sexta-feira, 16 de março de 2012

Garçons cegos na rede de restaurantes dos sentidos Dans le Noir


A proposta da rede de restaurantes Dans le Noir – do francês ´no escuro´ – é experimentar diferentes sensações, saboreando as refeições sem os preconceitos estabelecidos pela visão. Inaugurado no final de 2004 em Paris, o conceito do estabelecimento prova ter conseguido uma fórmula certa de atrair o público: usar a sensibilidade dos sentidos. Com o sucesso, o restaurante criado pelos ex-publicitários Edouard de Broglie e Etienne Boisrond  ganhou uma filiais em Londres, Barcelona, São Petersburgo e Kiev.
O projeto da dupla francesa consiste em servir as refeições no mais completo escuro, como o próprio nome diz. Quando os clientes chegam ao restaurante, passam por duas salas de luminosidade decrescente, até chegar a uma terceira, em fila indiana, onde não há qualquer iluminação e as janelas são vedadas com insulfilm. Nenhum tipo de luz é permitido em seu interior, nem mesmo relógios ou celulares. No breu, são guiados e servidos somente por garçons cegos ou com forte deficiência visual, em oposição ao que ocorre no dia-a-dia.
Sobre a mesa, copos de vidro inquebrável. Os pratos são escolhidos no bar iluminado e 90% das pessoas optam pela sugestão do chef: o menu surpresa, também chamado de menu confidence. Para os amantes da culinária francesa, significa deixar por conta do chef a escolha da refeição completa, desde a entrada até a sobremesa. Não há qualquer tipo de surpresa desagradável na escolha dos pratos. As refeições correspondem à normalidade de qualquer restaurante, com uma refinada e moderna cozinha internacional. O diferencial está mesmo no ambiente.
Segundo os criadores, a intenção é acentuar o sabor dos pratos, criando uma experiência gastronômica única. Como não há recepção de luz pelos olhos, o sentido da visão fica inoperante e o corpo passa então a trabalhar com uma percepção mais complexa, ativando ao extremo sentidos como o paladar, o tato, o olfato e a audição. De Broglie acredita que esse tipo de restaurante é uma forma perfeita de experimentar pratos usando somente as papilas gustativas. “O conceito que se esconde atrás da comida é a reeducação do paladar e da mente dos clientes, para fazê-los sentir verdadeiramente o gosto da comida. Na minha cozinha, o menu surpresa é feito com fortes sabores e aromas, assim como diferentes temperaturas e texturas. Todos estes fatores produzem uma experiência pedagógica.”, explica o chef da filial de Londres, Eugene Kuikhoven.
A idéia é transformar o Dans le Noir? em um conceito global e levá-lo para outros cantos do mundo. Diferentemente de Paris e Londres, em Moscou o restaurante foi aberto em esquema de franquia. O sucesso nas cidades é grande. De acordo com a imprensa francesa, a reserva para uma mesa local deve ser feita com algumas semanas de antecedência. Outras cidades do mundo já imitaram a idéia. No Canadá, em Montreal, é possível comer no Onoir sob as mesmas condições: escuridão total e serviço realizado por cegos. Os alemães contam com o Usicht-Ba, em Berlim e Colônia. Será que nenhum empresário brasileiro se anima com a idéia?



quarta-feira, 14 de março de 2012

Atletas especiais também cruzaram a meta na Corridas Lezírias

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Ao cruzar a meta da Corrida das Lezírias Manuela Ralha bateu palmas e sorriu enquanto um dos jovens elementos da associação Mithós, irmão do João com trissomia 21, empurrava a cadeira. Seguiram-se pouco a poucos os outros elementos. A pé, mais devagar, ou em carrinho de bebé. Começou por chamar-ser Mithós – núcleo do Ribatejo mas actualmente a associação já tem dimensão nacional e por isso prepara-se para mudar o nome para Mithós - Movimento de Apoio à Multideficiência.
O grupo trabalha em prol dos cidadãos portadores de deficiência, na zona de Vila Franca de Xira e Vale do Tejo, sem qualquer fim lucrativo, e visa proporcionar às pessoas portadoras de incapacidade ou deficiência actividades que as estimulem. Começaram por apoiar familiares e portadores de spina bífida e hidrocefalia mas entretanto alargaram a outros espectros. Têm jovens e adultos com trissomia 21, paraplégicos, pessoas com lesões medulares, amblíopes e cegos. O grupo tem 25 atletas com deficiência e sócios não só de Vila Franca de Xira como de Cascais, Almeirim, Moita, Montijo, Santarém e Ferreira do Zêzere. Contam com uma equipa de natação adaptada e participam em vários eventos desportivos. Na manhã de domingo nem todos vieram até à beira rio para a mini corrida que se realizou paralelamente à Corrida das Lezírias com chegada no mesmo local, no Parque Urbano do Cevadeiro. Os elementos dividem-se para participar nas provas. O grande objectivo é a integração social e a integração desportiva. “A nossa intenção, quando trabalhamos com crianças, é provar-lhes que somos tão capazes como os outros de nos integrar no desporto. Se as cidades, vilas e aldeias tiverem mais acessibilidades mais fácil será para nós integrar todos os cidadãos portadores de deficiência”, explica a vice-presidente da associação Manuela Ralha. Os outros elementos “menos especiais”, sem qualquer tipo de condicionalismos, são voluntários, elementos da direcção ou pais. “Também há quem não tenha ninguém com deficiência mas quer ajudar e participar”, remata.
Ana Santiago
Fonte: O Mirante




Este texto foi escrito por João Henriques para o site da Rede Saci, de onde é repórter voluntário. Português, tem 35 anos e tornou-se tetraplégico em um acidente. Administra o site Acessibilidade em estado de sitío.


Se eu tiver que indicar no mapa de Portugal uma cidade como sendo o centro do País seria, sem qualquer dúvida, Coimbra. Esta cidade Histórica está cheia de encanto e tradição pelos seus Monumentos, o Fado e a Universidade (uma das mais antigas da Europa). Coimbra fica a cerca de 100 Km do Porto e 200 Km de Lisboa, e por muito que ela seja marcada pela história, todos os anos a sua Universidade enche Coimbra de estudantes, contrastando então o conservadorismo com o contemporâneo, num imenso "pulmão" de jovens estudantes famintos de criar as suas histórias.

Eu, João, vivo na Lousã, uma vila com uma identidade muito própria, mas devido a ficar a escassos 28 km de Coimbra, torna-se, também, num dormitório desta cidade. E viver na fronteira entre a tranquilidade e o citadino (aquele que habita a cidade) levanta sempre a questão:


- Será que existe dificuldade em conseguir transportes públicos com acessibilidade?


Um dia, decidi tirar as dúvidas, enchi o peito de ar, apanhei um punhado de coragem e embarquei numa aventura, experimentar alguns transportes que me rodeavam. Em primeiro lugar, pedi a uma associação da Lousã, ARCIL, (Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã), se seria possível transportar-me numa das suas carrinhas (perua ou van) até Coimbra. O pedido foi aceito.

Então começou a correria, no dia marcado à hora certa, com uma pontualidade de um dos melhores relógios suíços, lá estava ela, a tão desejada carrinha da ARCIL mesmo à minha porta. O motorista colocou a carrinha no local preciso, desceu o elevador, cumprimentou-me carinhosamente - "Como estás, João?", respondi enquanto o motorista colocava a cadeira no local certo, subiu o elevador, destrancou a cadeira, empurrou-a para o seu interior, firmou-a com os trancadores de segurança, recolheu o elevador, fechou a porta traseira, certificou-se que estava tudo correcto e arrancou sem mostrar qualquer tipo de cansaço.


Com uma ajuda destas consegui eliminar vários quilómetros, Coimbra estava no meu horizonte, em plena hora de ponta, o corre-corre, empurra e chega para lá, parece uma "dança na corda bamba". Pedi ao motorista para me colocar em pleno centro da cidade, junto à entrada da Estação da Cidade, o condutor então, com alguma perícia e grande experiência, estacionou a carrinha de maneira a proporcionar-me uma saída confortável e sem dificuldade.


Aí estava eu, em segurança, no passeio (calçada) junto à fachada da estação de comboios (trem), refira-se que, este local público não tem os requisitos mínimos de acessibilidade. Uma rampa de acesso só não chega!!!

Transporte seguinte o "Pantofinhas", um autocarro (ônibus) eléctrico que faz a ligação entre a baixa e a alta de Coimbra sem paragens pré-definidas, pára sempre que se justifique. Para o apanhar tinha que atravessar a Avenida Fernão de Magalhães... Tanto trânsito para tão pouca acessibilidade... Entrei depois por pequenas ruelas típicas de Coimbra, que por muito antigas que sejam, com a recuperação efectuada, ao nível do pavimento em paralelo, permite uma fácil deslocação a um cidadão com necessidades especiais. Este local, pelo seu encanto, será comparável aos grandes Bazares de Cairo, calçado, roupas, comida, ali tudo se vende!!!

Ali estava o "Pantofinhas" prestes a arrancar, levantei o braço e foi-me indicada a entrada, o condutor accionou o mecanismo que engrenava uma rampa para facilitar a entrada da cadeira de rodas, no interior tinha um local adaptado para a cadeira incluindo cinto de segurança, fiz o percurso deste mini autocarro 2 vezes. Ele seguia a linha azul que estava marcada no chão. Pedi para sair. A rampa voltou a amparar-me ficando em cima do passeio facilitando a mobilidade.


O próximo transporte foi o elevador panorâmico de Coimbra: "- Olha, não sabia que era necessário bilhete!!!" adquiri-o com a ajuda de terceiros, porque a bilheteira, ao lado, estranhamente tinha degraus. Entrei, então, dentro do elevador. Ele subiu, a paisagem era a sensação de ter Coimbra a cair aos meus pés. O elevador tem dois percursos ascendentes dividido por um passadiço. Não encontrei obstáculos... a paisagem é cativante!!!


- Tive de acelerar porque o relógio lutava contra mim... tinha de apanhar o transporte de volta!!!


Já um pouco fatigado desloquei-me ao apeadeiro (estação ferroviária secundária) para apanhar a automotora para a Lousã, eu sabia o que me esperava, subir três degraus de cadeira de rodas para entrar, parecia um desporto radical, a ausência de infra-estruturas de acesso da gare (estação) para o interior da automotora, é um acto discriminatório, obrigou-me a recrutar alguns voluntários... mas compensou pela paisagem do percurso ferroviário.

Lousã. Em casa cheguei a algumas conclusões, se não fosse o transporte da carrinha da ARCIL nunca teria um dia tão intenso, mostrou-se a mais adequada às necessidades de um cidadão com necessidades especiais. Mas, nem todos os espaços urbanos ou transportes públicos, em Coimbra, estão apetrechados das condições de acessibilidade que permitam uma fácil mobilidade para todos os cidadãos. A ausência de um desenho, que torne todos os locais funcionais, é um flagelo comum à maioria das cidades e vilas de Portugal e marca a diferença entre a dependência e independência afectando, principalmente, os cidadãos que têm um grau de deficiência física muito elevado, aumentando o seu estado de ansiedade e arruinando a sua qualidade de vida.


Fonte: Rede Saci


segunda-feira, 12 de março de 2012

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet

Vídeo de surfista cego faz sucesso na internet
Clique no link abaixo para ver o vídeo de Derek no Havai
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O facto de ser cego não impediu o jovem brasileiro Derek Rabelo de seguir o seu sonho e surfar as ondas do mar. O caso deste surfista, de 19 anos de idade, é relatado num vídeo que está a circular um pouco por todo o mundo, através da internet.

Derek é brasileiro, da cidade de Guarapari, e gosta tanto de surfar que foi passar o Inverno ao Havai onde conheceu três veteranos do desporto: Eddie Rothman e os seus dois filhos Makua e Koa.
Os três surfistas ficaram tão impressionados com a história de Derek Rabelo que o hospedaram em sua casa e lhe deram uma prancha nova, além de um apoio da marca de roupa Da Hui.
Um dos irmãos, Makua, admite que quando soube pela primeira vez que Derek surfava não acreditou mas agora não hesita em afirmar que o jovem brasileiro "é o surfista mais incrível do mundo". "É o meu novo herói", sublinha.

Fonte : http://boasnoticias.clix.pt

Novas regras de prescrição e dispensa de medicamentos...


Lei n.º 11/2012, de 8 de Março - Estabelece as novas regras de prescrição e dispensa de medicamentos, procedendo à sexta alteração ao regime jurídico dos medicamentos de uso humano, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto, e à segunda alteração à Lei n.º 14/2000, de 8 de Agosto.

Lei n.º 11/2012, de 8 de Março, procede à alteração do Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 182/2009, de 7 de Agosto, 64/2010, de 9 de Junho, e 106-A/2010, de 1 de Outubro, e pelas Leis n.ºs 25/2011, de 16 de Junho, e 62/2011, de 12 de Dezembro, e da Lei n.º 14/2000, de 8 de Agosto, alterada pelo Decreto-Lei n.º 271/2002, de 2 de Dezembro, eestabelece regras de prescrição e dispensa de medicamentos de uso humano.

Financiamento dos produtos de apoio para pessoas com deficiência...


Despacho n.º 3520/2012 [Diário da República, 2.ª Série — N.º 50 — 9 de Março de 2012] - Afectação de verba ao financiamento dos produtos de apoio para pessoas com deficiência.

«Considerando que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência dispõe que cabe aos Estados Partes garantir a mobilidade pessoal das pessoas com deficiência, com o maior nível de independência possível, facilitando o acesso a ajudas à mobilidade através de dispositivos e tecnologias de apoio.

Considerando que a Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto, que define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação das pessoas com deficiência, dispõe que compete ao Estado o fornecimento, adaptação, manutenção ou renovação dos meios de compensação que forem adequados, com vista a uma maior autonomia e adequada integração por parte daquelas pessoas.

Considerando que o Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de Abril, criou o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio ao qual todas as pessoas com deficiência e pessoas com incapacidades temporárias podem recorrer.

Considerando que o Decreto-Lei n.º 42/2011, de 23 de Março, veio aditar àquele diploma o artigo 14.º-A onde se constitui um regime provisório até à publicação de diploma que operacionaliza a base de dados de Registo do Sistema [de Atribuição de Produtos de Apoio].

Considerando que o artigo 14.º-A, n.º 1, estabelece que o montante das verbas destinadas ao financiamento dos produtos de apoio é fixado anualmente, por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da segurança social, da saúde, e emprego.

Determina-se o seguinte:

1 — É afecta ao financiamento dos produtos de apoio, durante o ano de 2012, a verba global de (euro) 8.301.820,00 comparticipada pelo Ministério da Economia e do Emprego, pelo Ministério da Saúde, e pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social.
2 — Para efeitos deste despacho, são considerados produtos de apoio os produtos, dispositivos, equipamentos ou sistemas técnicos de produção especializada ou disponível no mercado destinados a prevenir, compensar, atenuar ou neutralizar limitações na actividade ou as restrições na participação das pessoas com deficiência.
3 — A verba enunciada no n.º 1 destina -se a financiar produtos de apoio, nos seguintes termos:
3.1 — A verba de € 500.000,00, disponibilizada pelo Ministério da Economia e do Emprego, destina-se a financiar produtos de apoio indispensáveis à formação profissional e ao emprego, incluindo o acesso aos transportes, através de entidades designadas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, I. P..
3.2 — A verba de € 6.000.000,00, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, destina-se a financiar os produtos de apoio prescritos por acto médico às pessoas com deficiência, através das consultas externas das unidades hospitalares designadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
3.3 — A verba de € 1.801.820,00, disponibilizada pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, destina -se a financiar produtos de apoio prescritos pelos centros de saúde e centros especializados.
4 — As verbas referidas nos números anteriores poderão vir a ser reforçadas durante o ano de 2012, por despacho conjunto dos Ministérios da Economia e do Emprego, da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social, mediante parecer da(s) entidade(s) financiadora(s) e do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.
5 — As normas reguladoras da execução do presente despacho, nomeadamente a definição de procedimentos das entidades prescritoras e financiadoras de produtos de apoio, serão objecto de regulamentação pelo(a) presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., a publicar no Diário da República, após audição prévia do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P., da Direção-Geral da Saúde e do Instituto da Segurança Social, I. P.
6 — É constituído, para o efeito, um grupo de acompanhamento com o objectivo de preparar o Despacho referido no número anterior e de elaborar um relatório da execução geral, até 31 de Março de 2013, com representantes de cada um dos organismos referidos no ponto anterior, a serem indicados ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., no prazo de quinze dias após a publicação do presente despacho conjunto.
7 — O presente despacho entra imediatamente em vigor.

22 de Fevereiro de 2012. — O Secretário de Estado do Emprego, Pedro Miguel Rodrigues da Silva Martins. — O Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Serra Leal da Costa. — O Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Ribeiro dos Santos Costa.».

domingo, 11 de março de 2012

Mulher permitiu abusos sexuais à filha deficiente a troco de batatas




Mulher suspeita de ceder a filha deficiente mental profunda, de 41 anos, para abuso sexual, praticado por três homens, em Coimbra. As violações, segundo a Polícia Judiciária (PJ), serviam como forma de pagar batatas e outros produtos agrícolas. Os três alegados violadores e a mãe da vítima foram detidos.

As violações terão ocorrido em Coimbra, segundo suspeita a PJ, que procedeu à detenção dos três alegados violadores e da mãe da vítima. Os violadores terão estabelecido um acordo com a mulher, que em troca de batatas e outros produtos agrícolas cedia a sua filha, deficiente mental profunda, para abusos sexuais.

A vítima, de 41 anos, terá sido “abusada pelo menos desde 2010”, explica um comunicado da PJ. As autoridades suspeitam ainda de que as violações tenham ocorrido há mais tempo e tenham sido praticadas por outros homens, além dos três detidos. Um familiar da vítima apanhou um dos homens em flagrante, a consumar a violação.

Esta mulher deficiente vivia sozinha com a mãe e terá sido usada em diversos negócios que a mãe estabeleceu, ao longo de anos, segundo suspeita a PJ. Os vizinhos estranhavam as repetidas visitas dos suspeitos à casa da suspeita e da vítima. Todos os três homens envolvidos nas violações eram, aliás, vizinhos.

Um deles, de 68 anos de idade, é um ex-emigrante em França, que apresenta no cadastro crimes de abusos sexuais de um menor, nesse país. Outro homem tem 70 anos e o terceiro tem 54 anos, adianta a PJ.

Os crimes de abuso sexual à mulher de 41 anos ocorriam diversas vezes por dia, de dia e de noite. As dificuldades económicas da mãe e da filha – “um quadro de total miséria”, segundo as autoridades – levavam a que a mulher com deficiência fosse abusada, “a troco de batatas e bens agrícolas”, bem como “pequenas quantias em dinheiro”.

A mãe da vítima poderá responder pelo crime de lenocínio, caso se confirme a suspeita. Os restantes respondem por abuso sexual de pessoa incapaz. Todos foram ouvidos na tarde de hoje por um juiz, no Tribunal de Coimbra, . A mulher deficiente foi entregue aos cuidados de outros familiares, segundo adianta a Lusa, citando fonte da PJ.

Fonte: Pt Jornal