terça-feira, 12 de março de 2013

Somos ou não cidadãos da UE?

O artigo 26.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia reconhece o direito das pessoas com deficiência a «beneficiarem de medidas destinadas a assegurar a sua autonomia, a sua integração social e profissional e a sua participação na vida da comunidade». As pessoas com deficiência representam actualmente mais de 15% da população da UE.

As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão europeu. Para garantir que beneficiem plenamente desses direitos, a UE reconhece que é necessário consagrar uma atenção especial a esta problemática particularmente complexa. O principal objectivo deve ser o de permitir às pessoas com deficiência que desempenhem o seu papel e exerçam os seus direitos enquanto cidadãos e usufruam das mesmas oportunidades de escolha individual e de controlo sobre a sua vida que as pessoas não portadoras de deficiência. As acções a desenvolver deverão nortear-se pela necessidade de garantir o acesso, a acessibilidade e a inclusão em termos iguais aos da restante população. Neste contexto, é dada prioridade máxima ao acesso aos cuidados de longa duração e aos serviços de apoio. Para além destes factores, é igualmente necessário ter em conta a compensação das deficiências, a formação e a reabilitação, a minimização das consequências económicas e sociais da deficiência e as desigualdades na saúde. Reduzir a exclusão social, eliminar os obstáculos e barreiras, facilitar a mobilidade e aproveitar as tecnologias da informação são objectivos importantes neste domínio.


Tudo isto está consagrado na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Portugal é um país membro da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1986, após ter apresentado a sua candidatura de adesão a 28 de Março de 1977 e ter assinado o acordo de pré-adesão a 3 de Dezembro de 1980.

No entanto, ainda estamos muito longe de cumprir esta disposição e de respeitar em pleno os direitos da pessoas com deficiência. 
As pessoas com deficiência, na sua maioria, não têm ainda direito a usufruir das mesmas oportunidades que os outros cidadãos, mercê das intermináveis barreiras fisícas, económicas e sociais. Nem detêm o controle absoluto sobre a sua vida, quando não podem ter uma vida independente nem uma palavra a dizer sobre o tipo de cuidados que pretendem, sobre o tipo de cuidadores que necessitam nem o direito a optar se querem passar os seus dias em lares, residências assistidas ou no conforto do seu lar, com o apoio de cuidadores credenciados.
Os portadores de deficiência ainda lutam em Portugal pelo direito a uma Vida Independente; pelo direito ao acesso ao ensino, com igualdade de oportunidades, que também passa por uma alteração das regras da atribuição das bolsas de estudo, atendendo aos rendimentos e às despesas acrescidas à sua deficiência; pelo direito ao emprego, pelo direito à Justiça, pelo direito à Saúde.
Não há em Portugal uma política eficaz no que concerne aos cuidados de longa duração nem aos serviços de apoio. Nem apoio financeiro aos cidadãos portadores de deficiência que estejam integrados no mercado de trabalho e sejam contribuintes, mas continuem a precisar de auxílio à vida diária.
Em Portugal, continuamos a primar pela exclusão social, pelas barreiras e pelos obstáculos criados à integração das pessoas com deficiência. 
A grande maioria das pessoas com deficiência vive muito abaixo do limiar da pobreza, com pensões de invalidez de 213 euros e pensões sociais de invalidez de 190 euros, mais ou menos.
Barreiras físicas, económicas e sociais são sinónimo de EXCLUSÃO.
Não me parece que em Portugal os governantes  estejam preocupados em criar mecanismos que permitam as pessoas com deficiência «beneficiarem de medidas destinadas a assegurar a sua autonomia, a sua integração social e profissional e a sua participação na vida da comunidade». 
A legislação existe mas não é aplicada.
Afinal, Portugal é ou não cidadão de pleno direito da UE? 
Somos ou não cidadãos da Europa?

Manuela Ralha

Educação Especial - atividade da Inspeção-Geral da Educação e Ciência


 O plano de atividades para 2013 da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) prevê um plano de acompanhamento que, para além de outras áreas, incide sobre a Educação Especial. O plano prevê a visita 98 escolas/agrupamentos, assim distribuídos: 
34, Norte; 23, Centro; 30, Lisboa e Vale do Tejo; 11, Alentejo e Algarve. 

ATIVIDADE I.2 – EDUCAÇÃO ESPECIAL – RESPOSTAS EDUCATIV
AS 


Enquadramento
A Educação Especial tem sido objeto de uma intervenção que procura identificar e eliminar possíveis problemas e dificuldades na integração dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Nesse sentido tem-se procurado, por exemplo, investir na qualificação dos docentes e na criação de unidades de referência que melhor acompanhem os alunos inseridos na Educação Especial.
Na sua atividade, a IGEC procura acompanhar e avaliar o modo como os jardins de infância e as escolas dos ensinos básico e secundário têm implementado as alterações à organização da Educação Especial resultantes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, e qual a qualidade do trabalho efetuado em cada organização escolar.

Objetivos
Esta atividade tem como objetivos operacionais: 

 • Acompanhar a organização e o funcionamento da Educação Especial, tendo em conta: 
a) o planeamento da Educação Especial; 
b) os procedimentos de referenciação e avaliação; 
c) a elaboração e execução dos programas educativos individuais; 
d) a articulação entre os diversos intervenientes, incluindo famílias, serviços e entidades; 
e) a gestão dos recursos humanos e materiais quanto à sua adequação, eficácia e racionalidade; 
 f) a articulação com o sistema de Intervenção Precoce na Infância; 
• Apreciar a qualidade das respostas educativas proporcionadas às crianças e jovens com necessidades educativas especiais de caráter permanente e os resultados alcançados, contribuindo para o aperfeiçoamento e a melhoria das práticas das escolas;
• Contribuir para a regulação da organização e do funcionamento da Educação Especial. 


E integra o objetivo estratégico da IGEC:
• Contribuir para a melhoria do serviço educativo e da qualidade das aprendizagens.
Metodologia
• Análise documental; • Entrevistas de painel; • Observação dos espaços e dos contextos educativos; • Entrevista com o diretor para apresentação das conclusões da ação; • Aplicação do questionário de avaliação da atividade pela escola; • Elaboração do relatório global anual da atividade.
Produtos
• Roteiro-Guião • Relatório da intervenção • Relatório global anual da atividade
Colaboração e articulação com outros serviços
• Direção-Geral da Educação (DGE) • Direção-Geral de Estatística da Educação e Ciência (DGEEC) 


Coordenação
• Pedro Valadares 


O Plano de Atividades pode ser consultado aqui.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Conferência Internacional para a Inclusão 5 e 6 de Julho de 2013


Título: banner da conferência includit, 5 e 6 julho, Instotito Politécnico de Leiria




Data limite para a apresentação de propostas de comunicação/poster: 20 de março 2013 no sítio do INCLUDIT.
 Fonte : Enviado por e-mail


sexta-feira, 1 de março de 2013

Programa Operacional Potencial Humano (POPH) - Qualificação de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade

Foi definido recentemente o novo quadro Programa Operacional Potencial Humano (POPH). Vejam abaixo:

Qualificação de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade

Regulamento Específico

Grelha de Análise - Formação profissional 

Grelha de Análise - Informação, Avaliação e Orientação Profissional


Apoio à Mediação e Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade

Regulamento Específico

Despacho nº 14572/2012


Fonte: tetraplegicos.blogspot.com

Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional - Antigos Centros Novas Oportunidades

Os Centros Novas Oportunidades serão extintos no final do mês de Março. 
Serão conhecidos como Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional. Conheça aqui a portaria.
Segundo o documento, as pessoas com deficiência serão também incluídas: "Na atividade a desenvolver pelos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional inclui-se, também, a valência destinada a pessoas com deficiência e ou incapacidade, visando dar resposta à necessidade de assegurar a sua integração a nível social e laboral."

Fonte:tetraplegicos.blogspot.pt

Corte no complemento dependência 3ª pessoa


Mais um corte. Desta vez no complemento por dependência à 3ª pessoa. Quem receba mais que € 600 perde este complemento. 
(...) Constitui ainda condição de atribuição do complemento por dependência do 1.º grau, o pensionista não receber pensão de valor superior a € 600, considerando-se para este efeito a soma de todas as pensões recebidas pelo pensionista com a mesma natureza.

Para efeito do disposto no número anterior, considera-se que têm a mesma natureza, por um lado, as
pensões atribuídas por morte e, por outro, todas as outras pensões."


Fonte: tetraplegicos.blogspot.com

Terapia da Fala: VI Congresso Nacional

APTF realiza o VI Congresso Nacional, nos dias 10, 11 e 12 de Maio no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Debaterá temas relacionados com Terapia da Fala e Multidisciplinariedade, Questões de Desenvolvimento Pessoal e Profissional e Novas Abordagens em Terapia da Fala.

O congresso é um evento científico que pretende promover a atualização científica, a discussão e debate e o convívio entre terapeutas da fala e profissionais de áreas afins.


Informação completa: APTF