
Idosos com pensões mais baixas, desempregados de longa duração, famílias com rendimentos “muito baixos e com filhos a cargo” ebeneficiários da pensão social de invalidez serão os grupos contemplados com os descontos.
Mota Soares lembrou que o aumento do IVA da electricidade e do gás natural “não foi opção deste Governo”, mas resultou do memorando de entendimento que Portugal assinou com a troika “para garantir a sua solvência”.
“Mas foi um opção clara deste Governo tomar medidas que possam mitigar o impacto deste aumento”, afirmou.
Garantiu que o processo para pedir os descontos sociais “é muito simples”, devendo ser feito junto do respectivo operador de energia.
“Não têm de ir à Segurança Social nem pedir mais papéis”, disse.
Para estes descontos, uma medida que o ministro rotulou de “muito importante e de longo alcance, porque chega a muitas pessoas”, o Governo alocou 30 milhões de euros no Orçamento do Estado.
Mota Soares sublinhou que esta é uma das medidas da política de “ética social” do Governo, poupando as pessoas mais carenciadas a mais este esforço contributivo.
“Não é possível pedir mais a quem recebe 246 euros por mês, disse, lembrando ainda que o Governo também já decidiu descongelar as pensões mínimas, sociais e rurais.
O ministro da Segurança Social falava em Póvoa de Lanhoso, onde inaugurou o lar de idosos do Centro Social da Paróquia de Serzedelo, um equipamento construído ao abrigo do Programa Pares e que custou um milhão de euros.
O lar tem capacidade para 30 utentes em regime residencial e 20 em centro de dia, dando ainda apoio domiciliário a mais 60 pessoas.
Uma oportunidade aproveitada por Mota Soares para vincar a “mudança de paradigma” na área social, redesenhando o papel do Estado, “que deve ter a humildade de pedir ajuda às instituições que nasceram para ajudar”.
“A relação do Estado com as IPSS deve ser de parceria e não de tutela”, defendeu.
Lusa / SOL
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