Apesar da crise econômica batendo à porta, o cinema francês está em ótima forma. O melhor exemplo é a comédia “Les Intouchables”, uma comédia sobre o relacionamento entre um tetraplégico aristocrata parisiense e seu ajudante negro do subúrbio.
Quase oito milhões de pessoas já foram ver “Les Intouchables” (Os Intocáveis), dos diretores Eric Toledano e Olivier Nakache. François Cluzet, um dos atores franceses mais conhecidos do momento, faz o refinado cadeirante Philippe (François Cluzet), um milhonário que era um dos chefes da Pommery, fabricante de champanha, ficara tetraplégico após um acidente de parapente e vive num palacete rodeado de empregados, e Driss (Omar Sy), um ex-presidiário da África do Norte que vem da periferia de Paris, contratado para tomar conta de Philippe.

O mais interessante desta comédia ágil, com um ritmo de diálogos frenético, é que ela não propõe a curva tradicional da comédia, apostando numa sucessão linear de piadas e na ausência de desenvolvimento dos personagens. Eles são tão intocáveis que sequer se transformam, o que mantém o potencial cômico intacto até o final.
“Les Intouchables” é o carro-chefe de uma série de filmes franceses com boas críticas e público crescente, deixando blockbusters, como são chamados os grandes sucessos do cinema, para trás. O filme venceu o Grande Prêmio Sakura do Festival de Tóquio. Quinze filmes concorreram ao principal prémio do 24º Festival de Cinema Internacional de Tóquio, um dos maiores da Ásia.
Fonte: rfi português
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