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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Congresso Internacional Viajar com Discapacidad, de 23 a 25 de março na Espanha


De 23 a 25 de março de 2012 será desenvolvido em Jaen, Espanha, o Primeiro Congresso Internacional Viajar com Discapacidad (Viajando com Deficiência), organizado pela Associação Nacional Viajar com Discapacidad.
O banco foi escolhido para a celebração do que tem sido o LODGE & SPA Inturjoven JAÉN, pois é o único estabelecimento na província de Jaen, e os poucos em Espanha, com todas as unidades adaptadas, respeitando o princípio acessibilidade universal, tão necessária para que todos possam viajar.
A presidência desta primeira edição, é ostentada pela Federação Provincial das Associações de Pessoas com deficiência física e orgânica de Jaén (Fejidif), entre outras razões porque é um pioneiro em Espanha no desenvolvimento do turismo acessível e o exemplo disto é "Puedo Viajar"
A Organização da Primeira Conferência Internacional sobre a viagem com Deficiência foi criado para promover o turismo acessível, com base na acessibilidade universal como um grandes oportunidades de mercado na gestão de destinos turísticos. Isto é porque:
A vantagem competitiva baseada na diferenciação, aumentando de mercado de pessoas com deficiência, com mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, mais de 10% do nível global europeu e nacional, mais de 3,5 milhões de pessoas, que estima o mercado potencial para aqueles rodada viajar os 36 milhões de pessoas na Europa, isso significa que 1 em cada 10 europeus, e por isso devemos acrescentar que cada indivíduo desse grupo nas viagens que realiza, está muitas vezes acompanhado, com uma estimativa de 0,5 acompanhantes por cada passageiros;
As mudanças demográficas e estilo de vida, tais como envelhecimento da população, o aumento fe acidentes de trânsito e acidentes laborais, a evolução precista no número de pessoas com deficiência e o aumento de pessoas afetadas por doenças com sequelas que minam a capacidade;
A desestacionalização, de acordo com dados do Eurostat, 51% deste segmento das pessoas com deficiência está em um estado de inatividade, o que aumenta o período de férias;
Um turismo competitivo e de qualidade, porque existem muitos países, principalmente os nórdicos, a Alemanha e o Reino Unido, que em matéria de acessibilidade são mais evoluídos, o que propicia que seus membros coloquem a necessidade de viajar como uma atividade de sua vida diária;
e por último mas não menos importante, o direito social para todos e a igualdade de oportunidades.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mergulhadores Especiais e DDI apelam a um Algarve mais Acessível




Digníssimos Presidentes das autarquias do Algarve,

No final do mês de janeiro do corrente ano a Disabled Divers International organizou em Tavira, o I Encontro Internacional da DDI, coordenado pela representação portuguesa.
Mais um passo foi dado no que respeita ao futuro do Mergulho Adaptado em Portugal, até pela prometida ajuda do Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Dr. Alexandre Mestre.

No entanto, o mergulho não será possível sem a acessibilidade dos espaços. Imaginemos uma pessoa em cadeira de rodas chegar a um local onde os passeios não estão adaptados, não encontram estacionamento e por fim a Escola / Centro de mergulho não é acessível. Ao nível dos Centros esta sensibilização tem estado a ser feita e o Algarve tem já dois estabelecimentos acessíveis e outros em projeto.

As muitas pessoas presentes no Seminário ficaram chocadas pelo facto de sabermos pela boca do Dr. Almeida Pires, Vice-presidente do Turismo do Algarve que falta uma autarquia aderir a um Plano Estratégico para o Turismo Acessível. Seria um exemplo para todo o país, e que grande exemplo seria…

Desta forma, em nome da DDI e de todos os que se juntaram a este projeto de mergulho, tomei a liberdade de escrever estas linhas e pedir para refletirem no seguinte:

Dália Faria – mergulhadora DDI, tetrafasia espástica. Situação de nascença que veio a regredir. A Dália já andou, já correu. Neste momento desloca-se na maioria do tempo em cadeira de rodas. Tinha o sonho de voltar a andar… o mergulho proporciona-lhe andar sozinha debaixo de água. Melhorou a sua condição física e aos 40 anos decidiu tirar a carta de condução.

Ana Gago – mergulhadora DDI, amputação de uma perna por doença oncológica aos 8 anos. Viveu parte da vida agarrada a tratamentos de quimio e cirurgias. Sobreviveu… o mergulho proporcionou descobrir uma nova Ana. É o seu Xanax como diz… aderiu a um mundo onde todos somos iguais.

Luís André – Mergulhador DDI, paraplégico, acidente de mota aos 20 anos. Para ele o mergulho tem sido o renascer, o voltar a sentir movimentos perdidos no tempo. Para este bombeiro de Ourique o limite não existe e só as barreiras físicas o impedem por vezes de se deslocar a certos locais.

Hugo Maia – Mergulhador DDI, amputação de ambos os membros inferiores. Acidente num comboio quando tinha pouco mais de 20 anos. O Basquete ajudou na sua recuperação e agora o mergulho proporcionou descobrir não só outro mundo como novas formas de equilíbrio.

Foram as 4 certificações feitas num ano pela DDI Portugal. Outras estão agendadas para este ano.

Questões:

1 – Todos somos potenciais pessoas portadoras de deficiência. Infelizmente, acidentes ou doenças não escolhem idade, local, sexo ou posição social;

2 – A pessoa com deficiência é uma pessoa ativa na sociedade, trabalho, tem estudos académicos e pode, consoante o seu desempenho, ter um ordenado simpático como qualquer outra pessoa;

3 – A pessoa com deficiência gosta de viajar, de ter novas experiências, de ser ativo e estar inserido num grupo de amigos e familiares.

Portanto, somos nós que vamos fechar a porta??

Não temos o dever de passar para a prática a promoção da igualdade de direitos??

O que faríamos se uma situação destas nos batesse à porta??

AGIRÍAMOS CERTAMENTE!!!!!!!!!!

São apenas reflexões, de uma Fundação que tem recebido os parabéns pelo trabalho de vários países do mundo que querem começar a abrir portas a um ALL INCLUSIVE.

O Algarve tem tudo para dar o exemplo. Fica o nosso apelo.

Obrigada pela vossa atenção.

Com os melhores cumprimentos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Na Onda do Surf Adaptado. Um trabalho sobre surf e inclusão social.


Esta matéria é uma descrição do trabalho pelas palavras da própria autora, Mariana Pedroso.
Para uma jornalista que tem “mar” no nome, escrever um livro-reportagem sobre surf foi uma experiência única. O barulho do mar, o calor da areia, o colorido das pranchas, cruzando a rebentação, compuseram um cenário mais interessante do que qualquer redação de jornal.
Entretanto, apesar da beleza lúdica da praia, foram as histórias, a parte mais empolgante deste trabalho. Afinal de contas, foi a primeira vez que entrevistei pessoas que tinham motivos de sobra para ficar de mal com a vida, mas que preferiram fazer das dificuldades, uma motivação a mais para vencer.
Sempre quis fazer um trabalho de conclusão de curso que mesclasse jornalismo, diversão e responsabilidade social. Por isso, em dezembro de 2010, no final do terceiro ano de faculdade, dediquei várias semanas à busca pelo tema perfeito. Foi uma tarefa difícil porque, quase sempre, os assuntos pelos quais eu me interessava não atendiam os três requisitos básicos da minha proposta: leveza, relevância acadêmica e relevância social.
O resultado disso foram noites em claro e pesadelos terríveis onde, na maioria das vezes, eu era reprovada por não ter escolhido a tempo, um tema para o meu projeto. Mas, numa sexta feira de dezembro, enquanto conversava com meu pai e assistia vídeos no Youtube, me deparei com um vídeo em que vários surfistas com deficiência visual desciam a mesma onda. Essa foi a primeira vez que tive contato com o surf adaptado, uma modalidade, dentro do esporte, desenvolvida para pessoas com deficiência.
Animada, mergulhei fundo na pesquisa. Lembro de ter achado pouquíssimas matérias e artigos sobre o assunto, mas mesmo assim, não desanimei: anotei o nome dos autores, fiz uma busca pelas instituições que atuavam na área e procurei saber quem eram os praticantes do surf adaptado aqui no Brasil. Com a pauta em mãos, fiz aquilo que todo jornalista gosta de fazer: ir à campo, o que no meu caso, foi um pouco diferente.
Em dez meses de muito trabalho, suor, e-mails trocados e idas à praia, entrevistei surfistas adaptados, surfistas do circuito profissional, educadores físicos, psicólogos, shapers, fabricantes de pranchas, jornalistas, cineastas. Foi na areia da praia, com o soluço das ondas de plano de fundo, que conheci bonitas lições de vida, histórias de gente que encontrou no mar, a motivação para seguir em frente.
O resultado disso tudo é um livro de 226 páginas, sobre pessoas como eu e você, que gostam de viver e ir à praia no final de semana. Talvez, a única diferença que exista, é que elas surfam. Todo o resto é apenas detalhe.
Sobre a Autora
Filha de surfista, apaixonada por praia, Mariana Vasconcellos Pedroso tem 22 anos e é jornalista formada pela FAAT Faculdades. Em 2011, idealizou e escreveu o livro Na Onda do Surf Adaptado, e foi uma das 57 selecionadas para o 29º Curso Abril de Jornalismo.
Na internet, administra blogs de assuntos diversos, entre eles, o blog do livro sobre surf adaptado, que segundo estimativas do Google é visitado por pessoas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, México e Canadá.http://surfadaptado.blogspot.com/
Já o perfil no Facebook, também sobre o projeto, totaliza pouco mais de 470 amigos, entre surfistas adaptados, surfistas profissionais, educadores físicos, jornalistas fotógrafos e pessoas que admiram a modalidade. Mais informações pelo emailmarianapedroso.jornalismo@hotmail.com
Para ler o livro, acesse o link a seguir Na Onda do Surf Adaptado
Fonte: surfbahia

Portimão Acessível

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Agenda Cultural de Viana do Castelo passa a ser distribuida em braille


A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a disponibilizar a agenda cultural mensal em Braille.  A iniciativa, um objetivo da Equipa de Acessibilidades do Gabinete Cidade Saudável no âmbito do projeto “Informar com novo Olhar” e do Serviço Especial de Leitura da Biblioteca Municipal, permite aos invisuais o acesso a toda a informação disponibilizada pela Agenda Cultural que, por seu lado, adoptou em 2012 novo grafismo.
Assim, todas as informações relativas a actividades desportivas, exposições e eventos culturais estão disponíveis em edição Braille, sendo enviadas para associações como a ACAPO e disponibilizados na Câmara Municipal (Gabinete Cidade Saudável), no posto de turismo e na Biblioteca Municipal.
A iniciativa pretende assim democratizar o acesso à informação municipal, razão que esteve na base da criação do Serviço de Leitura Especial destinado a pessoas portadoras de deficiência visual na Biblioteca Municipal. Esta valência disponibiliza um computador com software específico para leitura de ecrã e reconhecimento de texto digitalizado.
Possui ainda um leitor autónomo e uma lupa electrónica, impressora e linha Braille e permite assim consultar fundos documentais, os jornais e a agenda cultural, por exemplo.
A Câmara Municipal está também a preparar a reconversão em Braille de várias brochuras informativas e turísticas de Viana do Castelo em 2012, estando já disponível em Braille como o Roteiro da Arquitetura, do qual a própria Biblioteca Municipal (desenhada por Álvaro Siza Vieira) é o principal ícone.
A agenda cultural pode ser consultada acedendo à página da Câmara Municipal Viana do Castelo, e também é possível se registar para receber uma newsletter automaticamente selecionando a opção agenda cultural.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Europa Acessível.


A Europa inaugurou suas primeiras linhas ferroviárias (o que inclui o metro) durante a revolução industrial, nos séculos 18 e 19. O metro de Londres – o mais antigo do mundo – começou a funcionar em 1863. Porém, se a rede de comboios entre cidades e países foi completamente atualizada na Europa ocidental na última década, o transporte urbano ficou a cargo das cidades, que acabaram se modernizando cada uma em seu próprio ritmo.
Londres, Paris e Bruxelas têm em comum redes metroviárias que atendem toda a cidade. Mas, ao mesmo tempo, a maior parte das estações ainda é inacessível a cadeirantes. O mesmo ocorre com Madrid, onde grandes escadarias se transformam em transtorno até mesmo para quem leva um carrinho de bebê.
Já em Berlim, o transporte público é complexo – uma combinação de metro, comboio urbano, autocarro e electrico . O sistema, todavia, funciona com perfeição e é acessível.
Os autocarros são quase sempre livres de barreiras: em Copenhaga, a bela capital dinamarquesa, os veículos são adaptados com um sistema de rebaixamento que possibilita a entrada de qualquer pessoa sobre rodas – de cadeiras de rodas a carrinhos de bebê. Mesmo os famosos autocarros de dois andares ingleses são bastante acessíveis.
Já Amsterdão tem como principal meio de transporte o electrico, sem grandes dificuldades para utilizadores de cadeiras de rodas. No entanto, os barcos – onipresentes na cidade dos canais e um dos principais programas turísticos da capital holandesa – podem não ser tão acessíveis.
Para os cegos, há menos preocupações quando se trata de transporte público. Todas as cidades contam com um excelente sistema de alto-falantes que anunciam as paradas de autocarros e estações de metro. Também são comuns letreiros com avisos luminosos, bastante úteis para visitantes surdos.
Além disso, são muitos os semáforos com avisos sonoros para ajudar aos cegos a atravessar a rua. Mas, como a geografia das cidades europeias nem sempre é fácil de ser compreendida por um cego em uma primeira visita, eles podem confundir mais que ajudar. Na dúvida, peça auxílio.
Fonte: Estadão

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pessoas portadoras de deficiência fazem mergulho

MergulhoUm grupo de pessoas portadoras de deficiência desafia as dificuldades e faz do mergulho a melhor forma de escapar às limitações que enfrentam em terra.

O projecto é da organização DDI, que este fim-de-semana promove o primeiro encontro internacional em Tavira.

Uma equipa de reportagem da TVI foi acompanhar uma viagem às Berlengas e mergulhar nesta aventura especial.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Acessibilidade no Veleiro Lord Nelson é aprovada pela Associação Salvador


O Grande Veleiro “Lord Nelson”, que visitou Lisboa, recebeu a visita da Associação Salvador (IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social) com o objectivo de conhecer as instalações criadas para receber pessoas portadoras de deficiências motoras. Salvador Mendes de Almeida, o fundador da Associação, atestou todas as especificidades de um veleiro desenhado propositadamente para facilitar o acesso a pessoas com limitações físicas.
Destaque para o convés da embarcação que tem uma barra mais saliente para os deficientes visuais saberem onde estão e assim se poderem orientar. Toda a mastreação está também colocada a um nível mais baixo para os tripulantes de cadeira de rodas ter acesso a todo o equipamento. Para uma maior segurança a bordo cada pessoa portadora de deficiência é acompanhada por outro velejador mais experiente.
John Ethridge, Capitão do Lord Nelson, que conduziu a visita guiada, falou das características únicas do veleiro: “Podemos receber até oito pessoas em cadeira de rodas, para além de pessoas portadoras de outras deficiências, porque o veleiro é totalmente adaptado. Foi um grande desafio adaptar este veleiro de modo a satisfazer qualquer necessidade para qualquer pessoa. Até 1996 não havia nenhum veleiro para pessoas com deficiência. Foi muito desafiante conseguir adaptar todos os pormenores necessários.
Colin Mudie, o designer do veleiro, teve que pensar em todos os pormenores. Temos que ter um sistema de evacuação adaptado para os vários tipos de deficiência que recebemos a bordo, por exemplo, quando o alarme dispara, algumas das camas também vibram, para o caso de termos pessoas surdas entre a tripulação.”
Marta Lobato, manager do projecto Tall Ships Races Lisboa 2012, revela que o Lord Nelson vai voltar a velejar em águas portuguesas aquando da realização do evento: “Este veleiro já está inscrito para as Tall Ships Races 2012 e está aqui para nos mostrar as suas características muito raras e também para nos dar força para conseguirmos embarcar mais jovens em veleiros como este. O Lord Nelson vai estar presente em Lisboa, outra vez, em Julho de 2012 e esperamos que toda a gente acompanhe o evento.
Apesar de já termos vários barcos inscritos nas Tall Ships Races, termos também um barco com estas características fantásticas é óptimo porque é uma realidade haver pessoas portadoras de deficiência que se vêem mais limitadas por não conseguirem fazer parte de uma tripulação. Isto dá-nos força para trabalharmos mais, para conseguirmos mais jovens a bordo.”
“Foi muito gratificante receber o Salvador. Temos, em teoria, todas as informações do veleiro, todas as suas características e adaptações, mas foi fundamental ter cá vindo uma pessoa portadora de deficiência, como o Salvador que pôs as coisas em perspectiva e confirmou que, na prática, o veleiro está realmente bem adaptado”, realça a responsável da APORVELA.
Salvador Mendes de Almeida, um dos protagonistas desta visita mostra-se emocionado pelas condições que a embarcação proporciona: “Há uma grande preocupação a bordo do Lord Nelson que é poder incluir na tripulação pessoas portadores de deficiência, independentemente da deficiência. É perfeitamente adaptado para cadeiras de rodas, que pode ser considerada a deficiência mais limitadora, mas é igualmente adaptado para pessoas cegas. Este veleiro devia ser exemplo para tantas outras áreas onde este tipo de inclusão e adaptação falha. É um óptimo exemplo para outras coisas que podem estar em falta no nosso país.”
“Um dos objectivos do Capitão é que todas as pessoas que venham passar uns dias a bordo ou visitar o barco que consigam fazer tudo, independentemente de serem ou não portadoras de deficiência. Foi uma experiência marcante vir visitar e conhecer o Lord Nelson aqui em Lisboa”, reforça Salvador.
O português António Rodrigues, foi o único tripulante luso que fez a viagem entre Inglaterra e Portugal. O convite surgiu e o instrutor de vela não hesitou em aceitar: “Esta viagem foi uma aventura total, devido ao trabalho que faço em Inglaterra, onde sou instrutor de vela, e surgiu a oportunidade de embarcar no grande veleiro Lord Nelson. Nunca tinha feito uma viagem marítima mas foi interessante, uma experiência diferente, dar-me com pessoas diferentes e trabalhar no barco, aprender algumas coisas como: leftside, rightside, portside.
A viagem não foi muito tranquila, apanhámos ventos muito fortes, nos primeiros dias estive de cama, mas logo me fui habituando e integrando. Foi muito giro entrarmos no porto de Leixões e seguir até Lisboa sempre pela costa. Nós saímos no dia 1 de Dezembro de Southamptom, é uma viagem um bocado demorada, mas muito interessante”, sublinhou.
Fonte: Nautica Press

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Casas acessíveis. Mais do que uma moradia, uma opção de hospedagem.


Para algumas pessoas, a residência é um local bastante íntimo e particular. Outras pessoas gostam de receber visitas de amigos, familiares e até mesmo promover encontros ou pequenas festas. Ainda há aqueles que trabalham e habitam no mesmo local onde moram. No turismo, podemos encontrar pessoas que adotam sua residência como um meio de hospedagem, conhecidos internacionalmente como Bed and Breakfast (B&B), ou Cama e Café em português.
É usualmente definido como uma residência particular onde se oferece aos hóspedes uma cama para o pernoite e um café da manhã antes de sua partida –como o próprio nome antecipadamente o caracteriza. Regra geral, o número de quartos disponíveis vai de um a quatro e todo o serviço é assegurado pelo dono da casa e/ou pelos membros da família que ali vive, podendo esta ser ou não a sua principal fonte de rendimento. Durante anos, a grande vantagem comparativa dos B&B, para lá do seu preço mais em conta e da atmosfera familiar, tem sido o fato de se encontrarem em localizações privilegiadas que são incomportáveis, por várias razões, para as grandes cadeias de hotéis.
Estudos literários indicam que esse conceito de hospedagem tenha surgido desde o início da humanidade e que no século XI, os monges durante suas viagens de visita ao Papa em Roma se hospedavam em Bed and Breakfast.  Nos Estados Unidos da América, os B&Bs foram introduzidos no início da colonização, porém somente durante a Grande Depressão de 1929 – período da maior crise econômica desencadeada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque –ganhou notoriedade, quando os cidadãos norte-americanos abriram suas casas aos viajantes para que pudessem obter uma fonte de renda.
Hoje em dia, o número de pessoas com deficiência aumentou para 45 milhões somente no Brasil, de acordo com o Censo 2010. Então se torna mais comum, ter algum conhecido com deficiência em nosso círculo social. Por isso a necessidade de mudar o cenário em relação às habitações, e não deixar que a falta de acessibilidade seja um fator limitante para recebê-lo. Além disso, mesmo que a pessoas não tenha algum tipo de deficiência hoje, podem no futuro adquiri-la, por motivos de acidente ou doença. Pessoas idosas, mesmo sem deficiência, geralmente passar a ter sua mobilidade reduzida, onde a acessibilidade também se faz necessário.
Todas as moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida 2, construídas a partir de julho de 2011, terão que seguir um Padrão de Acessibilidade para pessoas com deficiência. A medida é fruto do decreto nº 7.499, da presidenta Dilma Rousseff, que dispõe sobre o padrão de acessibilidade que deverá ser adotado nos projetos habitacionais do programa. A adoção de padrões de acessibilidade no programa é resultado da articulação da Secretaria Nacional de Promoção das Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que desde 2010 vem trabalhando junto ao Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal para que as exigências de acessibilidade fossem adotadas.
Entre as exigências previstas no Padrão de Acessibilidade, está a instalação de portas com no mínimo 80 centímetros de largura, maçanetas de alavanca, largura mínima dos banheiros de 1,5 metros e área de transferência ao vaso sanitário e ao box, com previsão para instalação de barras de apoio e banco articulado. Os interfones, interruptores e tomadas altas deverão ser instalados a uma altura de 1 metro, para permitir o acionamento por pessoas em cadeira de rodas.
Ângela Carneiro da Cunha, Coordenadora-Geral de Acessibilidade da Secretaria Nacional de Promoção de Direitos da Pessoa com Deficiência, explicou que a portaria prevê ainda que no mínimo 3% das casas sejam entregues com os chamados kits de adaptação. Os kits deverão ser instalados a partir de um levantamento entre os beneficiários do programa que já possuem algum tipo de deficiência física, auditiva ou visual. “Seis meses antes das casas ficarem prontas, o município deverá fazer um mapeamento das pessoas com deficiência que receberão as casas e instalar os kits. Esses kits poderão ter, por exemplo, campainhas que piscam para surdos, barras de apoio para idosos e pessoas com deficiência, ou referencias em braile para cegos”, afirmou.
Na segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, serão construídas mais 2 milhões de unidades habitacionais até 2014. Na primeira etapa do programa, foram construídas 1 milhão de moradias. O programa tem como principal alvo as famílias com renda de até R$ 1.600.
Esta matéria foi elaborada por Ricardo Shimosakai, com consultas realizadas nos seguintes locais:
Secretaria de Direitos Humanos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Museus do Vaticano oferecem abordagem prática para a arte para os cegos e surdos


CIDADE DO VATICANO - Os Museus do Vaticano lançaram passeios especiais para surdos e cegos. Os passeios de duas horas são livres para deficientes auditivos e visuais e buscam oferecer uma experiência multi-sensorial de alguns dos trabalhos mais famosos do museu. A iniciativa também marca a primeira oportunidade para os surdos na Itália para receber formação e trabalho em um museu como um guia experiente e não apenas como intérprete, disseram oradores em uma conferência de imprensa.
Sete mulheres, cinco dos quais são surdas, receberam formação especializada em história da arte e arqueologia dos Museus para que eles pudessem trabalhar como guias profissionais para a nova turnê para os surdos. Um dos novos guias de surdos, que se apresentou como "Anna", disse através de um intérprete que ela e seus novos colegas de trabalho ficaram felizes a nova oportunidade para trabalhar como um guia de museu profissional "aconteceu no Museu do Vaticano."
A excursão para o surdo inclui paradas nos quartos de Raphael, a Capela Sistina, e as visitas à clássica coleção de estátuas. Os guias são fluentes em várias línguas de sinais, incluindo as línguas de sinais britânica e francesa. O itinerário para os cegos e deficientes visuais inclui uma mistura de experiências sensoriais para ajudar a pessoa a apreciar uma obra de arte "sem fazer-lhes desejar que poderiam ver", disse Isabella Salandri, quem está no comando dos novos passeios.
Por exemplo, para examinar Michelangelo Merisi de Caravaggio "Descida da Cruz", primeiro os visitantes ouvem um trecho da Bíblia explicando a cena em que Cristo é descido da cruz e preparado para o enterro. Em seguida, eles ouvem um canto gregoriano cujas letras são conectados com o evento bíblico e ouvem um breve relato da vida do artista. Uma por uma, as mãos de cada visitante são então colocadas em um baixo-relevo de resina da cena da pintura de Nicodemos e John pondo Cristo em uma pedra, enquanto Maria e outras mulheres observam.
Ajudando a guiar as mãos da pessoa em cada detalhe do baixo-relevo "dura muito tempo", Salandri disse, "porque é como um quebra-cabeça, pois eles precisam criar uma imagem mental" de como as muitas faces e nos membros, incluindo o corpo inerte de Cristo, são organizados. Visitantes, então sentem ítens reais retratados na pintura, como as folhas de espessura aveludada de uma planta comum de ervas e um lençol que cheira a mirra e aloés, as mesmas ervas utilizadas em tecidos mortuários no momento.
Sara di Luca, um restaurador dos Museus, disse que ela usou os mesmos materiais e técnicas que Caravaggio usou em sua obra-prima para fazer uma tela de amostra e pintura a óleo de uma seção do "Deposition". Ela disse que usou pincéis semelhantes e espessura de tintas em sua peça de amostra para que os visitantes possam tocar a cópia e sentir o mesmo tipo de tela áspera, tracejado das pinceladas, e cheirar o meio do óleo da pintura como Caravaggio teria usado.
Di Luca também fez um afresco amostra do "Anjo com Alaúde" de Melozzo da Forli para dar aos visitantes uma sensação semelhante de sentir e cheirar como o design e médias são representadas. Os visitantes também recebem um livreto escrito em Braille e em letras em negrito ampliadas, que inclui pontos em relevo traçando o contorno de trabalhos de Caravaggio e Melozzo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Programa Calypso aumenta as perspectivas de viagens na Europa através do Turismo Social


Todos merecemos um descanso
O programa Calypso é uma estimulante iniciativa da Comissão Européia que pode melhorar as vidas dos cidadãos mais desfavorecidos em toda a Europa. Tem por objetivo permitir que pessoas que geralmente não podem viajar, possam passar a fazê-lo para destinos de férias na Europa, ajudando ao mesmo tempo as economias locais a ultrapassar os problemas da época baixa.
Participar no programa Calypso vai proporcionar uma oportunidade aos cidadãos com menos recursos de descobrirem partes da Europa que desconhecem. Todos os cidadãos europeus devem ter o direito de viajar. E que melhor forma de desenvolver um sentimento de cidadania européia do que através do intercâmbio cultural?
As férias proporcionam uma sensação revigorante e uma pausa na rotina. Constituem uma oportunidade para o afastamento dos problemas da vida quotidiana e para alargar horizontes. São a altura ideal para descobrir o resto da Europa e olhar a vida numa perspectiva diferente. Contudo, um número considerável de europeus não tem capacidades econômicas para o fazer. A forma como as férias escolares estão organizadas leva a que a maioria dos europeus viaje no Verão, ou nas épocas do Natal e da Páscoa, altura em que os preços geralmente duplicam.
O turismo social ajuda pessoas que de outro modo não o poderiam fazer a viajar. Os quatro grupos identificados pelo Calypso incluem jovens adultos desfavorecidos com idades entre os 18 e os 30 anos, famílias com problemas financeiros ou com outras dificuldades, indivíduos portadores de deficiência, e pessoas com mais de 65 anos bem como pensionistas sem capacidades econômicas para viajar ou que se sentem intimidadas com a organização de uma viagem
Uma situação vantajosa para todos
Na Europa, cada vez mais regiões confiam no turismo para a totalidade ou parte da sua subsistência, mas muitos quartos ficam vazios durante vários meses todos os anos. As companhias aéreas e os transportes marítimos enfrentam flutuações idênticas. O acesso a estes serviços fora da época alta pode ser um instrumento adequado para a revitalização econômica e a criação de empregos.
Se todos os europeus tiverem a oportunidade de sair de casa e descobrir outros países, o sector do turismo europeu poderia criar empregos na época baixa prestando serviços a grupos com poucos recursos através de acordos de viagens a baixo custo e férias temáticas especiais. Além disto, as boas práticas existentes mostram que alguns Estados-Membros, como a Espanha, apresentam um retorno do investimento quando subsidiam férias aos seus cidadãos seniores na época baixa.
Implementar o sistema
A nova iniciativa da Comissão Européia, «Calypso», recebeu o nome da ninfa do mar Grego que durante sete anos acolheu na sua ilha Ulisses, o herói cansado da guerra. Um dos muitos pontos fortes do Calypso é que não se limita às viagens: lida também com questões de saúde, de idade, dos jovens, da integração social e ainda a tentativa de criar uma identidade européia.
Nesta fase, o Caliypso é objeto de uma ação preparatória a três anos (2009-2011), com um orçamento de 1 milhão de euros por ano. Até agora, 21 Estados-Membros da UE e países candidatos subscreveram o programa e já se realizaram seis seminários em toda a Europa para analisar as melhores práticas e desenvolver uma estratégia comum. Foi também criado um grupo de especialistas composto por partes interessadas do sector público e privado para apoiar a Comissão Européia na implementação do Calypso.
Rede de intercâmbio Européia
A Comissão Européia pretende encorajar as partes interessadas com vista a fortalecer as infra-estruturas que vão receber os turistas de época baixa nos programas de intercâmbio. Vai também analisar a possibilidade da criação de uma plataforma que permita desenvolver oportunidades para ONG, agências de viagens e outras estruturas relacionadas com o objetivo de interagirem com hotéis, spas e aldeias de férias cuidadosamente escrutinados. Espera-se que este instrumento permita que determinados grupos viajem na época baixa para outros países na Europa.
O Calypso tem assim algo para oferecer tanto ao sector do turismo como à sociedade. Abrindo o turismo a viajantes com menos recursos em particular e contribuindo para a ocupação durante a época baixa, pode estimular as empresas e as oportunidades de emprego na indústria do turismo, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida dos cidadãos europeus.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Repórter cego mostra que não é preciso ver para curtir a Europa


Escolher o companheiro de viagem certo e um planejamento detalhado ajudam o turista com deficiência a superar obstáculos. Nosso repórter descobriu facilidades e falhas no acesso a pontos turísticos e constatou que não é preciso ver para curtir a Europa
A gravação de uma voz feminina anuncia pelo sistema de alto-falantes, enquanto o trem diminui a velocidade: “Esta estação tem acessos sem degraus”. A estação é King’s Cross St. Pancras em Londres, uma das mais movimentadas do mundo. E o anúncio, que deveria ser regra, é exceção. Em meio ao esforço da capital britânica para se modernizar a tempo de receber as Olimpíadas do ano que vem, a cidade encara um desafio – compartilhado com toda a Europa: tornar acessível a todos seu transporte público sesquicentenário e sua arquitetura milenar.
O continente conhecido pelos extensos benefícios sociais e pela preocupação com os direitos humanos ainda tem uma série de barreiras ao turismo de pessoas com deficiência. A culpa, neste caso, é da história. Igrejas, castelos, ruelas e museus são os mais belos do mundo, mas foram construídos em uma época em que a palavra “acessibilidade” sequer fazia parte do vocabulário vigente.
Hoje, embora a União Europeia encampe um esforço coletivo para adaptar a infraestrutura turística, muito ainda precisa ser feito. Um estudo da Comissão Europeia apontou o transporte urbano e edifícios públicos como os maiores obstáculos a pessoas com deficiência. A pesquisa, feita em sete países, colocou Áustria e Noruega nos primeiros lugares do ranking da acessibilidade. Em último ficou a Itália, com Reino Unido e Espanha a meio caminho.
Não há, contudo, razões suficientes para o turista com alguma deficiência física desistir de viajar para o Velho Continente. Se este for o seu caso, escolha o companheiro de viagem certo (acredite, você precisará dele), planeje o roteiro com antecedência e tenha muita paciência todas as vezes em que alguém não entender o que você precisa. Talvez você não consiga subir ao domo da Catedral de São Paulo (não há rampas de acesso para cadeirantes) para ver Londres do alto, mas poderá desfrutar, tanto quanto qualquer outra pessoa, a cultura e história europeias.
Quer descobrir como? Nesta e nas páginas aqui linkadas, o leitor encontra as experiências e recomendações – um tanto idiossincráticas – de um repórter cego que passou um mês em um périplo europeu que envolveu cinco países.
Comunicação. A todo o tempo, a pessoa com deficiência precisa perguntar, esclarecer e explicar. O europeu, como diz o senso comum, é mesmo um povo educado – e, ao contrário do que diz o senso comum, pode ser bastante solícito. Se o viajante conseguir expor suas dúvidas e necessidades, será ajudado. Isso significa que falar bem ao menos inglês é essencial. Se este não for o seu caso, considere contratar um guia local, que lidará com a maior parte das dores de cabeça por você.
Hotelaria. Nas capitais, não são raros os hotéis com quartos adaptados a cadeirantes. Entretanto, o ideal é fazer a reserva com antecedência e explicar claramente suas necessidades. Para os mochileiros, há albergues prontos para receber deficientes, mas são raros e costumam cobrar pelo conforto extra. Sites como booking.com ou hostelworld.com apontam ao viajante os hotéis e albergues acessíveis.
Nas cidades menores, encontrar um quarto adaptado é consideravelmente mais difícil. Neste caso, uma opção é fazer passeios de um dia só, voltando para passar a noite na metrópole mais próxima.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vênus de Botticelli ganha reproduções táteis e em 3D na Galeria Uffizi em Florença


A obra de arte “O nascimento de Vênus” do pintor Sandro Botticelli mostra seu olhar terno em uma nova versão. Seus olhos doces estabelecem um diálogo com uma reprodução fiel do Renascimento: um padrão em alto relevo numa resina especial. Agora, as pessoas com deficiência visual podem tocar os cabelos ondulados e sentir a graciosidade dessa senhora.
Especialistas da Fundação Città Italia, em colaboração com o museu tátil de pintura antiga e moderna Anteros, de Bolonha, "traduziram" em 3D a obra conservada desde o dia 05 de outubro na sala dedicada ao mestre renascentista Sandro Botticelli (Florença 1445-1510), na Galeria Uffizi, Florença.
A pintura original de Botticelli, realizada sobre tela, mede 278,5 centímetros por 172,5 centímetros e retrata a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta em uma concha, conforme descrito na mitologia romana. A modelo do longo cabelo ruivo foi Simonetta Vespucci, a "bela Simonetta", escolhida pela poderosa família florentina dos Médici. Já o baixo-relevo, de 60 centímetros de altura por 93 de largura e 11 de espessura, foi colocado ao lado do original na sala dedicada a Botticelli.
Em breve também haverá painéis especiais em braille, tanto em italiano como em inglês, contendo uma ficha de informações e conselhos para facilitar a experiência tátil no baixo-relevo.
“Isso parece um sonho. Além da alta qualidade do produto, agradecemos este gesto, que basicamente é uma forma de criar uma sociedade que nos inclui”, disse animado o presidente da União Italiana Cegos de Florença, Antonio Quatraro. Quatraro disse que o sonho tornou-se realidade, pois permite que milhares de pessoas como ele que não enxergam, toquem a ‘Vênus’. A Galeria Uffizi hosts tem outros trabalhos em relevo e Braille. A experiência tátil de Florença será estendida para outros museus na Itália.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vila medieval de Marvão investe nas acessibilidades


Apesar de ser uma vila histórica da época medieval, Marvão não deixou de pensar nas pessoas com mobilidade reduzida na altura de remodelar e requalificar os acessos ao castelo. Ainda com as obras a decorrerem, é o próprio César Lopes, de 42 anos, tetraplégico e natural daquela localidade, que reconhece que os responsáveis tudo têm feito para que a sua mobilidade por qualquer recanto seja o menos dificultada possível.
“As ruas calcetadas têm uma passadeira onde a cadeira anda melhor. Nas obras do castelo, o piso vai ficar direito e com acessibilidade, mas ainda há sítios onde não consigo chegar”, disse ao CM. Nesses locais onde há degraus, como a câmara, o museu, os CTT e a junta de freguesia, César diz que tem sorte de viver num “local onde toda a gente se conhece”, resolvendo facilmente qualquer problema ou assunto que precise de tratar.
Também os comerciantes estão sensíveis aos problemas das pessoas sem mobilidade. Fernando Rosado, do restaurante Varanda do Alentejo, um dos locais que César frequenta, diz que a remodelação do seu espaço vai incluir rampas e um elevador para cadeiras de rodas: “Temos de estar preparados. Ninguém sabe o dia de amanhã.”
“O que mais me custou foi não falar”
Já passaram mais de vinte anos desde que um acidente de viação deixou tetraplégico César Lopes, de 42 anos. Na flor da idade, este aficcionado pelos touros, pelo futebol e candidato a entrar para a GNR despistou-se ao volante de uma Renault 4L, entre Portagem e a fronteira com Espanha, no concelho de Marvão. César esteve entre a vida e a morte, mas confessa que o maior trauma veio de não se conseguir exprimir por palavras durante os primeiros dois anos em que ficou tetraplégico. “Foi muito duro, mas graças à equipa do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que me acompanhou, recuperei a fala”, disse ao CM o homem que há seis anos se movimenta numa cadeira eléctrica que lhe permite alguma liberdade.
“Esta cadeira foi a melhor coisa que me aconteceu. Vou a todo o lado aqui em Marvão, enquanto que antigamente estava mais dependente porque a cadeira era manual.” César, que tem um orgulho enorme na mãe, “companheira de todas as horas”, recebeu da Associação Salvador um computador adaptado às suas dificuldades e um ar condicionado que serve para climatizar a divisão da casa em Marvão onde passa mais tempo, o seu quarto, que antes era “muito quente no Verão e muito frio no Inverno”.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Visita ao Museu do Azulejo dia 19 de Novembro.



Caros(as)  amigos(as),

Associação Salvador convida-o(a) a participar  numa visita guiada ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, seguida de almoço de convívio, no próximo dia 19 de Novembro (Sábado).

Programa:
10h30 –  Visita guiada ao Museu Nacional do Azulejo
11h45 - Oficina de Pintura de Azulejos
12h50 – Almoço no Restaurante do Museu

A participação neste evento é gratuita e destina-se exclusivamente a  pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência motora e respectivo acompanhante.

Na selecção dos participantes daremos prioridade:
1 – A pessoas que não tenham participado anteriormente em eventos da Associação Salvador;
2 – Aos portadores do cartão Amigo da Associação Salvador com mobilidade reduzida;
3 – A pessoas que se deslocam em cadeira de rodas;
4 – À ordem de chegada das pré-inscrições.

Apresse-se a fazer a sua reserva porque os convites de que dispomos são limitados!

Para tal, deve preencher o formulário de pré-inscrição até ao dia 14 de Novembro, clicando aqui.

Entraremos em contacto após o dia 15 de Novembro para informar se foi um dos participantes seleccionados.

A Associação Salvador garante o transporte em autocarro adaptado para todos aqueles que se desloquem em cadeira de rodas e indiquem uma morada de recolha na cidade de Lisboa.

A equipa da Associação Salvador


Associação Salvador | Av. Fontes Pereira de Melo 14, 9º | 1050-121 Lisboa | Tel. 213 184 851 |info@associacaosalvador.com |www.associacaosalvador.com