Vocês,
Construíram estradas, centros culturais, pontes mas… mantiveram as barreiras nos passeios, nas
escolas, nos edifícios públicos, nos transportes.
Promulgaram uma lei sobre ensino que fala de inclusão mas … criaram turmas “especiais” onde só
estão meninos com deficiência.
São pródigos em discursos onde abundam palavras como inovação, empregabilidade,
sustentabilidade mas … que na prática se traduzem em despedimentos por inadaptação, controlo das
contratações, mobilidade.
Investiram milhões no BPN mas … reduzem em milhões o orçamento da saúde, da educação, da
justiça.
Concederam-se chorudas pensões vitalícias que podem acumular com vencimentos no sector privado
mas …legislaram a suspensão da pensão social de invalidez a quem ganhar mais de 167,69 euros.
Mantiveram os benefícios fiscais da banca mas …reduziram os benefícios fiscais aos trabalhadores e
reformados com deficiência.
Agora exibem-nos um Programa de Emergência Social que confirma a nossa condição de pobres.
Caridosa e apiedadamente vão-nos distribuir alimentos e medicamentos em fim de prazo, bastando
para tal que façamos prova da nossa qualidade de indigentes.
Estamos certos que esperam o nosso reconhecimento e gratidão.
Mas não, nós pessoas com deficiência não vos estamos reconhecidos. Vocês defraudam as nossas
expectativas. Mantêm, no geral, os obstáculos à nossa inclusão na sociedade. Impedem-nos de fazer
parte do desenvolvimento da sociedade. Relegam-nos para um plano secundário, indiferentes às
nossas propostas, às nossas soluções. O resultado é que a nossa actual situação é a de sempre:
marginalizados, isolados, pobres.
Usando do atributo de cidadãos de pleno direito que a Constituição da República Portuguesa nos
confere, acusamos-vos:
De não respeitarem a lei
Não honrarem os compromissos internacionais que assumiram
Malbaratarem os recursos que tiveram à vossa disposição
E exigimos práticas e políticas que garantam o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e
liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e o respeito pela sua dignidade
inerente.
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES
“Juntos por um mundo melhor: incluir as pessoas com deficiência no desenvolvimento” lema das Nações Unidas - 2011
Fonte : http://www.apd.org.pt/
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - 3 DE DEZEMBRO 2011 Mensagem dos cidadãos com deficiência aos membros dos governos de Portugal
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Manuela Ralha
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quarta-feira, dezembro 14, 2011
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Protesto
Prémio DIGNITAS 2011
A Associação Portuguesa de Deficientes (APD), com o patrocínio da Merck Sharp & Dohme (MSD) e o apoio da Escola Superior de Educação, institui o Prémio Dignitas, destinado a premiar os melhores trabalhos, publicados ou difundidos nos media portugueses, por profissionais da comunicação social, cujo tema seja a deficiência e que promova a dignidade das pessoas com deficiência, os seus direitos humanos e a inclusão social.
Lisboa, 3 de Dezembro de 2011
2011 Regulamento Prémio Dignitas
2011 Ficha de Inscrição Prémio Dignitas
O Prazo para entrega das candidaturas termina em 15 de Janeiro de 2012 (inclusive)
Júri do Prémio Dignitas 2010:
Júri do Prémio Dignitas 2010:
Humberto Santos - Associação Portuguesa de Deficientes
António Belo - Escola Superior de Comunicação Social
Ana Matos Ferreira - Amnistia Internacional
Duas personalidades designadas:
Paulo Neves – Professor do ISPA
Ana Maria Bérnard da Costa – Coordenadora do Projecto Rede Inclusão
Paulo Neves – Professor do ISPA
Ana Maria Bérnard da Costa – Coordenadora do Projecto Rede Inclusão
Atleta paraplégico escala Kilimanjaro, o ponto mais alto de África

Escalar o Monte Kilimanjaro é um desafio para qualquer pessoa. Mas torna-se uma tarefa mais impressionante quando realizada por um homem como Chris Waddel que, apesar de paraplégico, chegou ao ponto mais alto da África. O feito ficou registado num documentário que está a ser apresentado numa tour pelos EUA.
O filme de Chris documenta os momentos mais importantes da escalada ao Kilimanjaro, o ponto mais alto de África, com cerca de 5.800 metros. A escalada aconteceu em 2010 e o documentário foi lançado este ano, tendo já conquistado vários prémios em festivais.
O atleta Chris Waddell valeu-se da sua força de braços, da ajuda de um velocípede adaptado e da sua equipa, que foi abrindo o caminho para a escalada, de acordo o site da Fundação do atleta – One Revolution.
A fundação One Revolution tem por objetivo mudar as mentalidades e as expectativas existentes em relação às pessoas com deficiência. Além do documentário que está agora a percorrer os EUA numa tour, a fundação está a desenvolver uma cadeira de rodas todo o terreno, semelhante à que foi usada por Chris na escalada do Kilimanjaro.
Chris sofreu um acidente de ski em Vermont, em 1988. Ficou paralisado da cintura para baixo, mas um ano após o acidente já estava de volta às pistas usando um mono-ski.
Seguiu-se uma carreira de atleta paraolímpico de sucesso, em que Chris se tornou o atleta masculino mais condecorado, tendo conquistado 13 medalhas de ouro.
O Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa montanha branca em Masai, ou Kilima Njaro, montanha brilhante em kiSwahili), situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é uma montanha nevada erguida no calor da savana. A 5.895 metros de altura, o pico do Kilimanjaro, na Tanzânia, é o ponto mais alto da África. Estima-se que a neve esteja lá há pelo menos 12 mil anos, embora venha diminuindo desde meados do século 19. A cobertura nevada, que hoje corresponde a menos de 20% da original, deve sumir por volta de 2020.
Apenas três graus ao sul do equador, é composto por três cones vulcânicos Mawensi, Shira, e Kibo. Todos os vulcões estão extintos, exceto para Kibo, que é ativo e inativo ainda emite cheiros pesados de enxofre.
Clique AQUI para acessar o site oficial One Revolution e clique no link acima para visionar o trailer do documentário.
Para assistir o vídeo a seguir, você pode utilizar dos recursos de legenda, inclusive traduzidas para o português e diversas outras línguas. Veja como configurar este recurso acessando o link do post a seguir YouTube dará suporte a deficientes auditivos através de legenda por reconhecimento de fala
Fonte: Boas Notícias
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Manuela Ralha
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quarta-feira, dezembro 14, 2011
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Um dia na vida do João
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Manuela Ralha
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terça-feira, dezembro 13, 2011
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Diferença entre Deficiência Mental e Doença Mental

Muita gente confunde deficiência mental e doença mental. Essa confusão é fácil de entender: os nomes são parecidos; as situações envolvidas, para leigos, são também parecidas. Mas são duas coisas bem distintas.
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a deficiência mental é caracterizada por:
Um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos.
Ou seja, a deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
Já a doença mental engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos, neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.
O tratamento das duas condições também é diferente. Uma pessoa com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia. Alguns dos profissionais citados também participam do tratamento da doença mental, como os psicólogos e terapeutas ocupacionais. Mas, além deles, é imprescindível o acompanhamento de um psiquiatra. Esse médico coordena o tratamento, além de definir a medicação utilizada para controlar os sintomas apresentados pelo paciente.
Em resumo, a principal diferença entre deficiência mental e doença mental é que, na deficiência mental, há uma limitação no desenvolvimento das funções necessárias para compreender e interagia com o meio, enquanto na doença mental, essas funções existem mas ficam comprometidas pelos fenômenos psíquicos aumentados ou anormais.
É importante destacar que as duas podem se apresentar juntas em um paciente. Pessoas com deficiência mental podem ter, associada, doença mental. Sendo assim, o tratamento deve levar em conta as duas situações.
Fonte: Chá com Sig
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Manuela Ralha
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domingo, dezembro 11, 2011
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Saúde
Menino fica tetraplégico após andar em brinquedo na Disney
Um menino de 12 anos está em estado crítico, paralisado do pescoço para baixo depois de um passeio por um brinquedo da Disneyland Paris. A atração chamada, "The Hollywood Tower", simula um elevador que mergulha depois de ser atingido por um raio. De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, o menino sofreu uma contusão na coluna.
Bautista Riera, que é argentino, está em tratamento intensivo depois do problema. Logo após andar no brinquedo, ele teria reclamado com pai, que se sentiu mal. O menino então foi levado para a enfermaria do parque. Sua condição se deteriorou rapidamente e ele foi encaminhado para um hospital de Paris, especializado em crianças.
O jovem chegou ao local com seus membros superiores já paralisados, mas a paralisia rapidamente chegou aos membros inferiores e ele sofreu uma parada respiratória antes de ser levado às pressas para cuidados intensivos.
Um porta-voz da Disneyland Paris, disse que o menino havia andado em outra três atrações do Walt Disney Studios, antes do mal-estar.
Fonte: O Dia
Bautista Riera, que é argentino, está em tratamento intensivo depois do problema. Logo após andar no brinquedo, ele teria reclamado com pai, que se sentiu mal. O menino então foi levado para a enfermaria do parque. Sua condição se deteriorou rapidamente e ele foi encaminhado para um hospital de Paris, especializado em crianças.
O jovem chegou ao local com seus membros superiores já paralisados, mas a paralisia rapidamente chegou aos membros inferiores e ele sofreu uma parada respiratória antes de ser levado às pressas para cuidados intensivos.
Um porta-voz da Disneyland Paris, disse que o menino havia andado em outra três atrações do Walt Disney Studios, antes do mal-estar.
Fonte: O Dia
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Manuela Ralha
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Deficiência,
Reportagem
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Kim Peek, o portador da Síndrome de Savant foi a inspiração para o filme Rain Man

Os portadores de Síndrome de Savant são um mistério que fascina e intriga a ciência. Donos de uma memória extraordinária – são capazes de decorar livros inteiros depois de uma única leitura ou tocar uma música com perfeição após a primeira audição –, eles possuem ao mesmo tempo sérios défices de desenvolvimento, como uma grande dificuldade para falar e se relacionar socialmente. É assim que começa um texto da edição on-line do jornal O Globo.
Ainda segundo O Globo, a síndrome costuma aparecer em dez por cento dos autistas e também dois por cento das pessoas que sofrem algum tipo de dano no cérebro, provocado por acidente ou doenças. O mais famoso savant do mundo, o americano Kim Peek, que inspirou o director Barry Levinson a fazer o filme Rain Man, aprendeu a ler aos 2 anos e hoje, aos 55, sabe de cor mais de 7.500 livros.
“Eles desenvolvem habilidades excepcionais numa determinada área, mas mal conseguem comunicar-se e relacionar-se com as outras pessoas. Costumamos dizer que são como ilhas de excelência num mar de deficiências”, conta a O Globo o psiquiatra Estêvão Valdaz, coordenador do Projecto Autismo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Quem primeiro descreveu o savantismo foi o médico Langdon Down – que ficou famoso por ter identificado a síndrome de Down (vulgo mongolismo). Em 1887, Down apresentou à sociedade médica de Londres a história de dez pacientes que ele chamou, na época, de "idiots savants" ou sábios idiotas. De lá para cá, pouco se avançou no sentido de se descobrir as causas que levam essas pessoas a terem uma memória extraordinária. Muitos cientistas acreditam que a síndrome está relacionada a algum tipo de dano no hemisfério esquerdo do cérebro que forçaria o lado direito a compensar essa falha. Isto porque as habilidades desenvolvidas pelos portadores da síndrome, normalmente nas áreas de música, pintura, desenho e cálculo são todas relacionadas com esse hemisfério. Já as funções ligadas ao lado esquerdo, como a linguagem e a fala tendem a ser pouco desenvolvidas.
O uso de aparelhos que permitem “scanear” o cérebro, como a tomografia e a ressonância magnética, vem reforçando ainda mais essa teoria. O jornal O Globo refere ainda um estudo coordenado pelo americano Bruce Miller, da Universidade da Califórnia: mostrou que idosos que desenvolveram uma espectacular habilidade para a pintura depois de passarem a sofrer da doença de Alzheimer estavam com o lado esquerdo do cérebro danificado.
O psiquiatra Estêvão Valdaz conta ainda àquele jornal brasileiro que no hospital das clínicas onde trabalha, dos 1.500 pacientes autistas cerca de 150 são portadores da síndrome. A maioria tem uma incrível habilidade com os números, muitos fazem contas complicadíssimas em décimos de segundos – tão rápidos quanto uma máquina. Também são expert em calendários, conseguem calcular rapidamente, por exemplo, em que dia da semana vai cair uma determinada data, mesmo que seja um dia qualquer do próximo século.
“Apesar de possuíram uma memória espectacular, essas pessoas não sabem o que fazer com tudo aquilo o que aprendem. Não sabem como aplicar esse conhecimento na sua vida quotidiana. São, na verdade, grandes decorebas”, avalia o psiquiatra nas suas declarações a O Globo.
A Síndrome de Savant, que é quatro vezes mais frequente entre os homens, pode ser congénita ou adquirida após algum tipo de dano cerebral. Não é uma doença de diagnóstico fácil. Principalmente, quando surge em consequência do autismo, que costuma se manifestar na infância. Estêvão Valdaz diz que a maioria dos pais costuma ficar tão maravilhada com as habilidades do filho que custa a crer que na verdade a criança tenha algum problema.
Fonte: Ciência Hoje
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Manuela Ralha
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quinta-feira, dezembro 08, 2011
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