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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Doenças raras afectam entre 600 a 800 mil portugueses

 Doenças raras
Na União Europeia (UE) consideram-se doenças raras aquelas que têm uma prevalência inferior a cinco pessoas em cada dez mil. Como tal, considerando o número total da população existente na UE, estima-se que existam entre cinco a oito mil doenças raras diferentes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em Portugal os doentes raros são entre 6 a 8% da população, ou seja, entre 600 a 800 mil.
Para além disso, a maior parte destas pessoas sofre de doenças cuja prevalência é inferior a uma pessoa em cem mil, ou seja, afectam menos de 100 doentes no país. Estas doenças podem ser caracterizadas quase sempre por doenças crónicas sérias, degenerativas e que normalmente colocam a vida em risco; doenças incapacitantes, em que a qualidade de vida é comprometida devido à falta de autonomia; doenças em que o nível de dor e de sofrimento do indivíduo e da sua família é elevado; doenças para as quais não existe uma cura efectiva, mas os sintomas podem ser tratados para melhorar a qualidade de vida e a esperança de vida.
Cerca de 80% das doenças raras têm origem genética identificada, outras resultam de infecções (bacterianas ou virais), alergias ou devem-se a causas degenerativas e que proliferam. As doenças raras caracterizam-se assim pela ampla diversidade de distúrbios e sintomas que apresentam e variam não só de doença para doença, mas também de doente para doente.
PARAMILOIDOSE Uma das doenças que tem sido mais falada em Portugal tem sido a Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), mais conhecida como paramiloidose ou doença dos pezinhos, que se caracteriza por sintomas como a neuropatia sensorio-motora periférica progressiva, ou seja, danos que surgem essencialmente nos nervos dos pés e pernas. A única forma de travar a progressão da doença tem sido através do transplante de fígado, mas há um medicamento órfão que pode ser utilizado: o tafamidis tem criado bastante polémica, devido ao elevado preço por paciente e pelas dúvidas em torno da eficácia. Manuel Pizarro, deputado socialista, defendeu que o governo negoceie uma redução no preço de comercialização do medicamento. Com a designação comercial de “Vyndaqel”, o remédio aguarda que o governo português o disponibilize através do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Um processo conturbado devido aos valores envolvidos, que colocam o tratamento de um doente com paramiloidose (PAF) em cerca de 130 mil euros por ano. Apesar de reconhecer as dificuldades económicas que o país atravessa, o deputado sublinha que o que está em causa é “uma questão humanitária” e “o respeito pela vida humana”. Como tal, não poupou críticas ao que chama de “arranjos partidários lamentáveis”, que têm lançado a polémica em relação à eficácia do Tafamidis. Segundo o político, quem põe em causa a eficácia do fármaco é “intelectualmente desonesto”, porque está comprovado que “retarda o compromisso neurológico periférico em doentes com paramiloidose, no início dos sintomas”, frisa.
M. O.
Fonte: .ionline.pt

Osmar Santos, o imortal do rádio esportivo. Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!


Osmar Santos nasceu em Osvaldo Cruz, interior de São Paulo, em 28 de julho de 1949. Passou a infância em Marília, para onde seus pais Romeu e Clarice se mudaram. Foi também na cidade do interior paulista que começou a trabalhar no rádio, veículo que o tornaria conhecido no Brasil inteiro pelo estilo incomparável nas transmissões esportivas. Era inovador, cheio de jargões e criativo, capaz de ditar moda entre os amantes do futebol e deixar inúmeros discípulos.
No entanto, um acidente ocorrido no dia 22 de dezembro de 1994, na estrada que liga Marília a Lins, no interior de São Paulo, encerrou sua brilhante carreira. Osmar não conseguiu desviar de um caminhão atravessado na pista, fazendo uma manobra irregular. No momento em que o locutor buscava o espaço entre a traseira do caminhão e a margem da rodovia, o motorista do caminhão, bêbado, deu ré.
A quina da carroceria atravessou o vidro da frente do carro, arrebentando o crânio de Osmar, na região frontotemporal acima do olho esquerdo. Com o impacto, o carro só parou depois de despencar numa ribanceira. Ao acordar no hospital, estava com a parte direita do corpo paralisada, conseqüência de traumatismos no cérebro. Após muitas sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, voltou a pronunciar palavras, além de ter recuperado parte da coordenação motora.
Mas jamais retornou ao microfone. Atualmente, comanda a equipe de esportes da Rádio Globo de São Paulo, ao lado de seu irmão Oscar Ulisses. Além disso, utilizando-se da mão esquerda, pinta quadros que já foram expostos em inúmeros eventos. Adotada como terapia logo após o acidente, esta manifestação não-verbal o fez receber vários elogios. Suas telas foram avaliadas por mestres da pintura como poéticas, com cores vibrantes e iluminadas.
Osmar fez história em algumas das maiores emissoras paulistanas como Jovem Pan, Record e Globo. Extremamente ágil e tecnicamente perfeito nas narrações, ganhou notoriedade pelos jargões que caíam facilmente na boca do povo, tais como ‘ripa na chulipa e pimba na gorduchinha’, ‘é lá que a menina mora’, ‘é fogo no boné do guarda’, ‘pisou no tomate’ e ‘bambeou mas não caiu’. Sem falar, é claro, do inesquecível ‘iiiiiiii que golllllllllllllllll’, a cada vez que a bola balançava as redes. No auge, chegava a pronunciar 100 palavras por minuto sem engasgar nenhuma vez. A dramaticidade que impunha a cada lance era capaz de prender o ouvinte durante a partida inteira. Conseqüência direta de sua veia poética aguçada. Osmar devorava obras de nomes como Carlos Drumond de Andrade, Camões e Eça de Querós.
Osmar trabalhou também na televisão. Passou pelas redes Globo, Record e Manchete, mas vale destacar sua participação no inesquecível ‘Balancê’, programa de variedades que fez história. Em 1984, ficou conhecido como o ‘locutor das Diretas’ devido a seu engajamento na campanha que pretendia instituir novamente as eleições diretas para presidente do Brasil. Subiu no palanque ao lado de ícones da política nacional como Franco Montoro, Leonel Brizola e Luis Inácio Lula da Silva.
A Copa do Mundo de 2014 poderá prestar uma homenagem a Osmar Santos, considerado um dos maiores narradores esportivos do Brasil. No país, ganha força a campanha para que a bola do Mundial seja batizada com o nome de "Gorduchinha", fazendo alusão à frase "pimba na gorduchinha", um dos vários bordões que "O Pai da Matéria" utilizava durante suas transmissões.
A ideia de criar o movimento foi orquestrada pelo amigo Delen Bueno, que recebeu rapidamente o apoio do próprio Osmar Santos. "Quando terminou a Copa de 2010, na África, eu fiquei com isso na cabeça: 'uma hora vou fazer essa homenagem ao Osmar. Mas guardei. Em dezembro do ano passado, fui almoçar com ele para convidá-lo ao meu casamento. Nisso dei a ideia de colocar o nome de 'Gorduchinha' e ele topou na hora", explicou, em contato telefônico.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ginasta cega esconde deficiência durante competição


"A maioria das pessoas não sabe que sou diferente", diz Lola

Sempre que Lola Walters salta entre as barras paralelas é mais uma ginasta entre muitas. Mas esta norte-americana de 13 anos precisa de se concentrar mais do que todas. Apesar de conseguir ver, Lola é legalmente cega. Mas isso não a impede de competir em provas. E de ser avaliada como todas as outras pelo júri, que não dá pela sua limitação. Foi o que aconteceu na competição American Gymnastics Academy Long Beach Open, este mês – os júris não sabiam que Lola é cega. 

“A maioria das pessoas que compete comigo não sabe que sou diferente delas”, disse Lola citada pelo jornal Daily Mail. “Mas no que me diz respeito pode continuar assim. Se eles não souberem, não precisam de me avaliar de maneira diferente”. 

A ginasta sofre de nistagmo, uma perturbação ocular que provoca a oscilação involuntária dos olhos, o que leva a que veja a dobrar.

“O trabalho no chão não é muito diferente para mim”, disse Lola. “Mas com a trave – que tem 10 centímetros de largura – que já é difícil para andar, quando dou saltos e começo a ver duas traves em vez da que está lá tenho de me equilibrar bem e de estar realmente concentrada”, explica.

Quem sofre de nistagmo consegue ver, mas é considerado cego em termos legais.
“Não gosto do termo ‘legalmente cega’ apesar de ela ser considerada assim. Penso que é depreciativo”, justifica a sua mãe, Beth. “Ela consegue ver. O problema é que tudo o que está à frente dela move-se e ela não consegue ter a percepção das distâncias ou a sua definição”, completa. 

Para contornar as dificuldades, Lola usa mais as percepções que obtém através do contacto dos pés e das mãos nas superfícies. E é isso que faz na barra.

“Já estou bastante habituada. Sei onde está e a partir de que distância tenho de saltar para chegar lá”, diz.
Fonte : Sábado

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Congresso Internacional Viajar com Discapacidad, de 23 a 25 de março na Espanha


De 23 a 25 de março de 2012 será desenvolvido em Jaen, Espanha, o Primeiro Congresso Internacional Viajar com Discapacidad (Viajando com Deficiência), organizado pela Associação Nacional Viajar com Discapacidad.
O banco foi escolhido para a celebração do que tem sido o LODGE & SPA Inturjoven JAÉN, pois é o único estabelecimento na província de Jaen, e os poucos em Espanha, com todas as unidades adaptadas, respeitando o princípio acessibilidade universal, tão necessária para que todos possam viajar.
A presidência desta primeira edição, é ostentada pela Federação Provincial das Associações de Pessoas com deficiência física e orgânica de Jaén (Fejidif), entre outras razões porque é um pioneiro em Espanha no desenvolvimento do turismo acessível e o exemplo disto é "Puedo Viajar"
A Organização da Primeira Conferência Internacional sobre a viagem com Deficiência foi criado para promover o turismo acessível, com base na acessibilidade universal como um grandes oportunidades de mercado na gestão de destinos turísticos. Isto é porque:
A vantagem competitiva baseada na diferenciação, aumentando de mercado de pessoas com deficiência, com mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, mais de 10% do nível global europeu e nacional, mais de 3,5 milhões de pessoas, que estima o mercado potencial para aqueles rodada viajar os 36 milhões de pessoas na Europa, isso significa que 1 em cada 10 europeus, e por isso devemos acrescentar que cada indivíduo desse grupo nas viagens que realiza, está muitas vezes acompanhado, com uma estimativa de 0,5 acompanhantes por cada passageiros;
As mudanças demográficas e estilo de vida, tais como envelhecimento da população, o aumento fe acidentes de trânsito e acidentes laborais, a evolução precista no número de pessoas com deficiência e o aumento de pessoas afetadas por doenças com sequelas que minam a capacidade;
A desestacionalização, de acordo com dados do Eurostat, 51% deste segmento das pessoas com deficiência está em um estado de inatividade, o que aumenta o período de férias;
Um turismo competitivo e de qualidade, porque existem muitos países, principalmente os nórdicos, a Alemanha e o Reino Unido, que em matéria de acessibilidade são mais evoluídos, o que propicia que seus membros coloquem a necessidade de viajar como uma atividade de sua vida diária;
e por último mas não menos importante, o direito social para todos e a igualdade de oportunidades.

Mithós, um sonho a cumprir-se.





O Mithós - Movimento de Apoio à Multideficiência é um Grupo que trabalha em prol dos cidadãos portadores de deficiência, na zona de Vila Franca de Xira e Vale do Tejo, sem qualquer fim lucrativo, e que visa proporcionar às pessoas portadoras de incapacidade ou deficiência actividades que estimulem as suas capacidades bem como a sua autoestima, o apoio moral, social e legal às mesmas e a suas famílias, através de aconselhamento e encaminhamento.



O Mithós tem também uma equipa de natação adaptada que treina nas piscinas Municipais de Vila Franca de Xira ( Uma vez por mês toda a equipa, 2 vezes por semana os elementos de Vila Franca de Xira), é patrocinada pela Delta Cafés e participa nos campeonatos e provas                            da modalidade.
              





De entre as suas realizações, destacam-se os Encontros de Campeões, cujo lema é “ O céu é o limite”...ou como dizemos no Mithós, “biba o combíbio!”, que pretendem proporcionar aos cidadãos portadores de deficiência várias experiências e actividades lúdicas e desportivas. São sempre constituídos por duas partes, uma de manhã destinada às actividades aquáticas ( mesmo para quem nunca entrou numa piscina) e outra de tarde que engloba sempre um pic-nic de convívio, seguido de actividades várias ao ar livre. Dia 4 de Março realizar-se-à o nosso 8º Encontro de Campeões, com início por volta das 9.00 nas Piscinas de Samora Correia.
















Destacam-se também a série de Colóquios do Mithós, cujo 1º Colóquio aconteceu no dia 11 de Fevereiro, no Atneu Artístico Vilafranquense, subordinado ao tema “Spina Bífida, Hodrocefalia, Incontinência Urinária e Fecal, a Integraçaõ da criança e Jovem deficiente na escola, na vida activa e no Desporto”.



No passado dia 19 de Fevereiro o Mithós foi assistir ao jogo de futebol entre o Sporting e o Passos de Ferreira, actividade organizada pela responsável do desporto do Mithós, professora Susana Ferreira com o apoio do Sporting Solidário. Mesmo não sendo todos do Sporting, foi uma excelente tarde e noite de convívio                                                                                                 . 











E dia 25 de Fevereiro a equipa de natação adaptada participará nos campeonatos de natação na Póvoa do Varzim, tal como o fez em Janeiro nos Campeonatos de Sta Maria da Feira.





Poderão sempre consultar a nossa página no Facebook, ou o nosso perfil também no facebook ( Mithós vfxira).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Controle de cadeira de rodas através da língua

Engenheiros do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) desenvolveram uma nova tecnologia para que pessoas com elevados níveis de comprometimento físico dirijam cadeiras de rodas e outros equipamentos robotizados usando apenas a língua.

O equipamento, chamado "Sistema de Direção com a Língua", já havia sido demonstrado há alguns meses, mas médicos e pacientes acharam muito inconveniente o fato de que o paciente precisasse ficar segurando o controle com a boca.

Além disso, era necessário que o cadeirante usasse um equipamento externo, parecido com um fone de ouvido, que perdia a calibragem sempre que o usuário mexia muito a cabeça.

Implante ortodôntico temporário

O novo protótipo permite que os cadeirantes usem apenas uma espécie de aparelho ortodôntico temporário, posto no céu-da-boca, dispensando inclusive o fone de ouvido.

O controle continua sendo feito inteiramente com a língua, mas sem a necessidade de colocá-la para fora ou manter a boca aberta.

Os sensores do aparelho rastreiam a localização de um minúsculo ímã, que é ligado à língua dos usuários.

"Movimentando os sensores dentro da boca, nós criamos um sistema de condução com a língua com melhor estabilidade mecânica e mais conforto, e que passa praticamente despercebido," disse Maysam Ghovanloo, membro da equipe.

Comandando aparelhos com a língua 

Os sinais de controle são transmitidos por ondas de rádio para um iPhone ou iPod.

Um programa instalado no aparelho interpreta os comandos da língua determinando a posição relativa do ímã em relação ao conjunto de sensores montados no aparelho intraoral.

Essa informação é então usada para movimentar o cursor em uma tela de computador - permitindo o uso do sistema para controlar outros equipamentos - ou para substituir o joystick de uma cadeira de rodas motorizada.

Outra vantagem da nova versão é que o usuário pode treinar comandos adicionais para posições específicas da língua - virtualmente qualquer quantidade de comandos que ele consiga se lembrar.

Os pesquisadores estão testando o equipamento com pessoas sem deficiência. A seguir, passarão para um teste clínico com pacientes com altos níveis de dano na espinha dorsal.

  Fonte: Diário da Saúde

Cozinhas adaptadas

Estes móveis de cozinha foram criados pela empresa italiana Snaidero. que criou uma cozinha baseada em estudos ergonómicos sobre os movimentos e utilização de pessoas idosas e com deficiência. 






Estes abaixo, foram criados pela empresa também italiana VALCUCINE. 




Colaboração entre a arquitectura de Marco Miscioscia e o Design da Valcucine, a empresa que desenvolveu a filosofia do belo, um dos seus pontos mais fortes, levou a criação do conceito de Design prático e acessível a todos.
O conceito da cozinha Hability providencia soluções técnicas, altamente ergonómicas e seguras. O conceito da cozinha Hability providencia soluções técnicas, altamente ergonómicas e seguras.
Os móveis da Valcucine (últimas fotos) são comercializados em Portugal pela Leiken
Fonte: Blog Vida Sobre Rodas

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mão robótica reproduz tacto e sensações da mão real


Mão robótica inteligente
Cientistas europeus apresentaram o primeiro protótipo de sua longamente esperada "mão robótica inteligente." O projeto, que reúne pesquisadores de universidades e empresas, prometia uma mão artificial "definitiva," que viesse atender as expectativas das pessoas amputadas em receber um implante artificial que lhes permitisse reconquistar a maior parte das funcionalidades do membro perdido.
Mão artificial com sensibilidade
A espera parece ter valido a pena. A mão robótica apresentada reproduz todos os movimentos de uma mão natural, além de trazer as sensações ambientais e o sentido do tato. Segundo os pesquisadores, a nova mão robótica possui 4 motores elétricos e 40 sensores apenas em sua parte sensorial. Esses motores e sensores são ativados quando pressionados contra um objeto. Os sensores enviam os sinais captados para os nervos, ativando a rota até o cérebro, permitindo que o paciente sinta o objeto como se tivesse de volta sua mão natural.
"Eu estou usando músculos  que eu não usava há anos. Quando eu pego algo, eu posso sentir o objecto em meus dedos, o que é estranho, porque eu não tenho mais os dedos," contou Robin Ekenstam, um dos pacientes que está testando a nova mão artificial. "É maravilhoso," resume ele.
Sistema sensorial robótico
Reunidos na Universidade de Lund, na Suécia, os pesquisadores continuarão a trabalhar no sistema sensorial da mão robótica. Segundo eles, o próximo desafio a ser vencido será miniaturizar os motores e os cabos. O próximo protótipo também deverá receber uma minúscula unidade de processamento e um sistema de comunicação entre os diversos pontos da pele artificial, o que permitirá aprimorar as sensações e aumentar a funcionalidade da prótese.
Mão artificial quase natural
A neurologia já oferece um mapeamento bastante preciso do cérebro humano, mostrando que cada nervo estimula partes precisas do cérebro. Usando essa informação, os cientistas querem colocar sensores na mão robótica que permitam ativar a maioria das áreas cerebrais, imitando o funcionamento de uma mão real com muita precisão.
"Se você estimular os pontos certos, nós sabemos que as áreas corretas do córtex cerebral serão activadas. Em outras palavras, se você pressionar a ponta do indicador da mão artificial, a área equivalente ao seu dedo indicador daquela mão será ativada no cérebro," diz o Dr. Goran Lundborg, membro da equipe e especialistas em movimentos da mão.
No futuro, a equipe espera criar um sistema duplo de comunicações, em que tanto os sinais dos sensores serão enviados para o cérebro, quanto os sinais cerebrais ativarão os sensores da mão. "A futura interface neural poderá ser implantada no interior do braço, de onde sairão as conexões para a interface da prótese," prometem os pesquisadores.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Na Onda do Surf Adaptado. Um trabalho sobre surf e inclusão social.


Esta matéria é uma descrição do trabalho pelas palavras da própria autora, Mariana Pedroso.
Para uma jornalista que tem “mar” no nome, escrever um livro-reportagem sobre surf foi uma experiência única. O barulho do mar, o calor da areia, o colorido das pranchas, cruzando a rebentação, compuseram um cenário mais interessante do que qualquer redação de jornal.
Entretanto, apesar da beleza lúdica da praia, foram as histórias, a parte mais empolgante deste trabalho. Afinal de contas, foi a primeira vez que entrevistei pessoas que tinham motivos de sobra para ficar de mal com a vida, mas que preferiram fazer das dificuldades, uma motivação a mais para vencer.
Sempre quis fazer um trabalho de conclusão de curso que mesclasse jornalismo, diversão e responsabilidade social. Por isso, em dezembro de 2010, no final do terceiro ano de faculdade, dediquei várias semanas à busca pelo tema perfeito. Foi uma tarefa difícil porque, quase sempre, os assuntos pelos quais eu me interessava não atendiam os três requisitos básicos da minha proposta: leveza, relevância acadêmica e relevância social.
O resultado disso foram noites em claro e pesadelos terríveis onde, na maioria das vezes, eu era reprovada por não ter escolhido a tempo, um tema para o meu projeto. Mas, numa sexta feira de dezembro, enquanto conversava com meu pai e assistia vídeos no Youtube, me deparei com um vídeo em que vários surfistas com deficiência visual desciam a mesma onda. Essa foi a primeira vez que tive contato com o surf adaptado, uma modalidade, dentro do esporte, desenvolvida para pessoas com deficiência.
Animada, mergulhei fundo na pesquisa. Lembro de ter achado pouquíssimas matérias e artigos sobre o assunto, mas mesmo assim, não desanimei: anotei o nome dos autores, fiz uma busca pelas instituições que atuavam na área e procurei saber quem eram os praticantes do surf adaptado aqui no Brasil. Com a pauta em mãos, fiz aquilo que todo jornalista gosta de fazer: ir à campo, o que no meu caso, foi um pouco diferente.
Em dez meses de muito trabalho, suor, e-mails trocados e idas à praia, entrevistei surfistas adaptados, surfistas do circuito profissional, educadores físicos, psicólogos, shapers, fabricantes de pranchas, jornalistas, cineastas. Foi na areia da praia, com o soluço das ondas de plano de fundo, que conheci bonitas lições de vida, histórias de gente que encontrou no mar, a motivação para seguir em frente.
O resultado disso tudo é um livro de 226 páginas, sobre pessoas como eu e você, que gostam de viver e ir à praia no final de semana. Talvez, a única diferença que exista, é que elas surfam. Todo o resto é apenas detalhe.
Sobre a Autora
Filha de surfista, apaixonada por praia, Mariana Vasconcellos Pedroso tem 22 anos e é jornalista formada pela FAAT Faculdades. Em 2011, idealizou e escreveu o livro Na Onda do Surf Adaptado, e foi uma das 57 selecionadas para o 29º Curso Abril de Jornalismo.
Na internet, administra blogs de assuntos diversos, entre eles, o blog do livro sobre surf adaptado, que segundo estimativas do Google é visitado por pessoas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, México e Canadá.http://surfadaptado.blogspot.com/
Já o perfil no Facebook, também sobre o projeto, totaliza pouco mais de 470 amigos, entre surfistas adaptados, surfistas profissionais, educadores físicos, jornalistas fotógrafos e pessoas que admiram a modalidade. Mais informações pelo emailmarianapedroso.jornalismo@hotmail.com
Para ler o livro, acesse o link a seguir Na Onda do Surf Adaptado
Fonte: surfbahia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Roupa biônica. A tecnologia japonesa potencializando forças para dar mobilidade.


Parece filme de ficção científica, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos da tela: uma pessoa franzina veste um traje especial e ganha força descomunal, a ponto de carregar 110 quilos com a leveza de quem segura uma pluma. Parece ficção, mas é real. Com um conjunto de sensores estrategicamente costurados, existe agora uma roupa biônica que promete transformar, por exemplo, idosos e pessoas com deficiência motora em seres humanos que podem viver muito além de seus limites físicos. Os humanos poderão se transformar em super-homens. E essa é uma realidade que já está à venda?, diz o engenheiro japonês Yoshiyuki Sankai, um dos responsáveis por esse traje especial.
O sonho é antigo. Na década de 60 os americanos já testavam os exoesqueletos, também chamados de máquinas de vestir. Chegou a ser desenvolvida uma roupa batizada de Hardiman que prometia aumentar a força dos militares a serviço do Departamento de Defesa dos EUA. O teste deu certo, mas o traje era pesado demais: 680 quilos. Com o passar dos anos, os cientistas descobriram as maravilhas da fibra de carbono e outros materiais que podem ser utilizados na construção de exoesqueletos mais leves e altamente eficazes.
Foi assim que a idéia do engenheiro Sankai saiu do papel e ganhou as vitrines japonesas. O nome de sua invenção é Hybrid Assistant Limb HAL (membro assistente híbrido) e trata-se da primeira roupa robótica que realmente funciona e muito bem. O equipamento pesa 15 quilos e reúne um conjunto de potentes cérebros sensoriais em cada um de seus eixos correspondentes às diversas partes do corpo humano (cotovelos, joelhos e ombros, por exemplo). São esses sensores que analisam e calculam quanto de força o corpo de determinada pessoa pode exercer e quanto lhe é necessário emprestar através do Hal para que ele cumpra funções que naturalmente lhe pareciam impossíveis.
Vamos à alfaiataria, ou seja, à engenharia desse traje. Ao vesti-lo, os sensores ficam sobre a pele, analisando o funcionamento do organismo. Ao tentar pegar um objeto pesado, por exemplo, os músculos do indivíduo emitem uma fraquíssima corrente elétrica que se dissipa através da pele e é então captada por esses sensores que a transmite a um microcomputador localizado à altura da cintura. Ele, por sua vez, converte os sinais em impulsos elétricos que acionam os motores que ficam nas articulações do traje. É isso que proporciona um aumento de força de quem o está utilizando. Logicamente, um produto desse tipo não demorou para ser comprado, patenteado e fabricado.
Hoje, o Hal pertence à Cyberdyne e seu lançamento foi tão comentado em Tóquio que o garoto-propaganda foi o secretário-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Yoshitsugu Harada. O inventor Sankai convidou o secretário a erguer com uma das mãos quantas sacas de arroz conseguisse. Harada não foi capaz de levantar sequer duas ao mesmo tempo, uma vez que cada uma delas pesava mais de dez quilos. Sankai depositou então três sacas no braço de uma pessoa com o mesmo perfil muscular de Harada, mas que estava vestida com a roupa biônica. Trinta quilos pareceram 30 gramas, não se viu derramar uma gota de suor.
O objetivo dos especialistas japoneses não é o de utilizar o equipamento para fins militares, mas sim para auxiliar pessoas com deficiência física e também idosos naturalmente enfraquecidos muscularmente. O Japão é um dos países nos quais a população se torna cada vez mais longeva e tal fenômeno leva à expectativa de que o setor de serviços para a terceira idade viva em breve um grande florescimento. Quanto aos deficientes, sonhos podem se tornar realidade com o Hal.
Quem diz isso é o tetraplégico Seiji Uchida, 43 anos, um dos primeiros a experimentar os benefícios da nova roupa. Uchida realizou recentemente o sonho de chegar ao topo dos Alpes suíços montado nas costas do alpinista Ken Noguchi, 33 anos, que se valeu do Hal para carregar o amigo e fez isso com a mesma facilidade com que costuma levar a sua mochila. Estou tentando criar novas possibilidades para que os incapacitados possam realizar seus sonhos, diz Uchida. A Cyberdyne produz poucas unidades da super-roupa e, pelo menos por enquanto, somente a aluga a US$ 1 mil por mês. Se a demanda for alta, ela será fabricada em escala industrial e chegará ao mercado ao preço de US$ 19 mil.
Fonte: ISTOÉ

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alpinista sem pernas escala o Everest em série do Discovery Channel


O Discovery Channel mostra em sua série "Everest: O Preço da Escalada", as dificuldades enfrentadas por uma equipe de 11 alpinistas --três deles guias profissionais-- para chegar ao cume do Everest. A série de seis episódios ainda registra a histórica escalada do neozelandês Mark Inglis, o primeiro alpinista sem pernas a chegar ao topo da montanha.
Mark Inglis perdeu as suas duas pernas abaixo do joelho em 1982, devido ao frio, quando se encontrava a escalar o Monte Cook, o ponto mais alto da Nova Zelândia, e ficou preso a meio da subida por causa de fortes tempestades. Permaneceu 2 semanas numa cavidade no gelo, lutando pela sua vida, juntamente com o seu companheiro de viagem, Phil Doole. O acidente, contudo, não afastou o neozelandês das montanhas. Em 2004, Mark, para “treinar”, subiu o Monte Cho Oyu, no Tibete, que tem 8201 metros de altitude. 24 anos depois de perder as pernas, Inglis encara um dos maiores desafios de qualquer alpinista e parte para a expedição no Everest com o auxílio de próteses de fibra de carbono. Com este feito, foram angariados centenas de dólares, para um centro do Cambodja, que reabilita amputados, vítimas de poliomielite e outras pessoas com deficiência motora.
Inglis realizou sua histórica escalada entre os meses de abril e maio de 2006, a segunda temporada de alpinismo mais mortífera já registrada na história. Logo no primeiro episódio, vê-se que a escalada do Everest tornou-se uma indústria: o acampamento base, local de onde os alpinistas partem para a escalada propriamente dita, parece mais uma pequena cidade colorida, tantas são as barracas armadas na neve. O número de alpinistas no local é recorde.
Alpinistas experientes misturam-se a outros nem tão preparados, o que aumenta os riscos de acidente e mesmo de morte --na série, o líder da equipe, o neozelandês Russell Brice que há 25 anos leva pessoas ao "teto do mundo", se irrita com um dos integrantes do grupo que teima em não seguir suas instruções, pondo em risco sua própria segurança.
O congelamento das extremidades, como aconteceu com Inglis, é apenas um dos riscos dos aventureiros. A falta de ar --que se torna rarefeito à medida que o grupo avança-- é um dos principais problemas da escalada e surgem os riscos de edema cerebral e ataque cardíaco. Na "zona da morte", acima de 7.930 metros, a temperatura chega a - 40ºC e o nível de oxigênio é 70% mais baixo do que ao nível do mar.
A série também registra momentos em que alpinistas perdem o senso de orientação e começam a ter alucinações. Um médico americano que acompanha o grupo liderado por Russel Brice se sente impotente ao tentar auxiliar um indiano de outra equipe que quase morre durante a escalada. "Não há muito o que fazer. Aqui, só sei um pouco mais do que os outros", diz o médico, enquanto alguns homens abandonam a escalada para levar o companheiro de volta ao acamapamento base.
A dramaticidade da situação é ainda maior, pois resgates com helicópteros são impossíveis na região, já que o ar do local não dá sustentação ao aparelho. E o hospital mais próximo está a oito horas de viagem, em Katmandu, no Nepal. Enquanto o telespectador toma ciência destes dados e acomapanha as dificuldades do grupo, a questão que fica é: por qual razão estes homens se sacrificam tanto e colocam em risco a própria vida? Seria o sentimento de superação e poder? Os breves momentos de êxtase de estar onde poucos estiveram? Talvez. A série não tenta solucionar a questão, mas acompanhar a jornada já vale a pena.
Fonte: 24 Horas News

Rick Allen, baterista do Def Leppard. A amputação tirou seu braço, mas seu talento continua.


Richard John Cyril Allen (Dronfield, 1º de novembro de 1963), mais conhecido como Rick Allen, é baterista inglês, membro da banda de Rock britânica Def Leppard. Baterista que iniciou sua carreira profissional muito jovem, com apenas 15 anos de idade. Em 1978, entra para o Def Leppard substituindo Frank Noon. Nesse mesmo ano Allen e a banda lançam o mini-LP Def Leppard. Aos 16 anos abandona definitivamente a escola tornando-se baterista em tempo integral. Allen tinha como característica apresentar-se nos shows sem camisa, calçando tênis sem meias, vestindo luvas pretas e usando um calção que reproduzia a bandeira da Grã-Bretanha. Essa imagem o tornou famoso no mundo inteiro.
Primeiros discos e consagração
Em 1980, faz sua estréia oficial em disco com sua banda no disco On Through the Night. Seguiram-se os álbuns High and Dry, muito elogiado, e Pyromania, um enorme sucesso. Allen foi particularmente muito elogiado pela crítica especializada por sua técnica, considerada esplêndida, chegando a ser comparado aos grandes bateristas do rock tais como Keith Moon e John Bonham.
Tragédia
Em 31 de dezembro de 1984, ao ir para uma festa de ano novo na casa de sua família em Sheffield, Inglaterra, Allen, então com 21 anos, dirigia seu Corvette quando foi ultrapassado por um Alfa Romeo. O motorista desafiou Allen e não o deixou passar. Em sua corrida para tentar ultrapassá-lo, Allen não viu uma curva à frente e perdeu o controle de seu carro, que caiu por um paredão de pedra em um campo. Ele foi arremessado para fora do carro, tendo seu braço esquerdo lesionado por causa do cinto de segurança que estava mal-colocado.
O carro ficou de cabeça para baixo, com sua namorada Miriam Barendsen presa em seu assento. Ela não se feriu gravemente, e encontrou Allen caído no campo. Eles foram ajudados por uma enfermeira que passava pelo local, e foram levados a um hospital. Inicialmente, os médicos reimplantaram o braço de Allen, mas por causa das infecções, ele teve de ser removido novamente. Ele deixou o hospital três semanas e meia depois, com uma recuperação estimada em pelo menos seis meses.
O acidente cancelou todos os seus compromissos profissionais — e também os do grupo — por quatro anos. Entre esses compromissos estavam as apresentações no Rock in Rio, no começo de 1985.
A volta
Allen e o Def Leppard só retornariam às paradas com o álbum Hysteria, em 1988. Allen muda sua característica: usa camiseta, jeans, sem luvas e toca descalço. Para suas apresentações usa uma bateria feita especialmente para ele e cujos controles de ritmo estão todos nos pés, tocando apenas com o seu único braço. Seguem-se os álbuns Adrenalize (1992), Retro-Active (1993), Vault: Def Leppard's Greatest Hits (1995), Slang (1996), Euphoria (1999), X (2002), Best Of Def Leppard (2004), Rock of Ages: The Definitive Collection (2005), Yeah! (2006), Songs from the Sparkle Lounge (2008) e Mirrorball (2011). Allen vem se apresentando regularmente com o Def Leppard sempre com muito sucesso
Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As Inovações da Universidade do Minho a pensar nas pessoas com necessidades especiais

Sabia que a cada ano são desenvolvidas seis milhões de úlceras de pressão na Europa e nos EUA? Esta importante causa de mortalidade e comorbilidade encontra resposta no projeto Sense4me, cuja finalidade é criar colchões, almofadas e coberturas capazes de monitorizar a pressão, temperatura e humidade exercidas em zonas do corpo que estão permanentemente em contacto com superfícies de suporte.

“O controlo destes parâmetros poderá lançar, quando necessário, um alerta que permitirá ao utilizador movimentar-se sozinho ou com a ajuda de terceiros, evitando o desenvolvimento de uma ferida na pele”, explica Miguel Carvalho, coordenador do projeto e professor do Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho.

Estas aplicações têxteis e polímericas vão integrar um sistema que permita proporcionar às pessoas com mobilidade reduzida um alívio ao nível da perceção sensitiva do desconforto, assegurando, desta forma, uma maior independência, bem-estar e qualidade de vida aos doentes. “Na maioria das situações, este público tem alguma dificuldade em sentir determinadas regiões do corpo que se encontram em contacto com superfícies ou, então, não conseguem mudar de posição regularmente, de forma autónoma, como o faria uma pessoa saudável de forma inconsciente”, esclarece. Estas são circunstâncias favoráveis ao desenvolvimento de úlceras de pressão (UP), ou seja, lesões cutâneas que se produzem em consequência de uma falta de irrigação sanguínea ou de uma irritação da pele.

A inovação terá um impacto enorme em termos humanos e financeiros, uma vez que ainda não existe uma solução eficaz e fiável no mercado. Além de prevenir o aparecimento de feridas, a tecnologia traz vantagens para o sistema de saúde, nomeadamente na redução de custos no tratamento de UP, na otimização do tempo dos enfermeiros e na melhoria de performance destes profissionais. “Os gastos médios dedicados ao tratamento desta patologia são de 6 mil euros por cada UP. Na União Europeia e nos EUA, a prevenção e o tratamento têm um custo anual superior a 36 mil milhões de euros”, diz Miguel Carvalho, também fundador da spin-off WeAdapt, da UMinho. O próprio cidadão acaba por ser penalizado direta ou indiretamente, através dos seus impostos, devido aos custos de tratamento, ao tempo dedicado como cuidador ou às várias semanas de repouso exigidas em situações de imobilidade.

A gama de produtos é destinada essencialmente aos indivíduos com limitações motoras graves que condicionam a sua deslocação, nomeadamente os idosos e pacientes acamados, os doentes sob efeitos de sedativos ou anestesia durante cirurgias prolongadas e pós-operatório, ou, ainda, para aqueles que se deslocam em cadeiras de rodas.

Harvard vai colaborar no projeto

O engenheiro acaba de submeter um projeto que pretende dar continuidade ao Sense4me, através de uma equipa alargada que envolve a Harvard Medical School, o Brigham and Women’s Hospital (Boston), a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro/Rovisco Pais, o Hospital de Braga, o ICVS/3B’s e as escolas de Engenharia e Psicologia da UMinho. Torna-se cada vez mais importante apostar nesta área de investigação, uma vez que a população idosa tende a aumentar, o que terá um impacto económico crescente a médio e longo prazo, reflete o investigador.

Apesar do interesse mostrado pelas entidades ligadas à área da saúde, sobretudo nos EUA, os produtos do Sense4me ainda não chegaram ao mercado. O projeto não está em fase de comercialização, mas não faltam oportunidades... “Oferecer a tecnologia às empresas não faz parte dos nossos objetivos enquanto investigadores e empreendedores. A aposta tem sido em aprimorar esta inovação, torná-la realmente eficaz na resolução do problema. Existem muitas possibilidades de financiamento”, adianta Miguel Carvalho. A equipa de investigação dispõe de protótipos funcionais que estão a ser desenvolvidos no âmbito da empresa WeAdapt, incorporando novos produtos com impacto no “microambiente” das pessoas potencialmente.

WeAdapt criada a pensar nas pessoas com necessidades especiais

Alguma da investigação do projeto Sense4me foi desenvolvida através da WeAdapt(http://www.weadapt.eu), empresa conhecida na elaboração de vestuário funcional e dispositivos de reconstituição física para pessoas com diversas limitações físicas. O objetivo é desenvolver e comercializar produtos inclusivos com importante impacto na qualidade de vida destes indivíduos, reinventando a relação entre as pessoas e o seu ambiente, desde o nascimento ao fim da vida, no que diz respeito à relação entre a pessoa e a sua higiene pessoal, entre a pessoa e os prestadores de cuidados de saúde e entre os pacientes e médicos.

O trabalho de investigação que gerou a empresa começou em 2005 com uma tese de mestrado. A ideia de criar a WeAdapt consolidou-se em novembro de 2008, ano em que venceu o Prémio Nacional de Empreendedorismo START.

Desde então já foram desenvolvidas soluções para utilizadores de cadeira de rodas, pessoas cegas ou com visibilidade reduzida, daltónicos, acamados, idosos e indivíduos com trissomia 21. Com o apoio de projetos de investigação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e as parcerias com a indústria e especialistas de várias áreas, a empresa procura inovar ao nível do design e dos materiais que se encontram no “microambiente” deste grupo. “Os possíveis problemas e as potenciais vantagens que têm os tecidos que interagem com as pessoas com necessidades especiais e o seu ambiente são frequentemente negligenciados. O vestuário comum e as superfícies de apoio existentes no mercado não respondem às suas necessidades específicas”, explica o responsável. “Todo o processo de modelação é específico à realidade do mercado-alvo, existindo acabamentos especiais que permitem facilitar a tarefa de vestir/despir, contribuindo para uma maior autonomia do utilizador, bem como acabamentos funcionais ao nível do tratamento dos tecidos, sem comprometer a aparência estética”, acrescenta.

A WeAdapt foi distinguida com os prémios SpinUM (2009) e ISCTE-MIT Portugal Venture Competition, na Categoria Produtos e Serviços (2010). Foi também classificada no Top100 do Eurecan European Venture Contest 2009. Atualmente, Miguel Carvalho está a preparar projetos de investigação com importantes instituições americanas, nomeadamente o MIT, a Universidade de Harvard e a Universidade do Texas: “Tive o privilégio de encontrar pessoas com a mesma motivação e conhecimentos complementares. Apesar da distância, reunimos semanalmente, discutimos desenvolvimentos, identificamos novas oportunidades e procuramos os parceiros para as concretizar”, adianta.

Três gerações ligadas à indústria têxtil e de confeção

Literatura. Ultimamente apenas aquela que é relacionada com o empreendedorismo. Não consigo fazê-lo com a regularidade que desejava.
Cinema. Qualquer filme em boa companhia. 
Viagens. Todas as que fiz com a família.
Passatempos. A Carla e os meus filhos.
Momento. A perda do meu pai.
Frase. "Não é possível assobiar uma sinfonia, é necessário uma orquestra para a tocar".
Percurso académico. Realizei a licenciatura em Engenharia Têxtil (1991), o mestrado em Design e Marketing (1996) e o doutoramento em Engenharia Têxtil - Tecnologia do Vestuário (2003). Era um aluno aplicado e interessado em aprender. Fui para o curso que escolhi, seguindo uma tradição familiar de três gerações ligadas à indústria têxtil e de confeção.
UMinho. A minha casa há 25 anos. Tive aulas de Engenharia na rua D. Pedro V, no Pé Alado (centro de Braga), no campus de Gualtar, em Vila Flor e no campus de Azurém (em Guimarães), onde estou até hoje. É com orgulho que vejo esta Instituição crescer e ganhar o respeito internacional.

Fonte: Universidade do Minho