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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Movimento de Deficientes Indignados manifestou-se frente ao parlamento a 2 de Fevereiro de 2012

Vigília (d)Eficientes Indignados dia 3 de Outubro de 2012 - Comunicado f...

Os representantes dos (d)Eficientes Indignados, saíram de São Bento com os resultados, depois de mais de 30 horas de vigília e 3 horas e meia de reunião com os representantes do governo.
Ver mais em http://www.facebook.com/dEficientes.Indignados

Vigília (d)Eficientes Indignados dia 2 de Outubro de 2012

Este video refere-se às primeiras 12 horas de vigília na Assembleia da Republica, pelo direito a uma Vida decente para as pessoas com deficiência.

Movimento (d)Eficientes Indignados - Vigília dia 2 de Outubro foi assim...

Esclerose Múltipla - Beautiful Day

Vídeo fantástico, com musica dos U2, com vista à desmistificação da Esclerose Multipla.

domingo, 22 de abril de 2012

wi-GO: carrinho de compras com Kinect que segue cadeirantes pelo supermercado



O estudante de informática português Luis Carlos de Matos divulgou um vídeo demonstrando seu projeto que une um sistema robótico ao Kinect, transformando um carrinho de supermercados em um robô que segue seu dono e carrega suas compras.
Batizado de wi-Go, o projeto visa permitir que pessoas com dificuldades motoras, como cadeirantes, gestantes e idosos, possam ir às compras confortavelmente, com o carrinho de compras sempre próximo e sem a necessidade de um acompanhante.
O vídeo mostra um caso de “antes e depois”, enfatizando como a simples tarefa de carregar mercadorias em uma loja pode ser um verdadeiro desafio para aqueles com necessidades especiais. Não foram revelados detalhes sobre o projeto, mas, pelo vídeo, percebe-se que foi usado o módulo de câmeras do Kinect acoplado a um notebook, que controla os motores do carrinho de compras.
Há tempos que o sistema de reconhecimento por vídeo do Xbox 360 tem sido usado das mais distintas maneiras, desde teleconferência em 3D até manipulação de raios em uma bobina de Tesla, mas o emprego do Kinect em aplicações de acessibilidade tem aumentado, caso do projeto que permite controlar uma cadeira através de gestos das mãos e, agora, do wi-GO.
Fonte: Tecnomundo

sexta-feira, 16 de março de 2012

Garçons cegos na rede de restaurantes dos sentidos Dans le Noir


A proposta da rede de restaurantes Dans le Noir – do francês ´no escuro´ – é experimentar diferentes sensações, saboreando as refeições sem os preconceitos estabelecidos pela visão. Inaugurado no final de 2004 em Paris, o conceito do estabelecimento prova ter conseguido uma fórmula certa de atrair o público: usar a sensibilidade dos sentidos. Com o sucesso, o restaurante criado pelos ex-publicitários Edouard de Broglie e Etienne Boisrond  ganhou uma filiais em Londres, Barcelona, São Petersburgo e Kiev.
O projeto da dupla francesa consiste em servir as refeições no mais completo escuro, como o próprio nome diz. Quando os clientes chegam ao restaurante, passam por duas salas de luminosidade decrescente, até chegar a uma terceira, em fila indiana, onde não há qualquer iluminação e as janelas são vedadas com insulfilm. Nenhum tipo de luz é permitido em seu interior, nem mesmo relógios ou celulares. No breu, são guiados e servidos somente por garçons cegos ou com forte deficiência visual, em oposição ao que ocorre no dia-a-dia.
Sobre a mesa, copos de vidro inquebrável. Os pratos são escolhidos no bar iluminado e 90% das pessoas optam pela sugestão do chef: o menu surpresa, também chamado de menu confidence. Para os amantes da culinária francesa, significa deixar por conta do chef a escolha da refeição completa, desde a entrada até a sobremesa. Não há qualquer tipo de surpresa desagradável na escolha dos pratos. As refeições correspondem à normalidade de qualquer restaurante, com uma refinada e moderna cozinha internacional. O diferencial está mesmo no ambiente.
Segundo os criadores, a intenção é acentuar o sabor dos pratos, criando uma experiência gastronômica única. Como não há recepção de luz pelos olhos, o sentido da visão fica inoperante e o corpo passa então a trabalhar com uma percepção mais complexa, ativando ao extremo sentidos como o paladar, o tato, o olfato e a audição. De Broglie acredita que esse tipo de restaurante é uma forma perfeita de experimentar pratos usando somente as papilas gustativas. “O conceito que se esconde atrás da comida é a reeducação do paladar e da mente dos clientes, para fazê-los sentir verdadeiramente o gosto da comida. Na minha cozinha, o menu surpresa é feito com fortes sabores e aromas, assim como diferentes temperaturas e texturas. Todos estes fatores produzem uma experiência pedagógica.”, explica o chef da filial de Londres, Eugene Kuikhoven.
A idéia é transformar o Dans le Noir? em um conceito global e levá-lo para outros cantos do mundo. Diferentemente de Paris e Londres, em Moscou o restaurante foi aberto em esquema de franquia. O sucesso nas cidades é grande. De acordo com a imprensa francesa, a reserva para uma mesa local deve ser feita com algumas semanas de antecedência. Outras cidades do mundo já imitaram a idéia. No Canadá, em Montreal, é possível comer no Onoir sob as mesmas condições: escuridão total e serviço realizado por cegos. Os alemães contam com o Usicht-Ba, em Berlim e Colônia. Será que nenhum empresário brasileiro se anima com a idéia?



segunda-feira, 12 de março de 2012

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet
Clique no link abaixo para ver o vídeo de Derek no Havai
Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
O facto de ser cego não impediu o jovem brasileiro Derek Rabelo de seguir o seu sonho e surfar as ondas do mar. O caso deste surfista, de 19 anos de idade, é relatado num vídeo que está a circular um pouco por todo o mundo, através da internet.

Derek é brasileiro, da cidade de Guarapari, e gosta tanto de surfar que foi passar o Inverno ao Havai onde conheceu três veteranos do desporto: Eddie Rothman e os seus dois filhos Makua e Koa.
Os três surfistas ficaram tão impressionados com a história de Derek Rabelo que o hospedaram em sua casa e lhe deram uma prancha nova, além de um apoio da marca de roupa Da Hui.
Um dos irmãos, Makua, admite que quando soube pela primeira vez que Derek surfava não acreditou mas agora não hesita em afirmar que o jovem brasileiro "é o surfista mais incrível do mundo". "É o meu novo herói", sublinha.

Fonte : http://boasnoticias.clix.pt

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Beethoven. A surdez lhe impediu de ouvir, porém nunca deixou de compor.


Beethoven era alemão, mas seu nome de família mostra a ascendência holandesa. A palavra “bettenhoven” significa canteiro de rabanetes e é o nome de uma aldeia na Holanda. A partícula “van” também é bastante comum aos nomes holandeses. O avô do compositor era da Bélgica e a família Beethoven estava há poucas décadas na Alemanha na época do nascimento de Ludwig. O avô Beethoven trabalhava como diretor de música da corte de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, pai de Ludwig, o seguiu na carreira, mas sem o mesmo êxito. Johann percebeu que o pequeno Ludwig tinha talento e tratou de obrigar o filho a estudar muitas horas por dia.
Ludwig deixou a escola com apenas 11 anos e aos 13, já ajudava no sustento da casa, trabalhando como organista, cravista, músico de orquestra e professor. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios. Em 1784, Beethoven tornou-se amigo do jovem conde Waldstein, que notou o talento do compositor e o enviou para Viena, na Áustria, para que se tornasse aluno de Mozart. O breve relacionamento entre os dois compositores, porém, é incerto e pode nem ter acontecido, segundo algumas fontes. Em duas semanas, Beethoven voltou para Bonn, devido à morte da mãe.
Começou então a fazer cursos de literatura, como uma forma de compensar sua falta de estudo. Teve contato com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa e a literatura pré-romântica alemã de Goethe e Johann Schiller. Esses ideais se tornariam fundamentais na arte de Beethoven. Em 1792, Beethoven partiu definitivamente para Viena, novamente por intermédio do conde Waldstein. Dessa vez, Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn – a quem chamaria de “papai Haydn”. Beethoven também teve aulas com outros professores.
Seus primeiros anos vienenses foram tranqüilos, com a publicação de seu Opus 1, uma coleção de três trios, e a convivência com a sociedade aristocrática vienense, que lhe fora facilitada pela recomendação do conde. Era um pianista de sucesso e soube cultivar admiradores. Surgiram então os primeiros sintomas da surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e teve o diagnóstico uma congestão dos centros auditivos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição. Escondeu o problema de todos.
Em 1802, por recomendação médica, foi descansar na aldeia de Heilingenstadt, perto de Viena. Em crise, escreveu o que seria o seu documento mais famoso: o “Testamento de Heilingenstadt”. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, que nunca foi enviada, onde ele reflete, desesperado, sobre sua arte e a tragédia da surdez. O suicídio era um pensamento recorrente. O que o fez mudar de idéia foi encarar a música como missão: “Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim.” Só em 1806, Beethoven revelou o problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto n° 9: “Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!”.
Beethoven nunca se casou e sua vida amorosa foi uma sucessão de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas viu realizado um amor correspondido. A revelação está na “Carta à Bem-Amada Imortal”, escrita em 1812. A identidade dessa mulher nunca ficou clara e suscitou muitas especulações. Um de seus biógrafos concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt.
Em 1815, o irmão de Ludwig, Karl, morreu deixando um filho de oito anos para ele e a mãe da criança cuidarem. Beethoven lutou na justiça para ser seu único tutor e ganhou a causa. Beethoven passou os anos seguintes em depressão, mas, ao sair dela em 1819, deu início a um período de criação de obras-primas: as últimas sonatas para piano, as “Variações Diabelli”, a “Missa Solene”, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas. Foi em plena atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente – pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. Morreu no dia 26 de março de 1827. Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo.
Estudiosos costumam dividir a obra beethoveniana em três fases. A primeira incluiria as obras escritas entre 1792 e 1800. A segunda fase corresponderia ao período de 1800 a 1814, marcado pela surdez e pelas decepções amorosas. São características dessa fase obras como a sinfonia “Eroica”, a “Sonata ao Luar” e os dois últimos concertos para piano. A última fase, de 1814 a 1827, ano de sua morte, seria o período das obras monumentais: a Nona Sinfonia, a “Missa Solene”, os últimos quartetos de cordas.
A obra de Beetoven inclui uma ópera (“Fidelio”), música para teatro e balé, missas; sonatas; cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino, violoncelo e piano; música de câmara (os quartetos de cordas) e nove sinfonias. A Sinfonia n° 3, “Eroica”, foi planejada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte. A Nona, talvez a obra mais popular de Beethoven, marcou época. Sua grande atração é o final coral, com texto de Schiller, a “Ode à Alegria”.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Kevin Connolly, o ciborgue. Uma vida sem pernas, mas cheia de conquistas.


Imagine nascer sem as pernas. Agora, imagine usar sua baixa estatura para lançar uma carreira bem-sucedida como autor de sucesso, esquiador do XGames e fotojornalista esmagador de paradigmas – tudo aos 25 anos. Conheça o baixinho mais casca-grossa do planeta (Christopher Solomon).
O sol da manhã surge como um imenso ovo frito por detrás dos Picos Espanhóis em Montana. Kevin desce do banco do motorista de sua Toyota RAV4 especialmente adaptada e anda com as mãos e a bunda até a caçamba da picape, onde descarrega o maquinário do dia: um mono-esqui de fibra de carbono e titânio equipado com um pistão de snowmobile que parece ter saído do armário do Exterminador do Futuro. Ele o projetou no ano passado. Kevin se prende ao assento envolvente de fibra de carbono, encaixa o esquema todo em um enorme esqui para neve powder, e o Ciborgue está pronto: metade homem, metade máquina, 100% radical.
Kevin Connolly já fez mais coisas sem pernas aos 25 anos do que a maioria das pessoas consegue fazer na vida inteira. Com saúde perfeita em todos os demais aspectos, ele esquiou nos X Games de inverno cinco vezes só por curtição, chegando a ganhar a medalha de prata em 2007 e de bronze este ano da categoria MonoSkier X, que é o skiercross para deficientes. No ano passado, ele publicou sua bem recebida biografia, Double Take, publicada pela editora HarperCollins. Fotógrafo documental que roda o mundo, seu trabalho já foi exibido em galerias renomadas das Estados Unidos e Europa. Atualmente, ele está preparando um novo projeto fotográfico: uma busca mundial por pessoas com deficiências que criaram soluções ao estilo MacGyver. A renda combinada de seus trabalhos como escritor e fotógrafo, mais os honorários por palestras, dá uma boa soma para um vagabundo do esqui.
Quando o jovem Kevin não gostou de suas pernas mecânicas, seus pais decidiram deixá-lo “andar” por aí se puxando com os braços e arrastando a bunda, do jeito que muitas vezes se move ainda hoje. “O que meus pais pouparam em sapatos, gastaram em calças”, brinca ele no livro Double Take. “Foi difícil para ele”, conta seu pai, Brian, que trabalhou como entregador da Frito-Lay durante a maior parte da infância de Kevin. “Eu não o carregava no colo. Eu o fazia atravessar o estacionamento andando.”
Ele estudou nas escolas públicas de Helena, primeiro indo de classe em classe com suas mãos, e mais tarde em uma cadeira de rodas. Exceto por um espancamento por bullying no primário, ele sofreu surpreendentemente pouca perseguição dos colegas. “A novidade acabou logo”, lembra Kevin. O senso de humor também ajudou. “Sou o único cara do mundo com dois filhos e meio”, Brian ainda gosta de brincar. “O papai morre de orgulho de ter acertado bem na média nacional”, devolve Kevin.
Na quarta série, Kevin implorou para entrar no Clube de Luta Greco-Romana do colégio. Seu pais deixaram, sob a condição de que ele não poderia desistir depois de começar. Kevin sofreu a temporada inteira, usando um uniforme com os buracos para as pernas costurados, sem ganhar uma única lutazinha.
A luta greco-romana não durou muito tempo, mas o esqui sim. Num dia de janeiro, não muito depois do fiasco das lutas, Brian levou Kevin, então com 10 anos, a um programa de esqui adaptado. Ele deveria apenas dar umas voltas com um acompanhante em um tobogã. Mas aquela primeira descida fez algo soar dentro de Kevin, que abraçou o esporte intensamente.
Aos 13 anos, ele tinha seu próprio mono-esqui. Aos 14, já era o campeão geral de esqui alpino para deficientes dos EUA – um título que manteve por três anos consecutivos.O esqui na neve é um esporte de ângulos. É preciso usar os quadris para conseguir fazer uma boa curva. Para desenhar uma curva, é preciso usar o dedo do pé do lado de dentro. Kevin não tem quadris, muito menos dedos do pé. Como ele ficou tão bom? A força física dele ajudou. No segundo ano do colegial, Kevin já levantava 135 quilos na musculação e tinha o dobro da densidade óssea nos ombros que seus colegas – uma força que usava para empurrar e manobrar seus bastões de esqui, que funcionam como os yakos – aqueles suportes que mantêm o equilíbrio das canoas polinésias. Para melhorar ainda mais sua habilidade, ele brincava de pega-pega na Big Sky com o esquiador de provas de velocidade aposentado Ben Langguth, 44 anos. “Ele provavelmente faz as melhores curvas que já vi qualquer pessoa fazer”, admira-se Ben.
Mas Kevin preferiu manter seu hobby apenas como um hobby – diz que compete nos X Games “para se divertir” –, pois tinha outros interesses, como os lugares selvagens. No verão depois de seu primeiro ano na faculdade, Kevin fez uma viagem sozinho mochilando pelas escarpadas montanhas Tobacco Root, no sudoeste de Montana. Durante quase duas semanas, ele se locomoveu usando as mãos, avançando 6,5 quilômetros por dia e usando um revólver calibre 38 no caso de algum leão-da-montanha aparecer. “Ele é um safado durão”, orgulha-se seu pai”
Durante a faculdade, Kevin foi para o exterior para estudar cinema na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, e para viajar pelo mundo em seu skate. Logo antes de deixar sua casa para ir para a Universidade Estadual de Montana, ele havia descoberto que em cima de uma prancha de skate ele era veloz e independente – e que passar correndo pelas bundas e pelos bundões na calçada era bem mais divertido que as alternativas tradicionais (suas próteses agora são ocasionalmente usadas como recipientes de salgadinhos em festas).
Kevin descobriu que as pessoas olhavam para ele de um jeito diferente. Passar da cadeira de rodas e das próteses ortopédicas para o skate, tornando-se o Ciborgue, foi um ato de transgressão. Dependendo de para onde viajava, ele se tornava um pedinte, um santo ou uma aberração. Em Kiev, uma mulher enfiou 200 hryvnias na sacola de sua câmera. Outra mulher o agarrou no metrô e começou a dirigir-lhe preces em iídiche. Um anão em um bar em Greymouth, na Nova Zelândia, desafiou-o para uma luta. Quando Kevin concordou, o anão sumiu.
Um dia, de saco cheio disso em Viena, na Suíça, Kevin decidiu se vingar e tirou uma foto de um cara que o encarava de queixo caído. Foi uma “catarse em miniatura”, escreveu ele em Double Take. “Usei meu próprio jeito de ficar encarando.” Essa clicada foi o começo de um vício. Nessa viagem e numa outra depois ao redor do mundo, ele tirou cerca de 33 mil fotos, sempre furtivas, sempre das reações das pessoas ao garoto sem pernas. As fotos são, do ponto de vista técnico, razoáveis. Mas virtuosismo não é o objetivo. São fotos com um senso de urgência. Como todo bom documentário, elas te tiram do seu modo normal de observação.
As fotos tornaram Kevin famoso. Ele voltou à Universidade Estadual de Montana, marcou uma apresentação de slides no campus, e mostrou as imagens para uma casa cheia. Um mês depois, o programa 20/20, da rede ABC, o convidou para uma entrevista. Menos de um ano depois ele tinha um contrato para publicar um livro. Desde então, suas imagens foram exibidas no Smithsonian, no Kennedy Center e em galerias do México à República Checa. “É difícil esquecer as fotos de Connolly – esse nível de honestidade na observação da curiosidade e da diferença entre os seres humanos”, conta Stephanie Moore, uma antiga diretora de artes visuais da VSA, uma organização beneficente do Kennedy Center que exibe o trabalho de artistas com deficiências. “Ele levou a fotografia a uma nova direção, modificou-a para captar um novo ponto de vista.”
Atualmente, Kevin está bolando seu segundo projeto fotográfico. Com o nome provisório de Low Lifes, ele o levará a lugares como a Índia e o Afeganistão, onde irá procurar pessoas que são singulares e eficazes em seus modos de transporte. “É Diane Arbus [fotógrafa norte-americana, cuja cinebiografia é contada no filme A Pele] para quem gosta de tecnologia”, explica.
Kevin não está planejando viajar de skate desta vez. Ele está trabalhando com uma empresa de design e desenvolvimento de produtos em uma versão modificada das “pernas de chita” do corredor sul-africano Oscar Pistorius, com uma mola debaixo de seu traseiro, e com muletas parecidas com molas para se mover. “E se um carinha sem pernas pudesse correr por um estacionamento mais rápido que alguém usando uma passada bípede?”, pergunta ele. “Isso é muito Ciborgue, porra!”
Qualquer outra pessoa que nascesse sem pernas poderia muito bem passar seus dias xingando Deus. Em vez disso, Kevin se pergunta quais portões sua condição lhe abrirá em seguida. Conforme ele me disse certa vez, com um sorriso, enquanto se preparava para acabar comigo na Big Sky, “é uma época bem legal para não se ter pernas”.
Veja abaixo as fotos do projeto The Rolling Exhibition, que Kevin tirou pelo mundo (clique na foto para ampliar):
Fonte: Go Outside

domingo, 29 de janeiro de 2012

Frank Williams. Estar sobre rodas sempre fez parte de sua vida


Abandonado pelo pai à nascença, mau aluno em tudo menos em línguas (fala inglês, italiano, francês, alemão, árabe e japonês - idioma que sempre utilizou para falar com o Sr. Honda), Frank Williams foi motorista de caminhão e ajudante de padeiro. Estreou-se como piloto em 1963, mas alguns maus resultados e os acidentes de vários amigos levaram-no a abandonar em 1967. Rapidamente, porém, montou a sua primeira equipe – a Frank Williams Racing Team, mais tarde transformada em Williams Grand Prix Engineering.
Em 1986, Frank Williams regressava a Inglaterra vindo do circuito de Paul Ricard, em Dijon. Pisava forte no acelerador, quando o piso escorregadio provocou uma forte derrapagem do seu veículo, empurrando-o contra os "rails" de protecção. No acidente, Frank Williams partiu o pescoço e foi obrigado a locomover-se permanentemente numa cadeira de rodas. A sua determinação, porém, mantém-se. Até porque Williams, no início da temporada de 1987, já estava novamente nas "boxes".
Hábil negociante, Williams chegou a incluir 15 logotipos diferentes nos carros de corrida de Mansell e Piquet, um dos quais pertencente à infantil Chicco. Do carro de corrida totalmente branco de Alan Jones aos horríveis Williams azul-marinho de 73, a marca já tentou tudo, sobretudo nos dramáticos anos 70, quando esteve praticamente falida.
Riem-se os amigos de Frank Williams quando contam que os carros de corrida da marca já foram pintados em árabe, com o nome da Saudia Airline, que praticamente ninguém conseguia ler. Mas todos reconhecem que, empenhando o relógio, o carro ou a casa, Frank Williams já salvou a marca dezenas de vezes. Não foi à toa que o "manager" ganhou a vida nos anos 50 vendendo pneus usados como se fossem novos!
Fetiche brasileiro... e uma mulher
Os fascínio de Frank Williams por pilotos brasileiros já vem de longe. No início dos anos 70, quase assinou contrato com a jovem promessa Emerson Fittipaldi, mas o brasileiro optou por ficar ligado à Lotus.
Anos mais tarde, também José Carlos Pace não se deixou seduzir. No início dos anos 80, Williams percebeu as qualidades de Nélson Piquet, mas a Brabham foi mais rápida. Em 1986, porém, Williams, contratou o piloto, que seria campeão no ano seguinte.
Em 1994, Ayrton Senna deixou-se seduzir pelas ideias do "manager", mas o acidente fatal do brasileiro impossibilitou-o de marcar qualquer ponto ao volante da marca.
Místico como poucos, Williams assegura que tão cedo não contratará outro brasileiro, mas quem o conhece sabe que, mal um piloto de Veracruz mostre algum talento, o "velho" Williams não deixará de o recrutar!
É assim este homem de ideias seguras, um homem que, em 1975, não hesitou também em conceder um volante à pioneira Lella Lombardi!
Os "casos"
Em 1992, depois de Mansell conquistar o seu primeiro título mundial, a marca contratou Alain Prost (que então se preparava para comprar a Ligier) e não conseguiu forçar o inglês a aceitar o estatuto de segundo piloto. Mansell saiu para a Fórmula Indy, e Williams contratou Damon Hill, satisfazendo em parte o orgulho britânico... No ano seguinte, Prost viu-se na mesma situação.
Campeão Mundial, o francês foi confrontado com a contratação de Ayrton Senna como primeiro piloto. Naturalmente, abandonou a Fórmula 1. Em 1996, mais uma vez, Williams destituiu um campeão mundial: Damon Hill ganhara o Mundial, mas foi acusado de pensar mais nele do que na marca. E quem conhece Frank Williams sabe que, para ele, apenas um título conta: o de Construtores.
Aliás, da Williams, já se sabe, qualquer milagre é possível, mas houve épocas francamente negativas. Em 1988, depois de vencer o mundial de Construtores e o de Pilotos (Piquet), a Williams perdeu a parceria da Honda sem qualquer aviso prévio. O resultado foi dramático: 20 pontos em toda a temporada, já que os motores Judd não estavam à altura das circunstâncias! Do ponto de vista pessoal, a morte de Senna, em 1994, foi igualmente penosa, tanto mais que o brasileiro não conquistou nenhum ponto ao serviço da marca.
Por outro lado, os anos 80 foram a década da consagração da marca. Em 1980, o surpreendente Alan Jones sagrou-se Campeão Mundial, e a Williams venceu o troféu de Construtores. O ano de 1987 permitiu também a "dobradinha" Piquet/Williams, tal como em 92 (Mansell), 93 (Prost), 96 (Hill) e 97 (Villeneuve). Longe iam os tempos em que Frank e Patrick Head desenhavam carros de corrida numa velha fábrica de tapetes...
Fonte: Portal F1

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pessoas portadoras de deficiência fazem mergulho

MergulhoUm grupo de pessoas portadoras de deficiência desafia as dificuldades e faz do mergulho a melhor forma de escapar às limitações que enfrentam em terra.

O projecto é da organização DDI, que este fim-de-semana promove o primeiro encontro internacional em Tavira.

Uma equipa de reportagem da TVI foi acompanhar uma viagem às Berlengas e mergulhar nesta aventura especial.