadas e fáceis de manusear, ou se forem controlados eletronicamente. Para pessoas com deficiências severas, computadores e sistemas de controle remoto podem ajustar iluminação, ventilação e outras funções de acordo com tempo, estação e preferência.
Fazer certo desde o começo
A fim de evitar reformas custosas, algumas autoridades governamentais e planejadores urbanos começaram a incorporar características similares nas novas construções, de modo que as casas não exijam modificações posteriores.
O governo japonês publicou suas diretrizes de projeto de moradias para uma sociedade em vias de envelhecer, recomendando que todas as novas moradias sejam projetadas com pisos nivelados, barras de apoio, portas e corredores mais largos. Esses itens são obrigatórios nos novos conjuntos residenciais, e os incorporadores que aplicarem essas diretrizes poderão se candidatar a empréstimos com juros mais baixos.
A Finlândia oferece subsídios similares para a construção de moradias novas e sem barreiras. Desde meados dos anos 1990, o bairro de Marjala, na cidade de Joensuu, foi desenvolvido com moradias, instalações compartilhadas, ruas, calçadas, praças e parques acessíveis a todos. Um canal multisserviço computadorizado mantém os moradores conectados com seus médicos. A comunidade oferece até oportunidades de trabalho em casa ou a distância para funcionários municipais.
A fim de capacitar as pessoas a se deslocar livremente além do seu bairro, a Finlândia foi pioneira na implantação de um sistema de transporte por chamado, conhecido como DRTS (sigla em inglês para Demand Responsive Transportation System), que hoje é utilizado em mais da metade de todos os municípios finlandeses. Esse sistema público flexível combina táxis, autocarros e comboios para prover transporte sob demandas para pessoas idosas e deficientes.
A Finlândia pode ser um exemplo de excelência, mas, com apenas cinco milhões de habitantes, isso não passa de uma gota no oceano. O desafio de verdade será atender os centenas de milhões de pessoas disfuncionais nos países em desenvolvimento que ainda não contam com o benefício de qualquer tipo de assistência.
Fonte: Allianz

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso passa a ser gratuita

A renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, necessária para isenção de pagamento de taxa moderadora, passa a ser gratuita, de acordo com um diploma hoje aprovado em conselho de ministros.

O diploma isenta do pagamento de nova taxa "o ato de renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica".
O valor a cobrar pela renovação do atestado nas situações em que essa incapacidade não é permanente e irreversível passa de 50 para cinco euros, segundo o mesmo diploma.
Um atestado médico de incapacidade multiuso comprova que a pessoa tem uma incapacidade (física ou outra) igual ou superior a 60 por cento, que lhe permite ter isenção de taxas moderadoras

domingo, 25 de março de 2012

Conheça o Voice Joystick, que revolucionará a acessibilidade por voz


O uso da tecnologia em favor do bem estar de pessoas com necessidades especiais é sem dúvida uma das mais belas vertentes do avanço na área. Hoje temos opções de acessibilidade para diversas deficiências, que minimizam as distâncias entre todos com soluções simples e de muito bom gosto.
Este é o caso do joystick com reconhecimento de voz, idealizado por estudantes da universidade de Washington. O objetivo do projeto é desenvolver um sistema novo de reconhecimento vocal, chamado por eles de Vocal Joystick, ou VJ.
Controle o PC pela voz
O dispositivo permitirá que pessoas com dificuldades em lidar com o mouse possam utilizar a voz para controlar objetos na tela do computador e até mesmo instrumentos mais complexos, como robôs, braços mecânicos e dispositivos de automação em geral.
A língua falada é ineficiente para funcionar com tarefas mais complexas e em geral é insatisfatoriamente reconhecida nos aplicativos atuais do gênero. O sistema VJ vem para mudar esses aspectos para melhor e permitirá que os usuários explorem uma vasta gama de vocalizações para tarefas de diversos níveis de dificuldade.
Será possível perceber as respostas do sistema em questão de segundos, com funções para adequá-lo da melhor maneira para cada indivíduo. O sistema incluirá sons comuns da fala, com vogais e consoantes, mas com um foco principal na variação de parâmetros fonéticos conhecidos, como tonalidade, potência vocal, timbre e outros.
Como funciona
A maior dificuldade em usar o ponteiro do mouse com a voz é que a tarefa envolve muitos comandos contínuos, como levar a seta de um lado a outro na tela. Por esse motivo o Vocal Joystick reconhecerá sons de acordo com a afinação e saberá do que se trata.
No exemplo do vídeo acima, em que o usuário navega pelo Google Earth com o aplicativo, basta manter o som da letra “e” continuamente para aproximar a câmera do globo. Ao fazer o som do “i” a câmera vai para a esquerda e assim por diante. Com um pouco de afinação qualquer pessoa pode realizar a tarefa, independentemente de qualquer limitação motora. O exemplo abaixo também é muito interessante e utiliza sons mudos de consoantes para realizar ainda mais ações.
Você já pode baixar a versão Alpha do aplicativo para Windows diretamente do site do desenvolvedor. O Vocal Joystick é mais um ótimo exemplo de que muitas coisas boas podem ser feitas com idéias simples e inovadoras, aplicadas da maneira correta.
Fonte: Tecnomundo

Frota adaptada a deficientes motores



A Europcar Portugal, com o apoio da Secretaria de Estado da Reabilitação, acaba de lançar a sua primeira frota de veículos adaptados a pessoas portadoras de deficiência motora, um projecto desenvolvido exclusivamente pela Europcar Portugal. 

As novas viaturas (SEAT Altea) foram adaptadas para pessoas com limitações ao nível dos membros superiores e inferiores. Estes veículos estão ainda equipados com um conjunto de funcionalidades que permitem facilitar a condução, tais como sensores de chuva e de acendimento automático de faróis, permitindo que o condutor não tenha qualquer intervenção neste processo. 

Termos & Condições: 

- É necessário carta de condução específica para viaturas adaptadas, com indicação da deficiência e grau da mesma; 

- Equipamento disponível sob consulta e sujeito a disponibilidade; 

- Categoria de viatura CXAR, sujeita a disponibilidade; 

- O aluguer é possível nas seguintes estações: 


LOCALIDADE
 ESTAÇÃO
 
 

Lisboa 

Aeroporto 

Prior Velho 

Av. Ant. Augusto de Aguiar 
 

Porto 

Aeroporto 


Maia 

Rua António Bessa Leite 
 

Faro   

Aeroporto 

Montenegro 
 

- A viatura tem que ser devolvida na mesma estação, ou noutra das indicadas, sendo que, se entregar fora da mesma localidade terá uma taxa de serviço adicional (one-way). 

- O valor do aluguer inclui quilómetros ilimitados, Cobertura de Danos (LDW), Suplemento de Circulação (LAF) e IVA; 

- Em caso de avaria ou acidente deve contactar a Assistência em Viagem da Europcar (21 383 55 27). 


Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, por favor contactar: 

Tel.: 21 940 77 90 

reservas@europcar.com 


Fonte: http://www.europcar.pt/EBE/module/render/Frota-adaptada-a-deficientes-motores 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Revalidação dos atestados multiusos por incapacidade

A partir de amanhã, o Ministério da Saúde vai começar a enviar as cartas que confirmam a isenção de taxas moderadoras por motivos económicos.

Vai ser alterado o sistema de atestados de incapacidade para efeitos de isenção de taxas moderadoras na saúde. Assim, os utentes que precisam de revalidar os atestados passados ao abrigo de legislação anterior a 2009 podem vir a ser dispensados de pagar 50 euros. 

É este o valor cobrado actualmente, mas a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) está a estudar com outros organismos uma fórmula alternativa. A revelação é feita à Renascença por Alexandre Lourenço, da direcção da ACSS: "Estamos a trabalhar conjuntamente com a Direcção-geral de Saúde e com Instituto Nacional de Reabilitação para termos modelos de revalidação desta incapacidade menos onerosos para o doente - pois o atestado de incapacidade tem o valor de 50 euros. Estamos a trabalhar essencialmente em alguns casos, como no da reavaliação, para nem sequer ter necessidade de pagamento de qualquer valor, e noutros, como ter um valor muito inferior aos 50 euros actuais”.

Para beneficiar da isenção do pagamento de taxas, o utente tem de ter um grau de incapacidade igual ou superior a 60%.

As autoridades de saúde estão a exigir a revalidação dos atestados antigos, que só vão ser aceites até ao final de 2013. 

Cartas que confirmam isenção seguem dia 22 de Março de 2012

A partir de amanhã, o Ministério da Saúde vai começar a enviar as cartas que confirmam a isenção de taxas moderadoras por motivos económicos:“Contamos a partir de dia 22 iniciar o envio destas cartas aos utentes que estavam isentos a 31 de Dezembro e aos que requereram a sua situação de insuficiência económica. É importante dizer que estes utentes permanecem isentos e não estão a pagar taxas moderadoras até dia 15 de Abril".

“Foi necessário, obrigatoriamente, ter um parecer positivo da Comissão Nacional da Protecção de Dados – estamos a falar também de transmissão da informação fiscal. Efectivamente, este processo demorou mais tempo que o previsto, mas a situação está regularizada”, explica o responsável da ACSS, justificando o atraso no processo.

Alexandre Lourenço assegura que, até ao momento, não foi aplicada qualquer multa pelo não pagamento de taxas moderadoras, apesar de a lei prever coimas que podem variar entre os 50 e os 250 euros, a serem cobradas pelo fisco. A cobrança coerciva só será prioridade no segundo semestre. 

Até ao momento, foram recebidos quase um milhão de pedidos de insuficiência económica, além dos utentes que já estavam registados como estando nesta situação em Dezembro do ano passado. 

Questionado sobre eventuais alterações ao novo sistema de taxas moderadoras, Alexandre Lourenço admite a hipótese em casos pontuais.

Fonte: Rádio Renascença

terça-feira, 20 de março de 2012

“Segway” para paraplégicos deve chegar à Europa


Na Turquia, investigadores criaram o TRM Device para ajudar os paraplégicos a moverem-se, mantendo uma posição vertical.


Quando vemos o vídeo, é impossível não pensarmos nas Segway, mas a verdade é que este dispositivo não tem nada a ver com aquela marca. Aqui vemos Yusuf Akturkoglu, um jovem turco que teve um acidente de cavalo há cinco anos e que desde então ficou paraplégico.
Investigadores turcos desenvolveram este aparelho que pode mudar vidas como a de Yusuf: além de ajudar as pessoas a movimentarem-se, ainda as mantém numa posição vertical, o que os especialistas consideram vital para manter a boa forma do corpo humano.
Os utilizadores conseguem, na maior parte das vezes, entrar sozinhos nesta “cadeira de rodas” futurista e manter-se de pé enquanto se movimentam para todo o lado, explica a Reuters.
O TRM, de Tek Robotic Mobilization Device vai começar a ser vendido na Turquia esta semana e os investigadores procuram parceiros na Europa e EUA para disponibilizarem o aparelho. O preço deve rondar os 15 mil dólares.


Ler mais: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2012/03/20/segway-para-paraplegicos-deve-chegar-a-europa1#ixzz1pfF93N7M 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Material médico: saiba quando compensa comprar ou alugar


Se precisa de uma canadiana, cadeira de rodas ou cama articulada, faça contas
ao tempo de recuperação. Até uma semana, compensa alugar.
Mais do que isso, compre o material de pequeno porte e alugue o restante.

Material médico: saiba quando compensa comprar ou alugar
O tempo que vai precisar deste material determina se deve
 alugar ou comprar. No caso do equipamento de pequeno porte,
 como  andarilhos,  tripés, muletas e canadianas, é mais 
vantajoso alugar  para períodos curtos (até 7 dias). As bengalas
 são uma excepção, pois compensa  sempre comprar. Quanto às
 canadianas, diferença é pequena: pode comprar a partir de
 3 euros ou alugar durante uma semana a partir de 2,10 euros.
Se a necessidade de apoio se prolongar por mais tempo, compensa
comprar um produto de pequeno porte. Quando não precisar do
 equipamento e quiser desfazer-se dele, verifique se existe alguma
entidade, como um centro social ou paróquia, que o aceite. As associações de bombeiros, a
Santa Casa da Misericórdia e a Cruz Vermelha são outras instituições que, à partida, têm 
interesse em ficar com o equipamento.
Até 90 dias, as cadeiras de rodas e o material de grande porte, como camas articuladas e
colchões, ficam mais baratos se alugar.
Para saber qual a melhor opção, consulte os preços de compra e de aluguer na sua localidade:






Outra alternativa é pedir emprestado. Associações de bombeiros, misericórdias, Cruz
Vermelha ou centros sociais, entre outros, emprestam alguns produtos de apoio sobretudo
aos mais carenciados. Algumas destas entidades cobram uma caução, para garantir a
devolução em boas condições. Para requerer o empréstimo, pode ter de apresentar um
atestado médico e a declaração de IRS ou um atestado da junta de freguesia a comprovar
os baixos rendimentos.

Apoios, comparticipações e seguros

Em caso de internamento num hospital público, este fornece o equipamento necessário
para a alta, prescrito pelo médico.
Se o equipamento for prescrito pelo médico do centro de saúde, por exemplo, terá de pedir
comparticipação à Segurança Social. Para tal, entregue, no centro distrital da sua área de
residência, uma ficha de prescrição, uma fotocópia legível do bilhete de identidade e três
orçamentos para aquisição do material necessário. Cabe àquele organismo avaliar a
necessidade do equipamento na vida do requerente. O problema é que os pedidos nem
sempre são satisfeitos por falta de verbas.
A compra e o aluguer também podem ser comparticipados pelos subsistemas de saúde, como
a ADSE ou o SAMS. Contacte os seus serviços médicos e sociais para saber o valor a que tem
direito. Em geral, o paciente paga a totalidade do seu bolso e recebe a comparticipação mais
tarde, após entregar a prescrição médica e as faturas do equipamento.
Os seguros de saúde com a cobertura de próteses e ortóteses comparticipam a compra ou o
aluguer do equipamento, desde que prescrito por um médico. Verifique a apólice.
Se o subsistema ou seguro apenas comparticipar a compra, talvez esta fique mais barata do
que alugar sem nenhuma comparticipação. Convém fazer bem as contas antes de tomar uma
decisão.
O IVA é reduzido para certos produtos de apoio e desde que tenha um comprovativo da
despesa de aquisição ou aluguer pode deduzi-la no IRS. O fisco considera 30% do que gastar,
sem outro limite, caso o produto ou serviço esteja isento de IVA ou sujeito à taxa reduzida
(6 por cento). Se a taxa de IVA for superior, o limite é de 65 euros, tendo como percentagem
máxima os mesmos 30%: pode apresentar o total de gastos e os serviços fazem as contas.
Neste caso, deve guardar a prescrição médica.

Fonte: Deco/Proteste

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet
Clique no link abaixo para ver o vídeo de Derek no Havai
Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
O facto de ser cego não impediu o jovem brasileiro Derek Rabelo de seguir o seu sonho e surfar as ondas do mar. O caso deste surfista, de 19 anos de idade, é relatado num vídeo que está a circular um pouco por todo o mundo, através da internet.

Derek é brasileiro, da cidade de Guarapari, e gosta tanto de surfar que foi passar o Inverno ao Havai onde conheceu três veteranos do desporto: Eddie Rothman e os seus dois filhos Makua e Koa.
Os três surfistas ficaram tão impressionados com a história de Derek Rabelo que o hospedaram em sua casa e lhe deram uma prancha nova, além de um apoio da marca de roupa Da Hui.
Um dos irmãos, Makua, admite que quando soube pela primeira vez que Derek surfava não acreditou mas agora não hesita em afirmar que o jovem brasileiro "é o surfista mais incrível do mundo". "É o meu novo herói", sublinha.

Fonte : http://boasnoticias.clix.pt

sexta-feira, 9 de março de 2012



O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) criou um protótipo de uma cadeira de rodas `low cost` que é comandada pela voz e pela íris, disse hoje à Lusa um dos professores responsáveis pelo projeto, Ricardo Martinho.

"A mais-valia deste projeto está no seu baixo custo e no facto do módulo poder ser adaptado à maior parte das cadeiras de rodas que não possuem motorização, como aquelas que se encontram habitualmente num hospital", explica aquele que é o coordenador do curso de Informática para a Saúde, que integra o departamento de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do IPL. 

Uma cadeira de rodas autónoma "pode custar entre 10 e 30 mil euros", mas este projeto tem condições de assegurar que a comercialização ronde os 2500 euros, sublinha à Lusa, por outro lado, o coordenador do departamento de Engenharia Informática da ESTG, Patrício Domingues. 

O mesmo responsável revela que o preço de produção deste protótipo não ultrapassou os mil euros. "É uma diferença muito grande em relação aos preços proibitivos a que as cadeiras de rodas autónomas podem atingir", enfatiza. 

Para a criação deste protótipo foi utilizado um portátil `low cost`, uma placa de aquisição de dados, dois motores, duas rodas, um microfone com auscultadores, duas `webcams` e um capacete. 

Uma vez concluído o protótipo, a fase seguinte passa por encontrar financiamento, desenvolver o projeto nas áreas da mecânica e da eletrotecnia, bem como avançar para o desenvolvimento do design do módulo, que se transformará num `kit` portátil. 

"Um dos passos importantes passa por fazer um projeto de design industrial para a estrutura física amovível de suporte aos motores, às baterias e ao próprio mecanismo de tração das rodas", explica Ricardo Martinho. 

Já o coordenador do projeto, o professor João Pereira, assinala que este "módulo `low cost` adaptável para uma cadeira móvel autónoma faz o reconhecimento dos comandos de voz, de movimentos oculares, mas também a análise de imagens para prevenir colisões". 

Enquanto a primeira `webcam` se destina a reconhecer os movimentos oculares, a segunda visa detetar obstáculos, precisa o responsável, sublinhando que o sistema de comando é simultaneamente assegurado por voz e pela íris para garantir maior fiabilidade. 

A ESTG é uma das cinco escolas do IPL, instituto que representa atualmente cerca de 95 por cento do ensino superior do distrito de Leiria e abrange uma comunidade de mais de 12.000 estudantes e 900 docentes. 

Fonte: Lusa

quinta-feira, 8 de março de 2012

Misses: Hungria coroa mulheres em cadeira de rodas

Misses: Hungria coroa mulheres em cadeira de rodas
Foto © Bernardett Szabo/Reuters
A Hungria escolheu, este fim-de-semana, a mais bonita mulher em cadeira de rodas do país num concurso de misses muito especial. O evento, o primeiro do género alguma vez realizado na Europa, contou com mais de 50 participantes e a vencedora fez questão de aproveitar a ocasião para destacar a necessidade de melhorar as condições de acesso dadas aos deficientes motores.
 
O concurso, batizado Miss Colours, foi organizado por Tibor Kazany, também ele um utilizador de cadeira de rodas há vários anos na sequência de um acidente rodoviário. Kazany explicou que a ideia se inspirou nos EUA, já que, em território norte-americano, a primeira competição de misses em cadeira de rodas se realizou em 1973. 
 
Segundo o mentor do projeto, o objetivo foi alterar a visão que existe acerca destas mulheres. "O nosso propósito principal foi mostrar que as mulheres em cadeira de rodas são tão saudáveis e bonitas como as que andam pelas ruas com as suas duas pernas", salientou Kazany, que acrescentou que "não há razões para ter pena destas mulheres porque elas conseguem ser tão atraentes como todas as outras". 
 
A eleita foi Katalin Eszter Varga, uma jovem de 26 anos escolhida pelo júri entre oito finalistas que subiram ao palco sobre rodas ao som de músicas de Rihanna e Maroon 5 exibindo vestidos da designer húngara Kati Zoob. Além disso, todas receberam serviços personalizados de cabeleireiros, maquilhadores e fotógrafos.
 
A miss coroada, vendedora numa perfumaria, começou a utilizar a cadeira de rodas há quatro anos e frisou que há muito trabalho a fazer na Hungria para facilitar a vida de quem está na mesma situação.
 
"É difícil ter acesso a muitos edifícios, as casas-de-banho para os deficientes estão mal desenhadas e há muito poucos hóteis que ofereçam condições para quem se desloca em cadeira de rodas", contou Katalin que, no entanto, se mostrou otimista em relação ao futuro. "Tenho esperança de que esta realidade se altere", confessou.
 
Já Marietta Molnar, que ficou em segundo lugar, revelou que foi "fantástico" estar rodeada de profissionais que as tornaram e fizeram sentir mais bonitas. "É importante para mim ser vista como uma mulher e não apenas como alguém numa cadeira de rodas", sublinhou.
 
A iniciativa foi um sucesso e, de acordo com Kazany, deverá agora repetir-se anualmente, esperando-se que, no próximo ano, Erika Bogan, escolhida como miss cadeira de rodas norte-americana em 2010, faça parte do painel de jurados.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cidadãos em cadeiras de rodas são içados pelos braços para a fotografia do cartão do cidadão




Antonieta Monteiro, 37 anos, sofre de esclerose múltipla e desloca-se em cadeira de rodas. Recentemente viveu uma situação fora do normal quando foi fazer o cartão do cidadão na Conservatória do Registo Civil de Tomar. Teve que ser elevada da cadeira de rodas, pelos antebraços, para ficar com o rosto à altura da objectiva da máquina. E a operação teve que ser repetida cinco ou seis vezes, até que a fotografia ficasse em condições.

O insólito caso aconteceu no dia 9 de Fevereiro. Antonieta Monteiro foi tirar o cartão do Cidadão integrada num grupo de utentes do Lar da Junceira, onde está internada. Viu o procedimento suceder à primeira pessoa do grupo e não quis acreditar que o mesmo lhe fosse acontecer quando chegasse a sua vez. Mas aconteceu. “Foi uma experiência surreal. Não estava à espera de passar por uma situação tão absurda. Quando vou a um local público gosto de conservar o meu amor-próprio”, conta.

O Governo impôs a obrigatoriedade de efectuar o cartão do cidadão, decretada por lei, no sentido de aumentar “de forma significativa a segurança dos documentos pessoais”, regendo-se a sua utilização por parâmetros fixados na União Europeia. Por este motivo, passou-se a fazer a recolha dos dados biométricos, como a imagem facial, dispondo os equipamentos das características necessárias para a respectiva validação. Mas o que parece simples, nem sempre o é, tal como O MIRANTE descobriu pelo testemunho de Antonieta e de outras pessoas portadoras de deficiência física.

“Atendendo às exigências de qualidade das fotografias, este equipamento é particularmente sensível revelando-se, em situações excepcionais, mais morosa a captura da fotografia, nomeadamente no que se refere ao alcance da distância precisa entre o kiosk e o cidadão”, justifica o Ministério da Justiça respondendo a O MIRANTE. Antonieta não aceita. “Senti-me altamente estúpida. O meu problema principal é que a nossa sociedade podia fazer melhor”, atenta estupefacta com a placidez com que os outros aceitam que estas situações aconteçam. Aliás, o procedimento repetiu-se com todas as pessoas do grupo que se deslocavam em cadeira de rodas, e ela foi a única a reclamar.

Na resposta às perguntas colocadas o Ministério da Justiça, esclarece que o Instituto dos Registos e do Notariado dispõe de dois tipos de equipamentos que se adequam aos cidadãos com necessidades especiais. Um quiosque fixo que dispõe de um “elevador” que permite ajustar o equipamento à altura do requerente, viabilizando a captura de fotografias a uma altura aproximada de 1,20 a 1,30 metros, por exemplo, para cidadãos que se deslocam em cadeira de rodas e de baixa estatura e um Kiosk móvel/portátil, para situações de cidadãos acamados em hospitais, instituições de solidariedade.

O MIRANTE visitou as conservatórias de Tomar e Entroncamento e a loja do cidadão de Vila Nova da Barquinha e verificou que os quiosques fixos instalados não dão resposta a casos como o de Antonieta e outras pessoas em cadeira de rodas. As funcionárias, quando confrontadas com a eventualidade de terem que fazer o cartão do cidadão a uma pessoa em cadeiras de rodas responderam que a máquina não está preparada para isso e sugeriram que a pessoa trouxesse uma almofada de casa (para ficar mais alta na cadeira de rodas) , caso contrário a pessoa teria que ser efectivamente elevada à força de braços até ficar à altura necessária.

O Ministério diz que estranha a situação. “Não é prática normal nem necessária para a captura das fotografias, pelo que o IRN irá averiguar se existiu deficiente utilização do equipamento”. Simultaneamente, prometeu reiterar junto de todos os balcões de atendimento as práticas correctas a observar nestas situações. Mas algumas funcionárias contactadas são peremptórias. “A máquina é mesmo assim, não desce mais, pelo que não pudemos fazer nada a não ser tentar ajudar o mais possível”.

“Esqueceram-se de nós mais uma vez”

Não é só a captura da foto que se revela um constrangimento para quem se desloca em cadeira de rodas. Eduardo Jorge, 49 anos, mora na Concavada, Abrantes e ficou tetraplégico há 20 anos, na sequência de um acidente automóvel. Quando foi fazer o cartão do cidadão, na Conservatória de Abrantes, debateu-se com múltiplas dificuldades, uma experiência que conta no facebook em “nós tetraplégicos”.

“O atendimento é simpático mas logo ao entrar o aparelho está a poucos metros de uma parede. Se eu fosse com a minha cadeira de rodas eléctrica manual já não era possível entrar”, começa por relatar. Como é alto não teve tantos problemas com a fotografia mas o pior estava para vir quando lhe foi pedido que colocasse os dois indicadores em simultâneo em pontos afastados para recolha das impressões digitais. “Temos que pedir ajuda porque requer que projectemos o corpo para a frente. Além disso, são máquinas muito sensíveis e acusam qualquer falha. Neste caso, teriam que ter um dispositivo manual para colocarmos os dedos em simultâneo mas, mais uma vez, esqueceram-se de nós”, acusa.

Para além da dificuldade de tudo isto se passar num espaço bastante exíguo, a maioria dos deficientes não consegue fazer a assinatura no papel que lhes é distribuído e que deve ser assinado no interior de espaço definido. “A maioria dos tetraplégicos tem uma caneta própria, de fácil escrita mas tem que ser com aquela que tem uma ligação remota o que leva a dificuldades”, refere o dinamizador do blogue tetraplegicos.blogspot.com. Para Eduardo Jorge, este caso revela inércia pois os direitos dos deficientes deveriam ter sido acautelados. “Temos excelentes leis mas não são cumpridas, não são. Como é que pode acontecer uma situação destas a nível nacional”, interroga.

“Até à presente data, já foram emitidos cerca de 6 milhões e 800 mil de cartões de cidadão”, informa a tutela. O IRN refere que se tem deparado “com várias situações particulares no que respeita às necessidades de cidadãos com mobilidade reduzida” mas não tem notícia de constrangimentos na recepção e tramitação dos processos destes cidadãos, designadamente no que se refere à captura das fotografias”. Os testemunhos de Antonieta Monteiro e Eduardo Jorge levam a crer que os “constrangimentos” existem mas que não ficam registados.

Fonte: O Mirante

Cientista doa prémio para comprar cadeira de rodas

Cientista doa prémio para comprar cadeira de rodasO cientista Sandro Alves vai receber esta terça-feira o Prémio Pulido Valente Ciência 2011 pelo seu trabalho de investigação com doenças degenerativas. O cientista, escolhido entre 18 candidaturas, vai doar o prémio para a compra de uma cadeira de rodas.

O investigador da Faculdade de Farmácia e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra obteve este reconhecimento pelo seu artigo "Silencing ataxin-3 mitigates degeneration in a rat model of Machado-Joseph disease: no role for wild-type ataxin-3", publicado na revista Human Molecular Genetics.

O prémio, a atribuir anualmente, tem o valor de 10 mil euros, valor que o cientista já prometeu destinar à compra de uma cadeira de rodas.

O trabalho de Sandro Alves incide sobre o estudo da doença de Machado-Joseph, que se caracteriza pela descoordenação motora, em especial dos movimentos musculares voluntários e da fala e que se manifesta, normalmente, a partir dos 40 anos. A doença terá sido identificada pela primeira vez na década de 70 em famílias de lusodescendentes nos EUA, e foi diagnosticada pelo também português Corino de Andrade.

Sob a orientação dos investigadores Luís Pereira de Almeida e Nicole Déglon, a investigação demonstrou que o silenciamento da expressão de uma proteína codificada pelo gene MJD1, envolvido na doença, permitiu reduzir a doença num rato. O método poderá assim ser reproduzido com possíveis resultados também em seres humanos.

O Prémio Pulido Valente Ciência, criado em conjunto pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela Fundação Professor Francisco Pulido Valente, visa distinguir o melhor trabalho publicado no domínio das Ciências Biomédicas, cujos investigadores tenham idade inferior a 35 anos.

A cerimónia de entrega do prémio tem lugar às 15h30, no Salão Nobre do Palácio das Laranjeiras.

Portuguesa que cria osso sintético premiada

Portuguesa que cria osso sintético premiada
Foto © ANJE
Claudia Ranito, fundadora da start-up de biotecnologia Medbone - Medical Devices conquistou o 12º Prémio do Jovem Empreendedor, iniciativa promovida pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) com o apoio do IEFP. A portuguesa de 31 anos ganhou graças ao projeto da sua empresa, que se dedica à produção de substitutos ósseos para cirurgia ortopédica, dentária e veterinária.
 
Em comunicado, a ANJE salienta que "os produtos fabricados por esta inovadora start-up têm propriedades semelhantes às do osso natural, possibilitando melhor qualidade de vida aos pacientes".

Este facto levou à distinção da criadora da Medbone, cujos substitutos ósseos já chegaram a vários países de todo o mundo, como Espanha, Dinamarca, Polónia, Kuwait, Camboja, Hong Kong, Colômbia, África do Sul e Moçambique.
 
O projeto de Claudia Ranito foi escolhido entre o grupo de seis finalistas, no qual o setor mais representado foi, à semelhança do que aconteceu na última edição do prémio, o da saúde.

Além da Medbone, estava entre a lista final a Cell2B, uma empresa portuguesa da área da biotecnologia que desenvolve técnicas de terapia celular, com o propósito de solucionar os problemas de rejeição de órgãos transplantados. 
 
A propósito da vitória, a empreendedora portuguesa disse ao semanário Expresso que "é importante sentir que o país valoriza e se orgulha de ter uma empresa como a Medbone, que está a conseguir chegar a todos os pontos do mundo".
 
Do concurso fizeram também parte as novas energias, representadas através da Efisenergy, empresa que criou um inovador sistema de produção de energia elétrica e térmica, bem como os brinquedos educativos, as redes sociais e empresas na área das indústrias criativas. 
 
O Prémio do Jovem Empreendedor, criado em 1998, tem o objetivo de distinguir e valorizar empresas em fase de criação e/ou expansão de negócios.

A vencedora terá agora direito a um prémio monetário no valor de 20.000 euros e terá garantido o acesso a instrumentos de incentivo financeiro e infraestrutural, através de vários programas de apoio, centros de incubação e ninhos de empresas.