quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"Programa de Treino de Competências Funcionais para alunos com NEE


No dia 2 de dezembro, na FNAC de Viseu, às 16 horas, vai ser lançado o livro "Programa de Treino de Competências Funcionais para alunos com necessidades educativas especiais", da autoria de Ana Beja e de Maria João Miranda.

O livro tem como principal objetivo proporcionar aos alunos com necessidades educativas especiais um conjunto de atividades promotoras da aprendizagem e treino funcional, uma vez que apresenta um leque diversificado e útil para a preparação e a inclusão na vida ativa destes jovens.

“Andar EM Moda”



Dia 4 de Dezembro celebra-se o Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla

A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) lança amanhã, dia 13 de Novembro, a iniciativa “Andar EM Moda com a Zilian”, um passatempo dirigido a todas as mulheres, que se realiza no site e na rede social da associação.

Para participar basta ser mulher e enviar uma frase que inclua as palavras SPEM, esclerose múltipla e Zilian até ao dia 20 de Novembro, altura em que as frases finalistas serão colocadas à votação dos fãs da associação. A cerimónia de entrega do prémio (um par de sapatos Zilian - 1º prémio - e pontos no cartão de fidelização da marca - 2º e 3º prémios, realiza-se no dia 13 de Dezembro, às 18h00, num cocktail de final de tarde na loja Zilian da Rua António Augusto Aguiar, com a presença de Cinha Jardim, Rosalina Machado e Xenica Jardim, figuras públicas simpatizantes com a causa da SPEM.

De acordo com Fátima Paiva, Presidente da SPEM “esta iniciativa pretende, simultaneamente, dinamizar a rede social da associação e envolver uma marca de referência em moda, como é o caso da Zilian, com as associadas da SPEM”. E acrescenta que “em vésperas de celebrar o Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla, é importante sensibilizar os portugueses para a doença mas, principalmente, para o facto de os doentes poderem ser pessoas activas que gostam de acompanhar as últimas tendências da moda”.

Fonte:LPM Comunicações

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PELO AUMENTO DAS DEDUÇÕES À COLECTA NO IRS

E-mail enviado aos Grupos Parlamentares.

Exmas(os) Senhoras(es)

Fomos informados através do Gabinete do Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que se manterão no ano 2013 as mesmas condições relativas às deduções à colecta em sede de IRS para os trabalhadores e pensionistas com deficiência, bem como para os contribuintes com pessoas com deficiência a cargo.

Na mesma comunicação são ainda referidas duas questões que consideramos de grande importância para os trabalhadores e pensionistas com deficiência:

1. A impossibilidade, por imposição do “Memorando de Entendimento” da reintrodução dos benefícios fiscais que foram eliminados pelo Governo do Partido Socialista.

2. Que a “Lei para o Orçamento de Estado para 2007 converteu o que era (até então) um conjunto de deduções ao rendimento aplicáveis aos sujeitos passivos que fossem pessoas com deficiência, num conjunto de deduções à colecta com um efeito equivalente”.

Relativamente à primeira questão, continuamos a reafirmar a necessidade da compensação dos custos acrescidos que têm as pessoas com deficiência através da reintrodução dos benefícios fiscais, tal como foi sempre defendido por todos os partidos com representação parlamentar, à excepção do Partido Socialista que os eliminou. Não deixando cair esta reivindicação e lutando por uma rápida recuperação da soberania para que se torne possível esta exigência, pensamos que é necessária uma medida que compense os referidos custos acrescidos e minimize o brutal aumento da carga fiscal previsto no orçamento para 3013, o que nos leva à segunda questão.

Não é verdade que as deduções à colecta tenham “um efeito equivalente” em termos do rendimento disponível ao dos benefícios fiscais que foram eliminados. Caso assim fosse não teria sentido a o voto contra tal medida e a apresentação de propostas de reintrodução dos benefícios fiscais que todos os partidos, à excepção do Partido Socialista, apresentaram diversas vezes.

Quando foram eliminados os benefícios fiscais foi o governo da altura alertado para o facto de os trabalhadores e pensionistas com deficiência, bem como todas as pessoas com deficiência, terem custos acrescidos para fazerem uma vida “normal” como a de outra pessoa qualquer. Não existia na altura a quantificação desses custos a nível de Portugal, embora tenham sido fornecidos ao governo de então alguns estudos internacionais existentes.

Recordamos que agora esse estudo está feito. Efectuado pelo Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, incidiu sobre o “cálculo dos custos acrescidos que as deficiências e incapacidades representam nos orçamentos familiares” o que implicou “considerar diferentes dimensões: o que as pessoas gastam a mais, o que as pessoas auferem a menos, o que as pessoas não conseguem obter, o que as pessoas não aspiram ter.”

Os resultados são claros e estão quantificados. Chegaram à conclusão de que os custos acrescidos efectivos, depois de deduzidas as contribuições do Estado, oscilam entre 4.103€ e 26.304€ anualmente, dependendo do tipo e grau de incapacidade(s) que a pessoa tem.

É assim evidente que os valores previstos de dedução à colecta (1.900€ e 3.800€) não são suficientes.

Propomos, portanto, um aumento do valor da dedução à colecta e tão importante quanto esse aumento será a alteração do patamar dos 90% de taxa de incapacidade de acesso ao valor maior de dedução.
Nos benefícios fiscais o patamar de acesso a um benefício maior situava-se nos 80% de taxa de incapacidade. Quando foi instituída a dedução à colecta, numa medida claramente de poupança orçamental, foi alterado este patamar sem haver nenhuma razão que o sustentasse. Ficaram, assim, sem acesso à dedução mais elevada inúmeras pessoas tetraplégicas, por exemplo. Esta situação também tem de ser alterada.

As pessoas com deficiência, dados os custos que já têm de suportar no seu dia a dia, não têm condições para diminuir ainda mais o seu rendimento disponível com o agravamento fiscal que se prevê para 2013.

Solicitamos assim com carácter de urgência uma audiência com um representante do V. Grupo Parlamentar para apresentação e discussão mais detalhada das nossas propostas.

Movimento (d)Eficientes Indignados


domingo, 4 de novembro de 2012

Vocacional: a via da inclusão ou da exclusão? Por Andreia Lobo

Dar uma resposta educativa aos alunos de 13 anos com maiores dificuldades do ensino regular parece ser o objetivo da criação da nova modalidade vocacional. Na União Europeia a discussão sobre a criação de cursos vocacionais faz-se em torno das suas consequências sociais para os alunos: inclusão ou exclusão?
Cerca de 50% dos alunos dos países da União Europeia escolhem vias profissionais e profissionalizantes, ou seja, vocacionais. Mas a percentagem reflete alunos que por dificuldades de aprendizagem saíram das vias regulares, garantem os especialistas nesta área. São, pelo contrário, sinónimo do prestígio e qualidade de ensino atingida lá fora por estes cursos. Portugal tem figurado nas estatísticas como detendo mais alunos a frequentar o ensino geral em detrimento do profissional. Mas o cenário pode vir a mudar.

O início do ano letivo de 2012/2013 foi marcado pela criação da modalidade de ensino vocacional no 2.º e 3.º ciclos. Segundo dados do CEDEFOP, organismo europeu que monitoriza a educação e formação de adultos, na maioria dos países da EU, estas vias de ensino são introduzidas ao nível do secundário superior (10.º, 11.º, 12.º anos) e, em menor número, no secundário inferior (7.º, 8.º, 9.º anos).

Por cá, o Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, estabeleceu os princípios orientadores desta nova oferta formativa que funcionará este ano letivo enquanto experiência-piloto em 12 escolas pública e privadas do país. Mas o objetivo do Ministério da Educação e Ciência (MEC) é alargar a oferta a outros agrupamentos a partir de 2013/2014.

Opção ou punição?O ensino básico vocacional foi pensado para os alunos a partir dos 13 anos de idade que, segundo o diploma, "manifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular e procurem uma alternativa a este tipo de ensino". Em especial, os "alunos que tiveram duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos diferentes". Mas a opção de fazer do ensino vocacional uma alternativa para os alunos repetentes tem levantado muitas dúvidas entre os especialistas da educação. A questão é simples: poderão outros alunos com sucesso escolar também optar por esta via?

Mesmo para quem tem "constrangimentos" nos estudos, o encaminhamento não é obrigatório e exige o acordo dos pais, garante o MEC. Ainda assim, só pode ser feito após "um processo de avaliação vocacional, por psicólogos escolares, que mostre ser esta a via mais adequada às necessidades de formação dos alunos", diz o diploma.

Entretanto, em comunicado na sua página oficial, o bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Mourinho Baptista, alertou para a possibilidade de a oferta ser mal recebida: "Caso os cursos sejam percecionados pelos alunos, pelos pais e pela comunidade como um elemento punitivo do insucesso escolar, a medida corre o risco de se tornar prejudicial." E frisou a importância do envolvimento dos psicólogos para garantir que tanto os pais como os alunos estejam "devidamente informados sobre as várias alternativas de ensino e respetivas implicações na vida escolar profissional e dos jovens".

Do lado das escolas, os diretores reclamaram há semanas junto do ministro Nuno Crato, mais autonomia na decisão sobre quais os alunos a encaminhar para o ensino vocacional e a deixar seguir o regular. Em declarações ao Diário Económico, o coordenador do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, pediu "vontade política" para entregar às direções das escolas a responsabilidade da orientação do aluno e sugeriu a criação de "critérios nacionais" que impeçam a frequência do ensino regular a alunos que não tenham aproveitamento às disciplinas de Português e Matemática ao longo de vários anos letivos.

Currículo geral e prática simuladaTanto no 2.º como no 3.º ciclos, o plano de estudos do ensino básico vocacional é modular e contempla disciplinas de formação geral (Português, Matemática, Inglês e Educação Física), complementar (História e Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e uma segunda língua, não obrigatória, apenas no 3.º ciclo) e vocacional (atividades vocacionais e prática simulada).

Em termos de carga horária, a formação geral terá um total anula de 400 horas efetivas, no 2.º ciclo e de 350 no 3.º ciclo. As disciplinas complementares perfazem um total de 130 e 180, em cada um dos ciclos, respetivamente. Por último, a componente vocacional terá em ambos os ciclos uma duração de 360 horas dedicadas às atividades vocacionais e 210 horas para a prática simulada, preferencialmente, em empresas.

Das três componentes, a vocacional será, porventura, a que levantará mais dúvidas aos pais e alunos. É também a que distingue estes cursos e a que apresenta menos definições legais. Ao definir o objetivo da criação desta modalidade, o MEC esclarece no decreto-lei que esta deve levar os jovens a "desenvolver capacidades práticas que facilitem futuramente a sua integração no mundo do trabalho".

Sem duração fixa estabelecida, o diploma estabelece que os cursos devem ser adaptados "ao perfil de conhecimentos do conjunto de alunos" que neles estiver reunido. Caberá às escolas escolher o tipo de atividades vocacionais destes cursos, "desde que cumpridas as metas e perfis de saída". Qualquer que sejam as ofertas, o MEC pretende que "se articulem as necessidades e expectativas [do aluno], com os projetos educativos da escola e com as características do tecido empresarial".

Retorno ao nível geral de ensino Na União Europeia, muita da discussão em torno do ensino vocacional se faz tendo em conta o grau de integração que esta via proporciona no nível de ensino geral e a possibilidade de continuação dos estudos no ensino superior, garante o CEDEFOP, no mais recente relatório publicado sobre educação e formação vocacional inicial [IVET -Initial Vocational Education and Training].

Em causa está a possibilidade de o aluno ser transferido para o ensino geral tendo optado anteriormente por uma via profissional ou profissionalizante (vocacional). Em Portugal, o recém-criado ensino básico vocacional assegura o prosseguimento de estudos, mas determina algumas regras para que um aluno possa regressar à via regular, após a conclusão do 6.º ano e do 9.º ano.

Assim, os alunos que terminem o 6.º ano no ensino vocacional podem voltar ao regular desde que tenham aproveitamento nas provas finais nacionais do respetivo ano. Bem mais fácil, é a continuidade dos estudos na via vocacional. A passagem para o 7.º ano na via vocacional não requer a realização das provas nacionais, apenas que o aluno tenha concluído 70% dos módulos lecionados no conjunto das disciplinas da componente geral e complementar, mas obriga a 100% de sucesso na componente vocacional.

Já os alunos dos cursos vocacionais que concluam o 9.º ano podem optar, para além das vias regular e vocacional, também pelo ensino profissional. De novo, a transferência para o ensino secundário regular implica aproveitamento nas provas finais nacionais do 9.º ano. Continuar na via vocacional no secundário (ainda sem regulamentação) será também mais fácil. As regras são iguais às estabelecidas para o acesso ao 7.º ano: não é necessária a realização das provas nacionais, tendo os alunos apenas de conseguir aproveitamento em 70% dos módulos geral e complementar e a 100% na componente vocacional. Por fim, a transferência para o ensino profissional secundário implica apenas o aproveitamento a todos os módulos do curso.

Independentemente do número de módulos concluídos com aproveitamento, os alunos dos cursos vocacionais podem sempre candidatar-se às provas finais nacionais.

Integração no mundo laboralLigar a escola às empresas parece ser uma condição essencial, ainda que não obrigatória, para o cumprimento dos objetivos propostos pela criação da via vocacional. A ligação tem por finalidade "sensibilizar os jovens para a realidade empresarial envolvente e possibilitar o estreitamento entre os universos empresarial e escolar".

No Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, o MEC determina que "serão estabelecidas parcerias entre as direções regionais de educação, os agrupamentos de escolas e as escolas privadas [que compõem já a experiência-piloto que arrancou este ano] e empresas, entidades ou instituições sediadas na área geográfica respetiva". Do diploma para as escolas, a importância da ligação ao mercado de trabalho vai depender da variedade dos programas profissionalizantes oferecidos aos alunos.

Recentemente, no relatório "Os jovens e as competências: pôr a educação a trabalhar", a UNESCO alertou para o risco de exclusão dos alunos que optam pelo ensino vocacional. Agregar em turmas vocacionais os alunos com insucesso escolar aumenta a desigualdade social, garante a organização. Sobretudo pelo facto de muitos destes cursos não agradarem aos empresários.

No relatório, a UNESCO condena ainda a diminuição do investimento em educação na sequência da crise financeira mundial que desde 2008 dita reduções orçamentais a vários níveis no setor público. Por outro lado, o documento relembra que face à atual situação económica, geradora de níveis de desemprego nunca antes registados, sobretudo entre os jovens, aumenta a necessidade de adequar as aprendizagens escolares ao mundo do trabalho.

Por cá, só o futuro dirá qual o impacto do ensino vocacional na economia portuguesa. Quanto aos resultados da experiência-piloto que decorre em 12 escolas do país, o MEC constituiu no final de outubro um grupo de trabalho para avaliar todos os cursos. Os resultados serão conhecidos já no final deste ano letivo. 

Há pessoas deficientes que «estão a ficar subnutridas» Governo acusado de desrespeitar direitos previstos na Constituição



A Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) denunciou hoje que a política recessiva do Governo desrespeita direitos previstos na Constituição para as pessoas com deficiência, garantindo que muitas «estão a ficar subnutridas» e «temem pela própria subsistência», noticia a Lusa.

Numa declaração hoje aprovada no 21.º Encontro Nacional de Deficientes, que decorre na Maia por iniciativa da CNOD, as mais de duas centenas de cidadãos com deficiência presentes alertaram que a atual política «terá consequências dramáticas, em especial para as pessoas economicamente mais débeis e, em particular, para as pessoas com deficiências mais severas e incapacitantes».

«Muitas pessoas com deficiência encontram-se em muito sérias dificuldades económicas. Não têm dinheiro suficiente para uma alimentação equilibrada e saudável e estão a ficar subnutridas, com a saúde fragilizada e em situação de manifesta pobreza e exclusão social», lê-se no documento, a que a agência Lusa teve acesso.

Adicionalmente, a confederação denuncia que o direito dos deficientes aos cuidados básicos de saúde e de reabilitação «está fortemente condicionado, especialmente pelo custo excessivo das taxas moderadoras, consultas médicas, meios auxiliares de diagnóstico e medicamentos».

«Alegadamente por falta de verbas, têm sido negadas a muitas pessoas com deficiência as ajudas técnicas indispensáveis para a qualidade de vida e autonomia a que têm direito», sustentam, garantindo «temer pela própria subsistência, em especial os que necessitam de medicação diária para suporte de vida».

Os participantes do encontro acusam, por isso, o Governo do «não cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das leis aprovadas».

Em causa estão, nomeadamente, as metas previstas no Plano Nacional de Promoção das Acessibilidades para eliminação das barreiras de acesso e comunicação, nomeadamente nos edifícios públicos, e a lei que obriga a uma quota mínima nas empresas para contratação de pessoas com deficiência, já que atualmente «a maioria se encontra afastada dos mercados de trabalho».

Também motivo de «grande preocupação» para a CNOD é a «degradação da qualidade da escola pública, designadamente do ensino especial», e as «limitações de acesso das pessoas com deficiência à cultura, à prática desportiva e ao lazer».

«Acusamos o Governo de rasgar o compromisso que o nosso país assumiu quando se comprometeu a executar a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência», sustentam.

Entre as principais exigências dos participantes no encontro de hoje, destaque para a «garantia do pagamento de prestações sociais de apoio às pessoas com deficiência», a «revalorização anual das pensões, designadamente de invalidez», a «revalorização da bonificação do abono de família para crianças e jovens com deficiência» e a «isenção total de taxas moderadoras nos hospitais e centros de saúde para as doenças crónicas e pessoas com deficiência».

Também reclamada é a «gratuidade na obtenção de atestados multiuso de incapacidade» e dispensa da sua revalidação nos casos de incapacidade permanente, a «criação de centros distritais de avaliação de incapacidade», a «imediata reativação do Centro Nacional de Proteção contra os Riscos Profissionais» e a «reposição dos docentes do ensino especial».

Ainda exigidos são «programas eficazes de apoio técnico e financeiro à contratação de trabalhadores com deficiência», um «número mínimo obrigatório de estágios profissionais na administração pública para pessoas com deficiência» e «emprego protegido».

TVI24

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hino à Vida no Teatro São Luiz dia 20 de Novembro



EMBAIXADORES DA ANVC

"Iremos apresentar-nos e explicar-vos a intenção deste evento!
Eu sou a Josélia tenho 61 anos e vivo numa unidade hospitalar do Hospital de Curry Cabral há 10 anos, tenho esclerose lateral amiotrófica que me paralisou os músculos e que me colocou dependente de uma máquina para respirar.

 Eu sou o Paulo tenho 38 anos, tive um acidente de trabalho aos 29 anos fiquei tetraplégico e ventilado artificialmente. 

Eu sou a Irene, mãe do Miguel de 38 anos que tem paralisia cerebral e vive através de um ventilador para respirar, acompanho-o diariamente nesta Unidade e o meu Amor pelo Miguel é maior do que tudo, eu sou Ele e ele é Eu.

 O que temos todos em comum?! Adependência de um ventilador que precisamos para respirar e a dependência de terceiros para cuidarem de nós. Éramos Pessoas activas, livres na ascensão da palavra com vidas em construção, no momento em que tudo isto sucedeu nas nossas vidas TUDO
mudou e a nossa realidade transformou-se radicalmente.

Eu, Josélia a mais antiga do grupo mantive o desejo de continuar a criar, a gerir e principalmente de VIVER! Concentrei-me nas capacidades e no potencial que me restava, na minha determinação e inteligência.
Conjuntamente com um grupo de amigos do hospital, com familiares e amigos de sempre e
iniciei um Projecto de Ajuda. Associamo-nos e desenvolvemos actividades para angariar fundos para a construção da Escola Marie Riviére em Nampula que auxilia 3000 crianças carenciadas, e desde então já
passaram 5 anos.

Eu, Paulo, cheguei à Unidade do hospital Curry Cabral no ano de 2009 transferido do Hospital Militar, sou Sargento do Exército e por isso a minha vida sempre foi muito activa, andei por esse mundo fora em missões e
um acidente colocou-me nesta realidade diferente. Ainda sinto revolta do que se sucedeu mas resolvi criar novos objectivos de vida, adoptar novas lutas e por isso, associei-me a este projecto humanitário pois também sou Pai, sou filho e desejo poder ajudar a proporcionar condições de Educação e Saúde a estas crianças.

Eu, Irene mãe do Miguel que não pode expressar o que sente, falo e expresso-me por ele.Também nós nos associamos ao Projecto de Ajuda Humanitário e apadrinhamos uma criança em Nampula, eu pessoalmente adoro crianças porque arrancam-me sorrisos do mais íntimo do meu Ser mesmo quando não tenho vontade de o fazer. Eu e o Miguel queremos ajudar estas crianças de Nampula e apoiar esta Escola, tal como mais 25
crianças em São Tomé e Príncipe, ajudando na compra de material de construção para levantar as paredes e tecto de um barracão-creche de que tivemos conhecimento através de uma enfermeira que veio de uma missão nesta Ilha.

Depois de várias iniciativas ao longo destes 5 anos, falta-nos ainda algum dinheiro para estas obras terem continuidade, juntámo-nos aos nossos amigos e propusemos a realização de um evento de solidariedade que ajudasse as nossas obras, a ideia começou a ter forma, a crescer e a tomar proporções que nem nós imaginávamos. No decorrer destes acontecimentos a artista Maria Henrique propôs-nos a realização de
um livro auto biográfico, projecto no qual estamos a trabalhar actualmente. O lançamento do livro será no dia do evento, as receitas decorrentes da sua venda reverterão para a Associação Nacional do Ventilado Crónico (ANVC) da qual somos Sócios Embaixadores e que tem como objectivo principal a criação de Unidades pensadas e estruturadas para acolher Pessoas queviram as suas vidas transformadas como nós, retirá-las do meio Hospitalar e dar-lhes uma Casa.
Gostaria muito que participassem e que estivessem presentes tal como eu lá estarei :)"

Caso estejam interessados poderão adquirir o bilhete, este tem o valor de 15€ e podem comprá-lo presencialmente na bilheteira do Teatro são Luiz ou na BILHETEIRA ON-LINE através do link que se seguehttp://saoluiz.bilheteiraonline.pt/Comprar/Bilhetes/9567/39489/Sectores

APRESENTADORES
Helena Almeida, Teresa Silva João Baião / Catarina Furtado, Nicolau Brayner Eládio Clímaco Helena Ramos e Fernanda Serrano

PRIMEIRA PARTE
Ana Zanatti, Anita Guerreiro com participação dos Bombeiros Voluntários da Moita,  Maria da Fé, Teresa Tapadas, Janita Salomé e Vitorino, Lenita Gentil, Lúcia Moniz, Rui Andrade e Lara Li

SEGUNDA PARTE
Ruben Varela, Miguel Gameiro, Rita Guerra, Gabriela Barros, Susana Felix, Marco Paulo, Ricardo Soler, João Gil e Luís Represas, Simone de Oliveira com Nuno Feist

ENCERRAMENTO “HINO À VIDA” com interpretação de Ruben Varela acompanhado dos “Armazém Aéreo”

Enviado por Isa Barata

Investigador de Coimbra cria um 'cérebro-computador' para pessoas com limitações motoras graves


Gabriel Pires, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica, Universidade de Coimbra, criou um interface cérebro-computador para pessoas com limitações motoras graves, nomeadamente doentes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), pessoas tetraplégicas e com paralisia cerebral.

O sistema foi validado clinicamente e obteve resultados positivos num grupo de portadores de ELA, seguido no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, em utentes do Centro de Paralisia Cerebral de Coimbra, num tetraplégico e num doente de Duchenne.

Ao permitir uma comunicação baseada apenas em ondas cerebrais e estímulos visuais, o sistema desenvolvido por Gabriel Pires admite restaurar a comunicação, aumentar a mobilidade e o grau de independência dos doentes.

Trata-se de “uma ferramenta de assistência muito poderosa que, quando entrar no mercado, terá um forte impacto social porque permitirá às pessoas com deficiências motoras muito graves obter mais autonomia”, afirma o cientista. “Com a interface cérebro-computador poderão realizar tarefas quotidianas como conversar no Skype, conduzir uma cadeira de rodas, ligar luzes, acionar alarmes via telefone, ligar a televisão, etc.”, exemplifica.

O interface é composto por um conjunto de algoritmos de processamento de sinal e aprendizagem automática que, após a recolha de sinais cerebrais pelo método não invasivo de eletroencefalografia, descodifica os padrões cerebrais e selecciona letras de forma sequencial, permitindo escrever frases.

São algoritmos que se ajustam aos padrões neuronais das pessoas. Por exemplo, “o sistema consegue perceber se o utilizador, no momento, quer ou não efectuar uma dada tarefa. Por outro lado, com um simples fechar de olhos, o utilizador desliga o interface. Para ligar novamente, repete o movimento”, ilustra Gabriel Pires.

O sistema do jovem investigador foi desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos e acaba de obter o segundo prémio no Fraunhofer Portugal Challenge, um concurso que distingue estudantes e investigadores das universidades portuguesas que apresentem ideias inovadoras e de utilidade prática, com potencial de mercado.

Fonte: Ciência Hoje