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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Campanha de prevenção de acidentes em praias e piscinas


A Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) está a promover uma campanha nacional de sensibilização, dirigida às crianças e jovens, para prevenir os traumatismos vertebro medulares provocados por acidentes relacionados com o mergulho. 

Durante os meses de Julho e Agosto, a campanha vai estar presente em mais de 100 praias do país, com cartazes e folhetos de sensibilização. 

De acordo com um estudo realizado em Portugal, pelos médicos Ricardo Prata e Jorge Mineiro em colaboração com a SPOT «A incidência predominante dos traumatismos vertebro medulares por mergulho ocorre nas faixas etárias mais jovens, com 43 por cento dos acidentes em jovens até aos 19 anos e 72 por cento se considerarmos os traumatizados até aos 29 anos».

Os dados obtidos de forma prospetiva na época balnear de 2012, em Portugal, são os primeiros do género a serem colhidos e permitem colmatar a falta de literatura existente no nosso país acerca da real incidência destes traumatismos, bem como caracterizar a população neles envolvida e todo o processo decorrente desde o acidente até à alta hospitalar para o domicílio ou centro de cuidados continuados. 

«É a população jovem a que mais sofre este tipo de traumatismos com consequências graves e permanentes na sua saúde, nomeadamente pela elevada incapacidade motora/sensorial facto esse que condiciona uma longa dependência de cuidados prestados por outros para quase todas as atividades da vida diária», alerta Jorge Mineiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

O especialista acrescenta ainda: "Ao grande impacto psicológico associado a esta situação junta-se o impacto económico correspondente às hospitalizações frequentes, intervenções do foro médico e cirúrgico, fármacos, reabilitação lenta morosa e crónica para além da adaptação ao meio envolvente do doente e à nova condição física, o que explica as altas verbas despendidas no tratamento de lesões que podem ser evitadas". 

Os traumatismos vertebro medulares apresentam elevadas taxas de morbilidade/mortalidade particularmente elevada em Portugal face ao panorama europeu. As causas mais comuns são, para além do mergulho, os acidentes de viação, as quedas, os traumatismos com armas (principalmente as de fogo) e as atividades aquáticas de desporto/lazer. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"Há sonhos que morrem cedo demais. Se beberes não conduzas."



A Associação Salvador lança hoje a campanha de prevenção rodoviária "Há sonhos que morrem cedo demais. Se beberes não conduzas." (clique aqui para ver o vídeo)
Esta ação de sensibilização, que foi desenvolvida probono pela agência de publicidade MSTF Partners e pela produtora Ministério dos Filmes, irá passar em diferentes meios de comunicação, nomeadamente televisão, cinemas Zon Lusomundo, mupis e imprensa.
Os acidentes rodoviários estão na origem da maioria dos casos de deficiência motora adquirida, como foi o caso de Salvador Mendes de Almeida, presidente da Associação Salvador, que ficou tetraplégico aos 16 anos devido a um acidente de mota. Portugal é dos países desenvolvidos com maior taxa de sinistralidade rodoviária. Estes dois factos fizeram-nos assumir desde o início um papel ativo na prevenção de acidentes deste género, tendo vindo a desempenhar ações de sensibilização, formação e educação da população - sobretudo nas camadas jovens (maior grupo de risco).
A Associação Salvador tem desenvolvido várias ações de prevenção rodoviária, nomeadamente em Escolas Secundárias, através da campanha "Licença para Guiar" e  ações de sensibilização de rua junto aos locais de diversão noturna, através da campanha "Regresso Seguro". Em 2011, e de forma a conseguir passar a mensagem a um maior número de pessoas, lançou a campanha "Uma noite, pode mudar a vida inteira. Se beberes, não conduzas", que esteve presente em diferentes meios de comunicação.
A campanha que hoje lançamos conta com o apoio dos mecenas Banco Espírito Santo, Semapa, Brisa, Liberty Seguros e Locarent.
Fonte: Associação Salvador

domingo, 11 de março de 2012

Alison Lapper: Conheça a sua história


Alison Lapper nasceu em 7 de abril de 1965, em Burton, Inglaterra. Os pais biológicos e médicos não detectaram nenhum problema, no entanto ela nasceu com uma marca especial para a vida, não tinha braços e pernas e seria menor que o normal.

Em sua infância, Alison foi abandonada por seus pais aos quatro meses de idade. Eles eram trabalhadores de uma fábrica de automóveis, no Condado de Yokshire, e se separaram quando ela nasceu. Ela também tem uma irmã mais velha que mal conhece.

Assim, Alison passou a infância em uma escola cercada por outras crianças deficientes que se assemelhavam a ela fisicamente. “Havia várias crianças sem membros, como resultado da onda da talidomida. Para nós era difícil adquirir o equilíbrio. Não conseguíamos sentar sem cair e não éramos capazes de levantar”, diz Alison sorrindo.

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Desde criança Alison sentia-se desconfortável em usar próteses. Aos três meses tentaram usar esse equipamento em seu corpo. “As pessoas abusam do seu poder sobre as crianças. Na verdade, essas próteses eram para que os adultos se sentissem bem e não eu.”

Quando tinha 12 anos, Alison realmente entendeu que sua infância tinha acabado. “Até então eu estava muito ocupada sendo uma menina. Mas, deixei de ser menina e entrei na puberdade e então percebi a diferença”. Foi difícil para Alison aceitar a forma de seu corpo, pois ela queria ser bonita e sedutora. No entanto, ela aprendeu a se superar.

Aos 19 anos, viajou sozinha para Londres para uma licenciatura em Belas Artes e depois se tornou uma renomada pintora. Ela começou a pintar com a boca aos três anos de idade. Sua pintura foi reconhecida e recebeu a maior honra da Inglaterra, Membro do Império Britânico (MBE) por serviços prestados a arte britânica. O prêmio foi entregue pela própria rainha.

Ao longo de sua vida, ele teve que suportar a rejeição e a exclusão por ser diferente, mas conseguiu ver o lado positivo e seguiu em frente.

Aos 33 anos Alison ficou grávida, mas assim como fizeram seus pais, também foi abandonada pelo namorado. Entretanto decidiu ir em frente apesar das dúvidas e medos de que o bebê herdasse sua deficiência.

Seu filho Parys, tem agora 14 anos. Ela o incluiu em vários de seus trabalhos fotográficos.

“No começo eu estava preocupada com o que iria acontecer com meu filho e disse que um dia Parys se envergonharia de mim”, mas isso não aconteceu”, afirmou Alison.

O artista britânico Marc Quinn fez uma escultura em sua homenagem, intitulada “Alison Lapper Grávida”. A estátua foi colocada em 2005 na histórica Praça Trafalgar Square. Ela foi feita de mármore branco, mede 3,6 de altura e pesa 11,5 toneladas. Ficou no local até 2007 quando foi substituída por outra.

Veja muito mais em Deficiente Ciente

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Associação salvador irá visitar 11 escolas


No âmbito da iniciativa "Sensibilização em Escolas" a Associação Salvador irá visitar, entre Março e Junho de 2012, onze escolas em diversas localidades do país. Em Setembro de 2011 foi lançado um desafio aos alunos entre o 7º ano e o 12º ano, para se candidatarem a receber uma palestra sobre deficiência motora, mediante o desenvolvimento de projetos que tivessem como objetivo sensibilizar a comunidade para as questões relacionadas com a deficiência motora.
O slogan da campanha de sensibilização foi "O teu trabalho é ajudar a ver a pessoa, não a cadeira de rodas", e as escolas a visitar serão as seguintes:
  • Agrupamento de Escolas de Penacova
  • Agrupamento de Escolas Leonardo Coimbra - Lixa (Felgueiras)
  • Agrupamento de escolas Aver-o-mar (Póvoa de Varzim)
  • Escola Básica 2/3 Prof. Paula Nogueira (Olhão)
  • Agrupamento de Escolas do Marvão (Marvão)
  • Escola Secundária Daniel Sampaio (Almada)
  • Escolas de S. Bartolomeu de Messines (Silves)
  • Escola Secundária com 3º ciclo Madeira Torres (Torres Vedras)
  • Escola EB2/3 Prof. Dr. Carlos Alberto (Santa Maria da Feira)
  • Escola EB2.3 da Corga de Lobão (Santa Maria da Feira)
  • Agrupamento de Escolas D. João II (Caldas da Rainha)
As palestras serão dadas por Salvador Mendes de Almeida, juntamente com outra pessoa com deficiência motora residente na zona onde se localiza a escola.
Estas palestras têm como objetivo alertar os alunos para as capacidades das pessoas com deficiência, apelando à ação dos mesmos no sentido de tornarmos a sociedade mais inclusiva para as pessoas com deficiência motora. No final de cada ação será distribuído aos alunos o "Kit Embaixador" para que estes passem a palavra sobre a integração social de pessoas com deficiência.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Beethoven. A surdez lhe impediu de ouvir, porém nunca deixou de compor.


Beethoven era alemão, mas seu nome de família mostra a ascendência holandesa. A palavra “bettenhoven” significa canteiro de rabanetes e é o nome de uma aldeia na Holanda. A partícula “van” também é bastante comum aos nomes holandeses. O avô do compositor era da Bélgica e a família Beethoven estava há poucas décadas na Alemanha na época do nascimento de Ludwig. O avô Beethoven trabalhava como diretor de música da corte de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, pai de Ludwig, o seguiu na carreira, mas sem o mesmo êxito. Johann percebeu que o pequeno Ludwig tinha talento e tratou de obrigar o filho a estudar muitas horas por dia.
Ludwig deixou a escola com apenas 11 anos e aos 13, já ajudava no sustento da casa, trabalhando como organista, cravista, músico de orquestra e professor. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios. Em 1784, Beethoven tornou-se amigo do jovem conde Waldstein, que notou o talento do compositor e o enviou para Viena, na Áustria, para que se tornasse aluno de Mozart. O breve relacionamento entre os dois compositores, porém, é incerto e pode nem ter acontecido, segundo algumas fontes. Em duas semanas, Beethoven voltou para Bonn, devido à morte da mãe.
Começou então a fazer cursos de literatura, como uma forma de compensar sua falta de estudo. Teve contato com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa e a literatura pré-romântica alemã de Goethe e Johann Schiller. Esses ideais se tornariam fundamentais na arte de Beethoven. Em 1792, Beethoven partiu definitivamente para Viena, novamente por intermédio do conde Waldstein. Dessa vez, Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn – a quem chamaria de “papai Haydn”. Beethoven também teve aulas com outros professores.
Seus primeiros anos vienenses foram tranqüilos, com a publicação de seu Opus 1, uma coleção de três trios, e a convivência com a sociedade aristocrática vienense, que lhe fora facilitada pela recomendação do conde. Era um pianista de sucesso e soube cultivar admiradores. Surgiram então os primeiros sintomas da surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e teve o diagnóstico uma congestão dos centros auditivos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição. Escondeu o problema de todos.
Em 1802, por recomendação médica, foi descansar na aldeia de Heilingenstadt, perto de Viena. Em crise, escreveu o que seria o seu documento mais famoso: o “Testamento de Heilingenstadt”. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, que nunca foi enviada, onde ele reflete, desesperado, sobre sua arte e a tragédia da surdez. O suicídio era um pensamento recorrente. O que o fez mudar de idéia foi encarar a música como missão: “Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim.” Só em 1806, Beethoven revelou o problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto n° 9: “Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!”.
Beethoven nunca se casou e sua vida amorosa foi uma sucessão de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas viu realizado um amor correspondido. A revelação está na “Carta à Bem-Amada Imortal”, escrita em 1812. A identidade dessa mulher nunca ficou clara e suscitou muitas especulações. Um de seus biógrafos concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt.
Em 1815, o irmão de Ludwig, Karl, morreu deixando um filho de oito anos para ele e a mãe da criança cuidarem. Beethoven lutou na justiça para ser seu único tutor e ganhou a causa. Beethoven passou os anos seguintes em depressão, mas, ao sair dela em 1819, deu início a um período de criação de obras-primas: as últimas sonatas para piano, as “Variações Diabelli”, a “Missa Solene”, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas. Foi em plena atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente – pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. Morreu no dia 26 de março de 1827. Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo.
Estudiosos costumam dividir a obra beethoveniana em três fases. A primeira incluiria as obras escritas entre 1792 e 1800. A segunda fase corresponderia ao período de 1800 a 1814, marcado pela surdez e pelas decepções amorosas. São características dessa fase obras como a sinfonia “Eroica”, a “Sonata ao Luar” e os dois últimos concertos para piano. A última fase, de 1814 a 1827, ano de sua morte, seria o período das obras monumentais: a Nona Sinfonia, a “Missa Solene”, os últimos quartetos de cordas.
A obra de Beetoven inclui uma ópera (“Fidelio”), música para teatro e balé, missas; sonatas; cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino, violoncelo e piano; música de câmara (os quartetos de cordas) e nove sinfonias. A Sinfonia n° 3, “Eroica”, foi planejada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte. A Nona, talvez a obra mais popular de Beethoven, marcou época. Sua grande atração é o final coral, com texto de Schiller, a “Ode à Alegria”.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Frank Williams. Estar sobre rodas sempre fez parte de sua vida


Abandonado pelo pai à nascença, mau aluno em tudo menos em línguas (fala inglês, italiano, francês, alemão, árabe e japonês - idioma que sempre utilizou para falar com o Sr. Honda), Frank Williams foi motorista de caminhão e ajudante de padeiro. Estreou-se como piloto em 1963, mas alguns maus resultados e os acidentes de vários amigos levaram-no a abandonar em 1967. Rapidamente, porém, montou a sua primeira equipe – a Frank Williams Racing Team, mais tarde transformada em Williams Grand Prix Engineering.
Em 1986, Frank Williams regressava a Inglaterra vindo do circuito de Paul Ricard, em Dijon. Pisava forte no acelerador, quando o piso escorregadio provocou uma forte derrapagem do seu veículo, empurrando-o contra os "rails" de protecção. No acidente, Frank Williams partiu o pescoço e foi obrigado a locomover-se permanentemente numa cadeira de rodas. A sua determinação, porém, mantém-se. Até porque Williams, no início da temporada de 1987, já estava novamente nas "boxes".
Hábil negociante, Williams chegou a incluir 15 logotipos diferentes nos carros de corrida de Mansell e Piquet, um dos quais pertencente à infantil Chicco. Do carro de corrida totalmente branco de Alan Jones aos horríveis Williams azul-marinho de 73, a marca já tentou tudo, sobretudo nos dramáticos anos 70, quando esteve praticamente falida.
Riem-se os amigos de Frank Williams quando contam que os carros de corrida da marca já foram pintados em árabe, com o nome da Saudia Airline, que praticamente ninguém conseguia ler. Mas todos reconhecem que, empenhando o relógio, o carro ou a casa, Frank Williams já salvou a marca dezenas de vezes. Não foi à toa que o "manager" ganhou a vida nos anos 50 vendendo pneus usados como se fossem novos!
Fetiche brasileiro... e uma mulher
Os fascínio de Frank Williams por pilotos brasileiros já vem de longe. No início dos anos 70, quase assinou contrato com a jovem promessa Emerson Fittipaldi, mas o brasileiro optou por ficar ligado à Lotus.
Anos mais tarde, também José Carlos Pace não se deixou seduzir. No início dos anos 80, Williams percebeu as qualidades de Nélson Piquet, mas a Brabham foi mais rápida. Em 1986, porém, Williams, contratou o piloto, que seria campeão no ano seguinte.
Em 1994, Ayrton Senna deixou-se seduzir pelas ideias do "manager", mas o acidente fatal do brasileiro impossibilitou-o de marcar qualquer ponto ao volante da marca.
Místico como poucos, Williams assegura que tão cedo não contratará outro brasileiro, mas quem o conhece sabe que, mal um piloto de Veracruz mostre algum talento, o "velho" Williams não deixará de o recrutar!
É assim este homem de ideias seguras, um homem que, em 1975, não hesitou também em conceder um volante à pioneira Lella Lombardi!
Os "casos"
Em 1992, depois de Mansell conquistar o seu primeiro título mundial, a marca contratou Alain Prost (que então se preparava para comprar a Ligier) e não conseguiu forçar o inglês a aceitar o estatuto de segundo piloto. Mansell saiu para a Fórmula Indy, e Williams contratou Damon Hill, satisfazendo em parte o orgulho britânico... No ano seguinte, Prost viu-se na mesma situação.
Campeão Mundial, o francês foi confrontado com a contratação de Ayrton Senna como primeiro piloto. Naturalmente, abandonou a Fórmula 1. Em 1996, mais uma vez, Williams destituiu um campeão mundial: Damon Hill ganhara o Mundial, mas foi acusado de pensar mais nele do que na marca. E quem conhece Frank Williams sabe que, para ele, apenas um título conta: o de Construtores.
Aliás, da Williams, já se sabe, qualquer milagre é possível, mas houve épocas francamente negativas. Em 1988, depois de vencer o mundial de Construtores e o de Pilotos (Piquet), a Williams perdeu a parceria da Honda sem qualquer aviso prévio. O resultado foi dramático: 20 pontos em toda a temporada, já que os motores Judd não estavam à altura das circunstâncias! Do ponto de vista pessoal, a morte de Senna, em 1994, foi igualmente penosa, tanto mais que o brasileiro não conquistou nenhum ponto ao serviço da marca.
Por outro lado, os anos 80 foram a década da consagração da marca. Em 1980, o surpreendente Alan Jones sagrou-se Campeão Mundial, e a Williams venceu o troféu de Construtores. O ano de 1987 permitiu também a "dobradinha" Piquet/Williams, tal como em 92 (Mansell), 93 (Prost), 96 (Hill) e 97 (Villeneuve). Longe iam os tempos em que Frank e Patrick Head desenhavam carros de corrida numa velha fábrica de tapetes...
Fonte: Portal F1

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Escola cobra a pais para aluna com trissomia 21 ter terapia


Uma escola de Lisboa passou a cobrar dinheiro aos pais de uma menina deficiente para que esta possa continuar a ter sessões de terapia da fala no estabelecimento de ensino, alegando que os cuidados de saúde não são sua responsabilidade.
Carla Alves, mãe de Joana, uma criança com trissomia 21 de nove anos, disse que a filha "praticamente não consegue dizer o seu nome" e que precisa de terapia da fala "pelo menos duas vezes por semana", uma necessidade que está expressa no seu plano educativo especial.
Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia.
Na semana passada, uma mensagem de correio electrónico "sem assunto" informou os pais de que "a cedência desse espaço passará a ter o custo de 10 euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta".
A directora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse que "a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola".
"Quando uma criança tem problemas de visão e precisa de óculos, não é competência da escola fornecer-lhe os óculos. Ou se a criança falasse mal porque precisava de aparelho, não era a escola que tinha que lho arranjar", argumentou.
Maria José Soares afirmou que se Joana tem "necessidade de cuidados de saúde que lhe melhorem o desempenho", os pais podem recorrer ao "aluguer de uma sala a um preço tabelado mas com uma atenção especial".
"É UM PROBLEMA DE LOGÍSTICA DOS PAIS"
Carla Alves afirma que os pais recusam pagar, invocando o decreto-lei de 2008 que regula o ensino especial e que estipula que as escolas devem adaptar "estratégias, recursos, conteúdos, processos, procedimentos e instrumentos" para incluir as crianças com necessidades educativas especiais.
A mãe de Joana garante que a filha precisa de terapia da fala para conseguir aprender e desenvolver as suas capacidades de comunicação, afirmando que os relatórios médicos que acompanham o seu processo assim o comprovam.
A directora do agrupamento contrapõe que "é um problema pessoal de logística dos pais, a quem dá jeito deixar a criança na escola e que a terapeuta lá se desloque".
"A nossa obrigação é a educação, não são os cuidados de saúde", reiterou.
Carla Alves afirmou que sem poder pagar a sala, a única alternativa é o pai pedir para sair do emprego durante duas a três horas duas vezes por semana para ir levar a filha a Alvalade ao consultório da terapeuta.
A situação já chegou à Assembleia da República, com o Bloco de Esquerda a questionar o Ministério da Educação sobre as "escolas que cobram pelo aluguer do espaço escolar para fins terapêuticos" e exigindo a sua intervenção para Joana poder continuar as sessões com a terapeuta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sensibilização nas escolas - Associação Salvador


Nos últimos três anos a Associação Salvador desafiou as escolas com 3ª Ciclo e/ou Secundário a desenvolverem trabalhos sobre a temática da deficiência. A receptividade tem sido grande, havendo de ano para ano um maior número de participações. É bom sentirmos que a deficiência motora é cada vez mais um tema que é levado para dentro das escolas, pois só desta forma se conseguirá desmistificar os preconceitos existentes.
Para o ano lectivo 2011/2012, a Associação Salvador convida todos os alunos do 3º ciclo e secundário a  organizarem um projecto com vista a sensibilizar a comunidade envolvente para o tema da deficiência motora.
Alguns exemplos de acções a realizar: (1) sensibilização junto dos espaços para melhorarem as acessibilidades físicas, (2) "pedi-paper" em cadeira de rodas, (3) exposição, (4) dia dedicado ao desporto adaptado, (5) evento de angariação de fundos para ajudar uma pessoa com deficiência residente na zona.
O projecto pode ser desenvolvido no âmbito das disciplinas de formação cívica, ou outras que considerem pertinentes.
A Associação Salvador analisará as diversas propostas recebidas, à luz de três critérios: criatividade, capacidade de execução e impacto na comunidade .
As escolas cujos grupos de alunos apresentarem as melhores candidaturas de cada distrito, poderão receber uma palestra da Associação Salvador, que tem como objectivo desmistificar o tema da deficiência, e que será dada pelo Salvador Mendes de Almeida ou por outro voluntário com deficiência motora com uma história de vida semelhante.
As candidaturas estão abertas até 17 de Dezembro 2011.
Podem solicitar o envio do folheto com o formulário de inscrição, caso a vossa escola não o tenha recebio, através de info@associacaosalvador.com .