quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Jogos Paralimpicos Londres 2012



Está a chegar o dia de nossos representantes entrarem em ação. Assim como nas outras edições dos Jogos Paralimpicos de certeza que o número de medalhas vai ser superior às alcançadas pelos nossos atletas ditos normais, mas o protagonismo continuará a ser bem inferior.

Conheça aqui nossos heróis.

Mais informações: Comite Paralimpico de Portugal



Testamento Vital



Entra hoje em vigor a 
Lei n.º 25/2012 que regula as diretivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, e a nomeação de procurador de cuidados de saúde e cria o Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV).
O diploma define, entre outros, que:
As diretivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, são o documento unilateral e livremente revogável a qualquer momento pelo próprio, no qual uma pessoa maior de idade e capaz, que não se encontre interdita ou inabilitada por anomalia psíquica, manifesta antecipadamente a sua vontade consciente, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber, ou não deseja receber, no caso de, por qualquer razão, se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente.

Podem constar do documento de diretivas antecipadas de vontade as disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do outorgante, nomeadamente:

Não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais;
Não ser submetido a tratamento fútil, inútil ou desproporcionado no seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte;
Receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada;
Não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental;
Autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.

As diretivas antecipadas de vontade são formalizadas através de documento escrito, assinado presencialmente perante funcionário devidamente habilitado do Registo Nacional do Testamento Vital ou notário, do qual conste:

A identificação completa do outorgante;
O lugar, a data e a hora da sua assinatura;
As situações clínicas em que as diretivas antecipadas de vontade produzem efeitos;
As opções e instruções relativas a cuidados de saúde que o outorgante deseja ou não receber, no caso de se encontrar em alguma das situações referidas na alínea anterior;
As declarações de renovação, alteração ou revogação das diretivas antecipadas de vontade, caso existam.

São juridicamente inexistentes, não produzindo qualquer efeito, as diretivas antecipadas de vontade:

Que sejam contrárias à lei, à ordem pública ou determinem uma atuação contrária às boas práticas;
Cujo cumprimento possa provocar deliberadamente a morte não natural e evitável, tal como prevista nos artigos 134.º e 135.º do Código Penal;
Em que o outorgante não tenha expressado, clara e inequivocamente, a sua vontade.

É assegurado aos profissionais de saúde que prestam cuidados de saúde ao outorgante o direito à objeção de consciência quando solicitados para o cumprimento do disposto no documento de diretivas antecipadas de vontade.
Ninguém pode ser discriminado no acesso a cuidados de saúde ou na subscrição de um contrato de seguro, em virtude de ter ou não outorgado um documento de diretivas antecipadas de vontade.

Fonte e mais informação: Portal da Saúde

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jornal Só Desporto

Foto de perfil 
O meu amigo Vitor Ferreira, companheiro de rodas, tem um grupo no Facebook a que chamou

Jornal Só Desporto


e pede ajuda para a sua divulgação.

Aqui fica o link:

Programa de Emergência Social (PES)

A avaliação de alguns dos beneficiários do Programa de Emergência Social (PES), apresentado há um ano, oscila entre a nota bastante positiva e a muito humilde, com críticas à falta de concretização de algumas medidas.

O Programa de Emergência Social foi apresentado a 05 de Agosto do ano passado com o objectivo de combater a pobreza e a exclusão social e com actuação em cinco áreas essenciais: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) faz um balanço «bastante positivo».

«Não estará tudo a andar, mas no que se refere a moderação nas exigências das respostas sociais, penso que se deram passos bastante importantes, na medida em que, mantendo-se a qualidade e a segurança, consegue-se atender a mais pessoas, nomeadamente em creches e em lares de idosos», apontou o padre Lino Maia.

Por concretizar, de acordo com o responsável, estão ainda medidas como a revisão da legislação de licenciamento de equipamentos sociais ou a simplificação das regras da segurança e higiene alimentar nas cozinhas das instituições sociais.

Junto da Confederação Nacional de Associações de Família (CNAF) o balanço é «pouco positivo» porque, apesar de ser um «programa ambicioso» que respondia a muitas das «ansiedades» da organização, a sua concretização revelou-se «muito humilde».

«O programa do microcrédito não está a funcionar. Também a formação para a inclusão, que era uma das nossas reivindicações, (…) foi apregoado, foi anunciado, mas não tem havido», criticou Teresa Costa Macedo.

A presidente da CNAF disse também que o terceiro sector tem sido esquecido e que tem recebido «as maiores queixas», principalmente da parte de reformados e pensionistas. Acrescentou que a política fiscal «é muito injusta» e que as famílias estão a passar pela maior crise de sempre.

Na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), fazer um balanço do PES é ainda «muito provisório», porque «muito do que foi feito passa pela adopção de legislação cujos efeitos práticos ainda não são perceptíveis».

Em matéria de medidas incluídas no PES, Humberto Santos lembrou que o programa Rampa «aparece como uma questão inovadora, mas existe desde 2008», e defende que era importante perceber o que é que está a ser feito em matéria de acessibilidade e transformação arquitectónica.

Outra medida a que o presidente da APD deu destaque foi o 'Descanso do Cuidador', defendendo Humberto Santos que seria «interessante» perceber que impacto tem tido, se quem precisa recorre a ela e se há efectivamente respostas.

«Governo sobre Governo anuncia medidas cuja avaliação dos impactos não é feita e ficamos todos com a ideia de que muita coisa é anunciada, mas pouco é concretizado», disse o responsável, para quem o PES é «muito assistencialista».

Para a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (Murpi), a sigla PES significa Programa de Empobrecimento Social porque não tem em conta as dificuldades ou as necessidades dos idosos.

Em relação a medidas como o apoio domiciliário, por exemplo, o presidente da Murpi diz que os pedidos de ajuda são crescentes, mas não há um financiamento adequado para as respostas necessárias. Já no que diz respeito aos centros de noite, diz ter conhecimento de existirem «um ou dois», mas desconhecer se foram criados mais.

A coordenadora da Bolsa de Voluntariado diz que o Governo tem valorizado esta área, mas admitiu ainda estar à espera que a Lei do Voluntariado seja finalizada e entre em vigor.

«É muito importante que o voluntariado não seja um obstáculo ao mercado de trabalho, de modo a que seja um voluntariado que não seja um emprego disfarçado, para que as pessoas estejam focadas naquilo que é importante, que é a procura activa de emprego», defendeu Helena Presas.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Solidariedade disse que não faria, neste momento, qualquer balanço do programa, acrescentando que apenas estão previstas análises semestrais.

Lusa/SOL

Luva tecnológica transforma língua de sinais em fala





Todo ser humano quer se comunicar, é simplesmente parte da natureza humana. A frase foi escolhida pelos desenvolvedores do Enable Talk, um sistema que permite transformar a linguagem dos sinais (Libras) em fala, por meio de uma luva tecnológica, desenvolvido por programadores ucranianos. O equipamento foi desenvolvido para que pessoas com deficiências auditiva e de fala possam participar da comunicação verbal.

O projeto foi apresentado em um concurso promovido pela Microsoft, o Imagine Cup 2012, e garantiu à equipe, que além de três programadores contava com um designer, o primeiro lugar. Segundo o grupo, existe uma barreira entre as pessoas com conhecem a linguagem dos sinais e as que a desconhecem e o equipamento poderia ajudar a superá-la.

“Mesmo uma coisa habitual como comprar algo pode se tornar um problema se o vendedor não conhecer a língua dos sinais”, apontam. Esse tipo de problema afeta as oportunidades de pessoas com deficiência e as possibilidades de realização pessoal.

Para solucionar essa questão, os programadores colocaram sensores flexíveis em um par de luvas, que detectam a posição das mãos. Os dados obtidos são transmitidos por meio de um módulo Blootooth para um celular, conectado a um computador. A luva conta ainda com pequenos painéis solares que diminuem a necessidade de carregamento da bateria e demonstra a preocupação com o meio ambiente.

“Nossa equipe está confiante que este projeto porque nos permite combinar modernas tecnologias no campo da microeletrônica e o poder do Windows OS para tornar o mundo melhor, não apenas para as pessoas com deficiência, mas também para o resto”, declarou a equipe em seu website.

Fonte: Terra

Centro de reabilitação do Norte

AS PESSOAS COM DEFICIENCIA FISICA GRAVE, RESIDENTES NO NORTE DO PAÍS, COM NECESSIDADE DE SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO FISICA E DE REABILITAÇÃO, TEM QUE SE DESLOCAR PARA O SUL, POR VEZES CENTENAS DE KILOMETROS, AFASTADOS DA FAMILIA, E COM ELEVADOS CUSTOS ECONÓMICOS, PARA BENEFICIAREM DE SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO FÍSICA E DE REABILITAÇÃO.

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DEFICIENTES SINISTRADOS NO TRABALHO, E OUTRAS ORGANIZAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA DO NORTE, SEMPRE RECLAMARAM A NECESSIDADE DE, NO DISTRITO DO PORTO, SER CRIADO UM CENTRO DE REABILITAÇÃO DE QUE PODESSEM BENEFICIAR AS PESSOAS COM DEFICIENCIA FISICA GRAVE.

E, AO TOMAREM CONHECIMENTO DA CRIAÇÃO DO CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE (V. N. DE GAIA) FINALMENTE AS PESSOAS COM DEFICIENCIA E OS SEUS FAMILIARES GANHARAM A ESPERANÇA DE PODEREM TER O DIREITO A SERVIÇOS DE REABILITAÇÃO, CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA A SUA INCLUSÃO SOCIAL E PROFISSIONAL E O DIREITO DE FAZEREM PARTE DE UMA SOCIEDADE QUE SE DESEJA REALMENTE INCLUSIVA.

ONTEM, 19 DE JUNHO DE 2012, O SR. MINISTRO DA SAÚDE, PELO QUE FOI NOTICIADO PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL (JN 19/06) VEIO A PÚBLICO DIZER QUE O CENTRO DE REABILITAÇÃO DE VILA NOVA DE GAIA, “SÓ VAI ABRIR SE FOR ASSEGURADA A SUA VIABILIDADE ECONÓMICA E FINANCEIRA” E DEPOIS DE TER O SEU “OBJETIVO DEFINIDO”. E O SR. PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL DE VILA NOVA DE GAIA, REFERE “DESEJAR UMA PARCERIA INTERNACIONAL PARA GERIR O CENTRO DE REABILITAÇÃO” AGUARDANDO QUE DESSA FORMA “VENHAM MUITOS EUROPEUS (DEFICIENTES) DE CLASSE A, O QUE SUGERE PARA ALÉM DE GRANDE INSENSIBILIDADE SOCIAL PARA COM OS DEFICIENTES DO NORTE, O DESEJO DE CRIAR MAIS UMA PARCERIA PUBLICO PRIVADA PARA A GESTÃO DAQUELE CENTRO DE REABILITAÇÃO.

FAZENDO FÉ NA LEI E NA CONVENÇÃO INTERNACIONAL (QUE PORTUGAL RATIFICOU) SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA, AS ORGANIZAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA, OS DEFICIENTES E OS SEUS FAMILIARES SEMPRE PENSARAM QUE O “OBJETIVO” DO CENTRO DE REABILITAÇÃO, ERA O DE ASSEGURAR ÁS PESSOAS COM DEFICIENCIA O DIREITO À REABILITAÇÃO E O DIREITO À VIDA.

O CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE ESTÁ PRONTO E RECUSAMO-NOS A ACREDITAR ( A CRER NAS DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA SAÚDE, E DO PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL DE GAIA) QUE SE PREVELIGIEM CIDADÂOS ESTRANGEIROS COM CAPACIDADE ECONÓMICA, EM DETRIMENTO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA QUE VIVEM NO NORTE, SÃO POBRES E NÃO TEM ESTATUTO CLASSE A.

RECUSAMO-NOS A ACREDITAR QUE SE SONEGE DIREITOS FUNDAMENTAIS ÀS PESSOAS COM DEFICIENCIA APENAS POR SEREM POBRES E PORTUGUESES, QUE SE CONDICIONE OS DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA POR RAZÕES ECONÓMICAS, QUE SE DIVIDA OS CIDADÕES COM DEFICIENCIA POR CLASSES, EM FUNÇÃO DAS SUAS CAPACIDADES ECONÓMICAS.

EM CONSEQUÊNCIA DAS DECLARAÇÕES DO SR. MINISTRO DA SAÚDE E DO SR. PRESIDENTE DA CAMARA DE GAIA, QUE RESPOSTA TERÃO A DAR AOS PORTUGUESES COM DEFICIENCIA E ÀS SUAS FAMILIAS, (EM ESPECIAL OS QUE RESIDEM NO NORTE DO PAÍS) O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA, O SR. PRIMEIRO MINISTRO, E A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? DESIGNADAMENTE SE:

-O CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE SÓ VAI ABRIR QUANDO CHEGAREM A PORTUGAL MUITOS “CIDADÃOS EUROPEUS” COM DEFICIENCIA DA “CLASSE A”?

-OS DIREITOS DOS DEFICIENTES PORTUGUESES DE “CLASSES INFERIORES” QUE PRECISAM DE REABILITAÇÃO VÃO SER IGNORADOS OU POSTERGADOS?

20 DE JUNHO DE 2012. A DIRECÇÃO NACIONAL DA ANDST

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