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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Clientes do CRPG testam estrutura sanitária autoajustável

Os clientes do CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia encontram-se a testar um equipamento de sanita autoajustável. Esta estrutura sanitária possui um sistema mecânico acionado por 2 motores que permite um ajuste da altura do sanitário até 150mm através de um comando remoto. Foi desenvolvida pela Oliveira & Irmão S.A. - OLI.

Para melhorar esta estrutura sanitária auto ajustável, permitindo um uso facilitado a pessoas com deficiências ou incapacidades motoras, foi estabelecido um protocolo de cooperação entre a OLI, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o CRPG. O projeto que está na base do protocolo intitula-se MOVE e estará concluído até ao final de 2013.

A parceria estabelecida tem como objetivos validar o equipamento e introduzir as melhorias necessárias para usabilidade inclusiva, produzir um artigo científico com o estudo orientado pelo Design Studio FEUP para validação do produto pela população- alvo e sensibilizar e responsabilizar as empresas para a problemática da inclusão das pessoas com incapacidade no desenho dos seus produtos e serviços.

Com a participação neste projeto, o Centro pretende assim contribuir para a promoção de uma sociedade aberta, digna e inclusiva, conforme preconizado na sua visão.


Fonte: CRPG

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os seus direitos de passageiro sempre à mão



Nos últimos trinta anos, verificou-se um acentuado crescimento ao nível da mobilidade na Europa.
Para milhões de cidadãos o acto de viajar tornou-se uma realidade e, de facto, um direito. 
Os passageiros necessitam de um conjunto de princípios comum para que possam estar mais facilmente informados acerca dos respectivos direitos, caso algum aspecto não corra da melhor forma na sua viagem, independentemente do modo de transporte utilizado e do facto de todo o percurso decorrer num único Estado-Membro ou estender-se dentro da Comunidade ou a fronteiras externas. Deste modo, a UE empenhou-se em concentrar as suas atenções nos utilizadores no âmbito da política de transportes.
Na Europa, mais de uma em cada cinco pessoas considera que viajar é difícil devido à idade avançada, às deficiências ou a uma mobilidade reduzida. Para fazer de cada viagem uma experiência agradável, a União Europeia estabeleceu uma série de direitos que visam permitir-lhe deslocar-se como qualquer outra pessoa, quer seja por avião ou comboio.


Viajar de avião:

Ao abrigo da legislação comunitária as pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida estão protegidas contra a discriminação durante a reserva e embarque. Também têm direito a receber assistência nos aeroportos (na partida, chegada e deslocação) e a bordo dos aviões. De forma a facilitar o provimento da assistência, recomenda-se que envie previamente notificação das suas necessidades.

Veja o Vídeo:

Viajar de Comboio

Seis direitos fundamentais:

Comprar o bilhete sem preocupações

Pode optar por adquirir o seu bilhete, por exemplo, em estações com pessoal, em bilheteiras ou máquinas de venda ou ainda, na maior parte dos casos, através da Internet.

No entanto, caso nenhuma destas possibilidades esteja disponível é possível que também possa optar por comprar o bilhete no comboio.

Viajar em segurança

As companhias ferroviárias, os gestores de infra-estruturas e os chefes de estação têm a obrigação legal de tomar as medidas adequadas para garantir a sua segurança pessoal nas estações e a bordo dos comboios.

Direito a transporte para passageiros com mobilidade reduzida

Se tiver uma deficiência ou mobilidade reduzida, tem direito a viajar com a mesma facilidade dos outros cidadãos.

As companhias ferroviárias e os chefes de estação têm de garantir acesso não discriminatório e as reservas e bilhetes não deverão implicar quaisquer custos adicionais.

Informações sobre acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida

Mediante a sua solicitação, as companhias ferroviárias, vendedores de bilhetes e operadores turísticos deverão informá-lo relativamente à acessibilidade dos serviços de transporte ferroviário, condições de acesso dos vagões de passageiros e instalações a bordo.

Indemnização em caso de lesões corporais ou morte e responsabilidade pela bagagem

Desde que a causa de morte ou lesões corporais não esteja fora do controlo da empresa de transporte ferroviário, o passageiro e os seus familiares têm direito a indemnização por perda ou danos resultantes de morte ou lesões corporais.
A empresa de transporte ferroviário também é responsável em caso de:
  • perda e danos na bagagem de mão em caso de morte ou lesões corporais;
  • perda e danos em bagagem registada.
Protecção contra companhias de transporte ferroviário que não cumprem as respectivas obrigações e responsabilidades

As companhias de transporte ferroviário têm de estar devidamente cobertas por um seguro de responsabilidade ao abrigo da legislação aplicável aos direitos dos passageiros da UE referente aos respectivos passageiros e bagagem.
Deste modo, fica protegido contra qualquer incumprimento por parte das empresas de transporte ferroviário no âmbito das respectivas obrigações e responsabilidades.




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Banco de Ajudas Técnicas na Loja Social de Beja

Está disponível desde o início deste mês um Banco de Ajudas Técnicas na Loja Social “Entre(e)Ajude”, de Beja, tratando-se de um projeto da autarquia local.
O objetivo desta iniciativa é disponibilizar equipamentos que atenuam consequências da falta de mobilidade a pessoas sem autonomia física temporária ou permanente.
O banco, um projeto da Câmara de Beja em parceria com a Rede Social do Concelho de Beja e a Fundação S. Barnabé e o terceiro espaço da “Entre(e)Ajude”, loja criada pela autarquia e situada no mercado municipal, e resulta da aplicação de 50 por cento da verba angariada no primeiro ano de implementação desta loja social, de acordo com informação deste Município alentejano.
Ainda de acordo com a autarquia, os equipamentos destinam-se a minorar as dificuldades de mobilidade e a melhorar a autonomia e a qualidade de vida de pessoas que, por motivos de doença ou acidente, tenham perdido a mobilidade e a autonomia e tenham incapacidade ou deficiência temporária ou permanente.
Quem queira beneficiar destes equipamentos basta dirigir-se à loja social com prescrição médica ou encaminhado por entidades locais, como por exemplo Segurança Social, Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, Caritas Diocesana, Cruz Vermelha, Liga dos Amigos do Hospital e Bombeiros Voluntários, entre outros parceiros da Rede Social de Beja.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Denúncia de falta de acessibilidades

Aconselhamos que sempre que se deparem com uma situação de falta de acessibilidades, que condicione o acesso a um espaço e o usufruto do mesmo, denunciem essa situação junto das entidades responsáveis.

Apresentamos abaixo as entidades responsáveis por garantir o cumprimento das acessibilidades, de acordo com o definido no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 28 de Agosto. Algumas destas entidades têm um formulário próprio no seu site onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade. Nos casos em que não existe formulário próprio (IHRU, Câmaras Municipais), poderá utilizar o seguinte formulário.

Para além disso, todos os cidadãos vítimas de condutas discriminatórias com base na deficiência poderão efetuar denúncias com base na violação da Lei nº 46/2006 (relativa a situações de discriminação, nas quais se enquadra a falta de acessibilidades), diretamente ao Instituto Nacional de Reabilitação, que as reencaminhará, posteriormente, para as entidades competentes responsáveis por cada tipo de infração, consoante a entidade incumpridora e o local onde foi cometida. No site do INR, existe um formulário próprio que deverá ser preenchido e remetido para inr@inr.mtss.pt, ao qual poderá aceder clicando aqui.

- INSTITUTO DA HABITAÇÃO E DA REABILITAÇÃO URBANA, I.P. (a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais foi extinta e as atribuições desta entidade, excetuando as que se relacionam com o património classificado, foram integradas no IHRU, I.P.) - responsável pelos deveres impostos à Administração Pública central e Institutos Públicos que revistam a natureza de serviços personalizados e fundos públicos.

- IGESPAR, I.P. - responsável pelos deveres impostos aos edifícios e respetivos espaços circundantes que revistam especial interesse histórico e arquitetónico. Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade. Note-se no entanto que, de acordo com o artigo 10º do Decreto-Lei n.º 163/2006, de 28 de Agosto, constituem exceções, as situações em que o cumprimento dos requisitos de acessibilidade definidos afetem sensivelmente o património cultural ou histórico, cujas características morfológicas, arquitetónicas e ambientais se pretende preservar. Estas exceções deverão ser devidamente fundamentadas.

- INSPEÇÃO-GERAL DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL (anteriormente designada de Inspeção-Geral da Administração do Território) - responsável pelos deveres impostos às entidades da administração pública local (ex: Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia). Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade:www.igal.pt - Queixa eletrónica


- CÂMARAS MUNICIPAIS - responsável pelos deveres impostos aos particulares. As queixas e denúncias sobre incumprimento nas instalações e respetivos espaços circundantes em edifícios, espaços e estabelecimentos de entidades privadas deverão ser enviadas para a respetiva Câmara Municipal, dirigidas ao seu Presidente, que reencaminhará para o departamento específico. Nas Câmaras Municipais em que existe a figura do Provedor Municipal do Cidadão com Deficiência, as denúncias poderão ser-lhe enviadas diretamente.

Circular em cadeira de rodas em Oeiras. 20 conclusões



Vinte e três anos depois da publicação da Lei de Bases da Prevenção e da Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, e mais de quinze anos decorridos desde a publicação da lei que veio impor regras de acessibilidade para o espaço público (nomeadamente, passeios e atravessamentos pedonais), A Nossa Terrinha delimitou, num mapa de Oeiras, uma área cuja forma se assemelha ligeiramente a um focinho de cão…
…e saiu à rua para avaliar as condições de acessibilidade em cadeira de rodas nos arruamentos compreendidos no interior dessa área.


[Poucos meses antes, tínhamos oferecido o nosso trabalho voluntário à Junta de Freguesia de Oeiras, respondendo a uma mensagem que tínhamos recebido do respetivo presidente (em resposta a uma reclamação nossa sobre o deficiente rebaixamento de passeios junto à estação de Oeiras - que, diga-se a propósito, até hoje não foi corrigido). Propusemo-nos fazer um levantamento, em Oeiras, das passagens de peões onde os lancis tinham sido rebaixados com desrespeito dos limites legais, para eventual correção. Não obtivemos qualquer resposta.]


Fizemos medições em 70 passadeiras e em 112 troços de passeio, existentes nos 31 arruamentos que calcorreámos de uma ponta à outra.


- Das 28 ruas, só em 2 é possível circular de cadeira de rodas, no passeio, de uma ponta à outra da rua (essas duas ruas foram consideradas apenas parcialmente acessíveis por causa das passadeiras). Mesmo assim, com reservas: numa dessas ruas, a circulação em cadeiras de rodas está condicionada pelo espaço deixado pelos automóveis que diariamente invadem ambos os passeios; na outra, um dos passeios está em mau estado (intransitável?) e o do lado oposto tem, muitas vezes, lixo acumulado perto de um contentor, bloqueando por vezes a passagem.




Durante a realização deste trabalho, fomos abordados muitas vezes. E embora estejamos a falar de exceções (apenas isso), fomos, por vezes, sujeitos a “inquéritos” feitos em tom mais ou menos agressivo, fomos mais do que uma vez ameaçados de agressão, e, numa ocasião, foi no último instante que o Jorge evitou ser agredido - quando tirávamos fotografias em locais onde havia carros estacionados em cima dos passeios ou das passadeiras (houve até um automobilista que estava a sair da zona de carro e voltou atrás, parou o motor e saiu do jipe para nos abordar por andarmos a fotografar carros estacionados no passeio! Olhava insistentemente em redor, dando a ideia de que estaria à espera de não haver outras pessoas à vista, para nos "tratar da saúde"). Mais numerosas foram as pessoas que nos abordaram argumentando - aparentemente com grande convicção - que não podíamos andar a tirar fotografias aos carros. Muitas destas pessoas reagiram como se estivéssemos ali para pôr em causa “direitos fundamentais”, designadamente o “direito” de estacionar a lata nos espaços reservados aos peões. Mas também houve outras que consideraram suspeito que alguém andasse a tirar fotografias às suas casas (pensavam elas que eram as casas que fotografávamos), receando que estivéssemos a planear futuros assaltos, e em duas ocasiões em que as coisas estavam a ficar mais “complicadas”, a única forma de acalmarmos os ânimos foi explicar o que estávamos ali a fazer – e num desses casos a reação final acabou por ser positiva. Na Rua Cândido dos Reis, fomos alvo de prolongada chacota por parte de comerciantes. De resto, também obtivemos reações positivas: houve pessoas (na maioria, idosos) que, talvez adivinhando o que estávamos a fazer, nos desabafaram, por exemplo, a “vergonha” que era os carros todos os dias estacionados nos passeios, os passeios degradados ou ocupados com tralha de toda a espécie ou a praga dos caixotes de lixo deixados em cima do passeio.
[Mais de 36% dos habitantes da freguesia de Oeiras integram-se, pela idade, na categoria dos chamados “peões vulneráveis”: idosos e crianças. Não são uma “pequena minoria”, como por vezes se diz; têm é pouco ou nenhum poder reivindicativo e, no caso das crianças, não têm direito de voto.]


Fonte e informação completa: A Nossa Terrinha

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PICAV- Veículo eléctrico destinado a pessoas com Mobilidade Reduzida


O PICAV – Personal Intelligent City Accessible Vehicle, foi apresentado hoje, pela manhã, antes do começo dos trabalhos do Seminário Internacional de Apresentação Institucional, que está a decorrer no Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.

O PICAV, é um veículo eléctrico, cuja linha estratégica, na sua concepção, visa contribuir para garantir a mobilidade nas Cidades para pessoas com Mobilidade Reduzida. 
Hoje, no Barreiro, no âmbito do Seminário Internacional de Apresentação Institucional, foi efectuado o lançamento mundial do PICAV.

TCB’s um dos sete parceiros no projeto

De referir que o Seminário conta com a presença de representantes dos sete parceiros no projeto – Università degli Studi di Genova - Dipartimento di Meccanica e Costruzione delle Macchine (DIMEC) e Università di Pisa, ambas de Itália, University College London, do Reino Unido, Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (INRIA), França, MAZEL Ingenieros, Espanha, ZTS Vyskumno-vyvojovy Ustav Kosice, Eslováquia, e Serviços Municipalizados de Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) –, além da presença de representantes da Comissão Europeia.

Lançamento Comercial e test drive, terça-feira

Recorde-se que o Lançamento Comercial e test drive, está agendado para amanhã, dia 25 de Setembro, terça-feira, entre as 10h00 e as 18h00, no Parque da Cidade.
No local , será possível aos interessados fazer um test drive e esclarecer todas as questões com especialistas na matéria.
picav from PAMELA UCL on Vimeo.
Fonte: Rostos

domingo, 23 de setembro de 2012

Lisboa Acessível. “Somos um país habituado a guardar os deficientes numa caixa”



“Somos um país que está habituado a guardar os deficientes numa caixa fechada, para não poderem sair. Mas nós somos iguais a todos os outros, precisamos é de condições que nos ajudem a movimentar-nos”, diz ao i Deolinda Cruz, de 64 anos. Tinha 21 quando teve de amputar uma perna; um ano depois descobriu que tinha um osteossarcoma (tumor maligno dos ossos) e não foi preciso muito tempo para ter de usar uma cadeira de rodas. Ontem foi uma das dezenas de pessoas que estiveram presentes na acção de sensibilização “Um Passeio, por Lisboa (In)Acessível”, iniciativa que pretende alertar para as dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam quando circulam pela cidade.
A Associação Salvador, juntamente com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FDPP), a Fundação LIGA e mais quatro associações decidiram promover, com o apoio da câmara, a iniciativa “Um Passeio, por Lisboa (In)Acessível”, incluída no programa da Semana da Mobilidade da autarquia.
O ponto de encontro marcado em Entrecampos tinha dois objectivos: fazer o percurso até ao Campo Pequeno a pé ou em cadeira de rodas e, depois, de transportes públicos até ao Saldanha. As dezenas de pessoas com mobilidade reduzida foram acompanhadas pelo vereador da Mobilidade e Infra-estruturas Viárias da autarquia, Fernando Nunes da Silva, e por Inês Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que foram desafiados a fazer todo o percurso de cadeira de rodas: “Foi muito difícil e muito complicado. E acho que quem trabalha o espaço público, sobretudo os autarcas, deveriam, antes de começar a trabalhar o espaço público, fazer um percurso destes para ver as dificuldades e os obstáculos que existem, de forma a poderem trabalhar e executar melhor as obras de melhoramento que podem fazer para facilitarem e darem autonomia a estas pessoas”, disse ao iInês Gomes. Para a presidente da junta, o mais difícil foi “atravessar as estradas e as passadeiras, cujos lancis não estão nivelados à altura regulamentar”.
A altura dos lancis dos passeios e a falta de adaptação dos transportes públicos são dos problemas mais apontados pelas pessoas de mobilidade reduzida. Durante o percurso foram várias as vezes que muitas das pessoas em cadeira de rodas tiveram de ir para a estrada, por não conseguirem subir ou descer sozinhos.
“É preciso que se vá progressivamente corrigindo, pelo menos nos grandes eixos da cidade, onde há grandes equipamentos públicos e uma maior densidade de pessoas idosas. Isto não é só um problema de pessoas com dificuldade motora. Portanto, tem de se actuar nesses sítios para progressivamente criarmos condições mais dignas, e sobretudo mais humanas, para que esta gente possa utilizar a cidade como nós”, sublinhou ao i o vereador Fernando Nunes da Silva.
O projecto “Lisboa Acessível”, realizado pelas nove associações de mobilidade reduzida, é um dos candidatos ao Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa, que dá oportunidade a todos os cidadãos de votarem, desde ontem até 31 de Outubro, nos projectos que querem ver desenvolvidos na cidade.
Este pretende promover as acessibilidades no eixo Entrecampos-Marquês de Pombal, tornando o troço um modelo “daquilo que deverá ser a cidade do futuro”. O objectivo é eliminar todas as barreiras à acessibilidade neste percurso, incluindo a adaptação das passadeiras e paragens de autocarro, remoção dos obstáculos nos passeios, relocalização do mobiliário urbano e regularização do pavimento. “O mais importante é que todas as pessoas votem e se envolvam nesta causa, porque é muito difícil para uma pessoa com limitações poder fazer o seu dia-a-dia, tentar sair de casa e não conseguir ir a uma caixa multibanco, não conseguir ir a um café ou a um supermercado. Daí criar este troço, entre Entrecampos até ao Marquês, todo acessível”, afirmou ao i Salvador Mendes de Almeida.
De acordo com o fundador e presidente da Associação Salvador, a falta de acessibilidades nas ruas, transportes e edifícios impede muitas pessoas com mobilidade reduzida de terem uma participação mais activa na sociedade.
“Se este projecto sair vencedor, e se forem criadas estas acessibilidades, vai beneficiar toda a população, tornando Lisboa uma cidade mais atractiva, uma cidade mais amiga dos peões. Vai ser bom não só para as pessoas em cadeiras de rodas, mas para todas as pessoas, pois muitos são os idosos e muitas são as pessoas que temporariamente partem uma perna e que se vêem à rasca para se conseguir movimentar”, realçou Salvador Mendes de Almeida.
Fonte: i

domingo, 26 de agosto de 2012

CARLIFT Sistema de Transferência para Pessoas com Mobilidade Reduzida (R...


CARLIFT - Novo Sistema de Transferência de Dependentes Para o Carro 

Transferir um dependente de uma cadeira de rodas, para o assento de um transporte não adaptado, sempre foi complicado. Não sendo possível fazê-lo, através da tábua de transferências, somente resta transferirem-nos ao colo.

Felizmente foi lançado recentemente pela Rocargo -- Tecnologias de Acessibilidade, Mobilidade e Transporte, empresa do grupo Roques, uma nova alternativa. O CARLIFT, um novo produto de apoio.

É uma estrutura em alumínio de elevação manual, com uma funda em tecido, que funciona como uma grua e é aplicado no tejadilho do veículo, sem precisar fazer alteração nenhuma.

Fonte: Roca

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MUNICÍPIO ATRIBUI LICENÇAS PARA TÁXIS ADAPTADOS A PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA




Considerando a importância de promover o transporte em táxi de pessoas com mobilidade reduzida, o Executivo Municipal deliberou aprovar a atribuição de duas licenças para este fim. Os táxis vão operar na cidade de Vila Franca de Xira e na cidade de Alverca. Os veículos deverão ser equipados, nomeadamente, com plataforma de embarque ou outra forma de acesso pleno do passageiro em cadeira de rodas.

sábado, 28 de abril de 2012

Tecnologia que substitui cadeira de rodas oferece maior autonomia ao deficiente físico


Pesquisadores da Turquia desenvolveram um dispositivo capaz de trazer maior mobilidade e autonomia aos movimentos dos deficientes físicos e, quem sabe, futuramente, tornar obsoleta a cadeira de rodas. Trata-se do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica, que também permite que a pessoa permaneça em pé, o que é importante para manter as funções básicas de saúde para quem possui lesão na medula espinhal.
Com o dispositivo, o deficiente físico YusufAdturkoglu, que perdeu os movimentos da cintura pra baixo após cair de um cavalo há 5 anos, executa atividades sem a ajuda de ninguém. Através de um controle remoto, ele “chama” o Tek para perto da cama e a entrada pela traseira do aparelho facilita a acomodação de Yusuf que vai ao banheiro, ao supermercado, pode sentar em bancos, agachar e levantar com maior autonomia.O dispositivo tem um sistema de suporte de cintos e envolvem o usuário na parte inferior das costas e se agarram ao braço móvel.Não requer nenhum esforço de qualquer espécie.
Claro que muitos dos problemas que cadeirantes possuem com acessibilidade, os usuários do dispositivo Tek também terão, porém, essa nova tecnologia, além de ajudar na saúde do deficiente, também o torna menos dependente. Confira abaixo a demonstração do Dispositivo Tek de Mobilidade Robótica que está em fase de testes nas clínicas da Turquia e será fabricado em 5 tamanhos.
Este avanço robótico e medidas terapêuticas apenas metade cadeira de rodas tradicional é feita de aço inoxidável, pesa 80 quilos e é alimentado por duas baterias de gel. tem autonomia de 14,4 km e atinge uma velocidade máxima de 3, 2 milhas por hora, osusuários podem levar até 90 kg. Dispositivo robótico Mobilização Tek não é um novo tipo de cadeira de rodas, mas uma plataforma nova mobilidade, será vendido na Turquia e na Europa por US $ 15.000.
Fonte: Adrenaline

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Carlos Frazão: Gerente de uma empresa de adaptação de automóveis


Carlos Frazão tem 48 anos e é gerente e proprietário da empresa de adaptações de automóveis LeiriAdpat. Ficou paraplégico na sequência de um acidente de viação quando tinha 18 anos. Na altura era mecânico e foi nessa profissão que se manteve. Entretanto criou a sua própria empresa, especializando-se em adaptações de veículos para pessoas com deficiência motora. Conheça aqui o testemunho de Carlos Frazão. 
Associação Salvador (AS): Como é o seu dia-a-dia de trabalho? 
Carlos Frazão (CF): O meu dia-a-dia engloba ser responsável pela minha empresa e também desempenhar funções de mecânico e instalador de comandos auxiliares de condução para pessoas com deficiência motora e transporte das mesmas.
AS: Como surgiu a ideia de criar a LeiriAdapt? 
CF: Esta ideia surgiu pelo facto de eu estar inserido no ramo automóvel como mecânico e mais tarde perceber que este tipo de actividade tinha um grande significado na minha vida. Daí decidi criar uma empresa e estabelecer-me numa actividade pouco praticada mas que devido ao facto de eu próprio necessitar de um carro adaptado me era muito familiar. Foi uma forma de poder melhorar não só a minha vida em termos de independência como também a vida de tantas outras pessoas que se encontram numa situação semelhante à minha.
AS: Quais os produtos e serviços que a sua empresa oferece?
CF: A minha empresa faz instalação de sistemas auxiliares de condução de automóveis para que pessoas com algum tipo de limitação em termos de mobilidade possam conduzir. Instalamos também rampas, plataformas, bancos giratórios, gruas para armazenamento de cadeiras de rodas e outros sistemas de transporte.
AS: Teve algum tipo de apoio por parte do Instituto de Emprego e Formação Profissional para a criação desta empresa?
CF: Não tive qualquer tipo de apoio.
AS: Criou quantos postos de trabalho?
CF: Para além do meu, criei mais dois postos de trabalho. Neste momento tenho um assistente para as adaptações e alguns serviços de mecânica e uma funcionária no escritório.
AS: Teve outros empregos anteriormente. Que funções desempenhava? Pode descrever-nos por favor como tem sido o seu percurso profissional?
CF: Trabalhei como mecânico numa pequena oficina de reparação automóvel até à data do acidente que me provocou a paraplegia em 07-01-1982, obrigando-me a estar ausente desta actividade pelo período de cerca de 2 anos. Depois percebi que não estava totalmente limitado e com a ajuda de algumas pessoas amigas voltei a inserir-me com muita garra e dedicação á mecânica.  Fui então trabalhar por conta de outra pessoa a desempenhar a função de mecânico durante aproximadamente 15 anos. Mais tarde decidi lançar-me por conta própria e abri a minha empresa na altura só como empresa de reparações automóveis. Com a minha dedicação e os meus conhecimentos fiz preparações em alguns jipes para as 24Horas de Fronteira e dando assistência aos mesmos. Mais tarde então sim dediquei-me à actividade que exerço hoje. Depois de vários anos de experiencia como instalador de adaptações automóveis na minha empresa Carlos Frazão decidi á cerca de um ano criar então a Leiriadapt e estabelecer-me maioritariamente nessa área.
AS: Alguma vez sentiu, nas situações que nos descreveu anteriormente, que lhe foi negado o acesso a algum emprego, apenas devido ao facto de ter mobilidade reduzida?
CF: Felizmente não. As pessoas conheciam o meu trabalho e sabiam a minha experiencia e capacidade, por isso nunca tive qualquer problema em encontrar emprego.
AS: Que mensagem gostaria de deixar a outras pessoas com mobilidade reduzida que pretendem implementar o seu próprio negócio ou estão à procura de emprego?
CF: Ponto número um é nunca, de alguma forma, perder o contacto com as pessoas de quem nós gostamos e sentimos que nos apoiam. Depois é não nos inferiorizarmos, seja em que situação for, apesar de sabermos que temos muitos obstáculos pela frente.Também é importante sabermos ouvir a opinião dos outros, principalmente de pessoas experientes ligadas à nossa área de trabalho. E por fim viver um dia de cada vez, sempre o melhor possível e nunca deixar que nos impeçam de seguirmos os nossos sonhos.

terça-feira, 20 de março de 2012

“Segway” para paraplégicos deve chegar à Europa


Na Turquia, investigadores criaram o TRM Device para ajudar os paraplégicos a moverem-se, mantendo uma posição vertical.


Quando vemos o vídeo, é impossível não pensarmos nas Segway, mas a verdade é que este dispositivo não tem nada a ver com aquela marca. Aqui vemos Yusuf Akturkoglu, um jovem turco que teve um acidente de cavalo há cinco anos e que desde então ficou paraplégico.
Investigadores turcos desenvolveram este aparelho que pode mudar vidas como a de Yusuf: além de ajudar as pessoas a movimentarem-se, ainda as mantém numa posição vertical, o que os especialistas consideram vital para manter a boa forma do corpo humano.
Os utilizadores conseguem, na maior parte das vezes, entrar sozinhos nesta “cadeira de rodas” futurista e manter-se de pé enquanto se movimentam para todo o lado, explica a Reuters.
O TRM, de Tek Robotic Mobilization Device vai começar a ser vendido na Turquia esta semana e os investigadores procuram parceiros na Europa e EUA para disponibilizarem o aparelho. O preço deve rondar os 15 mil dólares.


Ler mais: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2012/03/20/segway-para-paraplegicos-deve-chegar-a-europa1#ixzz1pfF93N7M 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sabugal - Transporte Acessivel


Desde os anos 20 do século passado que a Viúva Monteiro & Irmão, Lda é um dos agentes mais importantes na mobilidade do concelho do Sabugal, contribuindo de forma decisiva para a inclusão social das faixas etárias mais desfavorecidas - os jovens e os idosos.
Foi neste sentido de combate à exclusão social que a Viúva Monteiro adquiriu recentemente um autocarro de pesado de passageiros adaptado ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida, com capacidade de transportar até 12 cadeiras de rodas. À data da aquisição da viatura, este é um dos dois veículos existentes no País.
 
Direccionado para dar resposta às instituições e entidades que apoiam pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada, este veículo, especialmente preparado, tem 55 lugares sentados que poderão ser reduzidos até 5 lugares sentados e, simultaneamente, 12 cadeiras de rodas. Para tal, os bancos são desmontados previamente consoante o número de cadeiras de rodas a transportar (4 bancos por cada cadeira de rodas) e o sistema de acesso das cadeiras de rodas ao interior é feito através de uma plataforma elevatória, sendo a cadeira de rodas segura por um sistema próprio de retenção.

Caso as necessidades passem apenas pelo acesso ao autocarro especialmente por parte de idosos ou outras pessoas com mobilidade condicionada, a plataforma elevatória permite colocar os passageiros no autocarro sem ter que subir as escadas. Desta forma, a nossa empresa vem dar a conhecer esta viatura que seguramente responde às vossas necessidades de transporte.

A promoção da qualidade de vida através do aumento da acessibilidade das pessoas de mobilidade condicionada como elemento essencial na equiparação dos níveis de vida e na integração social destas populações é um dos nossos objectivos.
Contacte-nos! pelo telefone 271 753 405, ou fax 271 753 418 email: geral@viuvamonteiro.pt  ou através do site: http://www.viuvamonteiro.pt/