domingo, 22 de agosto de 2010

Praias acessíveis...uma anedota!



Ao ouvir o meu marido dizer que há muitos anos não íamos à praia, e por ter necessidades especiais na escolha da mesma, decidi procurar na Internet praias acessíveis...remeteu-me para o site do INR, onde encontrei uma lista muito extensa, mas pouco detalhada, que em nada me elucidou. No entanto, no site da Associação Salvador, lá consegui por fim uma explicação detalhada das condições das praias. E lá rumei eu, mais os 4 filhos e o marido, toda encantada para a Costa da Caparica, nomeadamente para a praia do CDS, visto que segundo informações teria inclusive cadeira para ir ao banho...
Bom, ao chegar lá, de facto fiquei entusiasmada porque naquela correnteza de praias todas tinhas a bandeira de praia acessível...até começar a descer a rampa.
Filhos, sacos, chapéus de sol...e no fim da rampa um buraco enorme, entre a rampa e a rampa da praia, propriamente dita...
E agora pensámos, nós? Os Nadadores Salvadores estavam lá só para fazer vigia à praia por certo, porque, não só no meu caso, mas em todos que assisti, nem se dirigiam à passadeira para oferecer auxilio fosse a quem fosse, nem para ir buscar a cadeira que permite que os deficientes motores possam ir à água, inclusivamente fiquei na dúvida se serviria só para decorar o restaurante do Barbas ou para dar prazer a quem não pode disfrutar da praia de outra forma...
Adiante...Marido pega na cadeira de um lado, filho mais velho de outro, mais a boa vontade de quem passa, lá cheguei à praia. Se tentasse ser independente, eu e todos os outros que lá fomos, no engodo da praia acessível, ficava com a frustração de a contemplar do calçadão.
Mas fiquei com a alegria de ver a felicidade dos meus filhos no mar...e a tristeza com que me perguntavam se não queria mesmo ir ao banho...eu querer, queria, mas como???
Agora peço eu à Câmara Municipal de Almada, que tanto alarde faz das praias acessíveis:
CUSTA MUITO VERIFICAR AS CONDIÇÕES EM QUE SE ENCONTRAM AS MESMAS?
Custa muito tapar com a areia os desníveis entre as rampas de madeira e as da praia? E já agora, faz algum sentido que tenhamos que pagar a utilização das casas de banho, mesmo que seja para esvaziar o saco da algália?
Gostava imenso que alguém me explicasse um dia destes o sentido da palavra ACESSÍVEL em Portugal...Gostava mesmo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cadeira de rodas com nova tecnologia proporciona mais liberdade a paraplégicos

O designer David Bulfin desenvolveu a iBot DEKA, uma cadeira de rodas cheia de inovações concebidas para capacitar as pessoas com deficiência a viver normalmente e não dependerem de nenhuma infra-estrutura de acesso. 

Essa cadeira de rodas foi baseada na tecnologia Segway, e usa uma estrutura de rodas modular que dá a paraplégicos a capacidade de sentar, levantar e subir escadas com mais conforto e independência. A DEKA possui um sistema que, quando o usuário se desloca para uma postura ereta, se ajusta automaticamente ao corpo do mesmo alterando a sua forma.

Outra vantagem do produto é que ele possui um sistema de computação que trabalha com um servidor em casa, ou seja, a cadeira de rodas se torna um dispositivo de estilo de vida, pois possibilita que o usuário manipule GPS de navegação, por exemplo. 

Caso o usuário caia da cadeira, há um outro dispositivo que faz com que a DEKA localize e aborde o mesmo. Além disso, também funciona como braço da chave sem fio, com funcionalidades básicas de controle remoto. 


Por fim, essa cadeira de rodas possui quatro pequenas rodas avulsas para uso interno, que permitem alta manobrabilidade em torno de mobiliário e através das portas. Sobre as rodas principais, a cadeira de rodas iBot DEKA pode atingir uma velocidade máxima de 10 mph. 

Fonte: http://revistapegn.globo.com/  (29/07/2010)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade

Logotipo PAIPDI

Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade


O Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI) foi adoptado pelaResolução do Conselho de Ministros nº120/2006, de 21 de Setembro.
Este primeiro Plano de Acção define um conjunto de medidas de actuação dos vários departamentos governamentais, bem como metas a alcançar no período compreendido entre 2006/2009 com vista a criar uma sociedade que garanta a participação efectiva das pessoas com deficiência.
O Plano tem cinco objectivos estratégicos:

  1. A promoção dos direitos humanos e o exercício da cidadania.

  2. A integração das questões da deficiência e da incapacidade nas políticas sectoriais.

  3. A acessibilidade a serviços, equipamentos e produtos.

  4. A qualificação, formação e emprego das pessoas com deficiências ou incapacidades.

  5. A qualificação e formação dos profissionais que prestam serviços às pessoas com deficiências ou incapacidade.
Paralelamente, foi criada uma Comissão de acompanhamento coordenada pelo INR, I.P., que faz a avaliação e monitorização da execução do PAIPDI.