segunda-feira, 30 de abril de 2012

Campeonato Nacional de Verão de Natação Adaptada 2012 - Prestação da Mithós





 Realizou-se no passado dia 29 de Abril, nas Piscinas Municipais de Vila Franca de Xira, o Campeonato Nacional de Verão de Natação Adaptada 2012 que contou com a presença de cerca de 120 atletas, oriundos de mais de 30 clubes inscritos nas cincos áreas de deficiência.Este Campeonato foi uma organização da FPDD – Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência e da ANDDEMOT – Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores.
Bibá Pitta foi a embaixadora deste evento e pretendeu com este apoio pessoal ajudar a aumentar a notoriedade dos atletas e do desporto para pessoas com deficiência em geral.
 A destacar, ainda, que no evento estiverão presentes todos os atletas que integram o Projecto de Preparação Paralímpica Londres 2012, Adriano Nascimento (SB9), David Grachat (S9), Diana Guimarães (S5), Emanuel Gonçalves (S10, João Martins (S1), Nelson Lopes (S4) e Simone Fragoso (S5), que tentarão melhorar as suas marcas, reforçando as suas posições nos rankings e confirmar mínimos para a participação nos Jogos Paralímpicos Londres 2012.
A participação da Mithós-Histórias Exemplares-Associação de Apoio à Multideficiência, ainda inscrita nesta época de provas como Mithós-Núcleo do Ribatejo da ASBHIP, contou com a participação de 4 atletas: Joana Dias, Manuela Ralha, João Formigo e Flávio Santos.

A participação não podia ser mais positiva, trazendo um total de 7 medalhas e 3 recordes nacionais:

JOANA DIAS:
- 2º lugar na prova de 100 mts. bruços classe SB6 c/ 4.31'6'0"
- 3º lugar na prova de 100 mts. livres classe S6 c/ 3.59'70"
- 3º lugar na prova de 100 mts. costas classe S6 c/ 4.01'26"
- 2º lugar na prova de 50 mts. livres classe S6 c/ 1.59'99"

MANUELA RALHA:
- 1º lugar na prova de 100 mts. livres, classe S7 c/ 2.45'48" ( Record Nacional - antes 3.54'95")
- 1º lugar na prova de 100 mts. costas, classe S7 c/ 3.02'84" ( Record Nacional - antes 3.27'62")
- 1º lugar na prova de 50 mts. livres, classe S7 c/ 1.12'03" ( Record Nacional - antes 1.56'46")

JOÃO FORMIGO:
- DQS na prova de 100 mts. bruços classe SB15 - 2.38'72"
- DQS na prova de 100 mts. livres classe S15- 2.42'60"
- 5º lugar na prova de 50 mts. bruços, classe SB15 - 1.16'61"
- 14º lugar na prova de 50 mts. livres classe S15 - 1.18'83"
FLÁVIO SANTOS:
- DQS na prova de 100 mts. bruços classe SB9- 2.30'95"
- 6º lugar na prova de 100 mts. livres classe S9- 1.32'07"
- 5º lugar na prova de 100 mts. costas classe S9 - 2.00'93"
- 5º lugar na prova de 50 mts. livres classe S9 - 0.38'17

É de salientar o trabalho da professora Susana Ferreira, voluntário, na preparação e treino destes atletas. 


Centro Recuperação Infantil de Abrantes apoiado pelo Restaurant Week by Sabor do Ano

Lisboa vai receber a sétima edição da iniciativa gastronómicaRestaurant Week by Sabor do Ano, que se realiza entre os dias 3 e 17 de maio. Nesta semana, pode usufruir de uma refeiçao nos restaurantes de luxo aderentes, por apenas 20 euros.

O projecto solidário - que também se realiza noutras capitais europeias - conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Por cada refeição, é doado um euro ao Movimento Mulheres de Vermelho e ao Centro de Recuperação Infantil de Abrantes(CRIA).

Nesta sétima edição estão associados mais de 60 restaurantes, dos mais tradicionais aos mais trendy ou fashion, mas todos bastante conceituados, para satisfazer os diferentes paladares. O lema «cozinha de excelência a um preço acessível» mantêm-se, para promover o melhor da gastronomia nacional».

Os reputados chefs de cada um dos restaurantes irão confecionar um menú exclusivo, utilizando alguns dos melhores produtos nacionais com o selo de qualidade alimentar «Sabor do Ano».

Uma das novidades deste ano é a possibilidade de reservar, de forma cómoda e rápida, uma mesa em qualquer um dos restaurantes da iniciativa.

Outra novidade é a substituição das habituais caixas de depósito de cupões por postais. Postais esses que, além de serem edições colecionáveis, representam a garantia da doação efectuada. Para isso, basta que os postais sejam carimbados pelos restaurantes aderentes depois de solicitados pelos clientes.

Segundo o porta-voz da organização do Restaurant Week, «a sétima edição é um sinal do sucesso desta iniciativa que, ano após ano, distribui cada vez mais donativos a diversas instituições sociais. É nosso objectivo, para além da democratização do acesso à restauração de qualidade, apoiar e contribuir cada vez mais, para causas sociais através da gastronomia».


Governo cria nova avaliação de incapacidades de pessoas portadoras de deficiência


O Ministério da Saúde vai criar uma comissão para a elaboração de uma tabela de avaliação de incapacidades que não se restrinja a doenças profissionais, seguindo assim a recomendação feita pelo Provedor de Justiça em fevereiro.

Alfredo José de Sousa pediu aos ministérios da Saúde e da Solidariedade que criassem uma nova tabela de avaliação de incapacidades, defendendo que a atual é desadequada, porque foi criada para medir deficiências decorrentes de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Em resposta ao Provedor, e de acordo com informação da Provedoria da Justiça, o ministro da Saúde reconheceu que é necessário adotar "uma regulamentação específica para a avaliação da incapacidade das pessoas portadoras de deficiência" e informou que está a ser constituída uma comissão que irá elaborar uma Tabela Nacional de Incapacidades (TNI) que não se restrinja a doenças profissionais e acidentes de trabalho.

Já no que diz respeito à avaliação da incapacidade dos doentes crónicos, a informação do Ministério da Saúde é de que já está constituído um grupo de trabalho que "elaborou uma proposta de grelha de medição da funcionalidade de portadores das doenças crónicas mais frequentes".

"Neste momento, esta grelha está a ser avaliada, por amostragem, para a população portuguesa, pelo que, terminado esse momento de avaliação, a proposta estará em condições de ser aprovada", diz o Ministério.

Alfredo José de Sousa entende, por isso, "que já estão a ser adotadas as providências necessárias, ou seja a serem criadas tabelas próprias para a avaliação das pessoas portadoras de deficiência e das portadoras de doenças crónicas"

As sugestões do Provedor de Justiça aos ministérios da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social surgiram depois de Alfredo José de Sousa ter estudado o regime de avaliação de incapacidades das pessoas com deficiência para efeitos de acesso a medidas e benefícios estabelecidos na lei e ter chegado à conclusão que a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais "não é o instrumento adequado para a avaliação das pessoas com deficiência".

Fonte: DN

sábado, 28 de abril de 2012

Tecnologia que substitui cadeira de rodas oferece maior autonomia ao deficiente físico


Pesquisadores da Turquia desenvolveram um dispositivo capaz de trazer maior mobilidade e autonomia aos movimentos dos deficientes físicos e, quem sabe, futuramente, tornar obsoleta a cadeira de rodas. Trata-se do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica, que também permite que a pessoa permaneça em pé, o que é importante para manter as funções básicas de saúde para quem possui lesão na medula espinhal.
Com o dispositivo, o deficiente físico YusufAdturkoglu, que perdeu os movimentos da cintura pra baixo após cair de um cavalo há 5 anos, executa atividades sem a ajuda de ninguém. Através de um controle remoto, ele “chama” o Tek para perto da cama e a entrada pela traseira do aparelho facilita a acomodação de Yusuf que vai ao banheiro, ao supermercado, pode sentar em bancos, agachar e levantar com maior autonomia.O dispositivo tem um sistema de suporte de cintos e envolvem o usuário na parte inferior das costas e se agarram ao braço móvel.Não requer nenhum esforço de qualquer espécie.
Claro que muitos dos problemas que cadeirantes possuem com acessibilidade, os usuários do dispositivo Tek também terão, porém, essa nova tecnologia, além de ajudar na saúde do deficiente, também o torna menos dependente. Confira abaixo a demonstração do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica que está em fase de testes nas clínicas da Turquia e será fabricado em 5 tamanhos.
Este avanço robótico e medidas terapêuticas apenas metade cadeira de rodas tradicional é feita de aço inoxidável, pesa 80 quilos e é alimentado por duas baterias de gel. tem autonomia de 14,4 km e atinge uma velocidade máxima de 3, 2 milhas por hora, osusuários podem levar até 90 kg. Dispositivo robótico Mobilização Tek não é um novo tipo de cadeira de rodas, mas uma plataforma nova mobilidade, será vendido na Turquia e na Europa por US $ 15.000.
Fonte: Adrenaline

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tavira prepara Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade



A Câmara de Tavira está a elaborar um Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade (PMPA). O plano surge na sequência da aprovação da candidatura do município ao Programa Operacional Potencial Humano – Tipologia 8.6.5 – Ações de Investigação, Sensibilização e Promoção de Boas Práticas.
Por outro lado, a iniciativa “Um dia de cadeira de rodas na cidade de Tavira”, que teve lugar no passado dia 21 de abril, despertou a atenção da população em geral e dos 40 participantes para as dificuldades de acessibilidades na cidade.
«Sensível a esta questão está também o Município de Tavira», garante a autarquia.
O PMPA tem como objetivo principal o desenvolvimento de soluções integradas de acessibilidade para todos em cinco grandes eixos que condicionam a acessibilidade: via pública, edifícios, transportes, informação e comunicação e info-acessibilidade.
Tanto na via pública como nos edifícios, o que se pretende é «permitir as deslocações e o uso e desfrute» de edifícios e via pública.
Em relação aos transportes, será realizada uma análise ao nível da acessibilidade, quer da componente móvel, quer da componente fixa (paragens, apeadeiros, etc) do sistema de transportes.
O eixo da comunicação pretende garantir que «a informação em todas as componentes acima referidas é claramente identificável, visível e inteligível em todos os âmbitos de intervenção, objetivo partilhado também no campo das novas tecnologias de informação e comunicação, ao nível da informação digital».
Para o efeito, serão elaborados diagnósticos de acessibilidade integrada com base nas fragilidades sociais e físicas do território, e os contributos obtidos pelas sessões de auscultação, debates e participação pública a realizar, serão determinantes para a decisão final das estratégias principais do plano.
Após a conclusão do PMPA, o Município ficará dotado de mecanismos que permitirão a consolidação de uma plataforma digital especializada que dê continuidade à prática da acessibilidade ou ainda um geo-fórum que permitirá aos cidadãos participar on-line a monitorização das atividades de acessibilidade e a sua participação cívica.
O PMPA representa um investimento de 138.334,88 euros, e um importante contributo em transformar Tavira numa cidade acessível para todos.
Em articulação com as Juntas de Freguesia, o Município de Tavira tem vindo a efetuar algumas intervenções pontuais neste domínio, através do rebaixamento de passeios e da reorganização de parques para viaturas de cidadãos deficientes. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cientistas criam robô controlado pela mente para paraplégicos



Um professor de uma universidade suíça apresentou um robô que pode ser controlado pelas ondas cerebrais de uma pessoa paraplégica usando um boné equipado com eletrodos, noticiou a agência de notícias ATS. Um homem paralisado, em tratamento em um hospital na cidade de Sion participou de uma demonstração do equipamento na terça-feira, enviando um comando mental para um computador em seu quarto, que o transmitiu para outro computador, que finalmente moveu um pequeno robô a 60 km de distância, em Lausanne. 

O sistema foi desenvolvido por José Millan, professor da Escola Politécnica Federal de Lausanne, especializada em interfaces não invasivas entre cérebro e máquina. A mesma tecnologia pode ser usada para mover uma cadeira de rodas, afirmou Millan. "Assim que o movimento começa, o cérebro pode relaxar. De outra forma, a pessoa ficaria exausta rapidamente", explicou. 

Mas a tecnologia tem seus limites, acrescentou o cientista. Os sinais cerebrais podem ficar confusos se muitas pessoas ficarem em volta da cadeira de rodas, por exemplo. Além de dar mobilidade aos paraplégicos, equipamentos neuroprotéticos poderiam ser usados para ajudar pacientes a recuperar os sentidos, explicaram os cientistas. 

A professora Stephanie Lacour e sua equipe desenvolvem uma "pele elétrica" para amputados, que consiste em uma luva equipada com sensores minúsculos que enviariam informação diretamente para o sistema nervoso do usuário. Os cientistas dizem que esperam criar próteses que sejam tão móveis e sensíveis quanto a mão, afirmou Lacour. 

Outros cientistas de Lausanne trabalham na habilitação dos paraplégicos para voltar a andar com eletrodos implantados na coluna. "A meta é que após um ano de treinamento com um ajudante robótico, o paciente consiga caminhar sem o robô. Os eletrodos ficam implantados por toda a vida", disse o professor Gregoire Courtine. 

Ele afirmou que desenvolve testes clínicos e que espera conduzi-los no hospital universitário de Zurique no prazo de um ano.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5739391-EI238,00-Cientistas+criam+robo+controlado+pela+mente+para+paraplegicos.html

A jornalista Caroline Soares escreve histórias infantis com personagens que têm deficiências


As personagens dos livros infantis de Caroline Soares são especiais. A coruja ‘Felisberta' é velhinha mas gosta de ir trabalhando para se sentir útil. O gato ‘Miau' está numa cadeira de rodas - é deficiente, tal como a sua autora - mas ainda dá valentes lições de vida a muita boa gente.

‘Joquinha', um menino reguila que troca as voltas aos miúdos e devolve aos adultos a vontade de sonhar, é a figura central deste mundo que apela à igualdade de oportunidades para todos.

SEM ENTRAVES

A autora, Anne Caroline Soares, chegou a Portugal com 14 anos. Na travessia do Atlântico, desde o Brasil, vieram também os pais e dois irmãos, à procura de uma vida melhor e mais segura. Encontraram-na em Espinho, onde Caroline cresceu apenas com "saudades do calor " e o sonho de ser jornalista.

Licenciou-se em Comunicação Social, até que aos 24 anos, numa viagem de trabalho, o carro que conduzia entrou em despiste. O embate, contra o separador central da auto-estrada, roubou-lhe a mobilidade mas não a capacidade de concretizar os seus projectos. "Deficiência não é um entrave para trabalhar. O que existe ainda é muito preconceito", comenta.

Depois de vários anos em recuperação, Caroline voltou à actividade profissional na Câmara Municipal de Espinho, assegurando a ‘Hora do Conto' no Município, ou seja, a leitura de contos infantis para as crianças.

"Foi um estágio não remunerado que acabou por se prolongar por quatro anos, porque eu tinha sempre, obviamente, a esperança de ficar, de ouvir o ‘sim' que me iam prometendo. Não fiquei. Paciência. Mas foi a partir dessa experiência que surgiu a minha carreira de escritora", recorda. No lado positivo da sua história percebeu que gostava, acima de tudo, de contar histórias para a pequenada. Se sabia escrever, então porque não haveria de passar a contar as suas próprias histórias?

"Então, eu que alimento o projecto de vir a ser uma jornalista de sucesso, passei a sonhar também ser uma escritora de sucesso". Até porque, por enquanto, o jornalismo é um projecto adiado. "Num tempo de crise, numa área que está sobrelotada, não é fácil entrar no mercado, sobretudo quando a deficiência faz parte do cartão-de-visita. É precisamente na procura de uma saída profissional que noto alguma discriminação. A nível da comunidade nunca me senti diferente", confessa.

Por isso, a mensagem dos seus livros é bem clara: "Começar a ensinar, logo de pequenino, a diferença. A fazer com que a nova geração viva num mundo menos preconceituoso, mais igual para todos. Por isso, algumas das personagens dos meus livros têm algum grau de incapacidade mas todas são válidas. Quando falo com as crianças, nas escolas e nas sessões de apresentação, é curioso notar que essas diferenças não fazem a diferença para as crianças. Elas são muito mais tolerantes".

Aos 34 anos, a jornalista e escritora já tem dois livros (‘Joquinha na Cidade de Miau' e ‘Joquinha na Nuvem da Mafalda') editados e um terceiro pronto a ser lançado.

Começar não foi fácil. Com a história debaixo do braço, Caroline bateu às portas de várias editoras. "Até publicavam o livro, mas pediam-me sempre um adiantamento em dinheiro para o fazer. De modo que resolvi deitar mãos à obra e comecei por vender o livro - que ainda nem sequer existia - a amigos, conhecidos, amigos de amigos e através da internet para poder adiantar a impressão".

O terceiro está prestes a ver a luz do dia, mas Caroline Soares estuda ainda a melhor maneira de o pôr nos escaparates das livrarias sem custos.

Agora percorre o País, sobretudo a região Norte, em visita a escolas para leituras e apresentações dos seus livros. Se tiver boleia, aceita, senão apanha o comboio. E vai sozinha. Chega a todo o lado onde os carris e a vontade férrea a levarem.

Fonte: CM