quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cidades Sem Muros – contributos da academia na área da deficiência



Local: Centro de Estudos Sociais – Sala 1, Coimbra
Data: 23 de abril de 2012, 14h00

Resumo: O enquadramento jurídico português inclui a protecção contra a discriminação com base na deficiência. Mas teremos de facto igualdade a este respeito, não obstante a existência de leis progressistas? Trinta e oito anos após a Revolução de Abril, queremos tratar o tema das acessibilidades e desigualdade dentro da academia. Com um forte pendor auto-reflexivo, este seminário irá juntar activistas, peritos/as, autoridades do poder local e central, investigadores/as e estudantes. Durante este evento, palestrantes convidados/as irão reflectir acerca das transformações nas políticas de deficiência, partilhar exemplos de boas práticas dentro e fora do ambiente universitário, e discutir o que pode – e deve – ser implementado de modo a ultrapassar práticas discriminatórias dentro da academia. O objectivo deste seminário é, portanto, duplo: partilhar conhecimento no campo dos estudos e das políticas sobre deficiência; e promover novos e inequívocos compromissos de modo a evitar práticas deficientizadoras em futuros eventos académicos.

Programa
14h00 SESSÃO DE ABERTURA
Giovanni Allegretti, Investigador CES
Ana Cristina Santos, Investigadora CES
Madalena Alarcão, Vice-Reitora UC

14h30 – 16h PAINEL 1
Humberto Santos, Associação Portuguesa de Deficientes (APD - Lisboa)
(Re)construção de um novo paradigma de cidadania
José Guerra, Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO)
Cidade sem muros: quebrar as barreiras à integração - um depoimento pessoal
Isabel Teixeira, Gabinete de Apoio a Necessidades Educativas Especiais, Universidade de Coimbra
Pequenos passos para o ensino inclusivo – o papel das estruturas de apoio a Estudantes com Necessidades Educativas Especiais, no Ensino Superior
Moderação de Bruno Sena Martins, Investigador CES

16h-16h30 Coffee Break

16h30 – 18h30 PAINEL 2
Fernando Fontes, Sociólogo, CES
Políticas de deficiência em Portugal – uma abordagem sociológica
Paula Teles, Investigadora
As políticas de acessibilidade na requalificação das vilas e cidades portuguesas
Hélder Bruno Martins, Vereador da Educação e da Cultura da Câmara Municipal da Lousã
O projeto de Turismo Acessível da Lousã
Moderação de Cláudia Nogueira, Investigadora CES

Comissão organizadora:*
Ana Cristina Santos, Bruno Sena Martins, Cláudia Nogueira, Fernando Fontes.

*Este evento é organizado em parceria com o projeto Intimidade e Deficiência: cidadania sexual e reprodutiva de mulheres deficientes em Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (referência PTDC/CS-SOC/118305/2010 - FCOMP-01-0124-FEDER-019877).

Apoios

 

Unidos no Amor Contra a Indiferença na Feira do Livro no Seixal


No âmbito das comemorações do 25 de abril e do Dia Mundial do Livro, irá realizar-se a 7.ª edição de O Livro em Festa, de 13 a 29 de abril de 2012, no Jardim do Fogueteiro.

Nossa querida amiga Isa Barata vai estar presente no dia 28 de Abril, às 17h30 a apresentar mais uma vez o seu livro Unidos no Amor Contra a Indiferença. Imperdível!

Do programa, para além das muitas edições disponíveis para venda, damos destaque à presença de escritores, à apresentação de livros e à animação cultural, que, numa perspetiva integrada da promoção da cultura e da aquisição de hábitos de leitura, pretende assinalar o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, com a presença especial de vários grupos sénior do município do Seixal.

Durante o período da feira, irão decorrer passatempos com oferta de livros no site da Câmara Municipal e no Boletim Municipal do Seixal.

Serão ainda oferecidos vales de desconto na edição 571 do Boletim Municipal, com distribuição agendada para o dia 13 de abril.

O espaço abre as portas todos os dias às 10 horas e encerra às 22 horas (domingo a quinta-feira) ou às 23 horas (sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado), e tem a abertura oficial marcada para as 21 horas do dia 13 de abril, com a atuação dos Tocá Rufar.

A iniciativa é organizada em parceria com a Junta de Freguesia de Amora e a Página a Página – Divulgação do Livro, SA, esperamos vê-lo(a) por lá!

Informação completa: CM Seixal

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Alteração de endereço e-mail do Mithós-Associação de Apoio à Multideficiência

O Mithós-Histórias Exemplares- Associação apoio à Multideficiência informa que o endereço de e-mail foi alterado, sendo desactivado em breve.
Assim, aqui fica o novo endereço de e-mail.
mithos.associacao@gmail.com

Agradecemos a alteração do mesmo na vossa lista de contactos.

Estratégias para levar um familiar autista para viajar. A inclusão assistida.


Enquanto as experiências nos aeroportos tornaram-se muito mais difíceis para todos nós desde o 11 de setembro, elas podem ser um desafio extremo para alguém que tenha uma dificuldade inerente de esperar em fila, para não mencionar responder às perguntas formuladas pela segurança. "Se um oficial perguntar: 'Você fez sua própria mala?'. Alguém com autismo poderia repetir a pergunta, ou repetir simplesmente a palavra 'mala'", diz a Dra. Melissa Nishawala, diretora do Serviço de Distúrbios do Espectro do Autismo no Centro de Estudos da Criança da Universidade de Nova York. "A criança pode ler 'explosivos perigosos' num sinal em algum lugar no aeroporto e começar a repetir essas palavras. Em voz alta. Na fila."
Além disso, há a viagem de avião propriamente dita. "No momento em que chegam no avião, os pais e a criança já estão estressados", diz o Dr. Ron Balamuth, psicólogo de Nova York especialista no trabalho com crianças com distúrbios de desenvolvimento. "Para uma criança que precisa de estimulação constante, isso é como colocá-la num tanque de flutuação [tanque de água fechado, usado em alguns tipos de terapia]."
Em junho, uma mãe com seu filho autista foram expulsos de um vôo da American Eagle em Raleigh-Durham, em parte por causa do comportamento da criança. Um texto sobre o incidente no blog do Chicago Tribune recebeu 221 comentários em um só dia - os internautas simpáticos à família eram quase o dobro dos que apoiavam a companhia.
Os pais que viajam com filhos autistas usam muitas estratégias. Eles escolhem destinos que apelam para a criança: um resort com piscina se a criança adora água, ou a Disneylândia se ela tiver uma fixação com "O Rei Leão". Eles ensaiam com a criança antes da viagem para prepará-la para a experiência. "Eu atendi uma família com uma criança que tinha uma dificuldade tremenda de esperar em fila, de esperar por qualquer coisa", diz Balamuth. "Eles transformaram a casa num portão de embarque. A família fez fila, com as malas, tiraram os sapatos, eles ensaiaram a coisa toda."
Os itinerários e mesmo o cronograma diário são revistos com antecedência para que os viajantes autistas saibam o que vai acontecer, e quando. "Se uma criança não sabe ler, são apenas palavras numa página; senão, são figuras", diz Lisa Goring, diretora de serviços familiares no grupo de defesa Autism Speaks (Autismo Fala). Com seu próprio filho, Andrew, 12, Goring risca as atividades da lista depois que elas ocorrem. "Ele fica ansioso se não sabe quando a atividade irá terminar", disse.
Os pais levam uma carta dos médicos explicando a condição de seus filhos (para agilizar o processo no aeroporto ou para apresentar ao serviço de recepção da Disneylândia, onde podem conseguir um passe para evitar as longas filas). Eles carregam consigo brinquedos familiares e um DVD player para passar os filmes favoritos da criança no caminho. E se a criança estiver numa dieta sem glúten ou cafeína (que dizem aliviar as alergias e outros sofrimentos médicos que podem ser problemáticos para alguém com autismo), os pais também levam muita comida na viagem.
Se os pais encontram um destino que funciona para seus filhos, eles normalmente voltam. Anthony e Felicia Cerabone de Staten Island compraram uma cota do Smuggler's Notch, onde seu filho, Anthony, 15, participa do programa SNAP para pessoas com necessidades especiais há 10 anos. "Ele sabe que todo julho nós vamos lá", diz Cerabone. "E sabe que todo dia ele vai para o acampamento. Agora já é rotina."
A reumatologista Gina Delgiudice-Asch e seu marido, Will, professor de matemática do ensino médio, de Princeton, Nova Jersey, conseguiram viajar para mais longe com seus dois filhos, ainda que Andrew, de 16 anos, seja autista. A família alugou uma casa na praia por uma semana no final de junho em Avalon, Nova Jersey. Às vezes, ela ou o marido viajam sozinhos com a filha Samanta, de 13 anos, jogadora de tênis no ranking nacional de juniores. Numa viagem recente para Los Angeles, mãe e filha visitaram o set do filme "Ocean's Thirteen" e lojas na Rodeo Drive. "Com Andrew, tudo tem de ser mais planejado", diz Delgiudice-Asch.
A família, no entanto, viaja com freqüência, levando junto uma babá familiar ou um professor da escola de Andrew para ajudar. Eles já foram para vários lugares desde o Winter Park, no Colorado, onde os instrutores do Centro Nacional de Esportes para Deficientes conseguiram que Andrew praticasse esqui durante quatro horas por dia, até a Costa Rica. "Foi difícil quando chegamos ao resort, e eles não tinham um queijo quente para ele logo de cara", reconheceu Delgiudice-Asch. "Mas ele conseguiu lidar com a situação."
Eles vão para resorts orientados para a família em vez de lugares exclusivos onde "podemos atrapalhar as férias de outras pessoas", diz ela. E agora viajam apenas de classe econômica, depois de uma experiência ruim ao voar de primeira classe da Califórnia para o Cabo San Lucas, no México, quando Andrew, com seis anos na época, começou a chorar e um passageiro reclamou para o comissário de bordo.
Apesar de terem vontade de conhecer a Europa, eles ainda não viajaram em família para lá. Não por que Andrew, agora um viajante experiente, não conseguisse suportar o vôo, mas porque ele teria muita dificuldade com a diferença de fuso horário, diz a mãe. "Mas continuamos fazendo coisas divertidas nas férias em família", diz ela. "Não deixamos que o autismo nos encurrale num canto."
Fonte: Via 6

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mithós-Histórias Exemplares: Quem somos???


A Mithós – Histórias Exemplares- Associação Apoio à Multideficiência é uma Associação que trabalha em prol dos cidadãos portadores de deficiência, na zona da Grande Lisboa, Vila Franca de Xira e Vale do Tejo, sem qualquer fim lucrativo, e que visa proporcionar às pessoas portadoras de incapacidade ou deficiência actividades que estimulem as suas capacidades bem como a sua autoestima, o apoio moral, social e legal às mesmas e a suas famílias, através de aconselhamento e encaminhamento. 
No âmbito desportivo, a Mithós tem também uma equipa de natação adaptada que treina nas piscinas Municipais de Vila Franca de Xira (uma vez por mês toda a equipa, 2 vezes por semana os elementos de Vila Franca de Xira e arredores),  federada e que participa nos campeonatos e provas da modalidade.
De entre as suas realizações, destacam-se os Encontros de Campeões, cujo lema é “ O céu é o limite”, que pretendem proporcionar aos cidadãos portadores de deficiência várias experiências e actividades lúdicas e desportivas. É sempre constituída por duas partes, uma de manhã destinada às actividades aquáticas ( mesmo para quem nunca entrou numa piscina) e outra de tarde que engloba sempre um pic-nic de convívio, seguido de actividades várias ao ar livre.
Iniciámos a série de Colóquios do Mithós, cujo 1º Colóquio aconteceu no dia 11 de Fevereiro, no Atneu Artístico Vilafranquense, subordinado ao tema “Spina Bífida, Hodrocefalia, Incontinência Urinária e Fecal, a Integraçaõ da criança e Jovem deficiente na escola, na vida activa e no Desporto”.
O próximo Colóquio será sobre Acessibilidades.
No dia 19 de Maio iniciaremos o nosso “Ciclo de Conversas”, que se iniciará com o Tema “O Desporto e a Deficiência”.
Paralelamente a estas actividades, o Mithós costuma participar noutras actividades, organizado por outros organismos, como é o caso da Corrida das Lezírias, organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, das idas ao futebol, com o patrocínio dos clubes que nos oferecem bilhetes, da participação no evento “Viva 30 na Marginal”, organizado pela Câmara de Cascais, em visitas a museus e a parques temáticos.
Poderão sempre consultar o nosso perfil no Facebook ( Mithósvfxira) ou a nossa página ( Mithós).
Também poderão acompanhar as nossas actividades em:

Medida de Qualificação de Pessoas com Deficiências e Incapacidades


Constituem objectivos da presente Medida, a promoção de acções que visem a aquisição e o desenvolvimento de competências profissionais orientadas para o exercício de uma actividade no mercado de trabalho, tendo em vista potenciar a empregabilidade das pessoas com deficiências e incapacidades, dotando-as de competências ajustadas para o ingresso, reingresso ou permanência no mundo laboral.
No âmbito desta presente Medida são apoiadas as acções de:
  • Formação profissional inicial (promovidas por entidades formadoras certificadas com estruturas especificamente vocacionadas para a área da deficiência)
  • Formação profissional contínua (promovidas por entidades formadoras certificadas com estruturas especificamente vocacionadas para a área da deficiência ou por entidades empregadoras)
Nesta página pode consultar o Guia de Apoio à Candidatura, encontrando, igualmente disponíveis os formulários necessários à formalização das candidaturas a este Programa.
- Entidades formadoras certificadas:
- Entidades empregadoras:
  • Formulários de pedido de reembolso:
- Entidades formadoras certificadas:
- Certificado de Formação Profissional
- Declaração de Frequência de Formação

Campanha publicitária mostra Hamburguer Braille para mais de 800 mil pessoas


A indústria alimentícia, principalmente as redes de fast food, apesar de possuir inúmeros clientes, dificilmente conseguem ter uma imagem boa, a não ser como um comércio de massa, onde os alimentos pré-elaborados de forma industrial, são preparados na pressa. Mas devemos também parabenizar empresas que, mesmo tendo uma intenção comercial, acabam realizando ações com um significado a mais do que somente receber um pagamento pelo seu produto.
Tal é o caso de uma campanha publicitária recente da cadeia Sul-Africana de fast foodWimpy  Todas os estabelecimentos da empresa possuem cardápios em braile para o benefício de deficientes visuais. Para anunciar esse fato, Wimpy decidiu lançar uma campanha de marketing viral para alcançar pessoas cegas. Mas, por razões óbvias, um spot televisivo tradicional provavelmente não teria sido ideal, nem banners em websites.
A empresa chamou seu chefs para cuidadosamente adornarem 15 pães de hambúrguer com gergelim soletrando várias mensagens em Braille. Por exemplo: "Beef Burger 100% Pure Made For You" (Hamburguer de carne 100% puro feito para você). Wimpy então trouxe hambúrgueres usando os pães para três instituições de deficientes visuais da África do Sul e deu para 15 pessoas cegas. A empresa filmou as reações desses povos e fez um comercial.
Claro, isso é um pequeno gesto. Mas para pessoas que usam as mãos como se fossem seus olhos, isto foi a primeira vez que eles puderam fazer mais do que somente saborear sua comida.
Eles apreciaram tanto o Braille Burger, que isso os motivou a contar sobre esse fato em seus jornais em braile distribuídos para toda a comunidade de cegos, além de outras publicações, e notícias pela internet lida através de programas de leitores de tela, que transformam a escrita em áudio. Toda essa repercussão, fez com que as reações positivas das 15 pessoas atingissem mais de 800 mil pessoas com deficiência. Fazendo com que as pessoas saibam que Wimpy é um lugar onde todo mundo pode se sentir em casa.