sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Comparticipação a equipamento TDT para pessoas com necessidades especiais


 
Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção, reformados e pensionistas com rendimento mensal até € 500,00 e pessoas portadoras de um grau de deficiência igual ou superior a 60%, que não tenham um televisor compatível com a televisão digital terrestre (TDT), podem beneficiar de um subsídio correspondente a 50% do preço do descodificador.
 
 
O programa de comparticipação a equipamento TDT abrange as pessoas com necessidades especiais, correspondendo a 50% do preço do descodificador, até ao limite de € 22,00, atribuído uma única vez por agregado familiar e após a compra do equipamento.

Para beneficiar deste desconto, é necessário preencher o formulário disponível no site oficial da TDT e nas lojas PT, juntar os documentos referidos no guia de candidatura ao programa de comparticipação, e enviar, no máximo até 60 dias após a data da fatura de compra do descodificador, para a morada: 
Apartado 1501
Estação de Correios de Devesas, Vila Nova de Gaia
4401-901 VILA NOVA DE GAIA.

Para mais informação, poderá consultar a página comparticipação a equipamento TDT para pessoas com necessidades especiais no site oficial da TDT ou contatar o número 800 200 838.


Data: 06-01-2012
Fonte: Portal do Cidadão com Segurança Social 

1ª Colóquio da Mithós em Vila franca de Xira



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ANDST - Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho

Exmo. Senhor
                                                                                  Ministro da Solidariedade e da
                                                                                  Segurança Social
                                                                                  Praça de Londres, 2-16º
                                                                                  1049-056 LISBOA

 ASSUNTO: Novo Programa de Financiamento ás O.N.G. de pessoas com deficiência

 Exmo. Senhor Ministro

Mandatado pela Direcção Nacional da Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho venho, pela presente, expor a V. Exa. as preocupações sentidas ao tomarmos conhecimento,  no passado dia 15 de Dezembro, do que poderão ser as novas  regras de financiamento às Organizações de Pessoas com Deficiência para 2012. Até aquela data não foi feita qualquer informação ou deixada perceber qualquer intenção de rever as formas de financiamento em vigor.

Cumprindo o disposto na lei, a ANDST alicerçou o seu plano de trabalho e o respectivo orçamento para 2012, tendo como certo (pois nada fazia pensar o contrário) que o financiamento do INR no mínimo, seria de igual valor ao do ano anterior na linha do financiamento do últimos anos. No caso da ANDST, a aprovação da sua candidatura ao programa Incluir Mais 2011, atingiu os 85.000,00 euros.

Desde há vários anos que o Governo, através do Instituto Nacional para a Reabilitação, em cumprimento do disposto no artigo 71º da CRP, vem contribuindo financeiramente para que as Associações de pessoas com deficiência, tendo em conta a actividade de reconhecido apoio social que desenvolvem em prol das pessoas com deficiência, facto que tem contribuído para uma menor discriminação, para uma maior e melhor integração familiar, social e profissional e uma sociedade mais justa.

Com a aplicação das novas regras de financiamento apresentadas pelo INR para 2012, Associações como a ANDST apenas de poderiam candidatar a 3 projectos anuais de montante máximo de 5.000 euros cada um o que inviabilizaria todo um trabalho de apoio social que vem sendo prestado, desde hà várias décadas, a pessoas com deficiência, levaria ao despedimento dos colaboradores da Associação e até a um eventual encerramento das suas actividades.
 
A aplicação ao exercício de 2012 das regras de financiamento apresentadas, não só poria em causa a actividade da Associação, com manifesto prejuízo da prestação dos serviços que vêm sendo prestados como, a nosso ver, violaria o principio de protecção da confiança e desrespeitaria o preceituado no artigo 71º nº 3 da CRP, bem como os princípios ínsitos na Convenção Europeia dos Direitos das Pessoas com Deficiência que Portugal ratificou.

A ANDST entende que uma eventual revisão dos critérios de financiamento às organizações de pessoas com deficiência dever ser feita com a sua participação, no âmbito do Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência e incluir um período suficiente para se prepararem para a aplicação das novas regras.


A ANDST é a única instituição de âmbito nacional vocacionada para a prestação de apoio aos sinistrados no trabalho e doentes profissionais, com mais de 14.000 associados. A afectação da sua actividade teria como consequência imediata a acentuação da pobreza e da exclusão num grupo social já de si fortemente fragilizado pelas deficiências e incapacidades de que são vítimas.

Assim, a fim de serem evitados constrangimentos de consequências muito graves para as pessoas com deficiência e incapacidade e suas famílias, entendemos que, para o ano de 2012, os critérios de financiamento às Associações que reconhecidamente  prestam relevantes serviços sociais, devem ser os mesmos contidos no programa Incluir Mais 2011, com a manutenção, no mínimo, dos montantes atribuídos para o ano que agora termina.

São actos de justiça que a ANDST espera de V. Exa.

Com os melhores cumprimentos, subscrevemo-nos

De V. Exa
Atentamente
O Presidente da Direcção Nacional

Luis Machado

Fonte: ANDST

Cientistas alemães tornam medula espinhal transparente


Em acidentes que lesionam a medula espinhal, os longos filamentos das células nervosas, chamados axônios, ficam danificados, levando a diversos níveis de paralisia.

Há muito tempo os cientistas pesquisam formas de induzir esses axônios a se regenerar, restabelecendo as conexões nervosas, o que poderia devolver os movimentos aos pacientes.

Como essas células nervosas se estendem por uma escala de milímetros, a única forma de estudá-las - e tentar estimulá-las à regeneração - era tirando fatias dos tecidos e analisando-as sob o microscópio.

Contudo, isso dá aos cientistas apenas uma visão bidimensional dos tecidos - e as células nervosas não crescem em camadas superpostas como se fossem uma pilha de folhas de papel.

Agora, cientistas alemães desenvolveram uma técnica que torna a medula espinhal transparente, permitindo que as células nervosas sejam examinadas em 3D em um tecido intacto.

Medula espinhal transparente

A nova técnica é baseada em um método chamado ultramicroscopia, desenvolvida por Hans Ulrich Dodt, da Universidade Técnica de Viena (Áustria). Frank Bradke e seus colegas do Instituto Max Planck (Alemanha) fizeram um upgrade na técnica original, permitindo que a medula espinhal se tornasse transparente.

O princípio é relativamente simples.

O tecido da medula espinhal é opaco porque a água e as proteínas contidas nele refratam a luz de forma diferente.

Os cientistas então removeram a água de uma amostra de tecido da medula espinhal, substituindo-a por uma emulsão que refrata a luz exatamente da mesma forma que as proteínas.

Isto criou uma amostra de tecido intacta, mas totalmente transparente.

"É o mesmo que aconteceria se você espalhasse mel sobre um vidro texturizado," explica Ali Ertürk, principal autor do estudo. Neste caso, o vidro quase opaco se torna claro como um cristal porque o mel compensa as irregularidades da superfície.

Qualquer tecido transparente

"O que é realmente importante nesta pesquisa é que a nova técnica pode ser aplicada a outros tipos de tecido," diz o Dr. Bradke.

Por isso ele afirma que o trabalho é um verdadeiro salto evolutivo para as pesquisas no campo da medicina regenerativa e de vários outros.

Por exemplo, os cientistas poderão ver, pela primeira vez, como um tumor se incorpora nos tecidos sadios ao seu redor, tudo em 3D.

Recuperação da medula espinhal

A medula espinhal é rota mais importante para a troca de informações entre a pele, os músculos e as juntas e o cérebro. Danos às células nervosas nessa região resultam em paralisia e perdas de sensação irreversíveis.

Diversas tentativas têm sido feitas para regenerar essas células danificadas.

Lesão medular contornada por estimuladores acionados por luz
Conexões nervosas são restauradas depois de lesão na medula espinhal
Optogenética induz movimento muscular usando luz

Uma das maiores dificuldades, contudo, é observar as próprias células, para ver se as terapias em desenvolvimento estão dando resultados ou não, o que demonstra a importância desta nova técnica.

Fonte: Diário da Saúde

Ressonância Magnética Aberta




A aquisição de imagens por RM Aberta é um procedimento de diagnóstico médico, avançado, que cria imagens detalhadas das estruturas internas do corpo humano, sem o uso de radiação X. A RM Aberta é capaz de produzir imagens anatómicas, através de um poderoso magneto (Iman), ondas de radiofrequência e um computador. Os equipamentos de RM Aberta ajudam o médicos a diagnosticar, de forma precoce, doenças ou qualquer outra patologia.

A RM Aberta é um procedimento não invasivo, não existindo até à data conhecimento de efeitos adversos. O exame é indolor, na verdade o paciente não vê nem sente nada. É apenas ouvido, um ligeiro ruído, muito baixo, que é simplesmente o equipamento a funcionar.

A diferença entre uma RM Aberta, como a nossa, e uma RM Fechada é apenas isso mesmo, uma é fechada como um "Túnel" em forma de donuts, onde o cliente é colocado, a outra é aberta em todos os 4 lados do equipamento. O design de uma RM Aberta, oferece aos clientes maior conforto, reduzindo de forma significativa os estado de ansiedade e claustrofobia.

Fonte e mais informação: Remagna

Programa Calypso aumenta as perspectivas de viagens na Europa através do Turismo Social


Todos merecemos um descanso
O programa Calypso é uma estimulante iniciativa da Comissão Européia que pode melhorar as vidas dos cidadãos mais desfavorecidos em toda a Europa. Tem por objetivo permitir que pessoas que geralmente não podem viajar, possam passar a fazê-lo para destinos de férias na Europa, ajudando ao mesmo tempo as economias locais a ultrapassar os problemas da época baixa.
Participar no programa Calypso vai proporcionar uma oportunidade aos cidadãos com menos recursos de descobrirem partes da Europa que desconhecem. Todos os cidadãos europeus devem ter o direito de viajar. E que melhor forma de desenvolver um sentimento de cidadania européia do que através do intercâmbio cultural?
As férias proporcionam uma sensação revigorante e uma pausa na rotina. Constituem uma oportunidade para o afastamento dos problemas da vida quotidiana e para alargar horizontes. São a altura ideal para descobrir o resto da Europa e olhar a vida numa perspectiva diferente. Contudo, um número considerável de europeus não tem capacidades econômicas para o fazer. A forma como as férias escolares estão organizadas leva a que a maioria dos europeus viaje no Verão, ou nas épocas do Natal e da Páscoa, altura em que os preços geralmente duplicam.
O turismo social ajuda pessoas que de outro modo não o poderiam fazer a viajar. Os quatro grupos identificados pelo Calypso incluem jovens adultos desfavorecidos com idades entre os 18 e os 30 anos, famílias com problemas financeiros ou com outras dificuldades, indivíduos portadores de deficiência, e pessoas com mais de 65 anos bem como pensionistas sem capacidades econômicas para viajar ou que se sentem intimidadas com a organização de uma viagem
Uma situação vantajosa para todos
Na Europa, cada vez mais regiões confiam no turismo para a totalidade ou parte da sua subsistência, mas muitos quartos ficam vazios durante vários meses todos os anos. As companhias aéreas e os transportes marítimos enfrentam flutuações idênticas. O acesso a estes serviços fora da época alta pode ser um instrumento adequado para a revitalização econômica e a criação de empregos.
Se todos os europeus tiverem a oportunidade de sair de casa e descobrir outros países, o sector do turismo europeu poderia criar empregos na época baixa prestando serviços a grupos com poucos recursos através de acordos de viagens a baixo custo e férias temáticas especiais. Além disto, as boas práticas existentes mostram que alguns Estados-Membros, como a Espanha, apresentam um retorno do investimento quando subsidiam férias aos seus cidadãos seniores na época baixa.
Implementar o sistema
A nova iniciativa da Comissão Européia, «Calypso», recebeu o nome da ninfa do mar Grego que durante sete anos acolheu na sua ilha Ulisses, o herói cansado da guerra. Um dos muitos pontos fortes do Calypso é que não se limita às viagens: lida também com questões de saúde, de idade, dos jovens, da integração social e ainda a tentativa de criar uma identidade européia.
Nesta fase, o Caliypso é objeto de uma ação preparatória a três anos (2009-2011), com um orçamento de 1 milhão de euros por ano. Até agora, 21 Estados-Membros da UE e países candidatos subscreveram o programa e já se realizaram seis seminários em toda a Europa para analisar as melhores práticas e desenvolver uma estratégia comum. Foi também criado um grupo de especialistas composto por partes interessadas do sector público e privado para apoiar a Comissão Européia na implementação do Calypso.
Rede de intercâmbio Européia
A Comissão Européia pretende encorajar as partes interessadas com vista a fortalecer as infra-estruturas que vão receber os turistas de época baixa nos programas de intercâmbio. Vai também analisar a possibilidade da criação de uma plataforma que permita desenvolver oportunidades para ONG, agências de viagens e outras estruturas relacionadas com o objetivo de interagirem com hotéis, spas e aldeias de férias cuidadosamente escrutinados. Espera-se que este instrumento permita que determinados grupos viajem na época baixa para outros países na Europa.
O Calypso tem assim algo para oferecer tanto ao sector do turismo como à sociedade. Abrindo o turismo a viajantes com menos recursos em particular e contribuindo para a ocupação durante a época baixa, pode estimular as empresas e as oportunidades de emprego na indústria do turismo, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida dos cidadãos europeus.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Les intouchables” retrata a deficiência física com humor


Apesar da crise econômica batendo à porta, o cinema francês está em ótima forma. O melhor exemplo é a comédia “Les Intouchables”, uma comédia sobre o relacionamento entre um tetraplégico aristocrata parisiense e seu ajudante negro do subúrbio.
Quase oito milhões de pessoas já foram ver  “Les Intouchables” (Os Intocáveis), dos diretores Eric Toledano e Olivier Nakache. François Cluzet, um dos atores franceses mais conhecidos do momento, faz o refinado cadeirante Philippe (François Cluzet), um milhonário que era um dos chefes da Pommery, fabricante de champanha, ficara tetraplégico após um acidente de parapente e vive num palacete rodeado de empregados, e Driss (Omar Sy), um ex-presidiário da África do Norte que vem da periferia de Paris, contratado para tomar conta de Philippe.
Os personagens penetram um na vida do outro, unindo realidades tão distintas. A amizade entre eles se torna cada dia mais forte e verdadeira, e Philippe sente-se plenamente confortável ao lado de Driss, que não o trata como um inválido. Além disso, assuntos considerados tabus como o sexo e o desejo após um acidente desta magnitude, por exemplo, são trazidos à tona. E qual a fórmula do sucesso? Drama com uma boa dose de humor, além da atuação incrível de ambos os protagonistas. Despretensioso e com atuações elogiadas, o filme diverte e emociona. O roteiro foi inspirado em uma história real.
O mais interessante desta comédia ágil, com um ritmo de diálogos frenético, é que ela não propõe a curva tradicional da comédia, apostando numa sucessão linear de piadas e na ausência de desenvolvimento dos personagens. Eles são tão intocáveis que sequer se transformam, o que mantém o potencial cômico intacto até o final.
“Les Intouchables” é o carro-chefe de uma série de filmes franceses com boas críticas e público crescente, deixando blockbusters, como são chamados os grandes sucessos do cinema, para trás. O filme venceu o Grande Prêmio Sakura do Festival de Tóquio. Quinze filmes concorreram ao principal prémio do 24º Festival de Cinema Internacional de Tóquio, um dos maiores da Ásia.