domingo, 1 de julho de 2012

“PRAIA ACESSÍVEL, PRAIA PARA TODOS” Época Balnear 2011


Listagem de praias acessíveis em 2011

REGIÃO HIDROGRÁFICA DO NORTE

Caminha
V. Praia de Âncora – costeira – C/ cadeira anfíbia
Caminha – costeira

Viana do Castelo
Carreço – costeira – C/ cadeira anfíbia
Amorosa – costeira – C/ cadeira anfíbia

Esposende
Apúlia – costeira
Marinhas-Cepães – costeira – C/ cadeira anfíbia

Povoa de Varzim
Zona Urbana-Norte – costeira
Zona Urbana-Sul I – costeira
Zona Urbana-Sul II – costeira
Lagoa – costeira

Vila do Conde
Mindelo – costeira – C/ cadeira anfíbia
Vila Chã (Moreiró) – costeira – C/ cadeira anfíbia
Frente Urbana-Norte (Sr.ª da Guia) – costeira
Frente Urbana-Sul (Turismo) – costeira

Matosinhos
Pedras do Corgo – costeira
Memória – costeira – C/ cadeira anfíbia
Marreco – costeira
Matosinhos – costeira
Pedras Brancas – costeira
Quebrada – costeira
Senhora-Boa Nova – costeira
Aterro – costeira
Angeiras-Norte – costeira
Angeiras-Sul – costeira
Agudela – costeira
Cabo do Mundo – costeira
Funtão – costeira
Leça da Palmeira – costeira

Porto
Homem do Leme – costeira – C/ cadeira anfíbia
Vila Nova de Gaia
Aguda – costeira
Miramar – costeira – C/ cadeira anfíbia
Canide-Norte – costeira – C/ cadeira anfíbia
Senhor da Pedra – costeira – C/ cadeira anfíbia
Valadares-Sul – costeira

Espinho
Espinho-Baía – costeira – C/ cadeira anfíbia

Freixo-de-Espada-à-Cinta
Congida – costeira – C/ cadeira anfíbia

Macedo de Cavaleiros
Fraga da Pegada-Albufeira do Azibo – interior – C/ cadeira anfíbia
Ribeira-Albufeira do Azibo – interior

Ponte da Barca
Ponte da Barca (Rio Lima) – interior

Marco de Canaveses
Bitetos – interior

Póvoa de Lanhoso
Verim – interior


REGIÃO HIDROGRÁFICA DO CENTRO

Ovar
Furadouro – costeira
Esmoriz – costeira

Murtosa
Torreira – costeira

Aveiro
São Jacinto – costeira – C/ cadeira anfíbia

Ílhavo
Barra – costeira – C/ cadeira anfíbia
Costa Nova – costeira – C/ cadeira anfíbia

Vagos
Vagueira – costeira
Areão – costeira – C/ cadeira anfíbia

Mira
Mira – costeira – C/ cadeira anfíbia

Cantanhede
Tocha – costeira – C/ cadeira anfíbia

Figueira da Foz
Quiaios – costeira
Buarcos – costeira – C/ cadeira anfíbia
Torre do Relógio – costeira

Pombal
Osso da Baleia – costeira – C/ cadeira anfíbia

Leiria
Pedrógão-Centro – costeira – C/ cadeira anfíbia

Marinha Grande
Vieira – costeira – C/ cadeira anfíbia

Guarda
Aldeia Viçosa – interior – C/ cadeira anfíbia

Arganil
Pomares – interior

Sever do Vouga
Quinta do Barco – interior C/ cadeira anfíbia

Lousã
Bogueira – interior C/ cadeira anfíbia
Graça – interior

Penela
Louçainha – interior

Góis
Canaveias – interior
Peneda/Pego Fundo – interior

Oliveira Hospital
Avô (Ilha do Picoto) – interior

Vale de Cambra
Rio Caima-Burgães – interior


REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

Caldas da Rainha
Praia do Mar – costeira – C/ cadeira anfíbia
Foz do Arelho-Lagoa – costeira

Nazaré
Nazaré – costeira

Peniche
Medão-Supertubos – costeira – C/ cadeira anfíbia
Baleal-Sul – costeira – C/ cadeira anfíbia

Lourinhã
Areia Branca – costeira – C/ cadeira anfíbia
Valmitão – costeira – C/ cadeira anfíbia
Areal-Sul – costeira – C/ cadeira anfíbia
Peralta – costeira – C/ cadeira anfíbia

Alcobaça
São Martinho do Porto– costeira
Paredes de Vitória – costeira

Torres Vedras
Santa Rita-Norte – costeira – C/ cadeira anfíbia
Centro (Santa Cruz) – costeira – C/ cadeira anfíbia
Santa Helena – costeira
Navio – costeira
Santa Cruz-Sul – costeira

Mafra
Foz do Lizandro-Mar – costeira – C/ cadeira anfíbia
São Lourenço – costeira – C/ cadeira anfíbia
Porto da Calada – costeira

Sintra
Adraga – costeira – C/ cadeira anfíbia

Cascais
Poça – costeira
Tamariz – costeira – C/ cadeira anfíbia
Conceição – costeira – C/ cadeira anfíbia
Carcavelos – costeira – C/ cadeira anfíbia

Castanheira de Pêra
Poço Corga – interior

Guarda
Valhelhas – interior

Mação
Carvoeiro (Mação) – interior – C/ cadeira anfíbia

Pedrogão Grande
Mosteiró – interior

Proença-a-Nova
Aldeia Ruiva – interior

Gavião
Quinta do Alamal – interior – C/ cadeira anfíbia

Abrantes
Aldeia do Mato – interior

Pampilhosa da Serra
Janeiro de Baixo – interior



REGIÃO HIDROGRÁFICA DO ALENTEJO

Sesimbra
Ouro – costeira – C/ cadeira anfíbia

Setúbal
Figueirinha – costeira – C/ cadeira anfíbia

Grândola
Comporta – costeira – C/ cadeira anfíbia e canadianas anfíbias
Tróia-Mar – costeira
 Pego – costeira
Carvalhal – costeira

Santiago do Cacém
Costa de Santo André – costeira – C/ cadeira anfíbia
 Sines
Vasco da Gama – costeira – C/ cadeira anfíbia
São Torpes – costeira

Odemira
Praia das Furnas – costeira – C/ cadeira anfíbia
Carvalhal – costeira
Zambujeira do Mar – costeira

Mértola
Albufeira da Tapada Grande – interior – C/ cadeira anfíbia


REGIÃO HIDROGRÁFICA DO ALGARVE

Aljezur
Monte Clérigo – costeira – C/ cadeira anfíbia

Vila do Bispo
Salema – costeira – C/ cadeira anfíbia

Lagos
Meia Praia – costeira – C/ cadeira anfíbia
Luz – costeira – C/ cadeira anfíbia
Porto de Mós – costeira – C/ cadeira anfíbia
Batata – costeira

Portimão
Vau – costeiro – C/ cadeira anfíbia
Rocha – costeira
Alvor-Nascente (Três Irmãos) – costeira
Alvor-Poente – costeira – C/ cadeira anfíbia

Lagoa
Carvoeiro – costeira
Senhora da Rocha – costeira – C/ cadeira anfíbia

Silves
Barcos/Armação de Pêra-Nascente – costeira

Albufeira
Rocha Baixinha-Nascente – costeira – C/ cadeira anfíbia
Rocha Baixinha-Poente – costeira
Barranco das Belharucas – costeira
Salgados – costeira – C/ cadeira anfíbia
Manuel Lourenço – costeira
Maria Luísa – costeira – C/ cadeira anfíbia
Galé-Leste – costeira
Galé-Oeste – costeira
Olhos d’ Água – costeira
Oura – costeira
Peneco – costeira
Pescadores – costeira

Loulé
Vilamoura – costeira – C/ cadeira anfíbia
Quarteira – costeira – C/ cadeira anfíbia
Vale de Lobo – costeira – C/ cadeira anfíbia
Garrão-Poente – costeira
Loulé Velho – costeira

Faro
Faro-Mar – costeira – C/ cadeira anfíbia

Olhão
Fuzeta-Ria – costeira

Tavira
Barril – costeira – C/ cadeira anfíbia

Castro Marim
Praia Verde – costeira
Alagoa/Altura – costeira – C/ cadeira anfíbia
Cabeço (Retur) – costeira – C/ cadeira anfíbia

Vila Real Santo António
Manta Rota – costeira – C/ cadeira anfíbia
Lota – costeira – C/ cadeira anfíbia
Monte Gordo – costeira – C/ cadeira anfíbia
Santo António – costeira – C/ cadeira anfíbia

Alcoutim
Pego Fundo – interior – C/ cadeira anfíbia


REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

SÃO MIGUEL:
Ponta Delgada
Milícias – costeira – C/ cadeira anfíbia
Poços de São Vicente Ferreira – costeira

Lagoa
Zona Balnear da Lagoa – costeira

Vila Franca Campo
Vinha da Areia – costeira – C/ cadeira anfíbia

Povoação (S. Miguel)
Praia do Fogo (Ribeira Quente) – costeira – C/ cadeira anfíbia

Ribeira Grande
Areal de Santa Bárbara – costeira
Praia dos Moinhos – costeira
Zona Balnear das Poças da Ribeira Grande – costeira – C/ cadeira anfíbia

SANTA MARIA:
Vila do Porto
Anjos – costeira – C/ cadeira anfíbia


TERCEIRA:
Angra do Heroísmo
Prainha – costeira – C/ cadeira anfíbia

Praia da Vitória
Zona Balnear dos Biscoitos – costeira – C/ cadeira anfíbia
Porto Martins (costeira) – C/ cadeira anfíbia
Grande – C/ cadeira anfíbia

GRACIOSA:
Santa Cruz da Graciosa
Praia – costeira


REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

MADEIRA:
Santana
Ribeira do Faial – costeira

Santa Cruz
Palmeiras – costeira
Garajau – costeira

Calheta
Calheta – costeira – C/ cadeira anfíbia

Funchal
Clube Naval do Funchal – costeira – C/ dispositivo mecânico p/ acesso a piscina
Complexo Balnear de Ponta Gorda-Poças do Governador – costeira – C/ dispositivo mecânico para acesso a piscina
Formosa – C/ cadeira anfíbia

PORTO SANTO:
Porto Santo
Fontinha – costeira – C/ cadeira anfíbia


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Praia acessível, Praia para Todos


POR VEZES UM SIMPLES DEGRAU PODE TORNAR-SE UMA MONTANHA!

Na sequência do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência deu-se início, em 2004, ao Projecto "Praia Acessível, Praia para todos", visando harmonizar diversas iniciativas locais já empreendidas para tornar acessíveis as praias portuguesas às pessoas com mobilidade condicionada, estendendo-as ao maior número de zonas balneares possíveis (tanto costeiras como interiores). Para além de se dar cumprimento ao disposto no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto, que revogou o Decreto-Lei 123/97, de 22 de Maio, onde já são especificadas as normas técnicas para o estacionamento, instalações sanitárias e rampas de acesso às praias, pretendia-se também criar condições de mobilidade no areal e na água através da existência de veículos próprios.
As zonas balneares que venham a ser consideradas como cumprindo os requisitos da legislação em vigor, relativamente à acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada, serão galardoadas com uma bandeira que as qualificará como Praias Acessíveis.
 Imagem de homem em cadeira de rodas sem acesso a praia por por cauda de escada

Entidades envolvidas no Projecto
  1. Coordenação :
    - Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR).
  2. Colaboradores Institucionais:
    - Instituto da Água (INAG);
    - Instituto Turismo de Portugal, I.P. (ITP);
    - Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
  3. Colaboradores Regionais e Locais:
    - Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH);
    - Instituto de Socorro a Náufragos (ISN);
    - Capitanias dos Portos;
    - Câmaras Municipais, onde se localizam as zonas balneares abrangidas por este projecto.


Critérios técnicos

Imagem alusiva à análise da qualidade da água em zonas balneares interiores e costeiras
1- Este projecto envolve as zonas balneares, costeiras e interiores, cujas águas estejam classificadas como balneares ao abrigo do de acordo com o artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 135/2009, de 3 de Junho, e que tenham nadador salvador.
O Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto, que revogou o Decreto-Lei n.º 123/97, 22 de Maio, obriga a que seja adoptado um conjunto de normas técnicas básicas de eliminação de barreiras arquitectónicas em edifícios públicos, equipamentos colectivos e via pública para melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada.
Imagem com logotipos referentes a pessoas com mobilidade condicionada como gráviads, idosos, deficientes ...

2- Para uma zona balnear ser considerada acessível deverão estar garantidas as seguintes condições imperativas:
a) Ter fácil acesso pedonal e estacionamento ordenado e reservado
Permitir o acesso à praia por via pedonal, garantindo que caso existam passeios estes estejam rebaixados ou então, que o piso da rua esteja sobrelevado até ao nível dos passeios.
Deverá existir estacionamento ordenado e o parque deverá prever lugares reservados para viaturas particulares que transportem pessoas com mobilidade reduzida. De acordo com o Decreto–Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto os lugares reservados são demarcados por linhas pintadas no piso em cor contrastante com a restante superfície e assinalado com uma placa indicativa de acessibilidade (símbolo internacional de acesso). As dimensões de cada um dos espaços a reservar devem ter, no mínimo, uma largura útil de 2.5 m, um comprimento útil de 5 m e uma faixa de acesso lateral com largura útil de 1 m.
O número de lugares a reservar deverá ser em função do número total de lugares disponíveis:

- Até 10 lugares
- De 11 a 25 lugares
- De 26 a 100  
- De 101 a 500 lugares
- Acima de 500

>
>
>
>
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1
2
3
4
1 lugar por cada 100 lugares
 Imagem de parque de estacionamento com lugares reservados a viaturas particulares que transportam pessoas com mobilidade reduzida

b) Garantir o acesso de nível ao areal / zona balnear através de rampas
Se existirem diferenças de nível entre a zona envolvente e a praia propriamente dita deverá ser garantido um acesso alternativo por rampas. As rampas devem ter a menor inclinação possível e satisfazer, de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto, uma das seguintes situações ou valores interpolados dos indicados:
  • Ter uma inclinação não superior a 6%, vencer um desnível não superior a 0.6m e ter uma projecção horizontal não superior a 10 m;
  • Ter uma inclinação não superior a 8%, vencer um desnível não superior a 0.4m e ter uma projecção horizontal não superior a 5 m.
As rampas devem possuir plataformas horizontais de descanso: na base e no topo de cada lanço, quando tiverem uma projecção horizontal superior ao especificado para cada inclinação, e nos locais em que exista uma mudança de direcção com um ângulo igual ou inferior a 90º.
As plataformas horizontais de descanso devem ter uma largura não inferior à da rampa e ter um comprimento não inferior a 1,5 m.
As rampas devem possuir corrimãos de ambos os lados, excepto nas seguintes situações: se vencerem um desnível não superior a 0,2 m podem não ter corrimãos, ou se vencerem um desnível compreendido entre 0,2 m e 0,4 m e não tiverem uma inclinação superior a 6% podem ter apenas corrimãos de um dos lados.

Os corrimãos das rampas devem:
  1. Prolongar-se pelo menos 0,3 m na base e no topo da rampa;
  2. Ser contínuos ao longo dos vários lanços e patamares de descanso;
  3. Ser paralelos ao piso da rampa.
Em rampas com uma inclinação não superior a 6%, o corrimão deve ter pelo menos um elemento preênsil a uma altura compreendida entre 0,85 m e 0,95 m; em rampas com uma inclinação superior a 6%, o corrimão deve ser duplo, com um elemento preênsil a uma altura compreendida entre 0,7 m e 0,75 m e outro a uma altura compreendida entre 0,9 m e 0,95 m; a altura do elemento preensível deve ser medida verticalmente entre o piso da rampa e o seu bordo superior.
O revestimento de piso das rampas, no seu início e fim, deve ter faixas com diferenciação de textura e cor contrastante relativamente ao pavimento adjacente.
Imagem alusiva a acessos de nível ao areal e zona balnear através de rampas

c) Implantar passadeiras até à zona de toldos e outros equipamentos e o mais próximo da água possível
As passadeiras devem permitir o acesso aos serviços de praia (bar, restaurantes, posto de socorros, instalações sanitárias) e ainda, à zona de toldos.
O material base a utilizar deve ser aderente e sempre que possível e necessário providenciar áreas mais largas para descanso ou inversão.
 Imagem mostrando  passadeiras até à zona de toldos e outros equipamentos desde o mais próximo da água possível

d) Disponibilizar instalações sanitárias adaptadas e situadas em local de fácil acesso
A praia deverá dispor de instalações sanitárias adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida e localizada em zona de fácil acesso
As sanitas acessíveis devem satisfazer as seguintes condições:
  1. A altura do piso ao bordo superior do assento da sanita deve ser de 0.45m, admitindo-se uma tolerância de ± 0.01m;
  2. Quando existir mais de uma sanita, as zonas livres de acesso devem estar posicionadas de lados diferentes, permitindo o acesso lateral pela direita e pela esquerda;
    Junto à sanita devem existir barras de apoio que satisfaçam uma das seguintes condições:

Sinal de existência de intalações sanitárias adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida
Desenho ilustrando o posicionamento das sanitas

Quando a sanita acessível estiver instalada numa cabina devem ser satisfeitas as seguintes condições:
  1. O espaço interior não deve ter dimensões não inferiores a 1.60m de largura (parede em que está instalada a sanita) por 1.70m de comprimento;
  2. É recomendável a instalação de um lavatório acessível que não interfira com a área de transferência para a sanita;
  3. No espaço que permanece livre após a instalação dos aparelhos sanitários deve ser possível inscrever uma zona de manobra para a rotação de 180º.

Quando a sanita acessível estiver instalada numa cabina e for previsível um uso frequente por pessoas com mobilidade condicionada devem ainda ser satisfeitas as seguintes condições:
  1. O espaço interior deve ter dimensões não inferiores a 2,2 m de largura por 2,2 m de comprimento;
  2. Deve ser instalado um lavatório acessível que não interfira com a área de transferência para a sanita;
  3. No espaço que permanece livre após a instalação dos aparelhos sanitários deve ser possível inscrever uma zona de manobra para rotação de 360º.
    A porta de acesso a instalações sanitárias ou a cabinas onde sejam instalados aparelhos sanitários acessíveis deve ser de correr ou de batente abrindo para fora. 
Desenho ilustrando a posição da sanita e demais equipamentos e acessos para uma cabina com dimensões de um virgula sete metros por um virgula seis metros
Desenho ilustrando a posição da sanita e demais equipamentos e acessos para uma cabina com dimensões de dois virgula dois metros por dois virgula dois metros

e) Garantir o acesso ao serviço de primeiros socorros
 Imagem alusiva a instalações de primeiros socorros
3- Como condições facultativas, embora não determinantes para a classificação de uma zona balnear como acessível, pode referir-se:
a) - Facultar o acesso a bares/lojas de bebidas e comidas, através de entrada de nível ou acesso por rampa. O balcão deve ser rebaixado 
b) - Facultar o acesso a restaurantes, através de entrada não de nível ou acesso por rampa. As mesas devem ter pelo menos 0,70 m de altura, sem obstáculo entre o chão e o tampo, permitindo a sua fácil utilização por pessoas em cadeira de rodas
 Imagem alusiva a um restaurante na praia
c) - Disponibilizar cadeiras de rodas e/ou canadianas anfíbias, ou outros aparelhos que lhe permitirão o acesso à água. A utilização destes equipamentos em segurança implica a presença de duas pessoas Imagem de uma cadeira de rodas anfíbia. Triciclo com descanço pra braços em forma de boias e apoio para as costas

Novas regras das prestações sociais entram hoje em vigor



As novas regras de atribuição de prestações do sistema de segurança social, nomeadamente o Rendimento Social de Inserção ou os subsídios de maternidade, paternidade e adoção, entram hoje em vigor.Com os novos regimes jurídicos das prestações sociais, todas as pessoas que tenham mais de 25 mil euros em depósitos bancários ficam de fora do Rendimento Social de Inserção (RSI). Por outro lado, o Governo estima que as alterações ao RSI coloquem mais cerca de 60 mil beneficiários do subsídio inscritos nos centros de emprego, desde que tenham idade e capacidade ativa para trabalhar.

Ao abrigo das novas regras, a atribuição do RSI vai passar pela assinatura de um contrato anual, com obrigações que envolvem todos os membros do agregado familiar beneficiário.

O contrato de inserção terá uma duração de 12 meses e se no fim deste prazo o beneficiário quiser continuar a auferir desta prestação, tem de apresentar um novo requerimento com indicação dos seus rendimentos e com novo contrato de inserção, adequado à realidade.

No mesmo diploma, o Governo refere que é feita uma harmonização da forma de cálculo dos subsídios de maternidade, paternidade e adoção com o subsídio de doença, deixando de ser considerados para tal os subsídios de férias e de Natal.

No âmbito da proteção de doença, são alteradas as percentagens de substituição do rendimento perdido em função de novos períodos de atribuição do subsídio de doença, protegendo diferentemente períodos de baixa até 30 dias e períodos mais longos, entre 30 e 90 dias.

As novas regras introduzem uma majoração de 5% das percentagens para os beneficiários cuja remuneração de referência seja igual ou inferior a 500 euros, que tenham três ou mais descendentes a cargo (com idades até 16 anos, ou até 24 anos se receberem abono de família) ou que tenham descendentes que beneficiem de bonificação por deficiência.

Lusa