segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Federação de Desportos de Inverno aposta no desporto adaptado







A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) vai apostar na próxima época no desporto adaptado, disse o presidente, Pedro Farromba, à agência Lusa.
“Está incluído na nossa candidatura ao contrato programa com o Instituto Português do Desporto e Juventude a compra de equipamento para desporto adaptado”, adiantou Pedro Farromba.
Carlos Santos, deficiente motor e praticante de esqui, é o responsável pela implementação do projecto, que passará a permitir a pessoas na sua condição praticarem a modalidade na estância da Serra da Estrela.
“É pena não termos condições para pessoas portadoras de deficiência praticarem esqui em Portugal. É isso que queremos mudar, para já com a aquisição de três tandem e dar formação a terceiros para poderem acompanhar”, explica Carlos Santos, natural da Covilhã, onde a federação está sedeada.
A função de Carlos Santos é identificar o que é preciso fazer. “Uma vez que me encontro nesta situação, a minha sensibilidade é completamente diferente, sei as condições necessárias para ter acesso à estância e qual o acompanhamento necessário de terceiros para connosco. Vou fazer essa ligação”, informa.
“Tenho a certeza que, assim que haja material, as pessoas com deficiência vão querer praticar aqui na serra da Estrela”, confia Carlos Santos, que actualmente é obrigado a deslocar-se ao estrangeiro para fazer esqui.
Para o colaborador da federação “muitas pessoas com deficiência não saem de casa porque não têm condições para o fazer”. “É preciso criar essas condições”, defende.



Agência Lusa

domingo, 6 de janeiro de 2013

Em Lisboa há um parque agrícola só para deficientes



Dinis Almeida, de 52 anos, sempre gostou de cultivar produtos hortícolas. Os pais estão ligados à agricultura e Dinis tem mesmo “uma horta na varanda”, “só que é pouco e mais à base de ervas aromáticas”.

Agora planta alfaces, couves, tomates e outros produtos na primeira horta adaptada a pessoas portadoras de deficiência da Alta de Lisboa. “Na minha zona não há nada que seja acessível, esta é a primeira que eu conheço”.

Inaugurada em Maio pela Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa (AVAAL), a horta tem como objectivo “garantir que cidadãos com menor mobilidade possam ter acesso às mesmas actividades que os [cidadãos] com mobilidade normal”. “Quer seja para os cidadãos sem dificuldades de mobilidade, quer seja para os cidadãos com mais dificuldade de mobilidade ou outras limitações, o gosto pela produção dos seus próprios alimentos, o gosto do contacto com as plantas e a terra, o gosto de sentir ligado ao ciclo da natureza são fundamentais”, defende Jorge Cancela, presidente da associação promotora do futuro Parque Agrícola da Alta de Lisboa, onde já se integra a horta acessível e que deverá estar terminado “em meados de 2013”. “Sempre quisemos que [o parque agrícola] fosse para todos”.

O terreno do parque agrícola, com cerca de 17 mil metros quadrados, situado na Quinta dos Cântaros, foi cedido pelo município à associação através de um protocolo assinado em Dezembro de 2011, por uma quantia simbólica anual de 427 euros. Por um período de seis anos, renovável, a AVAAL compromete-se a utilizá-lo para promover a sensibilização e educação ambiental, a dinamização social daquela comunidade e a produção alimentar.

Concebida para cidadãos portadores de deficiência física ou mental, a horta tem talhões elevados ao nível da cintura, de modo a puder ser trabalhada tanto em pé como por pessoas em cadeiras de rodas. Além disso, os canteiros têm uma largura estreita, que não ultrapassa “o tamanho dos braços” e permite “trabalhar lateralmente” a terra, explica Jorge Cancela. Já os corredores são largos, onde cabem duas cadeiras de rodas lado a lado, e há guias no chão para auxiliar os invisuais. Numa ponta existem ainda canteiros mais baixos, para as crianças.

Actualmente a horta tem quatro utilizadores, três adultos e uma criança. Mas “outros quatro estão a chegar”, avança o responsável, referindo que o limite será “entre oito a 12 pessoas” e “eventualmente quatro crianças”. Dinis Almeida confessa que “é um bocado raro” encontrar as outras duas horticultoras inscritas e “gostava que houvesse mais pessoas”. “Quanto mais pessoas houver melhor, até mais para o convívio [e] porque depois podemos trocar os produtos”.

Mesmo que muitas vezes não tenha a companhia de outros horticultores, Dinis Almeida “gosta de estar” na horta, “ver as plantas” e o ciclo de crescimento e amadurecimento dos frutos, “mexer na terra e depois comer as coisas” que cultiva. “Até ofereço às outras pessoas e digo ‘isto fui eu que plantei’”. Também Célia Gaspar, com paralisia cerebral, “adora isto”, conta Cristina Morais, coordenadora dos projectos da AVAAL. “Às vezes já não tem nada para plantar nem para regar e está só aqui picando a terra”.

Projecto está a ser bem acolhido pela comunidade
Dinis Almeida costuma ir acompanhado da mulher ou de um dos irmãos, que o ajudam nas várias tarefas agrícolas, e até já levou primos e sobrinhos. “Um dia juntámos aqui oito pessoas”. Quando não podem ir acompanhados de familiares ou de amigos, Cristina Morais vai dar uma ajuda. “Trago as plantas, ajudo-os a remexer a terra, que por vezes não têm força suficiente, ajudo a regar, a carregar a água”.

O espaço está equipado com dois armazenadores de água, um contentor para a compostagem e um abrigo em madeira onde são guardadas as ferramentas e os materiais. No início houve uma casa de banho para deficientes, mas como “não era usada” e “custava algum dinheiro” foi retirada. Só quando o parque agrícola estiver concluído é que “haverá todo esse tipo de apoio em situação permanente”, adiantou o presidente da AVAAL.

A utilização da horta tem um custo de cinco euros por mês por cada dois metros de talhão e os utilizadores têm de se fazer sócios da AVAAL (não tem um valor de quota fixo). A água e a maioria das plantas são fornecidas pela associação, mas o transporte é neste momento assegurado pelos utentes. “Os transportes públicos aqui não são fáceis e portanto [os atuais utilizadores] são pessoas que têm já os seus meios de locomoção própria”, afirma Jorge Cancela.

“Nós sentimos que algumas pessoas que gostavam se calhar de utilizar este espaço não têm forma autónoma de cá chegar”, admite. Mas mesmo entre os atuais utilizadores, há também quem vá menos à horta por indisponibilidade da família. “A Madalena Brandão está em cadeiras de rodas e é a que vem menos vezes porque precisa de acompanhamento para sair do carro”, conta Cristina Morais. Contudo, a AVAAL já fez “uma candidatura para, com outras associações, pudermos ter um veículo adaptado para pudermos ter um meio de irmos buscar essas pessoas”, avançou o responsável da associação, adiantando que o resultado da candidatura deverá ser conhecido dentro de um mês.

Sendo um colectivo de cidadãos e sem fontes de rendimento, a AVAAL vive de apoios, donativos e de candidaturas a programas de financiamento. Grande parte da verba para a construção da horta acessível veio do Programa EDP Solidária 2011 e do projecto Entre Gerações da Fundação Calouste Gulbenkian. “O resto tem vindo de apoio de empresas, de um grande envolvimento de cidadãos e de voluntários”.

O projecto, dizem os elementos da associação, está a ser bem acolhido pela comunidade envolvente. “Nós tínhamos um certo receio de que, estando este espaço sempre aberto, que pudesse haver algum vandalismo”, confessa Jorge Cancela. Mas as pessoas “adoptaram muito bem a horta acessível, então sabemos de muitos casos em que as pessoas vêm aqui sem lhes pedirem nada, vêm regar, no outro dia vieram aqui arrancar as folhas secas”, conta Cristina Morais. “É muito curioso esta dimensão num bairro que se diz que é complicado, onde este espaço está completamente disponível, qualquer pessoa pode cá entrar, e ninguém mexe. Julgo que é um bom indicador de aceitação que a comunidade acaba por dar a este espaço”, conclui Jorge Cancela.

Notícia actualizada com informação sobre cedência do terreno por parte da Câmara de Lisboa


Fonte e video: Público

sábado, 5 de janeiro de 2013

Assistência sexual ou prostituição? O direito à sexualidade, apesar da deficiência.


Marien, assistente sexual de pessoas com deficiência
Marien, assistente sexual de pessoas com deficiência
Se o direito à sexualidade existe para os deficientes, seus desejos íntimos continuam sendo um tabu e objecto de preconceitos.
A formação de dez assistentes na Suíça francesa chamou a atenção para um mundo oculto, feito de desejos abafados e carências afectivas.
Eles são enfermeiros, massagistas, terapeutas ou artistas. Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para responder às necessidades sexuais de pessoas sofrendo de uma deficiência física. Uma tarefa delicada, sobretudo pelo fato de a sexualidade de inválidos ser geralmente rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos.
Falar do seu próprio corpo, da sua relação com a intimidade e o sexo não é fácil. Menos ainda se a pessoa é considerada como "diferente". Portanto, a "sexualidade de deficientes é um direito que deve ser respeitado e protegido com uma sensibilidade extrema", declara Ahia Zemp. A psicoterapeuta é responsável pela Seção Deficiência e Sexualidade (FABS, na sigla em alemão) de Basileia, que foi também a primeira associação na Suíça a propor uma formação especial de assistentes eróticos.
"A relação com a sexualidade é uma noção extremamente subjetiva. Da mesma forma que beber ou comer, é uma pulsão natural tida não apenas pelas pessoas válidas", explica. "Os deficientes físicos são muitas vezes considerados como pessoas assexuadas, sendo que, na realidade, têm os mesmos desejos que os outros e têm os mesmos direitos de concretizar sonhos e viver seus desejos", acrescenta Zemp.
Sexualidade e deficiência, um tabu duplo
Para responder às necessidades dos novos pacientes, a Associação Sexualidade e Deficiência Pluriels na Suíça francesa (SEHP) acaba de formar seu primeiro grupo de assistentes sexuais diplomados. Em breve, os seis homens e quatro mulheres irão acompanhar os vinte profissionais já ativos na Suíça de expressão alemã, quebrando dessa forma um tabu duplo: o da sexualidade e da deficiência física.
O projeto começou em 2002, quando a organização de apoio Pro Infirmis elaborava um programa educativo nesse sentido. Na época, a novidade havia tido tal impacto midiático, que inúmeros doadores decidiram anular suas doações. A justificativa: muitos qualificavam a assistência sexual para deficientes como uma "forma latente de prostituição".
A consequência para a Pro Infirmis foi a perda de 400 mil francos em poucos meses e a decorrente decisão de interromper o projeto. Dois anos mais tarde, e seguindo o impulso da sua presidente Aiha Zemp – ela própria deficiente – a FABS decidiu retomar a idéia e inaugurou a primeira formação para assistentes sexuais. Hoje em dia, cinco anos após o lançamento, o balanço feito por Aiha Zemp é largamente positivo, mesmo se críticas ainda são ouvidas.
Rejeitado nos países católicos, como a Itália, esse trabalho está longe de ser um piomeirismo helvético. Outros países, como a Holanda, Alemanha e Dinamarca, também têm serviços semelhantes. Já nos anos de 1980, eram formadas nos Estados Unidos e no norte da Europa profissionais para apoiar deficientes nos seus desejos sexuais. O trabalho chega mesmo a ser custeado pelos seguros de saúde em alguns países escandinavos.
Sem catálogos
A Suíça não chegou a tanto. O principal desafio é conquistar aceitação pelo trabalho. E no que este consiste verdadeiramente?
"Não temos um catálogo de apresentação", explica Catherine Agthe Diserens, presidente da SEHP. "Cada caso é único e deve ser avaliado separadamente para melhor compreender o que as pessoas que nos procuram necessitam e como podemos ajudá-las a se sentir melhor". Um diálogo que se constrói também através da ajuda de educadores e da família, a partir do momento em que o grau de deficiência o exige.
Da massagem erótica às carícias, até o strip-tease ou masturbação: o leque proposto é extenso e responde simplesmente às necessidades de uma intimidade geralmente reprimida e mesmo estigmatizada. "Cada assistente oferece com empatia e respeito um pouco de ternura contra uma remuneração que vai de 150 a 200 francos por hora", relata Catherine Agthe Diserens. "Por vezes, o trabalho é simplesmente descobrir o prazer de reencontrar uma funcionalidade perdida após um acidente, enquanto que, em outras circunstâncias, a relação pode ir até uma relação oral ou a penetração."
"Solicitar a ajuda de assistentes sexuais não é a solução para cada problema, mas isso permite cobrir um vazio, cuja existência até então era negada", lembra Aiha Zemp.
Um trabalho difícil
Ao contrário da prostituição, o acompanhamento sexual de deficientes só pode ser iniciado após um trabalho pontual de educação, orientado pelo respeito ao outro, pela ética e a escuta. "Os assistentes sexuais devem ser pessoas equilibradas, conscientes da sua própria sexualidade e não sentir desconforto com a deficiência. Além disso, eles devem manter outro trabalho a tempo parcial. Também é preciso informar os próximos da sua escolha profissional", detalha Dieserens.
"É uma experiência transtornadora. Colocamos tudo em questão: nossas idéias, nossa relação com o corpo e outros", revelava Jacques, um assistente sexual que acaba de receber seu diploma, durante uma entrevista à rádio.
Casado, pais de três crianças, Jacques relata que sua esposa apoiou sua decisão com naturalidade, sobretudo devido aos limites fixados por ele próprio desde o início: "Me dedico ao corpo, à pele, aos órgãos dessas pessoas. Não posso lhes negar massagens, carícias íntimas, mas não chego à penetração. O beijo – e o resto – está reservado a uma só pessoa bem determinada na minha vida."
A formação dura 18 dias, distribuídos por um ano, e acrescida de uma dezena de horas de trabalho em casa. Os custos chegam a 4.200 francos, o que mostra a motivação dos que escolhem o caminho.
Apesar do reconhecimento de muitos, a formação continua sendo difícil de explicar à família e até mesmo a si próprio. O fato de que, de um ponto de vista legal, o trabalho de assistente sexual seja assimilado à prostituição e esteja impregnado de uma conotação negativa não facilitam.
Mas para Aiha Zemp, esses profissionais estão apenas levantando o véu de um universo oculto, feito de desejos rejeitados e perturbações afectivas. Um mundo que deve ser abordado com um olhar diferente, ao se tratar de deficientes físicos. Uma diferença que tem um grande valor para aqueles que, como Jacques, conseguem transpor a deficiência e os temores que muitas vezes ela inspira para começar a escutar a necessidade íntima de ternura.
Uma forma de ajuda
Em junho passado, 10 suíços da parte francesa do país ganharam seu diploma de "assistente sexual" após um curso de 18 dias.
A formação é coordenada pela associação "Sexualidade e Deficiência Pluriels (SEHP).
Geralmente os assistentes recebem entre 150 e 200 francos pelos seus serviços.
Na parte alemã da Suíça e em outros países do norte da Europa, esse tipo de formação já existe há vário anos.
Em 2002, devido às reclamações de alguns dos seus doadores, a associação Pro Infirmis habia abdicado de oferecer uma formação semelhante.
Logo depois, o projeto foi retomado pela Seção Deficiência e Sexualidade (FABS, na sigla em alemão) em Basileia. Desde então, dois grupos de assistentes já foram formados (2004 e 2007).
Fonte: Swissinfo.ch

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Isenção do pagamento de encargos com o transporte não urgente de doentes e taxas moderadoras

Esclarecimento sobre o regime de isenção do pagamento de encargos com o transporte não urgente de doentes e regime de isenção do pagamento de taxas moderadoras.

Bom Ano de 2013

Queridos amigos, não quero deixar de vos desejar a todos um bom Ano de 2013...
Mais inclusivo, mais solidário, mais igualitário...
Não fiquem indignados apenas on line...mostrem ao mundo a vossa indignação. Reclamem, protestem sempre que sintam que está uma injustiça a ser cometida...
Que encontrem a vossa "voz", que lutem efectivamente por um mundo melhor!
O Futuro depende de nós! E o destino somos nós que o construímos...sejamos obreiros do nosso próprio caminho.
Vivam muito, amem ao limite, riam, brinquem, chorem, caiam, levantem-se...e recomecem tudo de novo.
Reinventem-se, abram-se à vida...
Mas não se esqueçam sobretudo de SER FELIZES!
Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ser Deficiente é ser capaz

Venho aqui apresentar-lhes o livro da minha amiga Rita Saraiva.

A Rita Saraiva nasceu em 1972 em Lisboa. Pintora e poetisa, licenciou-se pela UTL na Faculdade de Arquitectura em Design de Produto (2000).
Edita agora o seu primeiro livro de auto-ajuda baseado na sua vivência e percurso quer de estudante quer de pessoa com incapacidade motora de 80%.
Um testemunho em primeira mão, escrito como diário intimo e pessoal, muito pessoal.


SER DEFICIENTE É SER CAPAZ

"Este livrinho pretende ser uma ajuda para quem sofre de mobilidade reduzida ou de alguma deficiência, mas também para as pessoas acompanhantes da mesma… amigos, pais, família e professores ou outras, todas as pessoas se poderão rever neste relato feito com o coração para o coração de cada um de nós.

É uma visão muito simples da vida, de alguém que no momento em que se encontrou sem estrada, sem energia, construiu a própria estrada, a própria alegria, a própria vida. Conselhos, exemplos, episódios pontuais de grande realismo e semelhantes a muitos casos, se registam aqui como prova de que é possível, prova de que a matéria só é um reflexo do que o espírito pode alcançar.
Fala sobre AMIZADE, ESFORÇO, CORAGEM, FÉ, ALEGRIA de viver e olha para a vida com uma promessa de AMOR.

«…Por sonhar em ser veloz ou ágil, o deficiente quebra as barreiras do que é impossível. O deficiente é teimoso, teima em viver.
O sopro de vida no deficiente é muito mais forte do que nas pessoas 100%».
«…A delícia é a sobreposição de um gesto a outro gesto. É a invenção da experiência feliz. Na delícia eu nego o que não quis na vida.
Estico-me na delícia, absorvo a música, o ar…
Na delícia atiro-me ao vento e o tempo que espere por mim!
Na delícia posso repousar e o único embate é o doce, porque o gelo já se partiu todo. A delícia, o último segredo guardado bem cá dentro no íntimo de cada um de nós é a descoberta que eu fiz e tento explicar de um modo simples e todas as pessoas que forem capazes de a sentirem. Mais ainda a quem for deficiente. Um mundo de motivos e de progressos existe para si e para todos, preciso é cultivá-lo.
Este livro é para todos e para quem tem coragem para ter «coragem».

«…Nós deficientes conseguimos sentir delícia, um sabor terno, manso, exuberante, uma brisa de vida intensa. Mas temos que procurá-la.
Procura a brisa da tua vida, amigo. Procura a delícia. O sabor que tu gostas.
A todos os pais, todos, digo que façam dos seus filhos pessoas capazes de ser independentes nos gestos, nos desejos, nos prazeres, nos passos que dão e atenção que isso, começa em criança nos detalhes».


in    SER DEFICIENTE É SER CAPAZ
Rita Saraiva
Editora: Padrões Culturais

Podem encontrá-lo numa livraria ou encomendá-lo em: padroesculturais@gmail.com


Bom 2013

"Que as realizações alcançadas este ano sejam apenas sementes plantadas que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro."