CONFERÊNCIA INTERNACIONAL "Vida Independente - a NOSSA vida nas NOSSAS mãos"
PROGRAMA
9.00 – 9.45 Recepção
9.45 – 10.15 Mesa de Abertura
Jorge Falcato - (d)Eficientes Indignados
João Afonso – Vereador do Pelouro dos Direitos Sociais - Câmara Municipal de Lisboa
Secretaria de Estado da Solidariedade e Segurança Social*
10.15 – 10.30 Pedro Hespanha - Centro de Estudos Sociais - Coimbra
Crise, austeridade e políticas públicas para a deficiência
10.30 – 10.50 Nuria Gómez – Fórum Vida Independent da Catalunha
Assistência pessoal, um direito humano.
10.50 – 11.30 Adolf Ratzka – Independent Living Institute – Suécia
Vida Independente para as pessoas com deficiência: de doente a cidadão e cliente
11.30 – 11.45 Intervalo
11.45 – 12.00 Eduardo Jorge – (d)Eficientes Indignados
Viver dependente. Como é?
12.00 – 12.45 Debate
12.45 – 14.00 Almoço – “Partilha de Sabores” – Traga a sua especialidade e partilhe-a.
14.00 – 14.15 Apresentação de texto sobre a Legislação de Autonomia Pessoal/Vida Independente.
14.15 - 16.30 Debate sobre o texto apresentado
Adolf Ratzka; Nuria Gomez; Jorge Falcato
16.30 – 17.00 Apresentação de conclusões
*A confirmar
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
TEMOS UMA GRANDE MESA VAZIA À SUA ESPERA
Como não temos orçamento para oferecer almoço e achamos que a hora da refeição é óptima para conviver e trocar ideias, só temos uma alternativa: cada um leva o que achar bem e partilhamos todos.
Cozido à portuguesa não dá muito jeito. O melhor é levar petiscos que se possam comer à mão.
No dia 3 de Dezembro, na Conferência Vida Independente, no Fórum Roma, em Lisboa, a partir das 9.30
VAMOS ENCHER O AUTOCARRO?
Graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian foi possível alugar um autocarro acessível que partirá do Porto.
Tem capacidade para transportar 10 pessoas em cadeira de rodas e 13 acompanhantes.
Se não tem transporte e quer vir à Conferência é de aproveitar. É grátis. Claro que se puder contribuir com alguma importância, agradecemos.
Sairá da Av. dos Aliados. Envie-nos uma mensagem ou deixe um comentário se estiver interessado(a) para: deficientes.indignados@gmail.com, ou na página do evento : https://www.facebook.com/events/654429557940549/?fref=ts
Ou ainda na página do Movimento : https://www.facebook.com/dEficientes.Indignados
Tem capacidade para transportar 10 pessoas em cadeira de rodas e 13 acompanhantes.
Se não tem transporte e quer vir à Conferência é de aproveitar. É grátis. Claro que se puder contribuir com alguma importância, agradecemos.
Sairá da Av. dos Aliados. Envie-nos uma mensagem ou deixe um comentário se estiver interessado(a) para: deficientes.indignados@gmail.com, ou na página do evento : https://www.facebook.com/events/654429557940549/?fref=ts
Ou ainda na página do Movimento : https://www.facebook.com/dEficientes.Indignados
CONFERÊNCIA – Vida Independente – A nossa vida nas nossas mãos
No dia 7 de Outubro Eduardo Jorge, tetraplégico, estava disposto a fazer uma greve de fome pela Vida Independente, pelo direito a decidir a sua vida, a viver onde quer, pela igualdade de oportunidades. A greve de fome foi cancelada porque fomos recebidos pelo Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, que nos garantiu que no final de Janeiro, após um período de 60 dias em que todos poderão enviar contributos, se dará início à redacção de uma Lei de Autonomia Pessoal/Vida Independente.
Porque queremos uma lei que sirva os interesses das pessoas com deficiência decidimos organizar, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, uma conferência para lhes dar a palavra. Uma conferência em que poderemos falar das nossas necessidades e do que é importante que conste da futura lei. Para decidirmos em conjunto que lei queremos.
Será no dia 3 de Dezembro no Fórum Roma, em Lisboa.
Teremos connosco dois convidados estrangeiros que nos trarão as suas experiências e a realidade dos seu países:
Adolf Ratzka, fundador do Independent Living Institute, da Suécia, um pioneiro do Movimento de Vida Independente na Europa que em 1984 fundou a Cooperativa STIL que em 1998 empregava 1.300 assistentes pessoais para pessoas com necessidades especiais, todos recrutados, formados e geridos pelos 200 elementos que assistem.
Nuria Gómez, activista do Foro de Vida Independent da Catalunha. Co-autora do livro “Deconstruyendo la dependencia. Propuestas para una vida independiente”
Porque é altura de inverter uma política virada para a institucionalização, em que o Estado paga 950 euros mensais aos lares de idosos que recebem pessoas com deficiência, mas dá 88 euros a quem tem necessidade de ajuda por terceira pessoa.
Porque é altura de sermos nós a decidir as nossas vidas.
Porque temos direito a uma vida digna, apelamos à participação de todas as pessoas com deficiência nesta conferência.
Como um dia escreveu Adolf Ratzka:
Enquanto encararmos as nossas incapacidades como tragédias , terão pena de nós.
Enquanto sentirmos vergonha de quem somos, as nossas vidas serão vistas como inúteis.
Enquanto ficarmos em silêncio, serão outras pessoas a dizer-nos o que fazer.
Contamos convosco
(d)Eficientes Indignados
Porque queremos uma lei que sirva os interesses das pessoas com deficiência decidimos organizar, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, uma conferência para lhes dar a palavra. Uma conferência em que poderemos falar das nossas necessidades e do que é importante que conste da futura lei. Para decidirmos em conjunto que lei queremos.
Será no dia 3 de Dezembro no Fórum Roma, em Lisboa.
Teremos connosco dois convidados estrangeiros que nos trarão as suas experiências e a realidade dos seu países:
Adolf Ratzka, fundador do Independent Living Institute, da Suécia, um pioneiro do Movimento de Vida Independente na Europa que em 1984 fundou a Cooperativa STIL que em 1998 empregava 1.300 assistentes pessoais para pessoas com necessidades especiais, todos recrutados, formados e geridos pelos 200 elementos que assistem.
Nuria Gómez, activista do Foro de Vida Independent da Catalunha. Co-autora do livro “Deconstruyendo la dependencia. Propuestas para una vida independiente”
Porque é altura de inverter uma política virada para a institucionalização, em que o Estado paga 950 euros mensais aos lares de idosos que recebem pessoas com deficiência, mas dá 88 euros a quem tem necessidade de ajuda por terceira pessoa.
Porque é altura de sermos nós a decidir as nossas vidas.
Porque temos direito a uma vida digna, apelamos à participação de todas as pessoas com deficiência nesta conferência.
Como um dia escreveu Adolf Ratzka:
Enquanto encararmos as nossas incapacidades como tragédias , terão pena de nós.
Enquanto sentirmos vergonha de quem somos, as nossas vidas serão vistas como inúteis.
Enquanto ficarmos em silêncio, serão outras pessoas a dizer-nos o que fazer.
Contamos convosco
(d)Eficientes Indignados
domingo, 28 de outubro de 2012
Carro que dirige sozinho também pode ser uma alternativa de acessibilidade
É só sentar no banco de trás e relaxar... Ou melhor, é preciso o “esforço” de segurar um smartphone e apertar algumas teclas para o carro fazer todo o resto: manobrar por você, estacionar ou, se o passageiro estiver do lado de fora, ir ao encontro do dono. O veículo que anda sozinho foi apresentado pela Toyota no Salão de Tóquio.
Outras montadoras estudam recursos semelhantes: a Volkswagen, por exemplo, demonstrou em 2010 uma versão do Passat que dispensa o motorista e, mais recentemente, divulgou uma versão da Kombi com funções parecidas. O Google também fez circular nas ruas da Califórnia um carro autônomo. E neste salão a Nissan também algumas funções do tipo na forma do conceito elétrico Pivo 3, um minicarro.
O carro está sendo elaborado para oferecer mais conforto e praticidade aos motoristas em geral, porém essa iniciativa também pode trazer bons resultados no campo da acessibilidade. Pessoas com deficiência física ou com problemas de mobilidade, que já não consigam mais dirigir devido à sua condição física, poderão se utilizar desse recurso, e sem precisar de um motorista poderão se locomover sozinhas pelas ruas e avenidas. Da mesma maneira, pessoas com deficiência visual também irão se beneficiar.
É tudo experimental, e sua demonstração foi feita em um híbrido Prius. Ao apertar a tecla Drive na tela touchscreen do telefone e confirmar com a tecla Yes, o carro vem até o passsageiro. Dentro dele, o processo se repete e o volante começa a girar sozinho, o carro se move e, estranhamente, o banco do motorista está vazio.
O carro sai em linha reta, faz a manobra para retornar e segue por cerca de 15 metros até parar de novo. O passageiro é “convidado” a descer e parece o fim da linha. Mas é hora de ver o veículo estacionar sozinho. Ainda de posse do smartphone, basta apertar Park e Yes e ele começa a manobra. Nada de jeitinho fácil: o carro estaciona de ré.
O experimento usa a tecnologia batizada de A.V.O.S. (Automatic Vehicle Operation System, sistema de operação automática do veículo, em inglês) e é uma das atrações da Smart Mobility City, que reúne em um pavilhão as tecnologias mais recentes de mobilidade. Lá estão os microcarros para 1 ou 2 ocupantes, como o Chevrolet EV, testado em 2010 nas ruas da China, e o protótipo elétrico Nils, da Volkswagen.
Futuro bem distante"Esse um sonho da nossa mente, por enquanto”, diz ol engenheiro Hiroaki Shimuzu, da divisão de Projetos Futuros da Toyota, de onde saiu o carro que anda sozinho. Ele afirma que a ideia não é a máquina substituir o motorista, mas aplicar, aos poucos, as tecnologias utilizadas para essa experiência em veículos de produção, a fim de evitar acidentes ou facilitar uma ação cada vez mais complexa nas grandes cidades: estacionar em espaços escassos e pequenos.
Fonte: G1
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Manuela Ralha
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domingo, outubro 28, 2012
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Voando
Alexandre era um menino como todos os outros. Às vezes portava-se bem, outras vezes fazia disparates, às vezes chorava, outras vezes ria, às vezes tinha boas notas, outras vezes nem por isso, Alexandre não era mais bonito que os outros miúdos, porque todas as crianças são bonitas.
Alexandre era uma criança igual a todas as outras, mas tinha uma particularidade, nasceu sem poder andar. Nem toda a gente nasce prefeito, nem todas as deficiências ou doenças têm uma cura e quando isto acontece tem que se aprender a viver assim.
Alexandre cresceu e foi para a escola, como todos os meninos. Ia no seu carrinho de bebé, já apertado. O pai e a mãe haviam prometido uma cadeira de rodas, mas o dinheiro... o dinheiro, é sempre o dinheiro o problema... A fábrica onde o pai trabalhava fechou, e o dinheiro que a mãe ganhava quase não dava para pagar as despesas. Alexandre compreendia isso, por isso não dizia nada. Mas sonhava com uma cadeira de rodas.
Na escola, os colegas empurravam o carrinho, mas quando tocava para o intervalo todos saiam a correr e ele ficava esquecido na sala.
- Venham-me buscar, por favor, também quero ir ao intervalo.
Alexandre estava sempre dependente dos outros para ir onde quer que fosse e isso deixava-o triste. Ele queria ir, queria ir sem ter de pedir que o levassem.
Um dia a professora anunciou, na sala de aulas, uma visita de estudo.
- Para a semana vamos visitar a Assembleia da Republica. Vocês sabem o que é a Assembleia da Republica?
- Sim, sabemos. É a casa onde os deputados aprovam as leis do país.
A professora sorria perante tanto entusiasmo. De repente, o seu rosto ficou pesado, o seu sorriso desapareceu.
- Tu, Alexandre, não vais poder ir. Lá há muitas escadas, muitos carros estacionados em cima dos passeios...
As lágrimas vieram aos olhos do Alexandre. Ele queria ir. Se ao menos tivesse uma cadeira de rodas, se não houvesse escadas, se as pessoas soubessem como é irritante estar dependente dos outros... Tocou para o intervalo e nesse dia todos empurraram o carrinho do Alexandre. Era muito triste ficar sozinho na escola.
- Temos que pensar numa maneira de ires connosco.
- Podemos levá-lo ao colo.
- E como subimos para o autocarro? Ele é muito pesado.
- E se fossemos nós e pedíssemos aos governantes que dessem uma cadeira de rodas ao Alexandre?
- Muito boa ideia. Vamos falar com a professora.
Alexandre sorriu, mas pensou nos outros meninos como ele.
- Sim, vamos pedir que dêem uma cadeira de rodas a todos os meninos que precisam.
A turma estava radiante.
- Não contamos nada à professora, os adultos complicam sempre tudo, o melhor é fazermos isto à nossa maneira.
Os intervalos passaram a ser cheios de segredinhos e cochichos. A professora já andava desconfiada que algo se passava.
Chegado o esperado dia, logo cedo, Alexandre e um grupo de colegas, os mais fortes, estavam perto do autocarro. Assim que o motorista abriu a mala para as mochilas, os colegas trataram de pegar no pobre rapaz e metê-lo na mala do autocarro.
- Vai lá para o fundo e fica caladinho que a viagem não demora muito.
- Isto ainda vai dar mau resultado.
- Não vai nada. Quando chegarmos, já lá estamos. Depois se resolve.
- Mete depressa as mochilas à frente que o motorista já aí vem.
- Já aqui estão? Isso é que é pressa. Para as aulas não se despacham vocês.
- Hã! Então estavam aí!!! E eu à vossa procura. Viram o Alexandre? Queria dar-lhe um beijinho antes de partirmos.
- Ele ficou em casa. Vamos embora para não chegarmos tarde.
Todos entraram para o autocarro e o motorista fechou a mala. O autocarro partiu, a turma ia caladinha, mas agitada. A professora achou estranho, os seus alunos andavam muito estranhos desde há uns dias.
Quando chegaram e o motorista abriu a porta a primeira coisa que viu foi a cabecinha do Alexandre.
- O que é que fazes aqui? Deves estar todo partido e cheio de dores no corpo. Isto é lá maneira de se viajar? Quem te meteu ai?
- Oh meu Deus! Eu bem que andava desconfiada que alguma vocês estavam a preparar. E agora? Que fazemos? Quem foram os autores desta brincadeira?
A turma inteira chegou-se à frente.
- Fomos nós todos. Não era justo ele ficar.
Já mais calmo, o motorista retirou o Alexandre da bagageira e sentou-o num banco de jardim.
- Então, rapaz, isso é que é força de vontade! Mas porque é que não contaram? Podia ter havido um acidente, podias ter ficado magoado. Estás bem?
- Estou até muito bem. Aquilo parecia um carrossel.
- E agora como vamos?
- Nada de dramas. Ele vai às minhas cavalitas e assunto resolvido.
- Vamos em fila, de mãos dadas e, por favor, portem-se bem. Não quero mais disparates. Não me deixem ficar mal.
Ao chegarem à Assembleia da República, as crianças ficaram deslumbradas. Aguardaram numa sala com lindos quadros antigos e tapetes vermelhos, onde foram recebidos pela presidente da Assembleia.
- Bom dia! Que lindas crianças! Vieram então conhecer a Assembleia da República?
- Não, – respondeu a Maria, que era a mais espevitada da turma – viemos aqui pedir uma cadeira de rodas para o Alexandre.
- Para mim e para todos os que precisam.
- Quer então dizer que vieram pedir uma cadeira de rodas.
- Sim. Os governantes, mesmo aqueles que podem andar, têm carro, têm direito a um carro!... Recebem muito dinheiro de ordenado. Pensamos que podia ser dividido por aqueles que realmente necessitam de se deslocar e não podem andar de autocarro.
- Oh!oh!oh! – riu a presidente. Isso não é assim. Tudo o que os governantes recebem está na lei, e é o povo que escolhe os deputados que depois aprovam as leis. A senhora professora vai ter que vos ensinar estas coisas na escola, não sei o que ela está a fazer...
E, virando-se para o Alexandre, acrescenta:
- Temos pena, mas não podemos fazer nada. Tens que ter fé e rezar muito. Deus ajuda os meninos bons e obedientes, não os meninos mal comportados.
A professora estava estupefacta. Nunca lhe tinha ocorrido que os seus alunos fossem capazes de fazer uma coisa daquelas.
A Presidente já não estava a gostar nada daquilo. Crianças demasiado espertas para o gosto dela e, para se ver livre daquela situação o mais rapidamente possível, acrescenta:
- Agora, como se portaram muito mal, perderam o direito de ver o parlamento e vão é todos de castigo lá para fora.
Dizendo isto, abriu uma porta e começou a empurrar as crianças, a professora e o motorista para fora.
O Alexandre estava muito triste, tanto sacrifício para nada. Cerrou os punhos de raiva. Queria ir para onde lhe apetecesse, sem ter que pedir ajuda aos outros. Deixa escapar um grito de angústia e raiva:
- EU QUERO SER LIVRE.
Dito isto, abre os braços e, qual não é o seu espanto, consegue voar. E a voar, cruza os céus e passa para lá da Via Láctea.
Embasbacadas ficaram as crianças, o motorista e até a presidente da Assembleia. E a professora exclama:- Ninguém pode prender a vontade.
Fonte: Paralelo
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Manuela Ralha
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segunda-feira, outubro 08, 2012
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Carlos Frazão: Gerente de uma empresa de adaptação de automóveis
Carlos Frazão tem 48 anos e é gerente e proprietário da empresa de adaptações de automóveis LeiriAdpat. Ficou paraplégico na sequência de um acidente de viação quando tinha 18 anos. Na altura era mecânico e foi nessa profissão que se manteve. Entretanto criou a sua própria empresa, especializando-se em adaptações de veículos para pessoas com deficiência motora. Conheça aqui o testemunho de Carlos Frazão.
Associação Salvador (AS): Como é o seu dia-a-dia de trabalho?
Carlos Frazão (CF): O meu dia-a-dia engloba ser responsável pela minha empresa e também desempenhar funções de mecânico e instalador de comandos auxiliares de condução para pessoas com deficiência motora e transporte das mesmas.
AS: Como surgiu a ideia de criar a LeiriAdapt?
CF: Esta ideia surgiu pelo facto de eu estar inserido no ramo automóvel como mecânico e mais tarde perceber que este tipo de actividade tinha um grande significado na minha vida. Daí decidi criar uma empresa e estabelecer-me numa actividade pouco praticada mas que devido ao facto de eu próprio necessitar de um carro adaptado me era muito familiar. Foi uma forma de poder melhorar não só a minha vida em termos de independência como também a vida de tantas outras pessoas que se encontram numa situação semelhante à minha.
AS: Quais os produtos e serviços que a sua empresa oferece?
CF: A minha empresa faz instalação de sistemas auxiliares de condução de automóveis para que pessoas com algum tipo de limitação em termos de mobilidade possam conduzir. Instalamos também rampas, plataformas, bancos giratórios, gruas para armazenamento de cadeiras de rodas e outros sistemas de transporte.
AS: Teve algum tipo de apoio por parte do Instituto de Emprego e Formação Profissional para a criação desta empresa?
CF: Não tive qualquer tipo de apoio.
AS: Criou quantos postos de trabalho?
CF: Para além do meu, criei mais dois postos de trabalho. Neste momento tenho um assistente para as adaptações e alguns serviços de mecânica e uma funcionária no escritório.
AS: Teve outros empregos anteriormente. Que funções desempenhava? Pode descrever-nos por favor como tem sido o seu percurso profissional?
CF: Trabalhei como mecânico numa pequena oficina de reparação automóvel até à data do acidente que me provocou a paraplegia em 07-01-1982, obrigando-me a estar ausente desta actividade pelo período de cerca de 2 anos. Depois percebi que não estava totalmente limitado e com a ajuda de algumas pessoas amigas voltei a inserir-me com muita garra e dedicação á mecânica. Fui então trabalhar por conta de outra pessoa a desempenhar a função de mecânico durante aproximadamente 15 anos. Mais tarde decidi lançar-me por conta própria e abri a minha empresa na altura só como empresa de reparações automóveis. Com a minha dedicação e os meus conhecimentos fiz preparações em alguns jipes para as 24Horas de Fronteira e dando assistência aos mesmos. Mais tarde então sim dediquei-me à actividade que exerço hoje. Depois de vários anos de experiencia como instalador de adaptações automóveis na minha empresa Carlos Frazão decidi á cerca de um ano criar então a Leiriadapt e estabelecer-me maioritariamente nessa área.
AS: Alguma vez sentiu, nas situações que nos descreveu anteriormente, que lhe foi negado o acesso a algum emprego, apenas devido ao facto de ter mobilidade reduzida?
CF: Felizmente não. As pessoas conheciam o meu trabalho e sabiam a minha experiencia e capacidade, por isso nunca tive qualquer problema em encontrar emprego.
AS: Que mensagem gostaria de deixar a outras pessoas com mobilidade reduzida que pretendem implementar o seu próprio negócio ou estão à procura de emprego?
CF: Ponto número um é nunca, de alguma forma, perder o contacto com as pessoas de quem nós gostamos e sentimos que nos apoiam. Depois é não nos inferiorizarmos, seja em que situação for, apesar de sabermos que temos muitos obstáculos pela frente.Também é importante sabermos ouvir a opinião dos outros, principalmente de pessoas experientes ligadas à nossa área de trabalho. E por fim viver um dia de cada vez, sempre o melhor possível e nunca deixar que nos impeçam de seguirmos os nossos sonhos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
VIDA “IN” - Um Projecto de Assistência Pessoal
Ao longo dos anos, a APN tem vindo a sentir necessidade de intervir junto dos doentes neuromusculares (DN) e seus familiares, promovendo iniciativas cujo objectivo é aliviar a sobrecarga física e emocional a que os cuidadores habituais se encontram sujeitos e promover a autonomia e independência dos DN. É neste sentido que surge o Projecto VIDA IN, apoiado financeiramente pela Direcção Geral da Saúde (DGS).
Muitos DN adultos dependem da assistência de outros nas actividades da vida diária, tais como higiene pessoal, comer, vestir, lida doméstica, assistência fora de casa, no trabalho e durante o tempo de lazer, para além de outras dependências relacionadas com a própria postura corporal. Este projeto de Vida Independente, visa dar algumas dessas respostas, deixando sempre que seja a pessoa com incapacidade a decidir o que quer fazer e como o pretende realizar, assumindo as responsabilidades pelas decisões a tomar.
Quais os objectivos?
Disponibilizar um Serviço de Assistência Pessoal que promova uma maior inclusão e qualidade de vida a pessoas com grande dependência, portadoras de doenças neuromusculares.
Promover as potencialidades pessoais dos DN e a diminuição das suas limitações funcionais.
Aumentar a participação dos DN no meio envolvente, quebrando o isolamento.
Proporcionar às famílias e principais cuidadores de DN momentos de descanso, prevenindo situações de ruptura emocional e desgaste físico.
Proporcionar aos cuidadores tempo e oportunidade para cuidarem de si próprios, do seu equilíbrio emocional e da sua saúde.
Em que consiste a Assistência Pessoal?
Embora a figura do Assistente Pessoal seja ainda desconhecida em Portugal, são já vários os países com serviços de assistência pessoal implementados, nomeadamente, a Suécia, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, entre outros.
Recentemente, a figura do Assistente Pessoal foi referida na alínea b) do Artigo 19º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Resolução da Assembleia da República, nº 56/2009, de 7 de Maio de 2009 e ratificada pelo Decreto do Presidente da República, nº 71/2009, de 30 de Julho.
O Assistente Pessoal deve ser entendido como um prestador de serviços habilitado e remunerado que, sob treino e orientação da pessoa com necessidades especiais, lhe presta apoio, num espírito de respeito mútuo, nas diferentes tarefas diárias vitais para o seu pleno desenvolvimento pessoal, social, educativo e/ou profissional, permitindo-lhe viver uma vida mais independente.
O apoio será ajustado às necessidades e expectativas de cada um dos casos, num plano a definir entre o Doente, o Assistente Pessoal, a Equipa Técnica da APN e ainda em colaboração com a família e cuidadores habituais.
A quem se destina?
Este projecto é dirigido a DN que necessitem do apoio de uma pessoa para a realização de determinadas actividades e ajuda para ultrapassar algumas dificuldades habituais da sua situação de dependência.
Os requisitos para participar neste projecto são:
Ter mais de16 anos.
Ter uma incapacidade física causada por uma Doença Neuromuscular que obrigue à ajuda de uma terceira pessoa.
Ter uma grande motivação e desejo de desenvolvimento pessoal.
Ter vontade de ter uma vida independente e de controlar a sua própria vida.
Ser sócio da APN.
Quais os resultados esperados?
Promover as potencialidades pessoais dos DN e a diminuição das suas limitações funcionais.
Aumentar a participação dos DN no meio envolvente, quebrando o isolamento.
Proporcionar às famílias e principais cuidadores de DN momentos de descanso, prevenindo situações de ruptura emocional e desgaste físico.
Proporcionar aos cuidadores tempo e oportunidade para cuidarem de si próprios, do seu equilíbrio emocional e da sua saúde.
Em que consiste a Assistência Pessoal?
Embora a figura do Assistente Pessoal seja ainda desconhecida em Portugal, são já vários os países com serviços de assistência pessoal implementados, nomeadamente, a Suécia, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, entre outros.
Recentemente, a figura do Assistente Pessoal foi referida na alínea b) do Artigo 19º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Resolução da Assembleia da República, nº 56/2009, de 7 de Maio de 2009 e ratificada pelo Decreto do Presidente da República, nº 71/2009, de 30 de Julho.
O Assistente Pessoal deve ser entendido como um prestador de serviços habilitado e remunerado que, sob treino e orientação da pessoa com necessidades especiais, lhe presta apoio, num espírito de respeito mútuo, nas diferentes tarefas diárias vitais para o seu pleno desenvolvimento pessoal, social, educativo e/ou profissional, permitindo-lhe viver uma vida mais independente.
O apoio será ajustado às necessidades e expectativas de cada um dos casos, num plano a definir entre o Doente, o Assistente Pessoal, a Equipa Técnica da APN e ainda em colaboração com a família e cuidadores habituais.
A quem se destina?
Este projecto é dirigido a DN que necessitem do apoio de uma pessoa para a realização de determinadas actividades e ajuda para ultrapassar algumas dificuldades habituais da sua situação de dependência.
Os requisitos para participar neste projecto são:
Ter mais de16 anos.
Ter uma incapacidade física causada por uma Doença Neuromuscular que obrigue à ajuda de uma terceira pessoa.
Ter uma grande motivação e desejo de desenvolvimento pessoal.
Ter vontade de ter uma vida independente e de controlar a sua própria vida.
Ser sócio da APN.
Quais os resultados esperados?
Que os doentes sintam alguma promoção da sua autonomia e integração e uma melhoria da sua auto-estima e da sua qualidade de vida.
Que os jovens doentes possam libertar-se, por momentos, da “sombra” permanente do pai ou da mãe e possam realizar coisas tão simples como, por exemplo, sair à rua, ir às compras, visitar um amigo ou familiar, ir almoçar com alguém, ir ao cinema com os amigos, etc.
A realização de actividades significativas de acordo com as capacidades e vontade de cada um, quebrando as rotinas, o isolamento e a resignação.
Criar oportunidade aos doentes para poderem realizar alguns dos seus desejos.
Descanso pontual dos cuidadores, permitindo-lhes refazer as forças ou mesmo realizar tarefas que de outro modo não lhes seria possível realizar.
Assegurar alternativas para situações de ausência ou impedimento do familiar em cuidar do doente.
Facilitar a permanência do doente com incapacidade no domicílio, através do reconhecimento legal da figura do Assistente Pessoal.
Folheto Informativo sobre Assistência Pessoal e mais informações
Se pretender mais informações sobre este serviço contacte-nos através dos telefones 22616056, 226106202, 966264766 ou por e-mail para info@apn.pt
Que os jovens doentes possam libertar-se, por momentos, da “sombra” permanente do pai ou da mãe e possam realizar coisas tão simples como, por exemplo, sair à rua, ir às compras, visitar um amigo ou familiar, ir almoçar com alguém, ir ao cinema com os amigos, etc.
A realização de actividades significativas de acordo com as capacidades e vontade de cada um, quebrando as rotinas, o isolamento e a resignação.
Criar oportunidade aos doentes para poderem realizar alguns dos seus desejos.
Descanso pontual dos cuidadores, permitindo-lhes refazer as forças ou mesmo realizar tarefas que de outro modo não lhes seria possível realizar.
Assegurar alternativas para situações de ausência ou impedimento do familiar em cuidar do doente.
Facilitar a permanência do doente com incapacidade no domicílio, através do reconhecimento legal da figura do Assistente Pessoal.
Folheto Informativo sobre Assistência Pessoal e mais informações
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Sony desenvolve óculos com legenda voltados ao público com deficiência auditiva
Muita gente não imagina quão difícil é a vida de alguém que perdeu uma das habilidades sensoriais mais básicas do ser humano: a audição. Uma simples ida ao cinema pode resultar em frustração, caso não estejam sendo exibidos filmes legendados – uma realidade muito comum nos Estados Unidos, onde os únicos filmes legendados exibidos regularmente são os estrangeiros.
Pensando nisso, a Sony desenvolveu óculos voltados ao público com deficiência auditiva, que permitem ao usuário ler (como se estivesse lendo na tela do cinema) as legendas do filme diretamente nas lentes do aparelho. Isso dá a essas pessoas a possibilidade de ir ao cinema com os amigos numa sexta-feira à noite, por exemplo – horário em que os cinemas americanos raramente exibem filmes legendados.
A reportagem da BBC que apresentou a inovação mostrou ainda algumas aplicações futuras, dizendo que a transcrição automática de conversações, leitura de instruções de GPS e uma infinidade de outros benefícios não estão longe de se tornarem realidade. Os óculos devem estar disponíveis ao público no início de 2012.
Vale lembrar que, apesar de existir a possibilidade de transcrição automática do áudio, o funcionamento dos óculos no cinema será baseado na inserção de arquivos de legenda no software do dispositivo. Dessa forma, as legendas especialmente desenvolvidas para pessoas com dificuldade auditiva serão exibidas sem a possibilidade de erros por captação de som equivocada.
Fonte: Tecmundo
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Salzburgo ganha prémio da União Européia para as cidades acessíveis às pessoas com deficiência
A cidade austríaca de Salzburgo ganhou em dezembro de 2011 o prémio Cidade Acessível 2012 (Access City award), o prémio europeu para incentivar as cidades a serem mais acessíveis a pessoas com deficiência. Este reconhecimento anual visa premiar os esforços envidados no sentido de melhorar a acessibilidade dos ambientes urbanos e fomentar a participação igualitária das pessoas com deficiência. A Comissão Europeia congratulou-se com o empenhamento de longa data de Salzburgo, a sua abordagem coerente e os excelentes resultados na melhoria da acessibilidade, realizada com a participação direta das pessoas com deficiência.
Viviane Reding, Comissária da UE para a Justiça, entregou o prémio por ocasião do Dia Europeu das Pessoas com Deficiência. A iniciativa – organizada em parceria com o Fórum Europeu das Pessoas com Deficiência (FED) – é uma ação fundamental no âmbito da estratégia da UE em matéria de deficiência, visando promover iniciativas de acessibilidade nas cidades europeias.
"Tornar a vida acessível a todas as pessoas é crucial para a nossa estratégia de uma Europa sem barreiras", declarou a Comissária da Justiça da União Europeia, Viviane Reding. "O prémio Cidade acessível contribui para realçar e promover as boas práticas em toda a Europa, numa altura em que o envelhecimento da população obriga a uma acessibilidade para todos. A acessibilidade pode ser um estímulo à inovação e ao crescimento económico, o que é especialmente relevante no clima económico atual. Gostaria de ver uma Lei de Acessibilidade para a Europa e tenciono apresentar uma proposta até ao final de 2012".
O júri europeu selecionou Salzburgo pelas suas realizações notáveis em todas as áreas principais de acessibilidade: ambiente construído e espaços públicos; transportes e infra-estruturas conexas; informação e comunicação, incluindo as novas tecnologias, facilidades e serviços públicos.
Os outros finalistas foram (por ordem alfabética):
Os outros finalistas foram (por ordem alfabética):
- Cracóvia (Polónia), selecionada pelo seu empenhamento em melhorar a acessibilidade no contexto difícil de infra-estruturas inacessíveis, bem como por uma atenção especial ao acesso a monumentos do património cultural;
- Marburgo (Alemanha), escolhida pelo seu empenhamento de longa data a favor da acessibilidade, uma estratégia clara e a longo prazo para o futuro, e pela integração exemplar das pessoas com deficiência nos projetos de acessibilidade do município, desde a fase de planeamento até à execução;
- Santander (Espanha), nomeada como finalista pelos programas urbanos coerentes de acessibilidade a favor das pessoas com deficiência na sequência de uma abordagem de concepção universal, bem como pela qualidade e sustentabilidade dos resultados obtidos.
A segunda edição do prémio Cidade acessível recebeu candidaturas de 114 cidades em 23 países da União Européia. As cidades participantes tiveram de apresentar provas dos seus esforços e resultados alcançados em garantir a igualdade de acesso a todos os cidadãos, independentemente da idade ou capacidade. Os júris nacionais compostos por pessoas com deficiência e os peritos em matéria de acessibilidade pré-selecionaram 31 candidatos para o concurso de nível europeu.
Contexto geral
Acessibilidade significa que as pessoas com deficiência têm acesso, em condições de igualdade com os demais cidadãos, ao ambiente físico, aos transportes, aos sistemas e tecnologias da informação e comunicação e a outras instalações e serviços.
Esta é a segunda edição anual do prémio «Cidade acessível». O primeiro prémio foi para Ávila na Espanha. Além do vencedor e três finalistas, este ano o júri também conferiu menções especiais a:
- Grenoble (França) pelas facilidades e serviços públicos: um empenhamento de longa data para melhorar a acessibilidade e uma política coerente de inclusão social, assente em infra-estruturas acessíveis;
- Liubliana (Eslovénia) pelas infra-estruturas de transportes e conexas, coerentes e favoráveis à acessibilidade, no centro da cidade (autocarros equipados com avisos áudio e vídeo de paragem, sinais em Braille nas paragens de autocarro, mapa táctil do centro da cidade);
- Olomouc (República Checa) pelas iniciativas em matéria de informação e de comunicação, incluindo as novas tecnologias: esta situação traduziu-se em projetos multimídia inovadores, como um guia turístico multimídia - um novo instrumento de navegação interativas, incluindo um sistema GPS, bem como informação áudio e visual em várias línguas;
- Terrassa (Espanha) pelo ambiente construído e espaços públicos: esforços sustentados para tornar acessíveis os sítios históricos; ênfase na eliminação das barreiras arquitetônicas em edifícios residenciais, parques, ruas, largos e edifícios históricos, incluindo a instalação de elevadores, rampas e pontes.
Fonte: Europa
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Manuela Ralha
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quarta-feira, março 28, 2012
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domingo, 25 de março de 2012
Conheça o Voice Joystick, que revolucionará a acessibilidade por voz
O uso da tecnologia em favor do bem estar de pessoas com necessidades especiais é sem dúvida uma das mais belas vertentes do avanço na área. Hoje temos opções de acessibilidade para diversas deficiências, que minimizam as distâncias entre todos com soluções simples e de muito bom gosto.
Este é o caso do joystick com reconhecimento de voz, idealizado por estudantes da universidade de Washington. O objetivo do projeto é desenvolver um sistema novo de reconhecimento vocal, chamado por eles de Vocal Joystick, ou VJ.
Controle o PC pela voz
O dispositivo permitirá que pessoas com dificuldades em lidar com o mouse possam utilizar a voz para controlar objetos na tela do computador e até mesmo instrumentos mais complexos, como robôs, braços mecânicos e dispositivos de automação em geral.
O dispositivo permitirá que pessoas com dificuldades em lidar com o mouse possam utilizar a voz para controlar objetos na tela do computador e até mesmo instrumentos mais complexos, como robôs, braços mecânicos e dispositivos de automação em geral.
A língua falada é ineficiente para funcionar com tarefas mais complexas e em geral é insatisfatoriamente reconhecida nos aplicativos atuais do gênero. O sistema VJ vem para mudar esses aspectos para melhor e permitirá que os usuários explorem uma vasta gama de vocalizações para tarefas de diversos níveis de dificuldade.
Será possível perceber as respostas do sistema em questão de segundos, com funções para adequá-lo da melhor maneira para cada indivíduo. O sistema incluirá sons comuns da fala, com vogais e consoantes, mas com um foco principal na variação de parâmetros fonéticos conhecidos, como tonalidade, potência vocal, timbre e outros.
Como funciona
A maior dificuldade em usar o ponteiro do mouse com a voz é que a tarefa envolve muitos comandos contínuos, como levar a seta de um lado a outro na tela. Por esse motivo o Vocal Joystick reconhecerá sons de acordo com a afinação e saberá do que se trata.
A maior dificuldade em usar o ponteiro do mouse com a voz é que a tarefa envolve muitos comandos contínuos, como levar a seta de um lado a outro na tela. Por esse motivo o Vocal Joystick reconhecerá sons de acordo com a afinação e saberá do que se trata.
No exemplo do vídeo acima, em que o usuário navega pelo Google Earth com o aplicativo, basta manter o som da letra “e” continuamente para aproximar a câmera do globo. Ao fazer o som do “i” a câmera vai para a esquerda e assim por diante. Com um pouco de afinação qualquer pessoa pode realizar a tarefa, independentemente de qualquer limitação motora. O exemplo abaixo também é muito interessante e utiliza sons mudos de consoantes para realizar ainda mais ações.
Você já pode baixar a versão Alpha do aplicativo para Windows diretamente do site do desenvolvedor. O Vocal Joystick é mais um ótimo exemplo de que muitas coisas boas podem ser feitas com idéias simples e inovadoras, aplicadas da maneira correta.
Fonte: Tecnomundo
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Manuela Ralha
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domingo, março 25, 2012
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Frota adaptada a deficientes motores
A Europcar Portugal, com o apoio da Secretaria de Estado da Reabilitação, acaba de lançar a sua primeira frota de veículos adaptados a pessoas portadoras de deficiência motora, um projecto desenvolvido exclusivamente pela Europcar Portugal.
As novas viaturas (SEAT Altea) foram adaptadas para pessoas com limitações ao nível dos membros superiores e inferiores. Estes veículos estão ainda equipados com um conjunto de funcionalidades que permitem facilitar a condução, tais como sensores de chuva e de acendimento automático de faróis, permitindo que o condutor não tenha qualquer intervenção neste processo.
Termos & Condições:
- É necessário carta de condução específica para viaturas adaptadas, com indicação da deficiência e grau da mesma;
- Equipamento disponível sob consulta e sujeito a disponibilidade;
- Categoria de viatura CXAR, sujeita a disponibilidade;
- O aluguer é possível nas seguintes estações:
LOCALIDADE
ESTAÇÃO
Lisboa
Aeroporto
Prior Velho
Av. Ant. Augusto de Aguiar
Porto
Aeroporto
Maia
Rua António Bessa Leite
Faro
Aeroporto
Montenegro
- A viatura tem que ser devolvida na mesma estação, ou noutra das indicadas, sendo que, se entregar fora da mesma localidade terá uma taxa de serviço adicional (one-way).
- O valor do aluguer inclui quilómetros ilimitados, Cobertura de Danos (LDW), Suplemento de Circulação (LAF) e IVA;
- Em caso de avaria ou acidente deve contactar a Assistência em Viagem da Europcar (21 383 55 27).
Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, por favor contactar:
Tel.: 21 940 77 90
reservas@europcar.com
Fonte: http://www.europcar.pt/EBE/module/render/Frota-adaptada-a-deficientes-motores
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Manuela Ralha
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sábado, 24 de março de 2012
Cães treinados prestam assistência à pessoas com deficiência física
Quando falamos de cães guia, sempre nos vem a cabeça cães para deficientes visuais, e esquecemos outras deficiências, até por uma questão histórico cultural nos esquecemos, como auditiva, locomoção, etc.Quando entramos no Google e buscamos "cães para deficientes" não encontramos nenhuma referência, simplesmente parece que não é percebido, Apesar dos pouquíssimos resultados encontramos algumas citação para cães guia para deficientes visuais, dizem que temos no Brasil 60 cães aptos e 1,4 milhão de deficientes visuais, vamos imaginar agora se colocarmos junto outras deficiências.A história da acessibilidade já é conhecida e toda a sua dificuldade cultural e moral, nossos cães treinados podem em muitos casos ser muito úteis a uma melhor qualidade de vida.
Vamos conhecer a História do Byron um labrador (Inglês) que ajuda uma deficiente a obter a liberdade e até poder viver sem ter que pedir a ninguém ou o menos possível coisas do seu dia a dia. Byron é proveniente de uma organização que treina e da assistência a cães destinados a ajudarem deficientes de locomoção. Conheça o projeto Canine Partners
Kate foi acometida de uma doença grave degenerativa que a impede de exercer as funções do dia a dia, dai é onde Byron auxilia Kate nestas realizações, deixando-a muito mais ágil em seu dia a dia. Kate acrescenta: "Byron sabe mais do que 100 comandos diferentes, e pode fazer praticamente qualquer coisa que eu pedir." No supermercado, eu paro minha cadeira perto do item que eu quero, e ele segue a minha linha dos olhos que leva ao item na prateleira, e na maioria das vezes nas prateleiras baixas é possível alcançar. "É como uma ajuda para mim, pequenas coisas como curvar e agarrar as coisas que são realmente difíceis para mim. Byron descarrega minhas compras na esteira até a minha carteira entrega à assistentes de caixa. Ele pode fazer coisas incríveis. Eu pego o meu cartão do banco e ele até o coloca no caixa eletrônico, pega o dinheiro quando ele sai, e passa para mim - tudo o que tenho a fazer é colocar o meu número de senha”. Ele pode alcançar e pressionar os botões de passagem de pedestres com seu nariz, e pega qualquer coisa que cair no chão. Enfim são muitas coisas que Byron ajuda Kate em seu dia a dia, na casa, na sua organização e afazeres da vida, incluindo chamar socorro se necessário.
Fonte: petescadas
Vamos conhecer a História do Byron um labrador (Inglês) que ajuda uma deficiente a obter a liberdade e até poder viver sem ter que pedir a ninguém ou o menos possível coisas do seu dia a dia. Byron é proveniente de uma organização que treina e da assistência a cães destinados a ajudarem deficientes de locomoção. Conheça o projeto Canine Partners
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Manuela Ralha
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sábado, março 24, 2012
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