quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ortótese ativa auxilia portadores de lesão medular

Pesquisadores espanhóis criaram uma órtese ativa que ajuda as pessoas com lesões parciais na medula espinhal a caminhar.
O primeiro protótipo desenvolvido na Universidade Politécnica da Catalunha aciona os músculos afetados por uma lesão medular incompleta.
A órtese ativa controla joelho e tornozelo, usando acionadores mecânicos e elétricos.
Mas o objetivo do projeto é mais ambicioso, incluindo o desenvolvimento de dispositivos auxiliares personalizados para cada caso específico de lesão medular.
Essa personalização vai melhorar a autonomia do paciente e sua adaptação ao dispositivo.

Órtese ativa

Uma das grandes novidades deste modelo de órtese ativa é a concepção mecânica da articulação do joelho, que incorpora dois sistemas independentes para a ação e o bloqueio da articulação.
Desta forma, o dispositivo oferece um apoio mais adequado às diferentes fases do caminhar do que os sistemas atualmente comercializados.
A nova órtese ativa é resultado de um projeto que reúne robótica e ortopedia, juntando o acionamento mecânico controlado eletronicamente com um equipamento que deve ser cômodo e leve.
Outro ganho é o baixo consumo de energia, o que favorece a autonomia do dispositivo - o bloqueio do joelho é mecânico, e não elétrico.
O motor, localizado ao lado do joelho, é ativado ou desativado a partir de sensores nas solas dos pés, que indicam quando a planta do pé toca o chão.
Sensores adicionais medem o ângulo das articulações para saber o estágio do caminhar que o usuário está executando.

Exoesqueletos e órteses passivas

Hoje, os aparelhos ortopédicos mais usados são órteses passivas, que não auxiliam o movimento externo do joelho.
Há também os
 exoesqueletos para toda a perna, que incorporam seis atuadores para as articulações dos
quadris, joelhos e tornozelos. Mas esta complexidade torna o equipamento mais pesado e mais caro, além de serem projetados para pessoas com lesão medular total.
Fonte: Diário da Saúde

Sensibilização nas escolas - Associação Salvador


Nos últimos três anos a Associação Salvador desafiou as escolas com 3ª Ciclo e/ou Secundário a desenvolverem trabalhos sobre a temática da deficiência. A receptividade tem sido grande, havendo de ano para ano um maior número de participações. É bom sentirmos que a deficiência motora é cada vez mais um tema que é levado para dentro das escolas, pois só desta forma se conseguirá desmistificar os preconceitos existentes.
Para o ano lectivo 2011/2012, a Associação Salvador convida todos os alunos do 3º ciclo e secundário a  organizarem um projecto com vista a sensibilizar a comunidade envolvente para o tema da deficiência motora.
Alguns exemplos de acções a realizar: (1) sensibilização junto dos espaços para melhorarem as acessibilidades físicas, (2) "pedi-paper" em cadeira de rodas, (3) exposição, (4) dia dedicado ao desporto adaptado, (5) evento de angariação de fundos para ajudar uma pessoa com deficiência residente na zona.
O projecto pode ser desenvolvido no âmbito das disciplinas de formação cívica, ou outras que considerem pertinentes.
A Associação Salvador analisará as diversas propostas recebidas, à luz de três critérios: criatividade, capacidade de execução e impacto na comunidade .
As escolas cujos grupos de alunos apresentarem as melhores candidaturas de cada distrito, poderão receber uma palestra da Associação Salvador, que tem como objectivo desmistificar o tema da deficiência, e que será dada pelo Salvador Mendes de Almeida ou por outro voluntário com deficiência motora com uma história de vida semelhante.
As candidaturas estão abertas até 17 de Dezembro 2011.
Podem solicitar o envio do folheto com o formulário de inscrição, caso a vossa escola não o tenha recebio, através de info@associacaosalvador.com .

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Universidade de Coimbra cria Roteiro Turístico em Braille


Os cegos que visitam a Universidade de Coimbra têm ao seu dispor o circuito turístico em braille. Produzido pelo Gabinete de Apoio a Necessidades Educativas Especiais, o Roteiro Turístico da UC em braille assume formato A5 e está disponível em duas versões: Português e Inglês.
A criação desta ferramenta “surge com o objetivo de tornar a visita aos espaços turísticos da Universidade de Coimbra mais acessível, nomeadamente às pessoas cegas, permitindo-lhes não só acompanharem com mais pormenor as explicações dadas pelos técnicos, mas também guardarem consigo a história e os monumentos e usufruírem de repetidas leituras saboreando este circuito turístico”, afirma Maria Isabel Teixeira, do Gabinete de Apoio a Necessidades Educativas Especiais da UC.
A inclusão social “começa em cada um de nós com pequenos gestos no dia-a-dia e deve ser vista no seu todo e não fragmentada por áreas de intervenção. Sendo a Universidade de Coimbra uma universidade setecentista, que alia a tradição à modernidade e referencial na área de investigação, é por si uma instituição humanista consciente da sua influência na sociedade e, por isso mesmo, preocupada com uma sociedade no seu todo, procurando criar as acessibilidades necessárias para a receber”, sustenta.
A Universidade de Coimbra é um dos principais destinos turísticos portugueses. Todos os anos visitam o Paço das Escolas cerca de 500 mil turistas das mais diversas proveniências. Entre outros espaços, o circuito inclui visita à Sala dos Capelos, Sala do Exame Privado, Sala das Armas, Torre, varanda panorâmica, Biblioteca Joanina (piso nobre e intermédio), Capela de S. Miguel e Prisão Acadêmica.
A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas da Europa. Fundada em Lisboa por D. Dinis em 1290, foi definitivamente transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real Medieval. Durante os reinados de D. João V e D. José I, a instituição sofreu grandes reformas, não só a nível do ensino, mas também no que respeita à construção de novos edifícios de estilo barroco e neo-clássico.
Biblioteca Joanina
A construção iniciou-se em 1717, sob a égide de D. João V e é a mais famosa biblioteca em Portugal, devido ao seu estilo único. No piso superior, a biblioteca é composta por três salas, comunicantes por arcos decorados em madeira policromada, idênticos à estrutura do portal. As paredes estão cobertas por estantes lacadas de vermelho e verde escuro, com decorações em chinoiserie dourada. Ao gosto barroco, os teto estão ornamentadas com decorações de ilusão óptica. Os mais de 300 mil volumes que encerra esta “Casa da Livraria”, distribuem-se desde o século XII ao século XIVIII, e versam sobretudo sobre áreas como o direito (civil e canônico), a teologia e a filosofia.
Capela de S. Miguel
As obras da construção da Capela de S. Miguel iniciaram-se em 1517, sob a direção do arquiteto Marcos Pires. A fachada mostra uma porta em estilo manuelino, com acesso lateral através de uma porta neoclássica. No interior, é possível admirar um imponente órgão barroco de 1733, decorado em talha e chinoiseries ao estilo D. João V. As paredes da nave são revestidas de azulejos de tipo tapete, do século  XVII, e do século XVIII os da capela-mor. O retábulo principal (1605) é um trabalho maneirista.
Prisão Medieval e Acadêmica
Tendo a Universidade um foro próprio, era natural que a instituição dispusesse de um local de cárcere para os escolares condenados no âmbito desse direito privado. Assim, o cárcere situava-se (desde 1782 até à extinção do foro em 1832) no piso inferior da Casa da Livraria, sendo composto de pequenas salas abobadadas, sem luz direta, que os frequentadores forçados consideravam insalubres.
Sala das Armas
A Sala das Armas fazia parte da ala real do antigo paço. Alberga a panóplia das armas (alabardas) da Guarda Real Acadêmica, que ainda hoje são utilizadas pelos Archeiros (guardas) nas cerimônias acadêmicas solenes.
Sala dos Capelos
É nesta sala que atualmente têm lugar as mais importantes cerimônias acadêmicas, designadamente os Doutoramentos solenes, “honoris causa”, Investidura do Reitor e Abertura Solene das Aulas. Inicialmente, foi a sala do trono do Palácio Real de Coimbra. Na  segunda metade do séc. XVII foi remodelada, tendo ficado com o aspecto atual. No começo do séc. XVIII, as coberturas foram renovadas e as paredes superiores decoradas com telas que representam todos os reisde Portugal, enquanto o lambril foi coberto com azulejos do tipo tapete, fabricados em Lisboa. O teto, apainelado, com decoração de grinaldas e grotescos pintados, exibe a data de 1655.
Sala do Exame Privado
A sala onde, até à segunda metade do século XIX, se realizava o exame privado (que antecedia o doutoramento), reformada nos anos de 1701/ 1702, apresenta os retratos dos reitores dos séculos XVI a XVIII. No teto, como nas sobreportas, vêem-se os emblemas das Faculdades. O lambril de azulejos de albarrada, azuis e brancos, são de feitura conimbricense do século XVIII.

Exercícios para deficientes motores



A manutenção do tónus muscular é particularmente importante para as pessoas que são forçadas a levar uma vida sedentária devido a qualquer deficiência.
Estes exercícios de alongamento e tonificação podem ser executados por deficientes com mobilidade da cintura para cima. Para um programa mais completo feito à medida das suas necessidades, consulte o seu médico ou fisioterapeuta. Peça a opinião ao seu médico antes de dar início a qualquer programa de exercício físico. A cadeira de rodas deve estar travada enquanto faz os exercícios. Estes devem ser feitos com moderação.
Extensões cotovelo-braço
Para mobilidade do pescoço, do ombro e do cotovelo. Coloque a mão direita sobre o assento da cadeira e a mão esquerda sobre o ombro direito, cruzando o braço sobre o peito; vire a cabeça para a direita. Estenda o braço esquerdo na continuação do ombro esquerdo e vire a cabeça para a esquerda. Volte à posição inicial. Faça 8 vezes com cada braço.
Alongamentos cotovelo-ombro
Para alongar e fortalecer os músculos do peito e ombros. Dê as mãos atrás da cabeça, com os cotovelos unidos diante do queixo. Mantendo os cotovelos ao nível do queixo, puxe-os para trás o mais que puder. Faça 12 vezes.
Alongamentos do tronco
Para alongar a região inferior das costas e aumentar a mobilidade dos ombros. Mantenha os pés nos patins. Segure o braço direito da cadeira ou as costas do assento com a mão direita. Sente-se com as costas direitas e depois dobre- se para a frente, estendendo a mão esquerda para baixo. Conte até 6 e endireite- se. Repita 4 vezes com cada braço.
Elevações na cadeira de rodas
Para musculação do tricípite, região abdominal, costas e punhos. Coloque as mãos sobre os aros das rodas ou os braços da cadeira. Endireite os cotovelos para levantar o corpo da cadeira. Baixe o corpo contando até 3. Repita 4 vezes. Para fortalecer os abdominais laterais, levante ligeiramente o corpo da cadeira; balance as ancas para a direita e depois para a esquerda antes de se sentar de novo.

Integrar a pessoa com deficiência através do desporto


A Câmara de Oliveira de Azeméis realiza, no dia 29 de Outubro, o encontro «Inclusão para o Desporto», no âmbito da actividade da Comissão Municipal para a Deficiência.

A iniciativa, que conta com a parceria da Provedoria Municipal dos Cidadãos com Deficiência de Viseu e da empresa municipal de desporto GEDAZ, tem como tema central a questão do desporto adaptado.

O encontro, que decorre na biblioteca municipal Ferreira de Castro, pretende fomentar a importância do desporto na integração social de cidadãos com deficiência através da divulgação do desporto paralímpico.

Andebol 4 All e Boccia são as modalidades em destaque num encontro que tem como objectivo sensibilizar os profissionais na área do desporto escolar e envolver Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com resposta na área da deficiência.

A Provedoria Municipal dos Cidadãos com Deficiência de Viseu é um órgão que tem como funções fazer o levantamento dos obstáculos que visam a mobilidade e acessibilidade emitindo propostas e recomendações que visam a eliminação de barreiras urbanísticas e arquitectónicas.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hospitality: Serving Guests With Disabilities

Electricidade: Desconto social para beneficiários da pensão social de invalidez

 O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse hoje que os descontos sociais que começam segunda-feira para a energia vão chegar aos 5 euros numa factura média de 30 e que vão abarcar 700 mil famílias carenciadas.“Numa factura média de 30 euros, o apoio para estes grupos será de 5 euros por mês”, referiu o governante, sublinhando que aquelas 700 famílias vão pagar menos de energia do que pagavam mesmo antes do aumento do IVA.


Idosos com pensões mais baixas, desempregados de longa duração, famílias com rendimentos “muito baixos e com filhos a cargo” ebeneficiários da pensão social de invalidez serão os grupos contemplados com os descontos.

Mota Soares lembrou que o aumento do IVA da electricidade e do gás natural “não foi opção deste Governo”, mas resultou do memorando de entendimento que Portugal assinou com a troika “para garantir a sua solvência”.

“Mas foi um opção clara deste Governo tomar medidas que possam mitigar o impacto deste aumento”, afirmou.

Garantiu que o processo para pedir os descontos sociais “é muito simples”, devendo ser feito junto do respectivo operador de energia.

“Não têm de ir à Segurança Social nem pedir mais papéis”, disse.

Para estes descontos, uma medida que o ministro rotulou de “muito importante e de longo alcance, porque chega a muitas pessoas”, o Governo alocou 30 milhões de euros no Orçamento do Estado.

Mota Soares sublinhou que esta é uma das medidas da política de “ética social” do Governo, poupando as pessoas mais carenciadas a mais este esforço contributivo.

“Não é possível pedir mais a quem recebe 246 euros por mês, disse, lembrando ainda que o Governo também já decidiu descongelar as pensões mínimas, sociais e rurais.

O ministro da Segurança Social falava em Póvoa de Lanhoso, onde inaugurou o lar de idosos do Centro Social da Paróquia de Serzedelo, um equipamento construído ao abrigo do Programa Pares e que custou um milhão de euros.

O lar tem capacidade para 30 utentes em regime residencial e 20 em centro de dia, dando ainda apoio domiciliário a mais 60 pessoas.

Uma oportunidade aproveitada por Mota Soares para vincar a “mudança de paradigma” na área social, redesenhando o papel do Estado, “que deve ter a humildade de pedir ajuda às instituições que nasceram para ajudar”.

“A relação do Estado com as IPSS deve ser de parceria e não de tutela”, defendeu.

Lusa / SOL